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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O Anão

Assisti a ópera O Anão de Alexander Von Zemlinsky no Theatro São Pedro. Não conhecia essa ópera, gosto de tudo o que desconheço. É baseado na obra de Oscar Wilde, O Aniversário da Infanta que não li e quero ler. Como em O Retrato de Dorian Gray, o espelho é importante personagem.

Antes da ópera, o Theatro São Pedro promove com o maestro Leandro Oliveira uma palestra sobre a obra. O músico falou que Oscar Wilde ficou impressionado com o quadro com As Meninas de Diego Velázquez, com a Infanta e suas amigas. Nesse quadro há uma anã. Então escreveu esse texto. Zemlinsky acabou fazendo a ópera que incomoda, o texto incomoda, ficamos muito desconfortáveis. E parece que muitos se sentiram assim, porque se mexiam nervosamente em suas cadeiras. A Infanta encantava o mundo não só pela beleza, mas pela doçura, mas a Infanta do texto do Wilde é perversa. Insuportavelmente monstruosa.

Eu adoro as direções do William Pereira, está entre os meus diretores preferidos. Ele é simplesmente genial em O Anão. Os figurinos do Olintho Maliquias também são fantásticos. Adorei ainda os cenários de Karina Machado. A música é belíssima. A regência é de André dos Santos a frente da Orquestra do São Pedro. Adorei as cantoras que interpretam as serviçais, incríveis: Raíssa Amaral, Raquel Paulin, Marly Montini e Andréia Souza. Alguns cantores são da Academia de Ópera São Pedro. O Anão é interpretado por Mar Oliveira, a Infanta por Maria Sole Gallevi e Don Esteban por Gustavo Lassen. As fotos são de Heloisa Bortz.
A história é tenebrosa. Um sultão envia o anão de presente a infanta. O anão não sabe de sua condição porque nunca viu um espelho. Além de ser anão ele é manco e tem uma corcunda. A infanta perversamente se diverte com isso e brinca com os sentimentos do anão. Monstruoso. O Theatro São Pedro estava lotadíssimo! Ainda há apresentações 26 e 28, mas não sei se já estão lotadas.

e

Beijos,
Pedrita

sábado, 13 de junho de 2015

Aula Magna com Stalin

Assisti a peça Aula Magna com Stalin no Centro Cultural Banco do Brasil. A direção, cenografia, tradução e trilha sonora são de William Pereira, excelentes. Amei o espetáculo. Baseado na obra do inglês David Pownall o texto imagina um encontro de Stalin, censor e dois compositores Prokofiev e Shostakóvich. No programa, o diretor conta que desejava montar essa peça há 20 anos, mas não conseguia patrocinadores. Em 2008 se uniu com a produtora Flávia Furtado que também quis montar o texto e foram a luta. Finalmente o Centro Cultural Banco do Brasil percebeu a atualidade e a genialidade do texto e aceitou o desafio. E é fascinante, mas muito angustiante.

E como o texto é atual. Os dois líderes torturam verbalmente os dois músicos que pisam em ovos sobre o que e como podem responder a tantos questionamentos sobre a arte com visões simplistas e desinformadas. Tanto desrespeito ao talento artístico É muito angustiante. Eu tinha lido a biografia de Shostakóvich de Lauro Machado Coelho e queria muito ver o espetáculo. Eu gosto muito dos atores: Jairo Mattos, Felipe Folgosi, Luiz Damaceno e Carlos Palma. Tudo é excelente. Muito bem feitas as cenas dos atores ao piano, parece mesmo que são os compositores geniais tocando. A iluminação é de Caetano Vilela, figurinos de Fábio Namatame. As fotos são de Roberto Setton e Frederico Busch. Aula Magna com Stálin fica em cartaz até o dia 3 de julho e os ingressos custam somente R$ 10,00 e meia-entrada. Precisa comprar com antecedência porque está lotando.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 10 de abril de 2012

Marlene Dietrich - As Pernas do Século

Assisti a peça Marlene Dietrich - As Pernas do Século no Teatro Nair Belo. Eu queria muito ver esse espetáculo desde que estreou no Rio de Janeiro, fiquei muito feliz que chegou em São Paulo. O 007 foi ver comigo e também adorou, ele gosta muito de peças sobre o cinema. O texto é de Aimar Labaki, a direção cênica de William Pereira e a Marlene Dietrich é interpretada brilhantemente pela Sylvia Bandeira. Gostamos demais! Adoro esse trio! Começa com imagens de filmes com a Marlene Dietrich.

Depois a Sylvia Bandeira interpreta a Marlene Dietrich aos 90 anos. Ela recebe um entregador e começa a contar a ele a sua história. Adorei também que um grupo canta canções com música ao vivo, no palco está um piano, clarinete e violoncelo com os músicos Jefferson Martins (cello) Fernando Oliveira (clarinete) e Roberto Bahal piano e produtor musical . Os outros atores que também cantam além da Sylvia Bandeira são: Silvio Ferrari, Marciah Luna Cabral e José Mauro Brant.  Eu conhecia muito pouco da Marlene Dietrich, sabia que ela era a frente do seu tempo, de personalidade forte e realizadora, mas não tinha ideia o quanto. Fiquei com a sensação que não realizei nada, tal a profundidade das ações e personalidade dessa atriz. Ela  nasceu na Alemanha em 1901, passou por duas guerras, na segunda se naturalizou americana. Foi com os americanos na guerra, cantava para as tropas, para ajudar os americanos a livrar os alemães de Hitler. Dos 50 aos 75 anos fazia shows pelo mundo todo, veio inclusive para o Rio de Janeiro e São Paulo, um dos seus últimos shows. Adorei os cenários e a praticidade das cenas que se transformam que também são do William Pereira. A iluminação é de Paulo Cesar Medeiros. O programa é muito bonito, em preto e branco, papel brilhante, se transforma em um belo cartaz com a foto da Sylvia Bandeira interpretando a atriz. Marlene Dietrich - As Pernas do Século é um belo espetáculo que fica em cartaz em São Paulo até 27 de maio.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Menina das Nuvens

Assisti a ópera A Meninas das Nuvens de Heitor Villa-Lobos no Theatro Municipal de São Paulo. Essa montagem foi realizada pela Fundação Clóvis Salgado de Minas Gerais e apresentada no Palácio das Artes. O sucesso da montagem rendeu em 2010 5 Prêmios Carlos Gomes que comentei aqui. Queria muito ver de tanto que falaram e fiquei felicíssima com o intercâmbio. Raramente óperas seguem para outros estados. A direção cênica é do incrível William Pereira, a direção artística e regência do excelente Roberto Duarte. Essa montagem foi com a Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico. Os belíssimos cenários e figurinos são de Rosa Magalhães. O incrível design de luz de Pedro Pederneiras.

O libreto de Lúcia Benedetti conta a história de uma menina que vive nas nuvens e descobre que seu pai, o Tempo, é adotivo e que foi um pássaro que a deixou em uma nuvem. Ela decide ir atrás de sua mãe na terra. Adorei a história do Corisco interpretado magistralmente pelo Inácio de Nonno. A Menina das Nuvens é interpretada lindamente pela Gabriella Pace. O Tempo pelo ótimo Lício Bruno. Os outros ótimos do elenco são: Homero Velho, Fabíola Protzner, Silvia Tessuto, Flávio Leite, Adriana Clis, Giovanni Tristacci e Regina Helena Mesquita. A bela bailarina solista por Maíra Campos.

Beijos,


Pedrita

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Barbeiro de Sevilha

Assisti a ópera O Barbeiro de Sevilha no Theatro São Pedro. Essa comédia de Rossini foi dirigida pelo excelente William Pereira. O figurinista Olintho Malaquias era igualmente criativo. Me diverti muito! William Pereira trouxe essa ópera para os dias de hoje. Nossa protagonista malha o tempo todo, o cabeleireiro Fígaro quer se promover, tem grupo de dançarinos. O apaixonado pra se disfarçar aparece de Hare Krishna. Tudo muito ágil e divertido!

O Fígaro foi interpretado pelo Rodrigo Esteves. Rosina por Luciana Bueno, o Conde de Almaviva por Flávio Leite. O tutor por Saulo Javan, o pretendente por Eduardo Janho-Abumrad e a empregada por Priscila Zamlutti. A regência foi de Emiliano Patarra com a Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos e o Coral Vozes de São Paulo. Ainda terão mais três récitas, os ingressos custam R$ 20,00, mas é bom ver antes se ainda há lugares. O teatro estava lotado na estreia.






Youtube: Cartoon: Il barbiere di Siviglia (part 1)



Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Gianni Schicchi

Assisti a estréia da ópera Gianni Schicchi de Giácomo Puccini no Theatro São Pedro. É uma ópera cômica de um ato só que foi dirigida muito bem cenicamente e com belíssimos cenários de William Pereira. A direção musical e regência foi do Emiliano Patarra a frente da Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos. Foi um belo espetáculo e muito divertido! Os figurinos contemporâneos são de Natália Solferini e a iluminação foi de Caetano Vilela. Eu adoro esse diretor cênico, tinha falado dele aqui recentemente na direção da ópera Colombo de Carlos Gomes. Ele é brilhante!


O libreto é de G. Forzano, baseado no Canto XXX do Inferno da Divina Comédia de Dante Alighieri. Morre um homem muito rico, amigos e familiares se emocionam e avidamente buscam o seu testamento. Descobrem que seu rico parente ou amigo deixou tudo para a igreja. Aparece então Gianni Schicchi que resolve se passar pelo morto como se estivesse ainda vivo para poder fazer um novo testamento. Quem interpretou muito bem cenicamente e vocalmente o protagonista foi o barítono argentino Luis Gaeta (foto).
Os outros dois protagonistas que interpretam a filha do Gianni Schicchi e seu pretendente foram muito bem interpretados pela soprano Edna D´Oliveira (foto abaixo) e o tenor Paulo Mandarino (foto abaixo). Gostei muito também do trio de mulheres interpretados por Priscila Zamlutti, Andrea de Souza e Dalete Alécio. Também estava bem o barítono Yuri Jaruskevícius que interpretou o médico e o tabelião.
Adorei o menino interpretado por Habacuque Amós. O diretor cênico escolheu ótimos momentos para esse garoto que nos divertiu bastante durante o espetáculo. Haverão mais quatro récitas e os ingressos custam somente R$ 20,00 e meia-entrada.

As fotos são de Mário Cardoso.


Música do post: mario frangoulis - o mio babbino caro





Youtube: Angela GHEORGHIU - O mio babbino caro - G Schicchi - Puccini










Beijos,

Pedrita

sábado, 13 de setembro de 2008

Colombo

Assisti ao espetáculo Colombo de Carlos Gomes no Theatro Municipal de São Paulo, no dia em que o teatro completa 97 anos de existência. Eu adoro esse oratório e teve a maravilhosa direção cênica e cenários de William Pereira. É uma remontagem de uns anos atrás que tinha ficado encantada. Essa cena do barco é magnífica. É uma obra musicalmente linda sobre a primeira viagem de Colombo as Américas. O libreto de Albino Falanca romanceia um pouco a história. Carlos Gomes sofreu uma decepção de amor e deseja ir a essa aventura para esquecer o abandono. É exagerado também o amor romântico do rei e da rainha de Portugal. Mas não deixa de ser uma obra que conta um pouco da história. Essa concepção recheou o público com imagens de obras históricas da época, e no final passam alguns textos das próximas viagens de Colombo.

Cristovão Colombo é interpretado maravilhosamente vocalmente e cenicamente por Sebastião Teixeira. O rei e a rainha são interpretados por Marcello Vannucci e Monica Martinez. O frade foi encenado pelo ótimo Sávio Sperandio. Essa obra exige bastante do Coral Lírico do teatro que está excelente. E foi com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Nessa montagem só mudou a regência que tinha sido do maravilhoso Roberto Duarte e dessa vez foi do José Maria Florêncio.

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Beijos,
Pedrita