Terminei de ler
Mao - A História Desconhecida (2005) de
Jung Chang e
Jon Halliday da
Companhia das Letras. Eu queria muito ler esse livro quando foi lançado mas o preço era muito salgado, com motivo, é uma belíssima edição com 954 páginas, fotos em preto e branco, capa dura. Fiquei eufórica quando achei recentemente em um sebo com preço bem mais acessível. Atualmente é muito difícil achar essa edição, a outra com capa mole é mais achada.
A foto está com o marcador de páginas que é da Estação Liberdade.

Quando eu li
Cisnes Selvagens de
Jung Chang, passei a querer ler essa biografia.
Jung Chang é chinesa, seu pai apoiou
Mao Tsé Tung até ser preso e a autora ser enviada para os campos de arroz. Ela conheceu portanto a cidade que apoiava Mao e os campos. Independente do que conhece por ter vivido, ela e o autor inglês fizeram uma intensa pesquisa, entrevistaram inúmeras pessoas como Dalai Lama, Kissinger, muitos chineses na China e fora dela, há muitas páginas com registros biográficos, de inúmeros livros consultados. A biografia ficou entre os livros mais lidos e tornou-se um best-seller. Fico pensando quantas pessoas realmente leram todas as suas páginas. Essa edição mesmo que comprei parece que foi lida, mas não em toda a sua totalidade. Por ser um livro muito extenso ele acaba ficando marcado pelo manuseio. Eu mesma levei muito tempo para ler, primeiro pelo tamanho, mas também porque não é uma leitura fácil, muitas guerras, violência, tortura.
Foto da Segunda Guerra Mundial
Era época da Segunda Guerra Mundial, primeiro Stalin apoiava Hitler, depois o outro lado. Eu não tinha ideia que Mao não era um líder como Hitler, não era carismático, nem tinha inúmeros seguidores. Ele era um dos líderes que tentavam tirar a China do poder minoritário.
Tinham vários líderes. Inicialmente ele ficou com o grupo nacionalista e depois com os comunistas, nacionalistas e comunistas querem a derrubada do poder da época. Mao era muito inteligente, quando ele achava que uma função não era para ele, ele sabia escolher muito bem quem ia realizar o trabalho. Grande estrategista, ele foi aumentando o seu exército, ganhando visibilidade. Mao ganhava poder pelo medo, tortura e violência. Era uma época onde os líderes do mundo todo queriam expandir território, queriam estar entre as superpotências. Era costume querer dominar países e aumentar suas potências. Rússia, Estados Unidos e China estavam sempre em guerra para tomar o poder em países. Fico imaginando como deve ser terrível viver em um país sempre em guerra, dentro a civil e fora com outros países. Toda a guerra leva a torturas, escassez, violência e falta de tudo, inclusive alimentos. São décadas e décadas de conflitos.

Foto de Mao Tsé-Tung e sua esposa Jiang Qing
Por ser um livro escrito por uma mulher, a autora ressalta bastante as mulheres de Mao, que teve várias. A mais conhecida é a temida Madame Mao, Jiang Qing, sua última esposa, que ficou a frente da Revolução Cultural e era muito cruel. A autora relata que na década de 70 acharam nas paredes da casa da primeira esposa de Mao poemas e cartas que ela escreveu ao líder sem enviar. Na longa marcha uma de suas esposas caminhou grávida, teve o filho e o deixou pelo caminho. Não que tenha deixado com tudo certo, nem sabia se o filho tinha sobrevivido e com quem tinha ficado. Eu não sabia que a União Soviética pegava filhos de líderes comunistas e os treinava, vários sequestrando-os. Usava-os como negociação com os líderes comunistas dos outros países.
Beijos,
Pedrita