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terça-feira, 6 de junho de 2023

Hotel Coppelia

Assisti Hotel Coppelia (2021) de José Maria Cabral no HBOMundi. Vi que esse filme ia começar e coloquei pra gravar. Que filme lindo! É na República Dominicana, na Guerra Civil em 1965. O filme é dedicado a todas as mulheres que resistiram às guerras.

É um hotel de prostituição, mantido pelas mãos firmes de sua proprietária (Lumi Lizardo). Ela tem um filho, seu herdeiro.
Que lugar lindo, o hotel fica em frente ao mar. Pela localização, quando a guerra explode, o hotel é tomado por revolucionários. A proprietária negocia e as mulheres que ficaram podem permanecer, mas precisam cozinhar e cuidar dos ocupantes. Depois o exército dos Estados Unidos chega e igualmente ocupa o hotel. Excelentes todas as atrizes: Nashla Bogaert, Camila Santana, Jazz Vilá, Lisa Briones e Cindy Lundy. Que filme triste!
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 20 de maio de 2022

A Vida Extraordinária de David Copperfield

Assisti A Vida Extraordinária de David Copperfield (2019) de Armando Ianucci no HBO Mundi. Eu coloquei pra gravar. É baseado no livro de Charles Dickens que não li.

Dev Patel faz o jovem e adulto David Copperfield. É um filme enorme de uma história enorme. O filme escolheu o tom da comédia.
David Copperfield era uma criança (Jairaj Varsani) feliz. Vivia com sua amada, doce, linda e jovem mãe (Morfydd Clark). Ela acaba casando novamente com um homem (Darren Boyd) pavoroso que tinha uma irmã (Gwendoline Christie) mais pavorosa ainda. Ele é enviado pra trabalhar na indústria da família do padrasto. São muitas reviravoltas.

Sua tia é interpretada por Tilda Swinton. O elenco é muito grande já que são muitas histórias: Peter Capaldi, Aneurin Barnard, Nikki Amuda-Bird, Hugh Laurie, Benedict Wrong e Ben Whishaw.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 22 de junho de 2021

Nunca Deixe de Lembrar

Assisti Nunca Deixe de Lembrar (2018) de Florian Henckel von Donnersmarck na HBO Mundi. Eu zapeava e vi que era um filme de época, coloquei pra gravar. Mesmo quando o filme está começado, a gravação é desde o início. E que filme impressionante! Infelizmente atualíssimo!
 

Eu achei que era a história da jovem (Saskia Rosendahl) que aparece no começo com o garotinho (Cai Cohrs), mas na verdade é a história do garotinho. O garoto adorava desenhar. Começa com eles em um museu e um nazista falando sobre as obras, que as obras tinham só mulheres nuas e depravadas, muita semelhança com os dias de hoje com os ataques a cultura que não atende a ideologia vigente. O mais surreal é que Hitler foi roubando as obras de arte, tinha um plano de roubar tudo o que era arte de valor, de judeus, igrejas, e escondia em um depósito para ter poder com o maior acervo de obras de artes do mundo. Mas incitava os nazistas a odiar a arte.
A família do garoto já tinha se mudado porque não iam aceitar algumas normas, então preferiram ir se mudando. Quando chega a guerra eles já estão no campo. Os irmãos do garoto vão a guerra e morrem e a jovem é morta.
A guerra acaba, a família do rapaz está em situação difícil. O filho (Tom Schilling) consegue ajuda para estudar arte, arte comunista, arruma um emprego para o pai (Jorg Schutauff) de lavador de escadas. O pai não suporta e se mata. O jovem conhece uma bela moça (Paula Beer) que estuda corte e costura na academia de artes também. Eles se apaixonam, inúmeras surpresas e histórias trágicas vão se revelando. Alguns outros do elenco são: Sebastian Koch, Ina Weisse, Oliver Masucci, Hanno Koffler e Jeanette Hain. O filme é longo mas vale cada minuto. Que profundidade!
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O Corvo Branco

Assisti O Corvo Branco (2018) de Ralph Fiennes na HBOMundi. Faz um tempo que coloquei pra gravar, recentemente que vi que era sobre o maravilhoso bailarino Rudolf Nureyev, que filme. São inúmeros espetáculos de dança, dança em salas de aula, passeios em museus, é arte pura!

Nureyev era de uma família muito pobre com várias irmãs, ele era o caçula. O filme entrecorta a história da infância e quando ele tem 17 anos até ir se apresentar em Paris. De gênio forte, ele confrontava seus professores. Difícil saber porque o boicotavam, mas no filme o boicotam o tempo todo. Não dá pra saber se era pra ver se ele se curvava, já que a disciplina russa é bastante austera, sem afetividades, ou se era porque ele era pobre, ou não gostavam do jeito mais bruto no seu estilo de dança, talvez preferissem os que estavam mais no padrão russo e da dança clássica, de muita delicadeza, se era porque ele era desobediente, se era por pura implicância mesmo, se era porque perceberam que era acima da média, se era por inveja, mas é fato que o maltratavam muito. Sim, ele não era uma pessoa gentil também, mas sempre seu talento foi indiscutível. Tanto que no filme falam de vários bailarinos famosos da época, mas eu só lembro do Nureyev.
Ele consegue ir na companhia para dançar em Paris e depois em Londres. Em Paris ele é muito ovacionado, a imprensa vivia atrás dele, mas quando ele vai ao aeroporto, a companhia seguiria para Londres sem ele, e ele teria que ir para Moscou. Ele fica revoltado e com toda a razão, só ele não iria. Alguns acham que seria represália porque ele era indisciplinado e não aceitou algumas ordens, mas pode ser também porque perceberam que ele poderia ser mais suscetível a não voltar. Confesso que acho que foi um erro estratégico monumental. Talvez se ele fosse a Londres, tivesse voltado para a União Soviética depois. Acho que foi exatamente ele ser privado da liberdade e da dança que fez ele decidir se deserdar. 
O amigo dele liga para a amiga parisiense de Nureyev, ela procura a polícia do aeroporto, conta o que está acontecendo e ele deserda. 

Gostei demais que escolheram um grande bailarino para interpretar Nureyev. Oleg Ivenko está incrível e como dança. A dança é o principal do filme, muito bom que pode acontecer em toda a sua plenitude porque o protagonista e vários outros personagens eram grandes bailarinos. A amiga é interpretada brilhantemente pela linda Adèle Exarchopoulos. Outro amigo é interpretado por Raphael PersonnazRalph Fiennes interpreta o segundo orientador de Nureyev quando ele tinha 17 anos. A esposa por Chulpan Khamatova. Nureyev criança é interpretado pelo fofo Maksmillian Grigoriyev.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Michael Collins

Assisti Michael Collins (1996) de Neil Jordan na HBO Mundi. O 007 comentou: "aquele filme antigo?". Bom, não muito antigo, mas de algumas décadas. Desde que o Max ficou HBO Mundi o canal passou a programar filmes de algumas décadas atrás, gostei, mas espero que não tirem os filmes recentes independentes de vários países, minha paixão. Eu tinha colocado pra gravar. Recentemente descobri que esse sistema novo de gravação da Claro/Net tem tempo para o filme sair. Fica disponível por  um tempo e vi que alguns filmes que eu tinha gravado estavam pra sair, esse foi um deles. Agora vou ficar mais atenta e tentar ver primeiro os que gravei há mais tempo.

O filme é bastante violento, sobre os conflitos entre Irlanda e Inglaterra. Há vários filmes sobre o tema. Michael Collins era um dos líderes irlandeses. Eles promoviam ataques aos líderes ingleses que retaliavam com igual violência. Em um momento mandam um tanque em uma jogo e metralham todos jogadores, mulheres e crianças. Liam Neeson interpreta Michael Collins. Júlia Roberts integra o triângulo amoroso com Aidan Quinn. Stephen Rea faz o policial e Alan Rickman o intelectual. Aparecem ainda no elenco: Ian Hart, Brendan Gleeson e Jonathan Rhys Meyers.

Beijos,
Pedrita

sábado, 12 de setembro de 2020

Senhoras de Negro

Assisti Senhoras de Negro (2018) de Bruce Beresford no HBO Mundi. Eu vi que era um filme de época e coloquei pra gravar faz tempo, vi que vai reprisar no dia 18 em algum canal da HBO. É a história de quatro mulheres, vendedoras de uma loja e que usam preto. Um pouco otimista e artificial demais pro meu gosto, mas é um delicado filme baseado no livro da escritora australiana Madeleine St John, o filme também é australiano.

É perto do Natal e uma estagiária é contratada, a jovem interpretada por Angourie Rice é muito estudiosa e quer fazer curso superior em artes, quem sabe vir a ser uma atriz. As duas outras vendedoras, uma é solteira e mora sozinha, Rachel Taylor, e a outra é casada, Alisson McGirr.

A personagem da Julia Ormond é uma vendedora de roupas exclusivas. Ela é estrangeira, viajada e é casada com o personagem do
Vincent Perez
. Ela resolve ajudar a jovem estudiosa há se sofisticar, tirar o jeito provinciano. É um filme bonito, um pouco arrumadinho demais. Todas elas conseguem ser amadas e respeitadas, a convencer homens antiquados a respeitá-las, a relevar erros do passado. Muito bonitinho na teoria.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Uma Canção de Amor para Bobby Long

Assisti Uma Canção de Amor para Bobby Long (2014) de Shainee Gabel no HBO Mundi. Não conhecia esse filme, estava começando e gostei das imagens, coloquei pra gravar. É um filme de estrutura bem convencional, com excelentes atores e ótimas interpretações. Gostei, é um bom filme!

Há um enterro. A personagem da Scarlett Johanssen fica sabendo atrasado porque o companheiro não avisa. Ela viaja para a cidade da mãe e encontra dois homens morando na casa dela. Ela diz que a casa é dela e que vai ficar, eles dizem que no testamento eles também podem ficar. Logo ficamos sabendo que eles mentem pra ela, que o testamento permitia que eles ficassem só mais um ano. John Travolta foi namorado da mãe dela. O outro amigo dele interpretado por Gabriel Match. Há alguns outros atores mas o filme foca mesmo nos três. É um filme mais intimista. A trilha sonora é ótima.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 27 de março de 2020

Em Nome dos Pais

Assisti a série documental Em Nome dos Pais (2020) de Matheus Leitão Netto na HBO Mundi. Faz tempo comprei o livro mas ainda não li. Até pensei em gravar a série e ler primeiro, mas queria muito ver do documentário. Acho muito corajoso quem tenta contar parte dessa história que ninguém quer que seja contada, até mesmo muito perigoso.

Matheus Leitão Netto queria conhecer mais a parte da história dos seus pais na época da Ditadura Militar. Seus pais foram presos e torturados em Vitória entre 1972 e 1974. Sua mãe com 19 anos, Míriam Leitão, estava grávida do irmão dele. Míriam Leitão fazia alguns trabalhos de resistência, pichar muros, entregar panfletos. Seu pai ficou 9 meses preso, passando fome, sendo torturado. Os policiais levaram os pais deles para o quartel, sem avisar ninguém, sem direito a visitas, advogados, julgamentos. No silêncio de uma confidencialidade perversa, pessoas decidiam como seriam os interrogatórios, quais torturas usar e se as pessoas teriam direito ou não a vida.
Não há direito a reparação da história. É proibido ter acessos aos documentos, como é proibido não entendo, já que há a lei de acesso a informação. Mas uma minoria se acha no direito de impedir que a história seja contada. Com os documentos de prisão dos pais, por 13 anos, Matheus Leitão Netto pesquisou os nomes das pessoas que assinaram esses documentos, tentou visitar o quartel, mas não teve autorização. Estranhamente o quartel, um lugar público, pode ser alugado pra festas, festas de formaturas, casamentos, mas não pode servir para pesquisa histórica. Fiquei pensando quais são as licitações que autorizam que um espaço público possa ser alugado e qual o destino do dinheiro.
Um dos torturadores de Míriam Leitão foi Paulo Malhães. O documentário lembra que o coronel confessou as torturas na Comissão Nacional da Verdade e foi assassinado logo depois. O coronel diz não ter culpa do que fez. O olhar sádico e perverso é assustador. Um prazer no olhar em falar da tortura, mesmo que o discurso não seja empolgado.

Pelo fato de todos serem jornalistas, conhecerem os direitos dos entrevistados e pessoas nas ruas, o documentário é muito cuidadoso em preservar a imagem das pessoas que não querem aparecer. O documentário mostra que vários países já fizeram a reparação. Eu vi o filme do Mandela: O Caminho para a Liberdade e lá na África do Sul os torturadores ficavam em uma mesa e um a um dos torturados iam ao microfone relatar os fatos, só isso, e que foi fundamental para a reconstrução da nação. E se achavam que os comunistas precisavam ser parados, que usassem a lei com prisões, julgamentos, jamais com desaparecimentos, torturas e mortes. Se os comunistas não podiam matar, sequestrar, roubar pela causa, os militares também não. O exército tentou impedir a realização do documentário.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

A Princesa de Montpensier

Assisti A Princesa de Montpensier (2016) de Bertrand Tavernier na HBO Mundi. O 007 que me avisou desse filme e coloquei pra gravar. É baseado no livro de uma escritora francesa, Madame de La Fayette (1634-1693).

Renée d´Anjou tem 16 anos e está prometida para um Guise, mas gosta do irmão dele. Aparece então o Duque de Montpensier e arranja casamento com família dela. Ele a leva para um castelo isolado, deixa um desertor para ensiná-la comportamentos da corte, literatura, latim, para ela estar preparada quando fosse para Paris. Dê uma beleza estonteante, ela gera muitas disputas.

Belíssima Mélanie Thierry. O filme coloca a princesa como a culpada pelas disputas, a beleza é a culpada, não os homens que a desejam. O elenco é formado por: Lambert Wilson, Gaspart Ulliel, Raphael Personnaz e Grégorier Leprince-Ringuet.

Beijos,
Pedrita

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Menashe

Assisti Menashe (2017) de Joshua Weinztein no HBO Mundi. Os canais Max passam agora a ser HBO, acho que há lógica já que é do mesmo pacote. E o Max que mais gosto passou a ser Mundi, por enquanto renovou consideravelmente os títulos de filmes. Menashe já estava na grade, mas surgiram outros títulos interessantes. Espero que não seja só no começo e depois passe a repetir exaustivamente como vinham fazendo. Eu pus pra gravar. Recentemente fiz umas atualizações com a Net pra ganhar menos, mudaram e aumentaram muitos recursos mesmo eu pagando menos, continua caro, mas acho que estão se esforçando, que assim continuem. Mas o sistema de gravação que é tão importante ao meu trabalho mudou. Os canais Max não levam a programação para o Now, então como vejo aos poucos, prefiro gravar. Os sistemas de tv a cabo mais antigos ainda não entenderam que a forma de ver televisão, filmes e séries mudaram. Esse novo sistema de gravação só vem dando problema e as dedicadas e educadas atendentes não conhecem o serviço, elas acham que é outra questão. O sistema de gravação vem ficando dias sem funcionar. A pobre da moça pedia para eu apagar o que gravei e gravar de novo. Por sorte eu disse que não ia fazer porque os filmes dificilmente passam de novo. Como da primeira vez, o sistema voltou vários dias depois sem erro algum. Espero que ajustem esse serviço porque eu uso muito.
Eu tive muita dificuldade em ver esse filme. Culturas exacerbadamente machistas me incomodam profundamente. Mesashe é pai. Atrapalhado, ele tem dificuldade de administrar a sua vida sozinho. O irmão da esposa que cuida do filho. É fato que ele tem uma vida mais regular que o pai, inclusive financeiramente. Tem esposa, filhos, então o garoto tem uma vida mais regrada. Mas é muita crueldade o que fazem com esse pai que não quer casar novamente para ter que ter o direito de ver e ficar com o filho.
As mulheres são inexistentes no filme, praticamente não tem voz. Talvez esse seja um motivo que o pai não saiba cuidar do filho, passou a vida sendo cuidado, não sabe como fazer. Mas isso não tira o direito dele de ficar e ver o filho. Essa cultura inclusive só aponta o dedo. Todos, sobre qualquer assunto, estão sempre diminuindo e acusando os outros. Deve ser difícil viver em um grupo assim. E também há rituais demais religiosos, pra comer, pra dormir, pra trabalhar, tem pouco tempo para outras atividades. Desinformados e informados só pelos livros sagrados, eles tem uma visão limitada da vida, desatualizada e fora da realidade. Tanto que precisam viver só entre eles pela dificuldade de socialização e de costumes. O protagonista é interpretado por Menashe Lustig, o filho por Ruben Niborski. Alguns outros por Josh Alpert, Abraham Bresky e Jorge Cea.

Beijos,
Pedrita