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domingo, 22 de setembro de 2024

Vidas Bandidas

Assisti a série Vidas Bandidas (2024) de Gustavo Bonafé na Star+ na Disney. Queria muito ver, gosto de filmes de ação. E é isso, é um filmão. São quatro episódios curtos, em média meia hora, então é quase um filme de longa duração. Gostei muito! Inteligente, bela fotografia e grande elenco.

É tanto bandido que a gente nunca sabe quem está passando a perna em quem. Juliana Paes, mais linda que nunca, é Bruna, líder de um grupo que promove festas, casinos ilegais e muito dinheiro. O elenco todo é muito, mas muito lindo!

O personagem do Rodrigo Simas, Serginho, dá uma raiva. Ele é um bon vivant, sempre querendo levar vantagem e sempre levando os outros pro buraco. Ele já trabalhou pra organização da Bruna, e resolve passar a perna nela fazendo um assalto no iate com o jogo ilegal. Só que o plano muito mal organizado precisa de seu amigo Raimundo de Thomas Aquino. Claro que dá tudo errado já que são dois em um iate clandestino que está repleto de seguranças. Serginho atira e mata a irmã de Bruna, Larissa Bocchino. Ele consegue fugir e larga o amigo pra trás que é preso.
Seis anos se passam e Raimundo jura vingança. Bruna também. Marina de Larissa Nunes era esposa de Raimundo, e é enganada por Serginho com outro nome e se casa com ele. Podem imaginar a confusão. Mais ótimos atores aparecem Tatsu Carvalho, Maria Bopp e Otávio Muller. As paisagens são lindas, com muitas cenas em praias.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Dona Flor e seus Dois Maridos

Assisti Dona Flor e seus Dois Maridos (2017) de Pedro Vasconcelos no TelecinePlay. Eu confesso que não ter muita vontade de ver essa adaptação. O icônico de 1976 eu tinha visto mais recentemente, está entre os filmes mais vistos no Brasil, diziam que as filas nos cinemas davam volta no quarteirão, então não me animei muito em ver uma montagem mais recente. O texto é baseado na obra de Jorge Amado.

Marcelo Faria tinha sido Wadinho na montagem teatral que viajou por várias cidades em vários anos, então achou natural que esse texto fosse ao cinema. Juliana Paes foi uma das atrizes que fez Flor na peça. O farmacêutico foi interpretado por Leandro Hassum. O filme lembra muito o anterior. A parte cômica é um pouco mais atual, com menos sutilezas.

É difícil lidar com a relação de Flor e Wadinho. Era uma relação abusiva, ele a extorquia financeiramente, vivia no jogo e com mulheres. Mas na intimidade a relação era muito intensa que foi bem retratada no filme, toda a força química dos dois personagens. Gostei da tentativa de Flor de fazer o atual marido melhorar a intimidade. Acho possível investir mais na relação que se tem.

O elenco todo é muito bom: Fábio Lago, Duda Ribeiro, Cassiano Carneiro, Ana Paula Bouzas, Fábio Lago, Rita Assemany, Dandara Mariana e Nivea Maria.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A Despedida

Assisti A Despedida (2016) de Marcelo Galvão no Canal Brasil. Sempre quis ver esse filme, mas relutei porque é um tema muito delicado, difícil. Que filme lindo! Como conduziram bem cada segundo, cada momento. Que preciosidade! Mereceu todos os elogios e prêmios que recebeu.

Em uma manhã o protagonista levanta com todas as dificuldades da idade. Vai ao banheiro, se veste impecavelmente e resolve sair com seu andador. O filho quer impedir, mas ele é categórico que quer ir sozinho. Após caminhar pela cidade, quitar sua dívida em um bar, ele segue para um apartamento e aguarda. 

Sua amada chega. É lindo como ela é discreta as limitações dele. Finge não perceber as dificuldades. Mas o ama profundamente, cuida dele, sem deixar o fervor e o desejo de lado. Os dois estão deslumbrantes: Nelson Xavier e Juliana Paes. Belíssimo filme, lindíssima direção. Fiquei muito emocionada! O filme é inspirado em uma história real. A Despedida ganhou vários prêmios. No Festival de Gramado, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Fotografia de Eduardo Makino. A música é a lindíssima Esses Moços de Lupicínio Rodrigues.
Beijos,
Pedrita

domingo, 3 de agosto de 2014

Meu Pedacinho de Chão

Assisti a novela Meu Pedacinho de Chão (2014) na TV Globo. Benedito Ruy Barbosa escreveu uma novela parecida em 1971 na TV Cultura, mas resolveu escrever outra com alguns elementos da anterior. A direção mágica ficou com Luiz Fernando Carvalho, entre os meus diretores preferidos. Que encantamento, que beleza, vou sentir muita falta desse mundo encantado.

Foi tudo lindo demais, sem ser esquemático, a novela falou de muitas questões importantes, valorizou a figura do professor, falou dos maus salários para professores e médicos, da precariedade nos sistemas de saúde. Mas encantou com a magia dos sentimentos. Aparentemente simples nos romances, foi bem a fundo na discussão da divisão de classes, na exploração entre patrões e empregados, falou de política, de analfabetismo. Começa com a professora Juliana chegando na cidade e o prefeito se aproveitando da situação para angariar votos. Três homens ficam encantados com ela. Parece que inicialmente a previsão é que a professora ia se encantar mesmo com o engenheiro agrônomo, e ela e ele seriam os protagonistas. Mas Irandhir Santos encantou o público com o Zelão e começou a ser o favorito nas redes sociais, nas enquetes. Eu e minha mãe torcíamos muito pelos dois. A Juliana foi interpretada lindamente por Bruna Linzmeyer. O interesse em fazer tudo mágico e que parecesse o mais real possível, fez com que a equipe decidisse pintar o cabelo da Bruna Linzmeyer de cor-de-rosa.
Outro casal que arrebatou a preferência do público foi a da Gina com o engenheiro agrônomo. Eu adoro esse ator, Johnny Massaro, e como ficou lindo com a caracterização do personagem. Paula Barbosa que fez uma Gina e encantou tanto conseguindo vencer a resistência do público já que ela é neta do autor. Como é linda. A personagem teve uma bela transformação e nas entrevistas adorava que muitos ainda a queriam como era no começo.

A novela teve poucos meses e poucos capítulos. O elenco foi pequeno e encantador. As crianças surpreendiam com a naturalidade das interpretações. Serelepe foi interpretado por um ator de circo, Tomás Sampaio. Uma princesa a atriz que fez a Pituca, Geytsa Garcia. Adorava também o Tuim, intepretado por Kauê Ribeiro de Sousa. Serelepe era uma criança sem pais, que vivia livre. Gostei muito que a família o adotou no final e da discussão sobre agregados e adotados. Ainda é muito comum achar famílias que tratam agregados como se fosse da família, dão tudo o que o filho legítimo tem, a mesma escola, mas qualquer problema esquecem a frase como se fosse da família e descartam a criança. Ou o que muito acontece ainda, após perder a delicadeza da criança, começar a ter atividades na fazenda ou na casa, sem tratado como empregado, mas dificilmente receber corretamente como um empregado. E passar de membro da família como funcionário. Serelepe percebe essa artimanha, foge, e acaba sendo adotado legalmente.

Juliana Paes arrasou como a Catarina. Osmar Prado também estava ótimo como o Coronel Epa. Todos os figurinos eram encantadores, misturavam objetos, plásticos. Os animais eram todos de plástico e se mexiam, uma graça as galinhas, as vaquinhas. Os figurinos da Catarina e suas inúmeros perucas eram mágicos. Ela tinha até uma peruca para ir dormir, mais próxima do cabelo natural. Os cenários também pareciam casinhas de bonecas. Muitas vezes tão pequenos que os atores precisavam se abaixar para passar nas portas. Tudo lindo demais.

Eram muitos atores que adorava. Surgiram novos atores, Cintia Dicker que intepretou a linda Milita, Gabriel Sater, filho do Almir Sater que intepretou o Viramundo. Em uma enquete foi eleito o ator mais bonito de Meu Pedacinho de Chão. Ele cantava modas de viola. Os clipes eram lindos. Todos os atores cantavam um trecho, cada um em um cenário mágico. Adorava esses momentos de canções. Letícia Almeida fez a intempestiva Rosinha, que moça bonita.

Adorava ainda o Rodapé, com um ator que adoro, o Flávio Bauraqui: "Trabalhei, mais do que pude". A Amância, Dani Ornellas, Izidoro, Raul Barreto, o Padre Santo, outro ator que adoro, Emiliano Queiroz, "Está fica muito bem" e a Dona Tê, Inez Peixoto. Foi a estreia em novelas do Bruno Fagundes, que interpretou um médico recém-formado, a história dele não desenvolveu muito bem. Muito irreal um posto de saúde sem pacientes. Sempre em fazendas há machucados que precisam de pontos, logo inclusive ele tratou de sarampo, mas ninguém aparecia. Gostei demais que estava no elenco a atriz de O Palhaço, Teuda Bara, em um lindo personagem, uma simpática parteira e benzedeira, que ajuda todos na cidade.
Alguns outros atores conhecidos estavam no elenco: Antonio Fagundes, Rodrigo Lombardi e Ricardo Blat. Antes mesmo do Ministério Público se incomodar com as bebidas de Meu Pedacinho de Chão eu já me incomodava com o excesso de álcool e com a exposição constante de armas. A novela focava muito o público infantil, realmente não precisava tanta bebida, mas acho que bastava o Ministério Público orientar.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Mais uma vez amor

Assisti Mais uma vez amor (2005) de Rosane Svartman no Canal Brasil. O roteiro é baseado na peça teatral de Rosane Svartman, Lulu Silva Telles e Ricardo Perroni. É uma bonitinha comédia romântica! Um pouco arrastada em alguns momentos e com uma fotografia de Renato Padovani razoável.

Nossos protagonistas são o ótimo Dan Stulbach e Juliana Paes. Mais uma vez amor passa em 25 anos. Começa com dois atores interpretando nossos protagonistas adolescentes, com uns 15 anos, os atores Paulo Nigro e Juliana Vasconcelos estão ótimos. Eles acabam tendo a sua primeira vez, mas eles não têm um relacionamento, ela na verdade namora outro e não queria que o namorado soubesse que ela ainda é virgem. Eles acabam indo para o Arpoardor no dia 23 de abril e combinam que sempre irão lá na data se reverem.
Ela é uma moça livre, sempre entrando nos modismos das épocas, usando drogas, vivendo de forma livre, Ele é um rapaz sério, que programa a sua vida e muito, mas muito tímido. E nesses 25 anos eles acabam se revendo em algumas vezes e tentando algum relacionamento. Ele se cansa das diferenças e se casa com a filha do seu chefe, interpretado pela Christine Fernandes com quem tem um filho.
É bem bonitinho o amor deles superando de vez em quando as diferenças, a dificuldade de entenderem o jeito do outro.
Ainda estão no elenco: Erik Marmo, Bruna Marquezini que arrasa em uma cena, Betty Lago com uma péssima personagem caricata, Rosane Goffman que não combinou com o que sua personagem, ela é a mãe do personagem do Dan Stulbach, mas não parece muito mais velha que ele. Hélder Agostini que está ótimo. Hugo Carvana, Dalton Vigh, Heitor Martinez e Marina Person.
Beijos,

Pedrita