Assisti
Enola Holmes (2020) de
Harry Bradbeer na
Netflix. Queria ver algo leve, às vezes eu até tento mas não sigo adiante. Gostei bastante desse filme, acho que o que me agradou mais foi não subestimar a inteligência do público. Dá pra torcer por essa heroína, mesmo o cartaz depondo contra tudo o que o filme prega. O filme é a
Enola e só ela, todos os outros são pra lá de coadjuvantes, não faz sentido ela dividir o brilho com os outros do elenco. O medo de bancar uma atriz pouco conhecida no cartaz é uma grande pena. O filme é baseado nos livros de
Nancy Springer.
Enola Holmes vive sozinha com a mãe que ensina tudo pra ela. Faz ela ler todos os livros da biblioteca, ensina lutas e principalmente a ser independente. O nome mesmo vem de Alone, sozinha. Adorei
Millie Boby Brown, sua mãe é Helena Boham Carter que aparece bem pouco, no relato no começo, no final e um pouco nas lembranças da protagonista. Queria que existissem muitas mães como as da Enola que estimulam a independência feminina, ter conhecimento, voz e coragem. Inclusive eu acho que a mãe faz parte das
Sufragistas, das mulheres que resolveram lutar pelo direito ao voto das mulheres. Enola acha bombas, e as sufragistas perceberam que só os discursos não vinham chamando a atenção então resolveram ser mais violentas. A própria
Helena Bonham Carter foi uma sufragista no filme que comentei
aqui.

Há uma briga judicial pela forma como retrataram Sherlock Holmes, que seria mais afetivo no filme, sinceramente? Ele é tão coadjuvante no filme. Na história, os dois, Sherlock e Enola são brilhantes porque a mãe estimulou nos dois os raciocínios, lógica, adquirir conhecimentos, ler muito. Henry Cavill interpreta Sherlock, mas pouco aparece. O outro irmão é interpretado por Sam Claflin.
A estrutura do filme é ótima, há várias formas da história ser contada, tem animação, ótimas edições, muito inteligente. Tem um papel maior o personagem do jovem ricaço interpretado por Louis Partridge. Alguns outros do elenco são: Fiona Shaw, Burn Gorman, Adeel Akhtar, Susan Wokoma e Frances de la Tour. É possível que tenha outro filme, ou seja lançada uma série, acho que só vai depender do resultado do processo judicial. Mas dá pra sumir com o Sherlock nos próximos.
Beijos,
Pedrita