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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Sete Relógios

Assisti a série Sete Relógios de Agatha Christie (2026) de Chris Chibnall na Netflix. O 007 já tinha assistido. São só 3 episódios e fica a ideia de uma continuação, o que não acontecia com os livros de Agatha Christie. É uma série impecável, cenários, figurinos, locações, direção de arte, ótimo elenco, mas morna, muito morna. Todos os ingredientes para ser o maior evento do século e com um anticlímax inacreditável. Dá pra ver? Claro, até a pior adaptação de uma obra de Agatha Christie sempre é ótima. Essa só é morna. Eu procurei nas minhas anotações e acho que esse eu não li, difícil saber. Agatha Christie é a autora da minha infância e que me proporcionou o gosto pela leitura, então a chance de ter lido e não anotado é grande. 

Há uma belíssima festa em uma mansão deslumbrante. A protagonista é a doce Mia McKenna-Bruce. Ela está apaixonada pelo jovem de Corey Mylchreest. Ele dorme no quarto dela e ela em outro. Ele dá a entender que irá pedi-la em casamento em um outro encontro. Os amigos resolvem se divertir com ele que costuma perder  hora e enchem o quarto dele de despertadores pra tocar de manhã tudo junto. Escondem todos os despertadores. Ele aparece morto, dá muita pena da jovem, mas como é morna a série ela parece que nem liga muito. Os 7 relógios amanhecem juntos.
Ela descobre que um detetive da Scotland Yard também está investigando. Ele é Martin Freeman.

Começam então aqueles encontros de todo mundo em uma nova casa e novamente é outra bela mansão. Tem várias externas deslumbrantes. E termina em um trem, outra característica deliciosa de Agatha Christie. Alguns outros do elenco são Edward Bluemel, Alex Macqueen, Nyasha Atendi, Nabhaan Rizwan, Dorothy Atkinson, Hughie O´Donnell e Ella Ray Smith.

Helena Bonham Carter é a mãe e o pai Iain Gleen

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Enola Holmes 2

Assisti Enola Holmes 2 (2022) de Harry Bradbeer na Netflix. Eu adorei o primeiro, logo fui ver esse e é uma graça como sempre. Amo essa personagem. É baseado na série de livros de Nancy Springer. Millie Bobby Brown é sempre ótima.

É um tempo difícil para as mulheres. Enola tenta ter clientes para investigar, mas todos a acham muito  nova, ou porque é mulher, quando ela está desistindo, uma criança a contrata, isso mesmo, para saber sobre a irmã que desapareceu.

A investigação dela se mistura com a do irmão (Henry Cavill). Amei que no final ele quer sociedade com ela e ela diz que seria sempre a sombra dele. E é fato! 

Enola é de uma família de mulheres fortes, que se rodeiam de mais mulheres fortes, que se apoiam, ajudam, é inspirador. Sua mãe é interpretada pela Helena Bonham Carter, sua amiga por Susan Wokama.

É um filme muito feminino. As mulheres eram exploradas em uma fábrica de fósforos. E conta um fato histórico da greve de mulheres em uma fábrica de fósforos em 1888, onde trabalhavam de modo desumano e ainda se contaminavam com as substâncias da confecção dos fósforos. Desse núcleo estão: Serrana Su-Ling, Abbie Hern e Hannah Dodd. Outros do elenco são: Sharon Duncan-Brewester, David Thewlis, Louis Partridge, Adeel Akhtar e Himesch Pattel.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Enola Holmes

Assisti Enola Holmes (2020) de Harry Bradbeer na Netflix. Queria ver algo leve, às vezes eu até tento mas não sigo adiante. Gostei bastante desse filme, acho que o que me agradou mais foi não subestimar a inteligência do público. Dá pra torcer por essa heroína, mesmo o cartaz depondo contra tudo o que o filme prega. O filme é a Enola e só ela, todos os outros são pra lá de coadjuvantes, não faz sentido ela dividir o brilho com os outros do elenco. O medo de bancar uma atriz pouco conhecida no cartaz é uma grande pena. O filme é baseado nos livros de Nancy Springer.

Enola Holmes vive sozinha com a mãe que ensina tudo pra ela. Faz ela ler todos os livros da biblioteca, ensina lutas e principalmente a ser independente. O nome mesmo vem de Alone, sozinha. Adorei Millie Boby Brown, sua mãe é Helena Boham Carter que aparece bem pouco, no relato no começo, no final e um pouco nas lembranças da protagonista. Queria que existissem muitas mães como as da Enola que estimulam a independência feminina, ter conhecimento, voz e coragem. Inclusive eu acho que a mãe faz parte das Sufragistas, das mulheres que resolveram lutar pelo direito ao voto das mulheres. Enola acha bombas, e as sufragistas perceberam que só os discursos não vinham chamando a atenção então resolveram ser mais violentas. A própria Helena Bonham Carter foi uma sufragista no filme que comentei aqui.
Há uma briga judicial pela forma como retrataram Sherlock Holmes, que seria mais afetivo no filme, sinceramente? Ele é tão coadjuvante no filme. Na história, os dois, Sherlock e Enola são brilhantes porque a mãe estimulou nos dois os raciocínios, lógica, adquirir conhecimentos, ler muito. Henry Cavill interpreta Sherlock, mas pouco aparece. O outro irmão é interpretado por Sam Claflin.

A estrutura do filme é ótima, há várias formas da história ser contada, tem animação, ótimas edições, muito inteligente. Tem um papel maior o personagem do jovem ricaço interpretado por Louis Partridge. Alguns outros do elenco são: Fiona Shaw, Burn Gorman, Adeel Akhtar, Susan Wokoma e Frances de la Tour. É possível que tenha outro filme, ou seja lançada uma série, acho que só vai depender do resultado do processo judicial. Mas dá pra sumir com o Sherlock nos próximos.

Beijos,
Pedrita 

terça-feira, 7 de abril de 2020

Oito Mulheres e um Segredo

Assisti Oito Mulheres e um Segredo (2018) de Gary Ross na HBOGo. Eu vejo pouco filmes de ação e aventura, até gostei dos anteriores dessa série. Foi uma boa escolha.

Foi zapeando que a vontade aumentou porque o elenco é incrível: Sandra Bullock, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Rihana, Anne Hathaway, Sarah Paulson, Awkawafina e Mindy Kalling.

Começa com a personagem da Sandra Bullock saindo da prisão. Nos três anos que ela ficou presa foi elaborando um plano de difícil realização. A personagem conta que cada vez que o plano dava errado em algum momento, ela começava de novo e elaborava novamente. Sim, é um plano mirabolante. Muito bacana como elas vão recrutando as profissionais. Divertido a que é especialista em roubar cargas de compras pela internet. Rihana faz a fera em computação.

Divertido quando a Helena Bonham Carter entra na trama. Ela é uma estilista famosa e é escolhida pra vestir uma influencer famosa. Sim, a trama fala de moda, joias e exposições. O roubo será em um museu. Vão roubar uma joia caríssima da Cartier dentro de um museu que vai expor joias raras do império.

Desde o começo dessa série gosto como fazem a edição, colocam várias cenas na tela com momentos diferentes em cada pedaço. Também gosto que ficamos sabendo o plano em detalhes, torcemos pela execução, mas no final descobrimos que até nós fomos enganadas. Ótimo entretenimento e ver essas grandes atrizes lindas e talentosas em cena é maravilhoso!

Beijos,
Pedrita

domingo, 18 de junho de 2017

Alice Através do Espelho

Assisti Alice Através do Espelho (2016) de James Bobin no Telecine Premium. Eu não tinha gostado do primeiro que comentei aqui, mas estava ansiosíssima para ver esse, vai entender. E gostei demais! Amei! Vou querer rever inúmeros trechos. É mágico, bonito, objetivo, muito diferente do primeiro. Esse também é baseado no livro de Lewis Carroll que não li. Só agora que vi que o diretor foi outro. James Bobin é inglês. Gostei muito!

Amei esse figurino da Alice.  Eu adoro essa atriz, Mia Wasikowska. Começa ela como capitã de um navio. Inteligente a forma como ela salva o navio do ataque dos piratas. Lembra um pouco Piratas do Caribe. Por ela ser capitã, ela viaja pelo mundo. Lindíssimo o figurino que ela diz trazer da China e vai para a festa. É esse vestido que ela passa o filme.

Eu achei esse bem mágico. O Chapeleiro Maluco está em crise, deprimido. No passado sua família morreu. Alice é estimulada a voltar no tempo para tentar interferir e salvá-los. É muito perigoso voltar no tempo, tudo pode mudar e acabar. Ele é interpretado pelo Johnny Deep. O pai é interpretado por Tom Godwin. Ele é chapeleiro também.

Adorei as cenas no castelo do tempo. Amei os bonequinhos. E toda trama que fala de relógio, de tempo, mexe comigo. O dono do tempo é interpretado por Sacha Baron Cohen.

Muito interessante a trama das duas irmãs na infância. O que aconteceu que fez a cabeça da rainha começar a crescer. Uma graça as meninas interpretadas por Leilah de Meza e Amelia Crouch. A Alice tenta mudar as histórias delas, mas não consegue. E lembra uma frase que ouviu, que não podemos mudar o passado, só aprender com eles. Gostei bastante. Em geral histórias que voltam no tempo permitem que sejam mudadas, bacana que essa não.
Continuam no elenco Anne Hathaway, Helena Bonham Carter e Matt Lucas.

E o elenco da vida da Alice fora da fantasia: Rhys Ifans e Lindsay Duncan. Gostei muito como a trama do tempo interfere na vida da mãe e da filha. Como elas mudam e passam a olhar o outro com mais compaixão. Bonita a solução que encontram para os seus conflitos. Emocionante o final!

Beijos,
Pedrita

domingo, 23 de outubro de 2016

Grandes Expectativas

Assisti Grandes Expectativas (2012) de Mike Newell no TelecinePlay. Eu tinha amado o livro do Charles Dickens, visto uma série logo em seguida, fiquei com muita vontade de ver o filme quando entrou na programação do Now. O excelente texto de Grandes Expectativas geram sempre belas produções.

Uma graça o menino que faz o Pip criança, Toby Irvine. Adulto é o lindo Jeremy Irvine. Talvez sejam irmãos. A menina é interpretada por Helena Barlow e adulta por Holliday Grainger. Novamente eu tinha outra imagem da Biddy adulta. A criança era perfeita, mas adulta, como na série, não me identifiquei. O que mais gosto nesse texto é a complexidade de sentimentos. A maioria tem faces boas e ruins. Dependendo do personagem o mal ou o bem é ressaltado.

Dickens mostra como o dinheiro corrompe. Achei o filme mais ácido que o livro, mais amargo. O marido da irmã de Pip é interpretado por Jason Flemyng. O advogado que cuida das finanças por Robbie Coltrane. O amigo por Olly Alexander.

Ralph Fiennes interpreta o presidiário. Ele deseja tornar o rapaz que o ajudou no passado em um cavaleiro. No filme acentuaram o interesse como se fosse ter um brinquedo, um objeto para admiração. Não tanto por uma bondade. Achei interessante esse olhar.

A jovem Biddy continua perversa na vida adulta. Eu acho essa Biddy cínica demais. Como disse, essa adaptação é sombria demais. Mas muito interessante, menos romântica, menos idealizada, mais fria e cruel.
A protetora da jovem Biddy é interpretada por Helena Boham Carter. O livro é muito extenso. Uma série poderá englobar melhor tanto texto. Mas esse filme é muito bem editado e compilado. A essência está toda ali. A direção de arte, a iluminação e os figurinos são maravilhosos.

Beijos,

Pedrita

sábado, 30 de janeiro de 2016

Cinderella

Assisti Cinderella (2015) de Kenneth Branagh no TelecinePlay. Fiquei com muita vontade de ver esse filme quando estreou nos canais Telecine, a Liliane do Paulamar viu antes de mim e gostou. É lindo demais! Mesmo não sendo desenho, é mágico como se fosse. Adoro o Kenneth Branagh.

Começa com a Cinderella bebê e sua linda família. Linda as atrizes que fazem as várias fases da Cinderella até a fase a adulta, uma delas é interpretada por Eloise Webb. Na fase adulta pela linda Lilly James. E lindos os atores que fazem os seus pais. Sua mãe morre, seu pai casa novamente. Ele morre também e ela passa a ser maltratada pela madrasta e as filhas dela. Sua mãe foi interpretada por Hayley Atwell e seu pai por Ben Chaplin.

A madrasta é interpretada pela belíssima Cate Blanchett. Suas filhas são atrizes bonitas também, Sophia McShera e Holliday Grainger, elas são mais feias de comportamento do que de aparência.

Muito bonita a forma como Cinderella conhece o príncipe. Magoada com as maldades da madrasta vai cavalgar, ele está caçando e eles se conhecem sem saber quem são. O príncipe é interpretado pelo lindo Richard Madden. Ótimas as cenas com animais, parecem que falam realmente.

Adorei que a fada madrinha é a Helena Bonham Carter e ela está linda. Primeiro aparece uma pobre velha pedindo comida, depois vira uma linda princesa fada. Tudo é mágico e bonito. Achei linda a frase que a mãe fala pra ela e vira a frase do filme,"tenha coragem e seja gentil". O pai do príncipe é interpretado por Derek Jacob. Linda uma princesa interpretada por Jana Perez. O conselheiro do rei por Stellan Skargard. E o amigo e conselheiro do príncipe por Nonzo Anozie. Os figurinos são lindíssimos, os da Cate Blanchett maravilhosos, fiquei feliz que o filme concorre ao Oscar nessa categoria, merece. Preciso saber quem são os outros concorrentes.

Beijos,
Pedrita