Assisti The Dead Don´t Die (2019) de Jim Jamursch no TelecinePlay. Recentemente o Telecine Cult fez uma homenagem ao aniversário do Bill Murray e programou vários filmes com ele e descobri esse no meio. Depois vi que estava no TelecinePlay. Me diverti muito, mas muito! Não sei se eu me diverti porque o Jim Jamursch é irônico, ou é porque eu adoro o gênero. O bom é que eu me diverti demais no domingo.
O elenco é Jim Jamursch, só feras. Enquanto boa parte dos diretores do gênero tem dificuldade de atrair elenco estrelar, Jim Jamursch consegue uma enxurrada deles. Bill Murray e Adam Driver são os policiais de uma pacata cidade. Começa com os dois indo falar com o ermitão da cidade (Tom Waits) para que não roube mais galinhas de um fazendeiro local. A terra muda o seu curso e os mortos acordam.
O nome do filme vem da música The Dead Don´t Die de Sturgill Simpson, inclusive a música atormenta os protagonistas. Mas os ídolos da música continuam. Iggy Pop é um Zumbi. Selena Gómez aparece na cidade com dois outros personagens Luka Sabbat e Autin Butler. Kemp Muhl também está no elenco.
No elenco famoso ainda estão: Tilda Swinton, Danny Glover, Chloë Seviny, Steve Buscemi, Caleb Landy Jones e Carol Kane.
Assisti Amantes Eternos (2013) de Jim Jarmusch no Telecine Cult. Tinha colocado esse filme para gravar e esqueci. Adoro esse diretor, esse filme eu gostei, mas está longe de ser o meu preferido. É um pouco lento demais e poderia ser bem mais curto. Tem algumas preciosidades, outras nem tanto.
Eu amo a Tilda Swinton e adoro o Tom Hiddleston. Os dois estão mais lindos que nunca. Eles são dois vampiros que se amam por toda a sua vida. Cada um vive em um país. O cenário do apartamento dela é genial, claro, colchas bordadas, muitos livros. O cenário da casa dele é sombria. Ele ama instrumentos e compra várias guitarras famosas, de vários anos. Ele é um saudosista exagerado. Não sei onde os dois arrumam tanto dinheiro. São bem tolos os discursos sobre a humanidade que contamina o seu sangue, destrói a água, como se eles fossem muito cuidadores, meio fake. A trilha sonora é incrível. Há momentos mágicos, mas outros muito arrastados, sem função. A chegada da irmã é desnecessária. A irmã é interpretada por Mia Wasikowska. Há uma participação afetiva do John Hurt. Ainda no elenco Anton Yelchin e Jeffrey Wright.
Assisti Flores Partidas (2005) de Jim Jamusch no Telecine Cult. Eu adoro esse diretor. O Telecine Cult colocou há um tempo vários dos filmes desse diretor na programação. Esse eu ainda não tinha visto e é sensacional! Bill Murray arrasa. Nunca sabemos o que ele sente. Ele não expressa nenhuma emoção no rosto, senta sempre do mesmo jeito, não sorri, não se empolga e o mais surpreendente é que foi e parece ainda ser um don juan. Começa com uma mulher lindíssima que mora com ele o abandonando. As mulheres que aparecem no filme são estonteantes. Essa é uma que adoro, a Julie Delpy.
Nesse dia ele recebe uma carta rosa, datilografada, sem rementente e não assinada dizendo que ele tem um filho concebido há 20 anos. Ele lê e abre essa carta na casa do seu incrível vizinho. Adorei esses dois amigos tão diferentes. Seu vizinho tem adorado brincar de detetive na internet e é interpretado pelo ótimo Jeffrey Wright. Ele é muito bem casado, tem 5 filhos e 3 empregos. Seu vizinho pede que ele faça uma lista das mulheres que se relacionou há 20 anos. Eu até que achei bem poucas e ele parecia saber detalhes, o que nem sempre acontece com Don Juans. Foram 4 mulheres, ele sabe nomes e sobrenomes, endereços e alguns nomes de parentes.
O amigo prepara tudo, um belo roteiro de viagem até mesmo com trilha sonora, que é incrível nesse filme. O nosso apático protagonista parece não querer, mas é muito disciplinado e segue todas as orientações: se vestir elegante (nosso protagonista só se veste com abrigos), levar rosas rosas e fazer perguntas sobre máquina de escrever e prestar atenção em objetos rosas. Começa então nossa incrível viagem. As mulheres são belíssimas, as atrizes são: Sharon Stone, Tilda Swinton belíssima e irreconhecível, Frances Conroy e Jessica Lange. Depois de 20 anos vocês podem imaginar como esses encontros são estranhos.
Eu sempre me surpreendo com a quantidade de incríveis atores que trabalham com esse diretor. O elenco estrelado continua. Há ainda outras belíssimas mulheres interpretadas por: Chlöe Sevgny, Meredith Patterson, Alexis Dziena, Jennifer Rapp e Nicola Abisinio. Alguns outros do elenco são: Ryan Donowho, Christopher McDonald, e Larry Fessenden.
Assisti Sobre Café e Cigarros (2003) de Jim Jamursch no Telecine Cult. Queria muito ver esse filme, mas não consegui ver nos cinemas. Quando eu quis ver nos cinemas eu não relacionava esse diretor com o maravilhoso Amor à Flor da Pele. Só depois de um vídeo do Marcelo Janotno Telecine Cult que conheci detalhes desse diretor, relacionei os filmes e conheci outros. Sou fã do Jim Jamursch agora. Esse foi rodado em 17 anos. São vários curtas em cafés regados a muito café frio e cigarros. Há de tudo, até mesmo um que fala do mal que o cigarro faz. Como muitos encontros em cafés as conversas são arrastadas, pouco criativas, ainda mais quando as pessoas se conhecem pouco.
O elenco é incrível. Cate Blanchett interpreta uma jornalista bem sucedidada e uma prima pobre. Os textos são afiados, uma critica a outra, mas ambas parecem ter razão no que dizem. O elenco estrelado continua: Iggy Poppy, Roberto Benigni, Bill Murray, Tom Waits, Steve Buscemi, RZA, entre outros. Adorei também o episódio do Alfred Molina e do Steve Coogan, outro que faz uma crítica ao estrelismo e oportunismo. Eles interpretam eles mesmos. Os dos gêmeos também é muito hilário e ácido com os astro pops americanos brancos em relação aos negros. Gostei bastante do inventor e dos comentários do garçom do bar e da garota. Os textos são sempre muito irônicos, sagazes e inteligentes. A trilha sonora é diversificada e bárbara! Fiquei com vontade de comprar o CD.
Assisti Dead Man (1995) de Jim Jamrsch no Telecine Cult. Tenho adorado descobrir esse diretor no Telecine Cult. Eu imperdoavelmente nunca tinha visto nada dele. E esse especial traz sempre comentários do Marcelo Janot no início que me ajudam muito a compreender esse universo diferente desse incrível diretor. Eu não queria perder nem por decreto Dead Man já que o protagonista é o maravilhoso Johnny Deep. Dead Man é de uma ternura supreendente, me emocionei muito! Esse filme passou no dia e na hora do terremoto que não vi e não senti nada.
O início já é genial. O personagem do Johnny Deep atravessa os Estados Unidos em um trem. Parece ser o único a fazer isso. E não há fala alguma. Sempre que ele dorme um pouco, quando acorda são outros passageiros, a cada localidade mudam os estilos dos passageiros. Genial! Só quando ele começa a chegar ao seu destino, a última viagem do trem, é que conversa com um passageiro e conta que vai a caminho de um emprego. O passageiro ri muito e pergunta se ele realmente acredita em um pedaço de papel. Ficamos sabendo então que nosso personagem perdeu os pais, está sozinho no mundo e não tem realmente nada a perder. Jamursch fala da solidão como ninguém, chega a nos doer a história e a solidão dos persoangens que cruzam o caminho de nosso protagonista.
Os atores são incríveis. Gary Farmer faz o índio Ninguém maravilhosamente. O filme é praticamente os dois juntos e sozinhos o tempo todo. Alguns outros do elenco são: Crispin Glover, Lance Henriksen, Michael Wincott e Mili Avital. Há participações especiais de John Hurt, Robert Mitchum e Iggy Pop, esse inclusive traz seu personagem vestido de mulher e é realmente um homem vestido de mulher. A fotografia é maravilhosa e é de Robby Müller.
A trilha sonora é excelente e é do Neil Young.
Música do post: Neil Young & Johnny Depp - Dead Man
Assisti Estranhos no Paraíso (1984) de Jim Jamursch no Telecine Cult. No início havia uma abertura do Marcelo Janot que falou um pouco desse diretor que eu não conhecia. Ele comenta que o Telecine vai fazer um ciclo com filmes desse diretor, vou tentar conhecer outros. Gostei demais do filme e do estilo desse diretor. Em alguns momentos me lembrou o filme Os Cafajestesdo Ruy Guerra. Um rapaz húngaro vai receber em seu apartamento uma prima porque a tia vai ficar uns dias em um hospital. Obviamente ele se incomoda e até que tem lá suas razões. Ele vive em um cubículo em Nova Iorque e precisa ficar com a prima em uma cama ao lado. Junta-se a esses dois outro amigo amalucado.
A relação dos três é muito interessante, toda cheia de má vontade e silêncios. O que recebe a prima não admite que seus parentes falem húngaro com ele, há uma nítida crítica ao paraíso americano. Quando eles viajam para a Flórida continuam com a mesma vida sem graça de antes, são sempre mal humorados, interagem mal entre si, estão sempre entediados. Há momentos muito engraçados. Todos estão no paraíso mas nenhum tem uma ocupação razoável. Ela é balconista de uma lanchonete e os dois jogam nos cavalos, pôquer, são viciados em jogo e nunca têm uma vida melhor.
Os três estão ótimos e são interpretados por: John Lurie, Eszter Balint e Richard Edson. Ela é a única atriz húngara do grupo.
O estilo da narrativa traz blackouts para mudar os momentos do filme, é muito interessante.
Estranhos no Paraíso é vencedor da Câmera de Ouro no Festival de Cannes em 1984.
A música é bárbara e vou colocar aqui. A música só aparece nas cenas pelo gravador da personagem.
Música do post e do filme: Jay Hawkins - I Put A Spell On You