Terminei de ler
A Feiticeira (1862) de
Jules Michelet do
Círculo do Livro. Em 2008 eu li
Michelet de
Roland Barthes (1915-1980), que comentei
aqui, onde o autor fala sobre esse historiador
Jules Michelet (1798-1874) e do obscurantismo da
Idade Média. Não são fáceis de achar os livros de
Jules Michelet. Já estiveram na moda no Brasil, já circularam bastante, mas praticamente desapareceram. Uma pena, porque são incríveis essas obras. Não gostei dessa capa, nem da atual.
A Virgem e a Criança Empossada de Jean Fouquet
Jules Michelet fala da condição da mulher na Idade Média. Começa mencionando o período dos deuses onde as mulheres estudavam, eram cientistas, físicas, astrônomas. Para o período obscuro da Idade Média onde as virgens passam a ser veneradas, as mulheres comuns, mães e esposas, são obrigadas a serem frias e irmãs de seus esposos.
Obra A Virgem por Petrus Christus
Foi na Idade Média que instituiu-se o celibato. Os conventos passaram a ser ao lado dos padres que escolhiam freiras para si. Aconteciam então uma infinidade de abortos. Da mesma igreja que hoje condena com tanta veemência a prática. Michelet relata a história da bela jovem Cadière que passou a ser auxiliar de um jesuíta. Ela sofria dos nervos e foi morta, não queimada, mas enforcada. Ela era a culpada de todos os males que sofria e dos outros. Inclusive foi enforcada grávida. O jesuíta tinha um séquito de adoradoras, várias grávidas, que depuseram contra a pobre moça que segundo eles estaria com o demônio no corpo. Michelet fala da proteção que os jesuítas tinham. A Feiticeira é um livro muito contundente. Tudo de ruim que acontecia vinha da mulher que era possuída pelos demônios.
Beijos,
Pedrita