Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Silver e o Livro dos Sonhos

Assisti Silver e o Livro dos Sonhos (2023) de Helena Hufnagel na PrimeVideo. Duas irmãs se mudam pra a nova casa da mãe. Ela está de companheiro novo e logo entendemos que nos últimos anos que ela ficou viúva foram várias mudanças e vários companheiros. Esse atual tem dos filhos também adolescentes. O filme é inspirado na série de livros de Kerstin Gler.

A protagonista, defendida lindamente por Jana McKinnon, tem sonhos com o pai que morreu. Um grupo da escola vê as habilidades dela em sonhos e a insere em um grupo que viaja sonhando. É o mais legal do filme. Cada pessoa tem uma porta do sonho. E se a pessoa tem uma peça de roupa ou objeto de outra pode entrar no sonho da outra. O filme é alemão e é realizado na Inglaterra e na Irlanda.
Gosto muito de viagem no tempo, então viajar nos sonhos é fascinante. Muito bem realizado. Há muito mistério e ela tenta desvendar. O grupo é muito canalha e ela vai sendo manipulada pra eles realizarem o que desejam. Eu desconfiei do final, gostei que fica em aberto.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Interestelar

Terminei de ler Interestelar (2016) de Jonathan Nolam na Prime. Eu comentei com um amigo os altos preços dos Kindles, então ele disse que assim que descontinuaram o dele, ele baixou o app da Kindle no celular. Resolvi fazer o mesmo. Como a Prime Video integra o meu pacote de TV a cabo sem custo adicional, eu tenho direito a alguns livros gratuitos. Esse é interessante porque o livro veio do filme. Jonathan Nolan escreveu o roteiro e depois o transformou em livro. Eu vi o filme na HBO, tem na Prime, mas não sei se está incluído no pacote.

Eu achei que podia não embarcar na história. Amo ficção científica, mas leio pouco o gênero. Com o tempo eu fique muito envolvida e acabei lembrando porque gostei tanto. Tem inúmeras surpresas, muitos segredos, é muito bom.

No livro o mundo está cada vez mais insalubre, o ar cada vez mais rarefeito. Um astronauta é convencido que há vida em outra galáxia e que ele precisa salvar o futuro dos filhos. A filha não se conforma com o abandono do pai. É de cortar o coração quando ele descobre que foi enganado, que só queriam a pesquisa da viagem e que nada poderia ser mudado. É muito inteligente. Gostei muito.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 19 de maio de 2026

Anátema

Assisti Anátema (2024) de Jimina Sabadú na HBOMax. Porque sábado é dia de fantasminhas. O começo estava muito tosco, até estranhei, faz tempo que esses filmes ficaram sofisticados e bem acabados. A época da tosquice já passou, mas eu adoro filmes de terror toscos. Anátema fica muito bom, bem realizado, bom roteiro, ótimas locações, gostei bastante.
 

Acontecem assombrações em uma igreja. Depois uma freira é incumbida de ir a essa igreja tentar desvendar o que aconteceu. Ela é arquiteta, exímia restauradora e segue com sua assistente ao local. Embaixo da igreja algo muito ruim acontece. Leonor Watling está muito bem. Eu não gosto muito de filmes de terror com religião, mas esse é bem anti religião, tanto que a freira abandona o ofício ao final. Um padre também, tão desiludidos que ficam. Uma das locações é o Mosteiro de Santa Maria El Paular e a Caverna de Pozalagua na Espanha.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 14 de maio de 2026

O Corpo

Assisti O Corpo (2024) de Vincenzo Alfieri na HBOMax. Eu procurava um filme policial pra ver e me deparei com esse pôster lindo. É um bom filme! Funciona bem!

O começo dá o tom do filme. Um casal lindo está no altar, na hora dela dizer sim, ela começa a chorar e diz que não pode pelo o que o marido fez com ela. Depois de um tempo de encenação, ela começa a rir e diz que claro que sim, era só uma brincadeira. Sim, essa mulher é um pavor, é perversa. Ela é assassinada. Ela é Claudia Gerini e ele é Andrea di Luigi. O marido não é grande coisa também.
O corpo desaparece, o marido é chamado ao IML e lá começa a sofrer uma infinidade de violências pelo policial destemperado. E pior, começa a encontrar ameaças escritas, alguém também está lá tentando prejudicar o marido. O policial é Giuseppe Batiston. Gostei bastante do roteiro, me surpreendeu bastante. Bom desfecho.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Boa Sorte, Leo Grande

Assisti Boa Sorte, Leo Grande (2022) de Sophie Hyde na Netflix. Esse filme costuma aparecer e desaparecer em vários streamings. Eu queria ver porque adoro Emma Thompson e Daryl McCormack, que estão ótimos. É um bom filme intimista que fala de relações interpessoais. O roteiro é de Kate Brant.


 

A personagem da Emma contrata um acompanhante. Descobrimos que ela foi casada anos com um mesmo homem, que nunca teve um orgasmo, é viúva há dois anos e resolve tentar. Novamente mais um filme que romanceia relações de pagamento de acompanhantes, mas funciona. Eles passam a conversar e falam muito de relações mãe e filho, filho e mãe, homem e mulher, afeto, escolhas. É bonito! Linda a cena final com Emma nua em frente ao espelho. Parece banal, mas as cobranças ao corpo da mulher são muito severas e é muito libertador pra personagem e pra atriz expor sua nudez. É uma cena muito delicada e bonita!
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Zona de Interesse

Assisti Zona de Interesse (2023) de Jonathan Glazer na PrimeVideo. Esse filme eu senti muito de não ter visto quando estreou. Corri para ver quando descobri que estava nesse streaming. Filme indigesto, desconfortável, milimétrico, verdadeira obra de arte.

É a rotina familiar em uma belíssima mansão, quintal lindíssimo. É uma família feliz, leve, carinhosa, harmoniosa ao lado do Campo de Concentração de Auschwitz, onde o filme é realizado. Uma vida bucólica. Bem de vida, eles tem um séquito de empregados. Os de dentro contratados e os de fora judeus do campo. Tudo é sutil por isso tão incômodo. Em um momento entregam algumas peças de roupas finas pra eles. A matriarca pega um casaco de pele, ainda com um batom dentro e pede que costurem o forro que está solto. E diz que as empregadas podem pegar uma peça cada uma. E nós sabemos de quem foram aquelas roupas.
Começa com a família em um piquenique a beira do rio. 
A mãe vai visitar a filha. A matriarca mostra a casa e empolgada mostra o jardim que construiu, há uma belíssima estufa, lindas flores. A mãe é a única que parece se incomodar com o cenário depois do muro. A filha é a maravilhosa Sandra Hüller, ele é Christian Friedel.

O marido é elogiado pela produtividade em Auschwitz. Ele inclusive tem uma reunião com um engenheiro para criar câmeras de gás melhores, com maior produtividade. A fumaça das chaminés fica praticamente 24 horas. A mãe desconcertada com o cheiro vai embora sem avisar ninguém, deixa só um bilhete. A filha fica muito contrariada. O marido recebe uma promoção para levar essa produtividade para outros campos. Só com essa ida é que acompanhamos as reuniões nazistas onde falam da maior movimentação de judeus em trens que irá acontecer, que todos precisam estar preparados pra recebê-los. E falam em números, eficiência das câmeras de gás O filme termina com funcionárias limpando um museu com objetos de judeus dos campos, pilhas e pilhas de sapatos, malas. E comoo nazista olhando pra tela. Sempre falo que alucinados como Hitler só conseguiram fazer o que fizeram porque muitos lunáticos se juntaram a ele e nem todos por medo. E como no filme, pessoas aparentemente do bem. Sempre me apavoro com líderes que querem dominar o mundo matando seus semelhantes com as desculpas mais estapafúrdias só por poder e dinheiro. E lunáticos aplaudindo.
Pedrita

terça-feira, 5 de maio de 2026

Anora

Assisti Anora (2024) de Sean Parker na PrimeVideo. Tinha curiosidade de ver esse filme, sem muita empolgação, porque ganhou o Oscar de 2025. É um bom filme, excessivamente estereotipado e machista. Nada a ver levar o prêmio de Melhor Filme.

Anora é uma profissional do sexo bem do jeito que homem acha que é. Ela trabalha em um inferninho. Em geral homens que pagam por sexo quando querem algo diferente, mas no filme não é isso o que acontece. Elas são todas jovens mulheres, pequenas, sorridentes e parecidas. Homens gostam de fetiches nesses lugares, sempre há mulheres diversas de idade, nacionalidade, corpos diferentes. Mas no do filme é só mulheres gostosinhas, pequenininhas  e bonitinhas, no diminutivo mesmo. Esse olhar machista do filme foi o que mais me incomodou. Mikey Madison está muito bem, a interpretação dela é o melhor do filme.
Ela conhece um mimadinho russo de Mark Eydelshteyn, mais caricato que nunca. Eles se divertem muito e ele começa a contratá-la por mais tempo. Tudo vai muito bem, porque ela aproveita muito, vai em festas, conhece os amigos. Eles bebem muito, usam drogas, todos inconsequentes, mas ela se diverte e ainda ganha bem por isso. Como alguns filmes recentes do gênero, nenhum amigo tenta pagar a jovem pra se divertir também, eles não se divertem junto no sexo, tudo falso, não tentam abusar dela. São todos legaiszinhos com ela, no diminutivo também. Até que eles resolvem casar em Las Vegas. Pra ela é péssimo, porque até então ela ganhava bem pra se divertir com ele e com o mundo dele, ficava na belíssima mansão. Com o casamento tudo fica enfadonho e ainda sem ganhar um tostão.
O casamento chama a atenção da família na Rússia que manda seus capangas malvados resolverem a questão. É um show de clichês, como pode um filme desse ganhar um Oscar? O rapaz foge, a jovem é torturada, maltratada, mas tudo até certo ponto, esquisitíssimo, falso, enfim. Aí vem o pior do filme. Esse grupo infeliz passam a noite procurando o foragido pra anular o casamento e levam ela junto. Como o filme fica chato e caricato. A família do rapaz é outro clichê, tudo ruim. Como disse, dá pra ver. O final é tão machista, mas tão machista que me deu enjoo. Mulheres precisam de homens salvadores, mesmo que sejam os seus torturadores, enfim, dá pra ver, mas não dá pra ganhar prêmio. É um filme machista pra colocar jovens mulheres nuas ou quase pra seus próprios fetiches.

Beijos,
Pedrita

domingo, 3 de maio de 2026

A Mão que Balança o Berço

Assisti A Mão que Balança o Berço (2025) de Michelle Garza Cervera da Hulu na Disney. O roteiro de Amanda Silver é muito bom. Já teve uma adaptação dessa história em 1992.

Uma jovem vai aparecendo sorrateiramente perto de uma mulher grávida. Depois se reencontram e a mulher já é mãe. A jovem diz que é babá e se oferece pra cuidar dos filhos. Dá uma referência que confirma que está tudo certo. Mary Elizabeth Winstead e Maika Monroe estão muito bem. Logo a jovem vai suprindo tudo o que a mãe e a família precisa. Torna-se indispensável e conquistando todos, a filha de 10 anos, o marido, a esposa. Eu logo percebi as manipulações. A jovem, que agora é indispensável, diz que terá que se mudar de Los Angeles que é muito cara, deixando a mãe insegura de perder a babá tão imprescindível. Pena que a mãe entenda pouco de táticas de manipulação. Ela então convida a jovem a viver na casa. A jovem vai se infiltrando em tudo e manipulando todos contra a mãe. Pra piorar a mãe toma remédios controlados, não sabemos o motivo, algo no passado. A jovem troca os remédios e a mãe vai ficando cada vez mais instável, mais fácil de ser manipulada e ser vista como um risco aos filhos.
O marido é uma besta. Ok, a jovem manipula todos, mas ele é um pavor, nunca acredita na mulher e sempre joga na cara dela o passado. Ele é Raùl Castillo. Por sorte um amigo da esposa (Martin Starr) é o único que acha estranho a jovem pelo relato da mãe e resolve investigar. O marido só via defeitos na esposa que começa a duvidar das suas desconfianças.
A filha mais velha parece ser a única que começa a entender o que está acontecendo, mas ficamos na dúvida, já que ela fica amiga irmã da jovem, então pode ter sido manipulada. E a jovem pode ter contado muita mentira. Mileiah Vega está ótima. Gostei que ao final vem muita revelações, muito bom.

Beijos,
Pedrita

sábado, 2 de maio de 2026

Chico Bento e a Goiabeira Marviósa

Assisti Chico Bento e a Goiabeira Marviósa (2024) de Fernando Fraiha na PrimeVideo. Queria muito ver esse filme que recebeu muitos elogios. É uma graça mesmo! Isaac Amendoim arrasa!

O que mais gostei foi o ambiente rural. Bom demais ver um filme com paisagens em sítios, a vila é linda. As crianças todas são uma graça e crianças sendo crianças. Todos estão demais Pedro Dantas, Anna Júlia Dias, Guilherme Tavares, Davi Okabe e Lorena Oliveira

Elaboradíssima a história pra contar porque a goiabeira fica no sítio vizinho. Divertidíssima história! Excelente Luís Lobianco. Ele faz de tudo e mais um pouco para as crianças não irem no terreno dele pegar as goiabas e claro que nada dá certo.
Débora Falabella é a professora e dá aula de mapas e é essa aula que consegue mudar a história, muito bom. Adorei eles fazendo o mapa com lápis de colorir, linhas, tachinhas, tudo manual.

Augusto Madeira é o vilão e seu filho de Enzo Henrique. Ele quer asfaltar as estradas que unem os sítios e com isso irá acabar com a goiabeira. Chico Bento luta para salvar a árvore.

Adorei que tem uma parte em animação criativa, linda e inteligente. Taís Araújo aparece nesse momento. Alguns outros no elenco são Thaís Garayp, Guga Coelho e Livia La Gatto.

Maurício de Sousa faz uma participação afetiva.
O filme fez tanto sucesso que já está prometido o segundo.

Beijos,
Pedrita