Terminei de ler
Passarinha (2013) de
Kathryn Erskine da
Valentina. Esse livro chegou aqui de forma muito peculiar. Regularmente eu vou a Festa de Livro da USP e não estava achando o estande de uma editora que estava errado no mapa. Um responsável pela
Valentina virou comigo o espaço perguntando pra amigos até chegar ao estande. Eu prometi voltar ao dele depois e escolher livros. Ele elogiou tanto esse que logo peguei e mais um outro a ler. Esse é maravilhoso! Daqueles livros que quero que o mundo leia. O livro é amplamente premiado. Tem uma página só com a relação dos prêmios que levou.
O marcador de livros foi presente de uma amiga.
A porcelana foi pintada por Peggy-Lou.
Obra (1950) de Jackson Pollock
Passarinha é um livro juvenil. Nós acompanhamos a história pelo olhar de Caitlin, uma menina de 10 anos com Síndrome de Asperger. Ela que fala o que vê e de vez em quando vemos alguns diálogos. Vemos tudo pelo olhar atento e específico de Caitlin. Com o tempo descobrimos o Dia em que a Nossa Vida Desmoronou. Esse dia foi quando o irmão de Caitlin foi assassinado com um tiro em um massacre em uma escola. Seu pai está catatônico e sem dinheiro para pagar alguém pra ajudar com as refeições, com a filha e pra fazer terapia. Caitlin consegue ajuda com a terapeuta da escola pública.
Obra de
John James Audubron
Como todos nós, a autora ficou muito impactada com o massacre da Virgina Tech University onde morreram 33 pessoas. Ela passou a pesquisar e resolveu contar a história pelo olhar da Caitlin, uma jovem considerada diferente, quando todos nós somos diferentes. Outros colegas de escola dela são Michael, que teve a mãe assassinada nesse episódio e Josh, primo do assassino. No final a autora conta que quis mostrar o quanto todos nós somos intolerantes às diferenças e o quanto somos muitas vezes cruéis com pessoas fora do padrão. O desejo da autora é de todos nós, adultos e crianças, que passemos a refletir sobre o diferente, em vez de hostilizá-los, para ampliar a empatia, o acolhimento e tentar diminuir o ódio entre os semelhantes.
Obra de Lee Krasner
É incrível como a autora vai mostrando pela Caitlin as relações nos recreios, os pré-conceitos. Não só com ela, mas Josh sofre um bocado por ser primo do assassino e fica bastante violento pra se defender. Vamos vendo a dificuldade das pessoas, até mesmo do pai, que sem condições de ter apoio psicológico, tem que lidar com sua própria inatividade e ainda cuidar de uma criança. Me emocionei inúmeras vezes, fiquei profundamente abalada.
O vídeo de apresentação do livro é tocante também, espero que toque vocês.
Beijos,
Pedrita