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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Taboo

Assisti a série Taboo (2017) na Fox Premium. É uma série britânica da BBC e fantástica! Foi uma grata descoberta. Eu reparei que vinha aproveitando pouco a Fox Premium que sempre almejei. Consegui abaixar consideravelmente o custo do meu plano da NET / Claro e incluíram alguns canais como esse. É uma série curta, de 8 episódios. A segunda temporada depende de Tom Hardy, o protagonista. No instagram dele não há uma única foto desse projeto, fiquei na dúvida se ele vai querer que tenha mais uma temporada. O roteiro intrincado é de Steven Knight adaptado pelo pai do Tom Hardy, o Chris Hardy.

Eu imagino inclusive que tenha sido uma série de difícil realização, principalmente para o protagonista que entra em rios, cai na lama e várias cenas de difícil realização e atuação. A trama é muito complexa, com muitos detalhes. Delaney volta a Londres quando seu pai morreu.  Ele herdas uma terras indígenas cobiçada por vários países. Começa uma disputa sangrenta pelo controle da área. O elenco é muito bom. 
A viúva é interpretada por Jessie Buckley.
A bela irmã por Oona Chaplin, isso mesmo, parente do Charles Chaplin, neta. Que personagem complexa. Na verdade boa parte dos personagens tem inúmeras camadas. O empregado da casa dos Delaney também é bem complexo, eu fiquei na dúvida o tempo todo se ele era vilão fiel a família. Foi interpretado por David Hayman. Franka Potente faz a prostituta cafetina.

São muitos bons atores e personagens. O químico, contratado para fazer pólvora, é interpretado por Tom Hollander. O filho bastardo da família protagonista por Louis Ashbourne, que graça esse garoto e ótimo personagem. Crianças no passado trabalhavam de modo escravo, não tinham direito a lazer  principalmente se fossem bastardos ou pobres. Ele tem uma função fundamental no final da temporada.
Delaney tem um controle enorme de todos, com inúmeros espiões na cidade, com uma rede enorme de fiéis seguidores, em geral os marginalizados, consegue controlar a tudo e a todos. O chefe da Companhia das Índias é interpretado pelo grande Jonathan Pryce. O médico por Michael Kelly. Incrível o personagem do escrivão das reuniões da companhia, Edward Hoog. Outros personagens importantes são interpretados por Richard Dixon, Leo Bill, Jason Watkins, Danny Ligairi, Lucian Msamati, Ruby-May Martinwood, Stephen Graham e Talluah Haddon.
Beijos,
Pedrita

domingo, 26 de abril de 2020

Riviera - 2ª Temporada

Assisti a 2ª Temporada da série Riviera (2019) na Fox Premium. Eu tinha amado a primeira, confesso que estou bem confusa em relação a essa. Primeiro porque tenho muitas perguntas e não achei uma única matéria que respondesse. Na primeira temporada li que os autores, um é um escritor que amo John Banville, estavam muito insatisfeitos com a confecção da série. Que a série era solar e positiva, que eles diziam não ser assim o roteiro. Eu gostei dessa temporada, é boa, mas tem muito tema impossível e reviravolta forçada.

A 2ª Temporada é bem mais forte e amoral, mas com clichê e carimbo psicológico que discordo, então  não sei se essa temporada se aproximou mais do texto original, ou se perdeu de vez, queria muito saber. Eu gosto que essa série traz protagonistas mulheres e fortes.

Eu achei que a protagonista, Georgina Clios, mudou muito de personalidade. Julia Stiles continua maravilhosa na personagem. E a série tentou explicar forçando os argumentos. O pai da Georgina morre e ela vai aos Estados Unidos. Há muitas questões estranhas, primeiro ela vai com a ex do marido, a Irina (Lena Olin), e com a filha do marido (Roxane Duran). A enteada não foi tão estranho, mas a ex foi bem surreal, nunca foram muito amigas. Aparece então um irmão mais velho da personagem (Will Arnet) que caiu de paraquedas. Se eles fossem tão unidos, ele teria ido quando ela ficou viúva. Nada a ver ele só existir na segunda temporada, e pior, ser tão invasivo. Ele passa a investigar a irmã e o namorado dela, julgá-la, machista demais. Georgina, na verdade ela tinha outro nome, teve um grande trauma na infância, então essa temporada tenta justificar os assassinatos que ela provoca pelo trauma. Georgina era muito coerente na primeira temporada, equilibrada, o desequilíbrio na segunda temporada fica muito artificial. Se ela tinha trauma e a influenciasse, era um trauma nunca resolvido, estaria sempre presente nas atitudes dela, não só na segunda temporada. A série também tenta reforçar o argumento que qualquer pessoa em uma situação limite comete assassinatos. Forçado demais.
Outros personagens estão em uma família que tem dois psicopatas (Julie Stenvenson e Jack Fox).  Outra integrante da família é interpretada por Poppy DelevingneConstantine (Anthony LaPaglia) não morreu. Essa temporada virou muito novelinha impossível. Uma mulher guarda Constantine em quase coma em uma torre inacessível. Ela quer ele só pra ela. É avisada por enfermeira ou médico, que ele corre risco de vida, que precisa de UTI, mas ela ignora. A série ignora essa paranoia dessa mulher, e põe tudo na conta do filho dela que mata Constantine um pouco depois. Vários episódios guardando o segredo que Constantine está vivo pra matar ele em menos de 3 minutos. 
Mas como disse carregam a mão nas teorias psicológicas, querendo rotular e fica pobre o roteiro. 

Eu achei o final dessa temporada muito estranho. O incêndio na exposição foi muito esquisito. Achei meio incoerente. Vai ter uma terceira temporada. Lena Olin não estará. Vamos ver como vão seguir com as tramas.



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Shut Eye

Assisti a primeira temporada da série Shut Eye (2016) de Leslie Bohem na Fox Premium. É boa! A série fala de um grupo de estelionatários que utilizam o ilusionismo como ferramenta de ganhos.

O casal de protagonistas é interpretado por Jeffrey Donavan e Kadee Strickland. Ele utiliza vários métodos para enganar os clientes, tarô, trabalhos pra cobrar extra, venda de cristais. E ainda visita vários enganadores que fazem leitura em bola de cristal, ler mão, mente, e pega deles participação dos serviços.

Mas eles são subordinados a um grupo de ciganos riquíssimos, que igualmente fazem golpes e recebem parte do dinheiro recolhido pelo casal. A matriarca é interpretada pela maravilhosa Isabella Rossellini. Eles são muito violentos e assassinos. O filho é interpretado por Angus Sampson.

O protagonista leva um soco e começa a ter visões reais, mas não consegue interpretá-las. A série tem inúmeras camadas, inúmeros desdobramentos, é bem interessante.  O final da temporada inclusive surpreende. Há uma segunda temporada, li que cortaram a terceira que estava prevista.  Não sei se teria assunto para uma terceira, ou se ia desgastar. Tenho preferido séries mais enxutas, poucas tem fôlego para várias temporadas.  Alguns outros do elenco são: Susan Misner, Emmanuelle Chriqui, Leah Gibson, Dylan Schmid, David Zayas, Zak Santiago, Mel Harris, Layla Alizada e Havana Guppy.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Riviera

Assisti a 1ª Temporada da série Riviera (2017) na Fox Premium. Eu fiz umas mudanças de planos da NET, consegui muito desconto e ainda incluíram esse canal e mais outro. Fui em Crimes e Investigação e escolhi essa série pra começar. Gostei demais! O roteiro é de Neil Jordan e John Banville. Amo esse escritor. Li que os dois estavam muito insatisfeitos com os 3 primeiros episódios, que tinha sido desconfigurado o texto, mas não conheço o texto, fiquei curiosa em saber como ficaria. Mas independente disso, a série é ótima!

A série começa com a protagonista dormindo e o marido admirando-a. Aos poucos descobrimos que ele é muito, mas muito rico e ela é a esposa do segundo casamento. Ele a conheceu porque ela é especialista em obras de artes e leilões, sempre comprava obras de artes em leilões para clientes. Julia Stiles está deslumbrante e que figurinos maravilhosos que usa. Um parceiro que tem o mesmo trabalho que ela é interpretado por outro ator deslumbrante, Adrian Lester.
Ela liga do leilão para o marido que queria uma obra. Depois não consegue mais falar com ele. Nós vemos o marido em um barco que explode logo depois. Ela então descobre um mundo pavoroso ligado a muita corrupção. Um dos quadros inclusive que ela comprou é atualmente uma cópia muito bem feita. O filme entra em investigações muito complexas, muita violência. É uma trama muito interessante.

Lena Orlin está no elenco. Ela faz a ex. A família do marido da protagonista é insuportável. A desrespeitam como podem. São dois filhos, Iwan Rheon e Dimitri Leonidas. Iwan é o ator de Game of Thrones que tem um personagem igualmente insuportável. Ele não se cansa de tentar manipular a madrasta e assediá-la pesadamente. Todos tentam prejudicá-la. O outro enteado é viciado em drogas e odeia a madrasta.
A única que gosta da madrasta é a enteada interpretada pela Roxane Duran. As paisagens são deslumbrantes, várias em Mônaco, lindíssimas as duas casas da família. E ainda surgem outros atores que adoro: Vincent Perez e Arm Waked. E ainda muitos outros ótimos: Igal Naor, Phil Davis, Daniil Vorobyov, Chlóe Jouannet e Nora Arnezeder. A música de abertura é muito linda. Vi que há uma continuação que quero ver.
Beijos,
Pedrita