Assisti as
Paralimpíadas Rio 2016 no
SportTV. Impulsionada pela empolgação das
Olimpíadas Rio 2016 que comentei
aqui, eu quis ver as
Paralimpíadas Rio 2016. Me incomodou muito a não exibição na TV aberta da
Cerimônia de Abertura e dos jogos. A
TV Brasil passou, mas não sei com vocês, aqui a imagem é um terror. A
TV Cultura inicialmente teve um problema com a
TV Brasil e se virou para mostrar a cerimônia. As emissoras da tv aberta fizeram algumas matérias dos jogos, atletismo, medalhas, mas raramente mostravam ao vivo quando acontecia. Eu vi mesmo tudo pelo
SportTV.
Na abertura foi linda a dança da modelo Amy Purdy com o robô que constrói carros. Linda e emocionante! Emocionante os atletas que carregaram a chama da pira olímpica e como a pira é linda.
Foto: ATP
Novamente eu vi mais as modalidades individuais, do atletismo e da natação. Dei só uma olhada nos jogos coletivos, mas acompanhar mesmo foi com os individuais. Embora eu tive menos tempo dessa vez e vi menos. Impressionante o atleta brasileiro que ganhou ouro para o Brasil no disco Alessandro Rodrigo Silva, foi muito emocionante! Queria muito ter visto a competição de Bocha, só vi os atletas comemorando o Ouro, nem sabia que tinha essa modalidade que me traz tantas recordações afetivas. Lindo o ouro do Daniel Dias na natação.

A colocação do Brasil foi muito emocionante, ficamos em 8º lugar, em um país com tantas instabilidades econômicas, com renda concentrada em uma minoria, ver esse resultado, 72 medalhas, 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze, emociona muito. Parabéns a todos os atletas! Sempre ouço falar em representatividade, na dificuldade de pessoas de encontrarem espelho para se inspirarem. As Paralimpíadas foram uma grande inspiração. Espero que para os patrocinadores também. Não podemos esquecer que os atletas que estavam na competição são os melhores nas suas categorias. Há inúmeros atletas que precisam de apoio mesmo que nunca cheguem a eventos como esse.

Fiquei muito impressionada com o inglês Richard Whitehead que ganhou ouro em corrida. Ele tem duas próteses e não dobra os joelhos, a corrida é feita com um jogo de quadris. E ainda passou o record da modalidade. A maioria tem uma prótese, ou dobra auxiliando o movimento. Com Whitehead não, e mesmo assim ele é o vencedor com record. Que condicionamento físico!
O encerramento também foi incrível e emocionante. Linda a dança com as cadeiras de rodas, fiquei impressionada com as acrobacias de um cadeirante. E a diversidade musical foi linda demais: Sepultura, Vanessa da Mata, Nação Zumbi, Céu, Negro do Borel, Saulo Fernandes, Dream Team do Passinho, Saulo Laucas. Com diversificação de ritmos, samba, maracatu, rock pesado, funk, erudito, baião. Vanessa da Mata chegou homenageando Clara Nunes, cantando Conto de Areia, depois cantou Ai, Ai, Ai. Lindo figurino! A Nação Zumbi tocou Maracatu Atômico e mais duas outras canções. Lindo o Beija-Flor na tela ao fundo.

Gaby Amarantos também homenageou Clara Nunes cantando Força da Natureza. E ainda a 1,99 que adoro. E que figurino lindo, como ela é linda! Ivete Sangalo chegou interpretando A Paz do Gilberto Gil. Depois entraram com a Ivete Sangalo um grupo de dançarinas, todas de maiôs brancos. Gostei que mantiveram cada artista no seu universo, fazendo o melhor que fazem no seu gênero. E também estava impecável a qualidade do som da transmissão. Excelente a escolha das músicas também que falavam de alegria, natureza, superação, paz. No final o Japão falou das próximas Paralimpíadas. Não sabia que a primeira tinha sido no Japão e que só concorriam cadeirantes. A cerimônia foi toda muito linda e emocionante. Lindo que o vento que apagou a pira dessa vez. Lindo e triste! Vai deixar saudades!
Foto: Glaucon Fernandes/AgNews
Beijos,
Pedrita