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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Uma Batalha Incerta

Assisti Uma Batalha Incerta (2016) de James Franco no Telecine Play. Há um tempo via o poster do filme que não é esse que escolhi e não me interessava. Uma hora fui ver o que era e vi o nome do James Franco que tem entrado em produções de filmes complexos e questionadores. Esse filme é uma produção independente. Só depois que começou que vi que é baseado em uma obra do John Steinbeck, autor que li umas obras e tem textos sempre contundentes.

É baseado em fatos reais. Após a quebra da bolsa em 1929, os patrões passaram a explorar os funcionários, principalmente no campo. Eles ganhavam 3 dólares por dia e passaram a ganhar 1 dólar, com isso mal conseguiam sobreviver. A trama começa em 1930. Insuportável a capacidade que o homem tem de explorar o outro para enriquecimento próprio, de achar que uns são melhores que os outros e merecem mais. E incrível que pouco mudou.

O filme passa em plantações de maçãs, eu nunca tinha visto pés de maçãs. Conheço muitas árvores, plantações, mas de maçãs nunca tinha visto, como é bonito.

Dois homens seguem para uma plantação para unir os colhedores para a greve. Um é interpretado pelo próprio James Franco e o outro por Nat Wollf.

É um filme muito triste, com muita violência. A greve não deu em nada, mas as greves foram se multiplicando no país, mas só em 1935 é que os colhedores passaram a ter salário mínimo e outros benefícios. O elenco é todo muito bom. Vincent D´Onofrio está irreconhecível como o líder dos colhedores. Ed Harris faz uma pequena participação com um personagem marcante. Os nomes estrelados continuam: Robert Duvall, Josh Hutcherson, Ahna O´Reilly, Analeigh Tipton, Jack Kehler, Sam Sheppard e John Savage.
Quase toda a promoção do filme é em cima da Selena Gomez. Uma pena porque seu personagem é deslocado do todo, com trama e interpretação sofrível. Personagem desnecessário. Quiseram forçar um romance para atender ao mercado. O filme não precisava desse fraco adendo.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Viagem ao Centro da Terra

Assisti Viagem ao Centro da Terra (2008) de Eric Brevig na HBO. Eu tinha curiosidade mas um certo receio dessa versão. Como disse o 007, Brendan Fraser de protagonista dá um certo receio. Mas gostei. Brendan faz um homem atrapalhado, engraçado e acho que esse perfil combina com ele. Mas é esquisito no final quando o nome do ator vem antes do nome do filme, achei um exagero egocêntrico. Ele trabalha na universidade, seu irmão desapareceu e o sobrinho vai ficar com ele. Eles acabam se enfiando nessa aventura. Gostei da forma como fizeram o trio se reunir, achei tudo bem coerente. Viagem ao Centro da Terra me lembrou Uma Noite no Museu. Um filme mais pra engraçado que aventura, correto e diverte. Como o filme foi feito para ser visto em 3D, deva ser o motivo que alguns efeitos pareceram ruins, alguns cenários de isopor, mas imagino que o efeito deva ser diferente em 3D.
Eu estranhei a moça que fez par romântico com o personagem do Brendan Fraser, parecia que ela ia fazer par com o sobrinho do personagem. Apesar de parecer menor de idade, no IMDB ela tem uns 25 e o Brendan uns 40. Não me convenceu o casal e acho que poderia ser uma mulher mais velha. Indepentende disso gostei da atriz Anita Brein e adorei o garoto interpretado por Josh Hutcherson. É estranho quando eles caem e continuam caindo e não se despedaçam como aconteceria se caíssem daquela altura. Obviamente com os filmes do gênero, no final já deixaram a semente de uma continuação, a previsão é que a aventura seja na cidade submersa Atlântida. Viagem ao Centro da Terra é focado bem para adolescentes e gostei o quanto estimulam a ler o livro do Julio Verne, embora ache que o autor não deve gostar dessa versão mais jocosa. Eu mesma não li o livro e fiquei mais curiosa agora.

Youtube: Journey to the Center of the Earth Trailer



Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Ponte para Terabítia

Assisti Ponte para Terabítia (2007) de Gabor Csupo no Telecine Premium. Detestável, deplorável e um engodo. Quase não ia fazer esse post sobre o filme, mas achei que devia avisá-los. Eu achava que seria um filme sobre a fantasia, que as crianças passavam por uma ponte e lá viria um mundo mágico. A magia é só imaginação das crianças e só nos dois insuportáveis minutos finais é que o mundo da fantasia aparece. Acho que quiseram economizar nos efeitos. E se isso fosse o pior, mas não é. O filme, que seria voltado para crianças, tem erros e erros de comportamentos e violência contra a criança sem respostas e é altamente melodramático pra mim, que dirá para uma criança. Se uma criança estivesse vendo não sei o que faria para consertar o estrago que o filme faz de uma hora pra outra.

Quando o filme começou a se arrastar eu pensei que de repente era para o público infantil, mas na hora que veio a tragédia e virou um dramalhão me deu vontade de processar os seus realizadores. É pesado demais para crianças ainda mais com os princípios errados incutidos. Na escola tudo é errado e os educadores não fazem nada. É uma escola que finge não ver o Bullying. A escola chega ao absurdo de não ver e não punir uma menina que obriga crianças a pagar pedágio para ir ao banheiro, e faz isso constantemente. Uma professora fala para um aluno não ligar para dois colegas que o empurram e praticam violência física com ele mas não leva o problema as esferas superiores. A família do menino é outro lugar violento. O pai quer matar o animal que entra na horta e proíbe o menino de salvar o animal. O menino consegue salvar um, mas o filme deixa a lacuna se o pai mata o animal depois. Pode? O pai também é um monstro que tentam humanizá-lo no final, como se fosse possível. Ponte para Terabítia é um filme monstruoso, inconcebível, que pratica violência contra a infância desassistida. Devia ser proibido de continuar existindo.
Não há música nesse post porque esse filme é contra os direitos da infância.

Beijos,
Pedrita