Assisti
The Walking Dead - 4ª Temporada (2013) de
Frank Darapont no
Now. Eu tento fugir de notícias sobre as temporadas que ainda não vi, mas uma frase tinha ficado vagamente na minha memória. O texto era sobre as temporadas mais recentes e dizia que finalmente a série voltava a ser intensa, com muitas cenas de ação.
Realmente a
4ª Temporada é bastante filosófica e eu amei por isso. Na prisão surge uma gripe e vários vão morrendo rapidamente. É nessa temporada que fica clara a precariedade da vida após os zumbis. Não há energia, hospitais, medicamentos, alimentos. Tudo é muito difícil. Foi também a temporada que mais reparei em
Mistérios Misteriosos. Foi minha amiga
Patry,
blogueira que criou esse termo. Nós adoramos esses mistérios na ficção, nem sempre são péssimos, muitas vezes são engraçados.

Não sei também se agora percebi esses mistérios, mas se eles já existiam antes. Não entendi por exemplo como aquelas plantinhas alimentavam aquele monte de gente. Ok,
ficou ainda da dispensa algo, buscavam em outros lugares. Mas é pouca
plantinha demais. Se eles precisavam sobreviver porque só o Rick (Andrew Lincoln) cuidava da plantação? E por que não fizeram aqueles obstáculos pontudos no portão
que os zumbis estavam empurrando? Tinham diariamente grupos pra matar, não
seria mais inteligente fazer as barricadas como no portão?

O governador (David Morrissey) reaparece. Ele surge em uma casa, se afeiçoa à aquela família. Uma criança (Meyrick Murphy) lembra muito a filha dele. Ele quer partir, elas vão juntas. Outro mistério misterioso é que com tanta casa vazia, porque eles ficavam em acampamentos que eram muito mais vulneráveis? Ele se junta a um grupo liderado por um ex-capanga seu (Jose Pablo Cantillo). Eu achei que ia ter a estrutura de outras temporadas. No meio iam falar que atacariam a prisão para viver lá mais confortável e a temporada passaria na tensão até no último episódio acontecer o confronto. Por sorte não foi isso que aconteceu, no meio da temporada o confronto acontece. O grupo da prisão vai fugindo em ônibus, a pé, automóveis e se dispersando.
Aí praticamente cada episódio é com um grupo e o caminho que seguiram. É quando a série passar a ficar bem filosófica e que gostei muito. Em pequenos grupos eles conversam mais por onde param pra dormir, nas caminhadas.
Surgem então novos mistérios misteriosos. Um grupo é formado por Rick, Michone (Danai Gurira) e o chatinho do Carl (Chandler Riggs). Anos já se passaram mas eles acham nas casas muitos alimentos na dispensa, bem visíveis e limpos. O grupo mesmo da prisão saía em residências procurando alimentos, como ainda tinham tantos? A plantação era tão fraquinha que eles nunca pensaram em voltar para a prisão para buscar mudas e alimentos?
Triste demais as histórias das crianças (Brighton Sharbino e Kyla Kennedy). Lindas as duas meninas. Uma delas era muito psicopata. Os diálogos entre esse grupo foram muito impressionantes. Novamente eu não permitiria que meninas tão novas fizessem essas cenas. Sempre são feitas em separado, mas algumas eram bem claras.
Na linha do trem eles acham vários avisos dizendo que em Terminus todos terão lugar e viverão tranquilamente. Eu logo desconfiei. Há vários que sobreviveram, como um lugar chamaria tanta gente? E todos conseguiriam alimentos? Mas como essa temporada tinha muitos mistérios misteriosos, achei que talvez fosse um deles. Rick e seu grupo também estão desconfiados, mas a proteção deles não ajuda. Acaba então tudo muito tenso. Que venha a 5ª Temporada.
Beijos,
Pedrita