sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Anna Maria Castelli
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Mar de Vidros – Murano 1915 – 2000
Eu adorei essas peças coloridas das fotos que escolhi para ilustrar o post. As primeiras são de 1950 aproximadamente. Essas ao lado de 1965 feitas por Luciano Gaspari. Na data que fui eles ainda davam o catálogo para os visitantes, que traz as imagens das peças e informações técnicas. O mais incrível é que para ver a exposição, são somente R$ 4,00 por pessoa, sendo que no domingo é grátis. A exposição Mar de Vidros – Murano 1915 – 2000 fica até 17 de novembro.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Golpe de Misericórdia
Golpe de Misericódia foi publicado duas semanas antes da Segunda Guerra Mundial, mas mostra resquícios da Primeira Guerra Mundial, tão fresca na memória de todos. Dois soldados chegam da guerra. Nosso protagonista vai ficar na casa do amigo, que tem uma irmã e ele se interessa por ela e ela se apaixona por ele. Mas são sentimentos complexos de pós-guerra. Sem comprometimento, confusos. Nosso protagonista mesmo não tem certeza se sente algo, mas eles ficam muito presos um ao outro. É muito interessante porque são momentos de recordações de nosso protagonista. Tudo entrecortado, sem uma linha condutora. As lacunas podemos preencher de milhares de formas. E o desfecho de Golpe de Misericórdia é chocante.
Como nosso protagonista menciona Rembrandt e uma tela como uma tempestade, escolhi essa para ilustrar o post.
Trechos de Golpe de Misericórdia de Marguerite Yourcenar:
“Eram cinco da manhã, chovia, e Eric von Lhomon, ferido em Saragoça, tratado a bordo de um navio-hospital italiano, esperava no café da estação de Pisa o trem que o levaria de volta à Alemanha.”
“Quem pretende se lembrar de uma conversa palavra por palavra não passa para mim de um mentiroso ou de um mitômano. De minha parte, só retenho fragmentos, um texto cheio de lacunas, como um documento roído pelos vermes. Não ouço minhas próprias palavras, mesmo no instante em que as pronuncio. As do outro me escapam, e não me lembro senão de um movimento de lábios à altura dos meus. O resto não passa de uma reconstituição arbitrária e falseada, e isso vale igualmente para outras conversas de que tenho aqui me recordar.”
“Minha estima por Conrad diminuiu com isso, até o dia que compreendi que fazer de Sofia uma Mata Hari de filme ou de romance popular era talvez para meu amigo uma maneira ingênua de glorificar a irmã, de emprestar ao seu rotos de grandes olhos vivos a beleza comovente que sua cegueira de irmão não lhe permitira reconhecer até então.”
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Nelson Freire
domingo, 21 de outubro de 2007
Os Produtores
Dois produtores falidos resolvem produzir um fracasso, assim eles podem ficar com o dinheiro arrecadado para toda a temporada. Escolhem o pior roteiro, o pior diretor, só que tudo é um sucesso. Uma crítica típica de Mel Brooks ao público que gosta sempre do que é de mal gosto e ruim. Nem sempre é assim, mas que o público em geral é muito desinformado, isso é. Realmente há muitos momentos politicamente incorretos e apesar de uma comédia escrachada, há sutilezas típicas de Mel Brooks.
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