Assisti a série
Rota 66: A Polícia que Mata (2022) de
Philippe Barcinsky e
Diego Martins na
Globoplay. Sabia que não seria fácil já que tinha lido há muito tempo o livro. A série é muito bem realizada.
Humberto Carrão está muito bem como o
Caco Barcellos. A adaptação é de
Maria Camargo e
Teodoro Poppovic.
Caco Barcellos pesquisou por muito tempo as inúmeras mortes pela polícia da Rota 66, uma polícia altamente letal. A investigação mostrou que dos 4200 mortos, 2200 eram inocentes. Infelizmente a pena de morte continua por alguns policiais, que sem ao menos saber quem é a pessoa que está na frente deles, julga, sentencia e mata em segundos, em uma grande maioria das vezes sem nem mesmo as pessoas estarem armadas como o caso da família que ia ao batizado ou da comerciante que tentou interferir na violência da polícia com suspeitos desarmados e pisaram no pescoço dela. Além de inúmeros outros casos. O livro fala da investigação do jornalista que teve vários processos por calúnia e difamação, Caco Barcellos foi inocentado de todos.

A série mostra as pessoas, as famílias, a vida pessoal do jornalista que foi sistematicamente ameaçado e intimidado. Assustadora a hostilização armada no dia do lançamento do livro. O personagem do Aílton Graça era um policial da Rota 66, até que seu filho é executado quando ia comemorar sua formatura em direito. O elenco é incrível, muito corajosos os atores que aceitaram interpretar os monstros da Rota 66: Rômulo Braga, Ricardo Gelli e Rafael Lozano.

A série fala das mortes pelos olhares das mães, esposas, avós que passam a procurar seus parentes desaparecidos, ou a conviver com a denúncia de que eram bandidos. É muito doloroso ver o sofrimento dessas mulheres e das crianças. A série mostra a difícil trajetória de reconstrução de suas vidas e histórias, após essas tragédias. O elenco é incrível: Lara Tremonoux, Juan Queiroz, Wesley Guimarães, Adriano Garib, Magali Biff, Naruna Costa, Ariclenes Barroso, Gabriel Godoy, Nizo Neto, Adriana Lessa, Ana Cecília Costa, Virgínia Rosa e Augusto Madeira. Participam: Martha Meola e Maria Manoella.
Eu tinha me esquecido que o
Caco Barcellos tinha feito a cobertura no massacre do Carandiru. A tropa de choque entrou e impediram familiares e a imprensa de entrar no local. Só conseguiram entrar depois. Recentemente tentaram perdoar os policiais do massacre, por sorte reverteram essa arbitrariedade e impunidade A série mostra mais o
Humberto Carrão como repórter, no final que aparecem alguns trechos de matérias da época com o
Caco Barcellos.
Beijos,
Pedrita