Terminei de ler
Os Buddenbrook (1901) de
Thomas Mann. Eu comprei esse livro em um sebo faz muito tempo.
Thomas Mann está entre os meus autores preferidos. Recentemente reeditaram em uma edição bem bonita. Esse era do
Círculo do Livro. Amo livros grandes, tenho vários a ler, mas eu alterno com outros não tão extensos pra me sentir menos improdutiva. Frase que é incluída nas manias de leitura.
O marcador de livros é com imã e tem uma sapatilha de ballet.
Obra Cena na Praia de Noordwijk de Max Liebermann
Os Buddenbrook foi escrito quando Thomas Mann tinha 23 anos, tem algumas características de seus livros posteriores, mas ainda é um pouco diferente. É uma saga e li que é inspirada na vida do autor. Nessa minha edição na capa fala da decadência, mas oficialmente não é isso. A família Buddenbrook era abastada e seguia as regras sociais da época e de pessoas da alta sociedade. Inclusive cometia aquilo que hoje é mais raro, mas ainda existe, pegam uma criança pra morar com eles e acham normal que a criança trabalhe para pagar casa e comida. A personagem Ida acaba servindo a família depois, sendo uma espécie de governanta. Fico imaginando a partir de quando passou a receber remuneração, já que o livro não fala nada. O autor fala que depois de um tempo ela vai embora. Mas a obra não menciona se em algum momento recebe alguma herança. Infelizmente algumas famílias ainda pegam crianças pra criar e tratam como empregadas depois. Por sorte as regras atuais de adoção mostram que é um filho. Mas ainda existem famílias que exploram filhos de empregados domésticos.

Obra Quatro Garotas de August Macke
Fiquei muito surpresa de encontrar um livro tão feminino, com um olhar tão feminino. Tony não quer casar com um pretendente mais velho imposto pela família. É um horror o que esse homem faz para exigir que ela case-se com ele. Ela acaba cedendo. O marido não permitia que ela fosse a cidade. Eu até pensei que fosse por ciúmes já que ela é mais nova que ele, mas depois descobrimos que era pra que ela não descobrisse a péssima situação econômica do marido que pagou inclusive pessoas para enganar a família dela dizendo que ele era um promissor comerciante, mas de fato estava muito, mas muito endividado. O pai dela é procurado pra tentar salvar financeiramente o genro e gostei que ele não só se recusa como leva a filha e a neta embora. Na lei dessa época e país, o pai pode levar a filha de volta caso o genro não tenha condições de sustentá-la e podem pedir o divórcio. Um tempo depois ela casa-se de novo e é mais um desastre. Ela achou que eles iam passear, viajar, mas ele larga ela na casa e sai diariamente com os amigos. Assim que ela vê ele bêbado se engraçando com a cozinheira, ela vê a oportunidade de se ver livre dessa união, mas ela faz pelo todo, usa o que a lei pra conseguir o divórcio. Triste que sua filha também faz um casamento desastroso.

Obra O Mandril de Franz Marc
Li em uma biografia na internet do Thomas Mann que o tio teria ficado muito bravo com a forma que foi retratado no livro. Mas o autor muda um pouco a configuração das pessoas. Para o tio ser se reconhecido o autor deve ter escrito mais próximo a realidade com ele. Ficando bravo acabou confirmando que foi daquele jeito mesmo.
Existem adaptações desse livro para filmes e séries. O primeiro filme na década de 20, a última série na década de 70. Tem um filme mais recente. Acho que não vi nenhum. Coloquei no vídeo um trailer de uma adaptação da obra.
Beijos,
Pedrita