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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

O Irlandês

Assisti O Irlandês (2019) de Martin Scorsese na Netflix. Eu tenho uma certa preguiça com filmes de gângsters. 007 também. A preguiça aumentou muito quando vi que o filme tem 3h30 de duração. Só quis ver porque o diretor é excelente e pelos elogios que o Robert De Niro teve. Sim, o filme é ele e para ele. Está magistral, embora as excessivas intervenções digitais para rejuvenescimento e envelhecimento dos personagens me incomodem um pouco até demais. O 007 acha que o filme também é para Al Pacino brilhar, sim, está incrível, mas o filme é a história do Irlandês, um matador a serviço da máfia italiana nos Estados Unidos.

Como disse o 007, filmes de gangsters são sempre quem traiu e como será vingado. As mulheres são sempre objeto de decoração, parecem figurantes, raramente tem falas, já que eram sumariamente ignoradas nesse universo. O filme entrecorta no tempo e confesso que me perdia às vezes. O irlandês inicialmente fazia carregamento de carnes e desviava, quer dizer, roubava sempre uma parte para ganhar por fora. Ganhar por fora é bondade, pra vender o produto roubado. Ele conhece então um chefão da máfia e passa a trabalhar pra ele. Esse chefão é interpretado por Joe Pesci. O irlandês prospera, constitui família. Uma filha dele desde pequena não gosta dos amigos do pai e desconfia dos trabalhos do pai. A menina é uma graça interpretada por Lucy Gallina. Adulta é interpretada por Anna Paquin.

Depois o irlandês conhece Jimmy Hoffa, líder sindical, que desapareceu e seu corpo nunca foi encontrado. A filha que sempre desconfiou do pai tinha adoração por Hoffa, incrível achar que Hoffa era muito diferente dos outros homens. Após a morte de Hoffa, vários integrantes dessa máfia são presos por motivos diversos. Depois que sai da prisão, O Irlandês acaba em uma casa de repouso. Suas filhas não o visitavam. Até entendo, mas como disse, todos os amigos do pai cometiam crimes. Alguns outros do elenco são Harvey Keitel, Bobby Cannavale e Ray Romano. O elenco é enorme, são inúmeros atores. A trilha sonora é ótima e tem no Spotify.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Piratas da Somália

Assisti Piratas da Somália (2017) de Bryan Bruckley no TelecinePlay. O filme conta a história do jornalista canadense Jay Bahadur que escreveu um livro e agora quero muito ler. Não existe a edição traduzida no Brasil. Muito jovem, ele não consegue trabalho em nenhum veículo de comunicação. Ele está começando a ter emancipação em casa e ganha o direito de morar o porão da casa dos pais. Ele faz pesquisa em supermercados sobre a melhor localização para guardanapos de papel nas prateleiras.

Para pagar o aluguel do porão ele precisa tirar a neve da frente da casa, ele se machuca, vai ao hospital e lá conhece um grande jornalista que ele é fã interpretado pelo ótimo Al Pacino. O jornalista diz que o rapaz está errado, que ele tem que ir para algum país ser correspondente por conta própria, um país que precise de correspondente. Ele vê então uma matéria com um correspondente contando sobre os Piradas da Somália, sobre o novo Presidente, mas que o correspondente não tem como checar porque não há mais jornalistas na Somália, ou foram mortos, ou saíram de lá pelos riscos. Jay manda um email para uma rádio da Somália, ligam para ele e falam que ele pode ir. Só que ninguém o banca e ele pede dinheiro aos pais. Ele resolve escrever um livro sobre os Piratas da Somália.
O radialista é filho do Presidente, coloca um somaliano pra ajudar nas entrevistas que ele precisa. O rapaz não consegue que os jornais se interessem pelas entrevistas. Só quando acontece o sequestro do Capitão Phillips é que a mídia passa a se interessar pelas notícias no país. Para conseguir as entrevistas ele tem que levar khat, uma droga local, como "pagamento". O rapaz é interpretado por Evan Peters e está ótimo. O somaliano, por um ótimo ator somaliano, Barkhadi Abdi. Marian por Sabrina Hassan. A mãe, que faz uma pequena participação, por Mellanie Griffith. Acho admirável jornalistas que se arriscam em zonas de conflito. 


Jay Bahadur tornou-se um grande especialista sobre a Somália e passou a ir com regularidade a países do continente africano.

Beijos,'
Pedrita

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Má Conduta

Assisti Má Conduta (2016) de Shintaro Shimosawa no TelecinePlay. Eu procurava um filme para distrair e vi que esse é com Al Pacino e Anthony Hopkins, atores que amo. É um bom filme, um pouco rocambólico, mas um bom filme. Um jovem advogado muito ambicioso consegue umas provas contra um poderoso da indústria de remédios. Ele procura o adversário desse industrial para juntos armarem o flagra para que o empresário não escape. O rapaz é interpretado por Josh Duhamel.

Esse jovem ambicioso costuma utilizar métodos anti-éticos para ganhar as causas. E procura o adversário do seu alvo para ter a causa. O que ele não espera é que é toda uma trama perversa, de profissionais do crime empresarial e ele se embaralha todo.

Logo no início eu desconfiei que a namorada do chefão fosse uma boa pisca. Mas ela se supera. Todos se superam. Má Conduta tem várias reviravoltas. A namorada do chefão é interpretada por Malin Akerman. A esposa do advogado por Alice Eve. O rapaz da moto por Byung-hun Lee. E ainda: Julia Stiles, Glen Powell e Lea McKendrick.
Beijos,
Pedrita

domingo, 7 de abril de 2013

O Espantalho

Assisti em DVD O Espantalho (1973) de Jerry Schatzberg. Dois amigos interpretados pelos ótimos Gene Hackman e Al Pacino se conhecem a beira de uma estrada. Passam então a caminhar juntos e fazer planos. Os dois tem histórias muito particulares e jeito muito incomum de viver. A história do Espantalho é também inusitada.

O Espantalho passa praticamente só com os dois, mas como eles caminham muito, vários outros atores aparecem: Dorothy Tristan, Ann Wedgeworth, Richard Lynch, Penelope Allen e Eileen Brennan.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 11 de novembro de 2008

88 Minutos

Assisti 88 Minutos (2007) de Jon Avnet no Telecine Action. Tinha quase desistido de ver algum filme no domingo. Os bons que estavam na programação eu já tinha visto, o resto não me interessava. Comecei a ver esse por ser com o Al Pacino. É um bom filme de suspense. Esse filme veio ao Brasil diretamente em DVD. Al Pacino é um psiquiatra que analisa comportamentos de criminosos muito perigosos. Há uma série de assassinatos com mulheres e ele recebe um telefone dizendo que ele tem 88 minutos de vida. Começa então uma correria pra descobrir quem deseja matá-lo.

O filme me provocou uma reflexão sobre esses profissionais que são determinantes na condenações de criminosos perigosos. Achamos sempre tão importante a avaliação de um psiquiatra sobre esses criminosos que nos esquecemos de quanto é o seu veredicto que determina uma condenação. Não só os psiquiatras, mas os juízes, júri, que avaliam esses casos. E o quanto isso expõe essas pessoas a ódios e vinganças. É uma profissão de alto risco que pode marcar para sempre a vida dessas pessoas.
Além do Al Pacino há muitas mulheres bonitas contracenando em 88 Minutos: Alicia Witt, Leelee Sobieski, Amy Brenneman, Kristina Copeland e Deborah Kara Unger.
Música do post: Edward Shearmur - Masters of Horror Theme Song


Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O Pagamento Final

Assisti O Pagamento Final (1993) de Brian De Palma no Telecine Cult. É um excelente filme, com tomadas de câmera incríveis, excelente direção e um desempenho majestoso de Al Pacino. O roteiro é baseado no livro de Edwin Torres.

Começa com o personagem do Al Pacino, Carlito Brigante, saindo da prisão. Ele é um porto-riquenho que vivia da criminalidade e do tráfico de drogas. Ele quer sair do crime, juntar dinheiro para entrar em sociedade com um conhecido em uma locadora de carros nas Bahamas. Para juntar dinheiro fica sócio do seu advogado em um bar. Só que é onde praticou todos os crimes anteriormente e tem a dificuldade de se manter longe de confusões. Na narração ele diz o tempo todo que tem azar, mas fica claro a dificuldade de viver com dignidade em um lugar onde a criminalidade corre solta e por muito tempo se alimentou dela.

O Pagamento Final fala muito de preconceito. Em um texto. Al Pacino fala das delimitações que os porto-riquenhos tinham nos Estados Unidos. O próprio preconceito de negros com os porto-riquenhos e as delimitações de ruas.

O advogado é interpretado maravilhosamente por Sean Penn e gostei muito da dançarina, interpretada pela bela Penelope Ann Miller. As tomadas de câmera são maravilhosas, bem como a iluminação, a edição, a direção e a fotografia. A direção de arte é de Gregory Bolton. A edição de Kristina Boden e Bill Pankow. E a Direção de Fotografia de Stephen H. Burum.

Gostei muito da trilha sonora, a música principal, Your Are So Beautiful, é interpretada por Joe Cocker. Tem no youtube o trecho da música no filme quando sobem os créditos.

Beijos,

Pedrita