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domingo, 11 de novembro de 2018

Pantera Negra

Assisti Pantera Negra (2018) de Ryian Coogler no TelecinePlay. Sempre quis ver esse filme pelos elogios que recebeu. Não sou fã de filmes de super heróis, mas queria conhecer esse. Os elogios eram porque praticamente tudo, produção, elenco, direção foi realizado por negros. Nos Estados Unidos, onde a segregação racial é mais definida, os negros costumam ter produtos próprios. Já vi vários filmes realizados integralmente por negros. Mas talvez esse discurso em relação a esse filme se deve a ser um produto da Marvel, um filme de super heróis que atraem multidões e que não foram feitos especificamente para esse segmento.

E o roteiro de Stan Lee e Jack Kirby é muito bom. Gostei do país no continente africana, lindo o local, muito bem feitas as inserções de tecnologia. O elenco além de talentoso é lindíssimo. Chadwick Boseman é o Pantera Negra. Ele torna-se rei. Sua irmã é especialista em tecnologia, desenvolve produtos e é extremamente capacitada. Ela é interpretada por Letitia Wright. Adoro a Lupita Nyong. Todos os personagens tem visões próprias da humanidade. A personagem da Lupita acha que Wakanda deveria se abrir para o mundo e ajudar as pessoas. A regra de Wakanda é se proteger dos maus e não abrir os seus poderes e tecnologias pro mundo. Todos são cheios de opiniões e princípios. O filme questiona o tempo todo questões fundamentais como direitos humanos, proteção, respeito pelas próprias ideologias e regras desses povos.
O Pantera Negra descobre que seu pai, pelas regras de Wakanda, cometeu um grave erro com uma criança no passado, que dominada pelo ódio se tornou muito perversa. Michael B. Jordan interpreta esse garoto adulto. Todos são humanos e falíveis de erros. Há um discurso do Pantera Negra na ONU, no meio dos créditos que impressiona. Fala de todas as questões atuais de intolerância, egoísmo, da necessidade de solidariedade, união, comprometimento com o próximo. Pantera Negra é um filme muito político.

Só depois que fui ler sobre o filme é que lembrei que uma amiga disse que Danai Gurira estava irreconhecível. Ela é uma guerreira. A mãe do Pantera Negra é interpreta por outra atriz talentosa e belíssima, Angela Bassett.

O elenco é todo incrível: Forest Whitaker, Martin Freeman, Daniel Kuluuya, Winston Duke, Andy Serkis, Sterling K. Brown e
Florence Kasumba

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Rogue One

Assisti Rogue One (2016) de Gared Edwards na Super Estreia do Telecine Premium. Queria muito ver esse filme. Li que seria entre o 3 e o 4. A trama é muito bem construída. Adoro a Felicity Jones. Gostei muito!

Começa com a infância da protagonista. Ela vive com o pai e a mãe. O esconderijo é descoberto. O pai estava prestes a finalizar um invento que ia provocar muita destruição. Ele consegue fugir. Prestes a ser capturado, os 3 se separam. O pai é um ator que adoro, o Mads Mikkelsen.

Linda demais a menina que faz a protagonista na infância, Beau Gadsdon.

Ela cresce, chega uma mensagem do pai que está em poder dos maus e avisa que criou uma falha que destrói seu invento e quer que os revolucionários destruam o seu invento. O elenco todo é ótimo. Adorei o robô que acompanha o resgate. E gostei muito de ser o Diego Luna que ajuda a protagonista na missão.

Gostei muito da trama do cego, mesmo que com alguns exageros. Ele consegue desenvolver os sentidos e ser um grande lutador. A dupla é ótima: Donnie Yen e Wen Jian.

Forest Whitaker também está no elenco. Adoro esse ator.  E ainda Riz Ahmed, Ben Mendelsohn,  Guy Henry, Jimmy Smits e Alistair Petri. Muito bacana ligarem o final com o Star Wars 4 e aparecer virtualmente e Princesa Léa jovem. Lindo!

Beijos,
Pedrita

sábado, 16 de julho de 2011

O Quarto do Pânico

Assisti O Quarto do Pânico (2002) de David Fincher no Maxprime. Eu sempre quis ver esse filme. Como não costumo ler nada sobre o filme antes de ver, eu imaginava que era daquele gênero que gosto, de terror psicológico. Na verdade O Quarto do Pânico é um bom thriller. Tem alguns furos, não chega a ser um grande filme, mas dá para assistir. Eu gosto muito de dois atores do elenco: Jodie Foster e Forest Whitaker. Gostei de algo que eu percebi no início e que é mencionado no final. Jodie Foster interpreta uma mulher que acaba de se separar. Ela procura com a filha uma casa para morar. Não entendia porque ela desejava uma casa tão grande se não tinha empregados e ia morar só com a filha. Sim, ela tem grandes recursos financeiros, mas nunca acho inteligente morar em uma casa tão grande, além de achar arriscado. No final, quando elas procuram outro apartamento, a mãe fala exatamente isso, porque a filha procura um apartamento tão grande, elas não precisam de tanto.

Nessa casa há um quarto do pânico, um lugar onde as pessoas podem se esconder em um caso de assalto. O filme trata esse quarto como algo corriqueiro em casas de luxo nos Estados Unidos, mas eu nunca tinha ouvido falar. Eu gosto do fato dessa mãe ser muito corajosa, ela não desiste de tentar proteger a filha dos bandidos. Gosto de filmes de mulheres inteligentes e determinadas. A filha é interpretada pela Kristen Stewart.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Onde Vivem os Monstros

Assisti no cinema ao filme Onde Vivem os Monstros (2009) de Spike Jozen. Minha mãe acompanha na sexta-feira as dicas de filmes na Rádio Eldorado e disse que esse estava bem elogiado, depois eu vi algumas pessoas na internet tecendo elogios. Gostei, não chega a ser apaixonante, mas é um filme bem interessante. Não é especificamente para crianças, tanto que a censura é 10 anos e eu e minha mãe achamos muito complexo para crianças. Onde Vivem os Monstros fala de nossos lados escuros. Um garoto sente a falta da irmã. Eles têm uma diferença maior de idade e ela já está na adolescência, já sai com os amigos e ele ainda é criança. A mãe está com problemas profissionais, sobrecarregada, ela até tenta ajudar o filho com os seus conflitos, mas está com os dela também.

O garoto acaba tendo muita raiva e em um desses acessos morde a mãe e foge. É nesse momento que começa a fantasia, ele vai parar em uma ilha Onde Vivem os Monstros. Começam diálogos complexos sobre família, união, desunião, raiva, tristeza, abandono. São textos bem complexos. O garoto acaba sendo nomeado rei dos monstros e obviamente que comete equívocos. Apesar dele estimular brincadeiras, nem sempre trazem harmonia. Aborda ainda o ser criança, a alegria de se divertir, mas também as consequências de nossos atos. Onde Vivem os Monstros é baseado nos livros de Maurice Sendak. O garoto é uma graça, ele é interpretado por Max Records, inclusive o personagem se chama Max. O elenco continua com grandes estrelas: Forest Whitaker, James Gandolfini e Paul Dano. A mãe é interpretada por Catherine Keener e a irmã por Pepita Emmerichs. Mark Ruffalo faz uma participação. Gostei bastante da trilha sonora de Carter Burwell e Karem Orzolek.
Youtube: Onde Vivem os Monstros - Trailer Final Legendado



Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O Último Rei da Escócia

Assisti O Último Rei da Escócia (2006) de Kevin Macdonald no Telecine Premium. Esse filme é baseado na obra de ficção de Giles Foden, um best-seller ambientado na Uganda, no reinado do grande ditador e líder Idi Amin, na década de 70. Amin é interpretado maravilhosamente por Forest Whitaker. Um médico recém-formado escocês vai para Uganda. Ele é um rapaz fútil e aventureiro que pretende viajar por vários países trabalhando em alguns hospitais pela aventura de conhecer outros países. Amin se afeiçoa ao rapaz e o faz de seu médico particular e de sua família. Esse médico não existiu e é interpretado maravilhosamente por James McAvoy. Eu adoro esses dois atores e o filme é deles. Que interpretação!

O médico chega em Uganda na posse de Idi Amin. Ele fica encantado com o carisma e a comoção do povo pelo seu novo líder. Como ele vai viver no Palácio do Rei, ele pouco vê das mazelas e violência da região. A separação entre a pobreza e riqueza, a ostentação dos seus líderes lembrou muito o Brasil. A diferença mesmo é a insuportável e exagerada violência política que assola os países da África. São belíssimas as duas mulheres interpretadas por Kerry Washington e Gillian Anderson.
O Último Rei da Escócia ganhou o Oscar, Globo de Ouro e BAFTA de Melhor Ator para Forest Whitaker. Mais dois prêmios BAFTA de Melhor Filme Britânico e Melhor Roteiro Adaptado. E prêmio de Melhor Fotografia no Festival de Estocolmo.

Música do post: Kasongo boogaloo

Beijos, Pedrita

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mary

Assisti Maria (2005) de Abel Ferrara no Telecine Cult. Queria muito ter visto esse filme quando veio ao Brasil na Mostra Venezia Cinema Italiano. Uma co-produção entre Itália, França e Estados Unidos. O filme era muito comentado na Europa, muito comentado na mostra, mas passou em duas únicas sessões no meio da semana e não consegui ir. Fiquei emocionadíssima quando estreou no Telecine e é simplesmente maravilhoso. Imperdoavelmente não conhecia o estilo desse diretor e tinha um certo medo do roteiro do filme que tem como assunto principal Maria Madalena. Achei que seria um filme com uma narrativa clara sobre a vida de Maria Madalena, mas não é.

Maria é um filme sobre fé, ou a não existência da fé, sobre cinema. Começa com a finalização das gravações de um filme sobre Jesus, a maravilhosa Juliette Binoche é Maria Madalena. Ela desiste de voltar para os Estados Unidos e resolve imergir em Jerusalém e entender um pouco mais sobre fé. Passa então o filme aos Estados Unidos, onde um apresentador de TV faz uma série de programas de entrevistas sobre Jesus. O filme não faz pontes com religiões, fala esporadicamente de fé, mostra o mundo em conflitos, vários entrevistados falam trechos sobre teorias da vida de Jesus. Um judeu fala como eles vêem Jesus. Um teólogo francês conhecido, Jean-Yves Leloup, fala que Maria Madalena disputava com Pedro o posto de discípulo mais importante de Jesus. Inclusive o teólogo diz que o fato de Maria Madalena ser mulher e muito próxima a Jesus eram os maiores conflitos pelo posto de primeiro discípulo. Que ela e mais dois apóstolos também tiveram evangelhos que foram considerados hereges, enterrados e descobertos em 1945. Eu desconheço essa sinformações, não sou estudiosa do tema.

O maravilhoso Forest Whitaker interpreta o jornalista. Ele não tem fé, nem religião. Do mesmo modo que em seu programa mostram entrevistas sobre fé, a personagem da Juliette Binoche visita vários templos de vários credos em Jerusalém. O filme mostra ainda matérias sobre religiões, conflitos em Jerusalém, sobre credos diferentes. Gostei muito porque não entra a fundo em religião, fala de fé, não questiona os credos, só mostra a grande diversificação que existe de assuntos relativos a fé, de pesquisas.

Alguns outros no elenco são: Heather Graham, Matthew Modine, Marion Cotillard, Stefania Rocca e Marco Leonardi.

Maria ganhou o Grande Prêmio do Júri, no Festival de Veneza.
Música do post: Jerusalem



Beijos, Pedrita