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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Coisa Mais Linda - 2ª Temporada

Assisti a segunda temporada de Coisa Mais Linda (2020) de Giuliano Cedrone e Heather Roth na Netflix. Eu tinha gostado muito da primeira que comentei aqui e que acaba de modo catártico. 

No Ano Novo, na praia, o marido (Gustavo Vaz) de Lígia (Fernanda Vasconcellos) atira nela e na amiga. Começa a segunda temporada com Maria Luíza (Maria Casadevall) acordando depois de quase ter morrido e descobrindo que sua melhor amiga não resistiu ao tiro. A série fala muito de questões femininas, mais difíceis ainda na época que é ambientada. A mulher que se separa, mas na verdade o homem que desapareceu, a que canta na noite, a mãe que é dona de um clube noturno, enfim, são muitos temas delicados e profundos.

Thereza acaba indo trabalhar em uma rádio dirigida pelo personagem do Eduardo Semerjian. O outro radialista é interpretado por Alejandro Claveaux. Aparecem nessa temporada os personagens de Kiko Bertholoni e Ângelo Paes Leme. Continuam no elenco Alexandre CiolettiEsther Góes, Ondina Clais, Gustavo Machado, Sarah Vitória e Leandro Lima.

 

Surge uma nova cantora, Ivone, irmã de Adélia (Pathy de Jesus). Como Larissa Nunes canta. Nesse núcleo aparece o pai delas interpretado por outro ator que adoro, Val Perré. Nesse núcleo tem ainda Ícaro Silva e Eliana Pittman

Eu amo essa série que novamente acaba catártica. Tinham confirmado a terceira temporada, mas agora, só depois da pandemia é que vamos conseguir saber quais projetos vão resistir a esse tsunami, mas espero sinceramente que volte.

Beijos,
Pedrita

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Linda de Morrer

Assisti Linda de Morrer (2015) de Cris D´Amato no TelecinePlay. Eu tinha um pré-conceito em relação a esse filme. Foi no Natal, na casa da família da Patry do Marion e sua Vida, que eles estavam vendo e elogiando muito. Vi alguns pedaços, fazia um esforço para não ver porque gosto de ver o filme todo, mas eles sempre, olha isso, agora aquilo, que fiquei com vontade de ver.

É bem engraçado. Não sabia que a personagem da Glória Pires morre e quando comecei a ver, muito menos logo no começo. Confesso ter estranhado o discurso de uma protagonista sobre a beleza de cada um, sendo ela de uma família que gosta bastante de interferências estéticas, soou meio falso. 

Eu adoro vários atores do elenco. Gosto demais do trabalho do Emílio Dantas, acompanho desde a TV Record. Me divirto com a Priscila Marinho, ela e Alexandre Rosa Moreno foram ignorados no Adoro Cinema. Ela está demais, rouba a cena. Viviane Pasmanter também está no elenco, como a paciente desequilibrada do protagonista que é psicólogo.

Eu adoro o Ângelo Paes Leme, também acompanho o trabalho dele. Ele é o mau caráter da trama. A personagem da Glória Pires é médica e descobriu uma fórmula que acaba com a celulite, são só alguns pílulas, até idosas ficam com pernas jovens. Só que os efeitos colaterais as enlouquecem. É aí que ela morre. As cenas tecnológicas são muito bem feitas. A médica passa o filme como espírito.

Emílio Dantas é médium, neto de uma mãe de santo interpretada por Suzana Vieira. A avó morre no mesmo dia da protagonista e diz que é o filho que vai ajudá-la. São muito bons atores no elenco: Pablo Sanábio, Cora Zobaran, Carol Macedo, Stella Miranda e George Sauma. Gostei que Linda de Morrer é um filme ágil, bem editado e curtinho. Uma delícia de ver. E gostei de falar desse culto exagerado a beleza, mesmo que não convença muito no tema. Acho que principalmente no Brasil as mulheres estão muito escravizadas em padrões estéticos da moda, que mudam a cada estação. Muitas mulheres se libertaram no passado pra se escravizarem em procedimentos estéticos, às vezes exageradamente.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Muralha

Assisti em DVD a minissérie A Muralha (2000) da TV Globo. Eu queria muito ver essa minissérie, minha mãe que me emprestou os DVDs. Eu tinha gostado muito do livro homônimo que foi inspirado de Dinah Silveira de Queirós que li há vários anos. A adaptação foi da Maria Adelaide Amaral. Nas entrevistas a diretora Denise Saraceni falou que esse projeto era para a comemoração dos 500 anos do descobrimento. A Muralha relata um período da história que preferimos esquecer. Bem diferente da história dos Bandeirantes que nos contam no colégio, A Muralha mostra que dá vergonha a forma como os portugueses tratavam os reais donos da terra, os índios. Corajosa a ideia da TV Globo de fazer essa minissérie tão sem glamour, com tanta violência e sem herois.

Antes da extração do ouro, os Bandeirantes viviam da captura e venda dos índios para o trabalho. Raramente chamavam os índios de índios, usavam bem mais outros termos: peça, negro e bugre. A Muralha também mostra a pretensão dos jesuítas em catequizar os índios ignorando e desrespeitando a cultura deles. A reconstituição de época é primorosa e vários índios ajudaram nesse trabalho. Na ficha técnica há uma extensa lista de fundações e tribos que ajudaram na constituição da minissérie. Nos bastidores contaram que não só atuaram como fizeram os cenários e figurinos de suas cenas.

O elenco é incrível. Leandra Leal está primorosa como a jovem que vem da corte para o matrimônio do seu noivo desconhecido. Os brancos pediam muito que viessem mulheres de Portugal para que parassem as misturas de raça. Não aceitavam os filhos com os bugres que sempre eram tratados a margem das famílias. Essa personagem chega com mais duas, uma judia interpretada por outra ótima atriz, a Letícia Sabatella e uma meretriz que vinha atrás de casamento, interpretada pela Cláudia Ohana. A Muralha é uma trama de mulheres fortes, guerreiras, que viviam todo o tipo de adversidades, já que os bandeirantes passavam a maior parte do tempo longe de suas famílias e elas precisavam sobreviver a aquele ambiente hostil.
Tarcísio Meira faz o religioso Jerônimo, hipócrita, sádico e ainda amigo do inquisidor da corte de Portugal. Os padres são interpretados pelo Paulo José, Matheus Nachtergaele e Cacá Carvalho. Da família de Don Braz outros ótimos atores: Marcelo Mendonça, Alessandra Negrini, Maria Luísa Mendonça, Vera Holtz, Regiane Alves, Deborah Evelyn, Leonardo Medeiros, Enrique Diaz, Leonardo Brício e Celso Frateschi. Além dos índios, alguns atores se caracterizaram como índios,  Maria Maya, André Gonçalvez, Patrick de Oliveira e Stênio Garcia. Na cidade estavam: Pedro Paulo Rangel, Caco Ciocler, Edwin Luisi, Sergio Mamberti e Emiliano Queiroz. Outra família é formada por Carlos Eduardo Dolabella e Ângelo Paes Leme. São muitas participações:  José Wilker, Elias Andreato e Beto Bellini. Os figurinos são impecáveis. As mulheres que vem da corte tem as roupas mais bem talhadas, enquanto os da terra, pela dificuldade de tecidos e confecção. tinham panos superpostos, praticamente sem cortes. Eu gostei muito da minissérie, pena que no terceiro DVD se arraste um pouco. A história já estava finalizando e esticaram para manter um prazo e ficou um pouco inverídica. Era muito fácil fugir e não ser achado, quase nada era desbravado. Estranho a facilidade com que achavam fugitivos. Depois no último DVD retoma o ritmo e finaliza bem. 



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ribeirão do Tempo

Assisti Ribeirão do Tempo (2010) de Marcílio Moraes na TV Record. Em geral eu gosto de ver um ou outro dos capítulos iniciais das novelas, gosto de ler as matérias, ver quem são os artistas do elenco. Ribeirão do Tempo não me agradou no início, achei as cenas forçadas e sem graça. Mas como tinha gostado de uma ou outra história, principalmente da menina que se vestia de menino e eu queria saber qual o segredo que ela guardava, vi mais algumas vezes. A menina que se vestia de menino foi interpretada brilhantemente pela Letícia Medina. Uns quinze dias depois Ribeirão do Tempo se transformou na minha novela. Fazia muito tempo que eu não me identificava tanto com uma novela e gostava tanto.

Eu amei a complexidade dos perfis dos personagens e suas transformações. Inicialmente o personagem Nicolau não me agradou, era um playboy mimado com brincadeiras sem graça com o rapaz do cartório até que ele começa a ser sabatinado pelo mais ilustre professor da cidade, o Dr. Flores, interpretado pelo Antonio Grassi. O Nicolau começa a ficar fascinante. Ele consegue do pai, um Senador o cargo de suplente e é orquestrado pelo professor a assassinar o próprio pai para se tornar Senador. Depois é sabatinado para começar a se erguer politicamente e chegar a Presidência, para isso o professor arquiteta um plano que é conseguido de matar o Presidente na visita que ele faz a Ribeirão do Tempo. Nicolau que já tinha mostras de psicopatia vai enlouquecendo. O desfecho de seu personagem é surpreendente e impactante. O Nicolau foi interpretado magistralmente por Heitor Martinez. Outro personagem que mudou completamente na novela foi a mimada Karina. Ela namorava o dono da pousada radical, interpretado pelo Ângelo Paes Leme, um rapaz mais tranquilo, enquanto ela tinha mais ambições. Ela se apaixona pelo Nicolau e igualmente começa a ser sabatinada pelo professor e pelo amado e é ela que coloca o veneno na cachaça do presidente e depois mata o rapaz do cartório a queima roupa, interpretado por Thelmo Fernandes. .

Eu adorava alguns casais. Adorava a história da Filomena que foi interpretada por uma atriz que adoro, a Liliana Castro. O autor havia dito que suas novelas tem poucos casamentos e gostei que os dois que tiveram um foi combinado, esquisitamente combinado, afinal Filomena tinha ilusões que conquistaria o amado então fez um acordo comercial de emprestar dinheiro se ele casasse com ela. E o casal do incrível Ari Jumento com a personagem da Patrycia Travassos. O Jumento era um personagem delicioso, prefeito da cidade, ele falava tantas sandices que eram hilárias. O ator é o ótimo André Di Biasi. Eu adorava ainda o casal da Sancha, interpretada  brilhantemente pela Solange Couto e pelo personagem do incrível José Dumont. Eles arrasaram. Ela era uma enfermeira aposentada e ele jardineiro. Gostei muito do casal do Taumaturgo Ferreira com um personagem ímpar com uma atriz que não conhecia e passei a adorar, ela é linda inclusive, Daniela Galli. E claro que adorei o casal protagonista, gostava da complexidade da personagem da Bianca Rinaldi, uma mulher de negócios, bem sucedida, que se apaixona por um detetive paspalho interpretado pelo Caio Junqueira.  

No início eu tinha me afeiçoada ao personagem da incrível Jacqueline Laurence, ela é uma dos personagens assassinados na novela, que não são poucos. Quando ela morreu achei que Ribeirão do Tempo poderia perder o ritimo, mas o autor conduziu muito bem as outras tramas, o crescimento do personagem do Nicolou, que ficou eletrizante. Apesar da produção da novela acreditar que quem gostava iria ficar feliz com o espichamento da novela, não foi o que aconteceu comigo. Foi uma época que vi menos. A novela já vinha se encaminhando para o final. As tramas impactantes já vinham se organizando para o desfecho, espichar naquele momento deixou tudo um pouco confuso e eu achei um pouco cansativo. Mas foi por pouco tempo, já que eram muitas tramas para o professor ser desmascarado. A novela ficou quase um ano em cartaz e teve 250 capítulos.

Cássio Scapin arrasou no personagem problemático. Ele é sordidamente manipulado pelo Dr. Flores. Adorei o casal que ele formou com a Dra. Marta, Flávia Monteiro interpretou uma delegada que gostei muito.  Adorava a personagem da Alinne Borges que trabalhava no Instituto do Meio Ambiente. Ela era casada com o personagem do  Rodrigo Phavanello, outro que é assassinado durante a trama. mas se apaixona pelo personagem do Rafael Calomeni. Divertidos os personagens de Carol Bezzera e  Henrique Ramiro. Esses dois mais o personagem do detetive usaram muitos disfarces hilários. Arrasaram na trama com personagens complexos as belas Ana Paula Tabalipa e Bruna Di Tullio. As empregadas foram um capítulo à parte, hilária a Jaqueline Macoeh e a Josanna Vaz. O bom elenco continua: Tião D´Ávilla, Umberto Magnani, Angela Muniz, Eduardo Lago, Raymundo de Souza, Rejane Goulart, Henrique Martins, , Sílvia Salgado, Mariana Hein, Ari Guimas, Íris Bruzzi, Victor Fasano, Mônica Torres, Giuseppe Oristanio, Caio Vydal, Kaleo Maciel, Caco Baresi, Gilson Moura, Nicolas Bauer, Isabella Dionísio, Sheila Mello e Perfeito Fortuna. Foi uma novela com estreladas participações especiais: Françoise de Fourton, Cristina Pereira, Gracindo Júnior e Paulo Gorgulho.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Guerra dos Rocha

Assisti A Guerra dos Rocha (2008) de Jorge Fernando no Telecine Premium. Desde que estreou na tv a cabo fiquei curiosa pra ver. É divertido! Nenhum dos três filhos querem ficar com a mãe. Um inclusive colocou a mãe pra fora da própria casa dela. Nessa briga de quem fica com a mãe, ela acaba indo tomar chá na casa da vizinha e os filhos acham que a mãe é a que foi atropelada e está no IML. As cenas da mãe com a amiga tomando chá com dois bandidos são as melhores. A dos filhos com os agregados não é tão engraçado.

O elenco é ótimo: Ary Fontoura faz a mãe. Nicette Bruno a amiga. A família tem ótimos atores: Giulia Gam, Marcello Antony, Diogo Vilela, Ludmila Dayer, Taís Araújo, Lúcio Mauro Filho e Cecília Dassi. Complementam o elenco: Aílton Graça, Zéu Britto, Ângelo Paes Leme, Antônio Pedro e Felipe Dylon. Adorei as amigas da mãe que vão ao enterro, adoro as atrizes: Berta Loran e Lupe Gigliotti.



Youtube: Trailer de A Guerra dos Rocha

From Mata Hari e 007

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Meu Nome Não é Johnny

Assisti Meu Nome Não é Johnny (2008) de Mauro Lima no Telecine Premium. Queria muito ver esse filme, mas não fui ao cinema com minha mãe porque não sabia se ela ia gostar. Adorei e vi que ela gostaria de ver, avisei-a e ela viu ontem e também adorou. Selton Mello realmente arrasa. Mesmo que o filme aborde pouco o vício na droga, mostra bem o tráfico, as festas e a família que nada vê. Realmente a família parecia não querer ver. João Guilherme Estrella não trabalhava, não estudava e vivia com um certo conforto, mesmo não sendo muito ajuizado com dinheiro. Estranho a família não questionar como ele conseguia dinheiro pra viver. Ok, podia viver de produções de festa, mas ninguém parecia querer checar. O filme é baseado em livro de Guilherme Fiúza. Eu discordo da visão do trailer que ele tinha tudo... Acho que ele descobriu uma forma de ganhar muito dinheiro se divertindo. Achou um nicho de mercado muito lucrativo e ele era muito bom no que fazia. E que ele parecia só ver a droga como uma diversão a mais, não percebia a responsabilidade dos seus atos. Ele atuou em uma época em que se achava que cabia ao indivíduo controlar e parar o vício, não se via o vício como uma doença. Inclusive, mesmo que ele tenha sofrido abstinência na prisão, ele é daqueles que consegue parar. O que nem sempre acontece. Mesmo com tratamento muitos viciados tem várias recaídas e passam a vida lutando contra o vício. Alguns nem coseguem, infelizmente e não é por falta de vontade, esforço ou determinação nos tratamentos.

O elenco é excelente. João Guilherme Estrella é um líder, inteligente, ágil e produtivo. Então cria várias relações de amizade e tráfico e vários atores aparecem. Cléo Pires está ótima, bem como Cássia Kiss, Kiko Mascarenhas, Rafaela Mandelli, Ângelo Paes Leme, Felipe Martins e Aramis Trindade. Alguns outros do elenco são: André di Biasi, Giulio Lopes, Orã Figueiredo, Eva Todor, Wendell Bendelack e Ivan de Almeida.
Meu Nome Não é Johnny é um dos filmes brasileiros com maior bilheteria. Ganhou 6 troféus Oscarito no Grande Prêmio Cinema Brasil: Melhor Ator (Selton Mello), Melhor Atriz Coadjuvante (Júlia Lemmertz), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição e Melhor Som e Melhor Filme no Festival de Cinema Brasileiro de Los Angeles.

Youtube: Meu Nome Não é Johnny Trailer Oficial


Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Os Desafinados

Assisti no cinema ao filme Os Desafinados (2008) de Walter Lima Jr. Eu queria muito ver esse filme. Tinha acompanhado as matérias sobre a realização, e não me conformava que eles não conseguiam verba para o lançamento. Mas valeu a espera. Eu e minha mãe amamos! E eles conseguiram fazer um bom lançamento, está em várias salas, com boa divulgação e o filme é absolutamente lindo! Os Desafinados é a história de cinco amigos, 4 músicos e um cineasta. Eles vendem uma música para um americano e resolvem ir aos Estados Unidos assistir ao lançamento da obra no país.
A trilha sonora do fime é maravilhosa, há vários ritmos, bossa nova, jazz, blues, samba, rock e aqueles ritmos fundidos geniais dos dias de hoje do grupo do Jair Oliveira, que está no filme também como ator, e muito bem por sinal. O elenco continua impecável, com os ótimos Rodrigo Santoro (mais lindo e talentosíssimo), Selton Melo e Ângelo Paes Leme. Há outro músico que atua no filme, André Moraes.
As mulheres também são lindas e talentosas: Cláudia Abreu e Alessandra Negrini. Os Desafinados é ambientado na década de 60, no Rio de Janeiro, Nova York e Buenos Aires. Ainda aparecem no filme: Michel Bercovitch, Vanessa Gerbelli, Genésio de Barros, Arthur Kohl, Antônio Pedro, Ailton França, Renato Borghi, entre outros.
Os músicos que dublam os atores são muito bons. Mas os atores tentaram se inteirar ao máximo com instrumentos para parecer mais natural. Rodrigo Santoro estudou piano. E se saíram muito bem, há muita naturalidade daquele clima musical cheio de sentimentos e algumas intrigas.
Música do post: Jazzamba-Desafinado
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Youtube: Os Desafinados Trailer
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Caminhos do Coração

Assisti Caminhos do Coração na TV Record, escrita por Tiago Santiago e dirigida por Alexandre Avancini. Adorei! Kitsch, tosca, engraçada e criativa. Concordo quando alguns falam que o texto era ruim e no início acentuava bastante a repetição de frases de auto-ajuda. Não variava. E ficou assim até o final, que não foi final. O que eu mais me diverti é quando li na Folha que com a aparição da transformação do lobisomem, o ibope subia. O autor não se apertou e começou a fazer o menino lobo morder mais pessoas e surgir mais lobisomens. Foi aí que tudo ficou muito, mas muito divertido. Eu ria tanto, ia dormir feliz. Eu considero essa uma novela que inovou muito e quebrou uma série de estruturas desse estilo de linguagem.
A trama central de Caminhos do Coração era bem inteligente, mas patinava no mesmo lugar, ia mal de ibope. Então começaram a diminuir os personagens, falavam no fracasso da novela e veio o lobisomem. Eles compraram excelentes efeitos especiais. Como os mutantes começaram a agradar mais do que a trama central, eles começaram a se multiplicar. Eu gostei do autor não se incomodar, talvez por ser bastante jovem, ele não se incomodava de mudar tudo, criar muito. A ação começou a ser o forte. Até concordo que demoravam algumas cenas, enrolavam mesmo, mas a edição começou a ficar ágil e impecável. Eu li que já eram uns 38 mutantes, o autor falou um número menor. Pouco menor, uns 35. Se caía no gosto popular, o mutante poderia continuar ou até mesmo seguir para a continuação, isso também se o ator desejava continuar na trama. Pois é, com tanto sucesso, Caminhos do Coração passou a ser Os Mutantes e agora sobe um ponto no ibope a cada dia diminuindo os pontos da novela da concorrente. Inclusive mudou de horário, era às 10h30 e agora começa às 8h40.


O final foi mais divertido ainda. Nos últimos três capítulos praticamente recontaram toda a trama. Acho que eles perceberam que o público vê alguns capítulos e precisava compreender novamente o roteiro central. No primeiro de Os Mutantes parecia mais o último. O último terminou: Continua...

Eu acho que o autor encontrou o seu caminho, não tem como não rir de tanta bagunça. A criatividade para criar os mutantes, a genialidade para escolher o elenco, tornava tudo ágil e enigmático. Na foto está uma parte do elenco infantil que cresceu bastante durante a novela. Eles continuam em Os Mutantes.
Quando o autor descobriu que o público gostava da ilha, começou a mandar os personagens pra lá. Ele não se preocupava em explicar muito e isso fazia tudo ficar mais divertido ainda. Pelo fato da ilha ser o local dos mutantes perigosos ele pode inventar muito. O ex-cigano Igor, Ricardo Macchi, veio como o gigante. Eu não via muito os capítulos, não o vi mais, não sei o que aconteceu. Espero que ele tenha só desaparecido e não porque não tenha agradado. Estava muito simpático seu personagem desajeitado. Surgiu então dinossauro, minotauro, mulher-aranha, homem-gelo, vampiro, mulher que atravessa parede, homem que faz fogo, menino luz, um que envelhecia rápido demais, esse inclusive foi um dos mais sortudos, teve três namoradas, até uma que encantava os homens e os levava para o mar. A turma da Malhação passou a estar em peso na novela. Com a justificativa que na ilha não haviam roupas e estavam a séculos lá, começaram a aparecer de roupas minúsculas, muitos bíceps a mostra e começou a ter muito beijo na boca.

Eu gostava bastante do elenco. Muitos não estão mais, alguns nem sei porquê. Gabriel Braga Nunes continua. A atriz que fez a Dra. Júlia, a Itála Nandi, rejuvenesceu com mais uma de suas experiências genéticas e é agora a Babi Xavier em Os Mutantes. Os casais que mais gostava eram: Bianca Rinaldi e Leonardo Vieira, Thaís Fersoza e Jean Fercondini, Angelo Paes Leme e Mônica Carvalho, André Segatti e Lana Rodes, Cláudio Heinrich e Fernanda Nobre, Liliana Castro e Paulo Nigro, Sebastião Vasconcelos e Helena Xavier, Toni Garrido e Gabryela Moreira. Atores e personagens que gostava eram: Rafaela Mandelli, Cássio Scapin, Rocco Pitanga, Ana Rosa, Preta Gil, Anna Markun, Patricya Travassos, Tuca Andrada, Zé Dumont, Maria Ceiça, Angelina Muniz , Felipe Folgosi, Taumaturgo Ferreira, André di Biase, Eduardo Lago, Andréa Avancini, Guilherme Trajano e Alexandre Barilari. Os adolescentes e crianças também eram muito fofos: Cássio Ramos, Juliana Xavier, Julia Maggessi, Letícia Medina, Shaila Arceni, Pedro Malta, e Sérgio Malheiros. Da nova leva estão: Julianne Trevisol, Rômulo Arantes Neto, Sacha Bali, Suyane Moreira, Fábio Nascimento, Amandha Lee e Patrícia de Jesus. Devem ter faltado muitos, mas alguns estão aqui.
Música do post e da novela: 06 - Procurando A Estrela - Zé Ramalho

06 - Procurando A ...

Youtube: Caminhos do Coração - Maria e Marcelo



Youtube: Mutante Gór - Julianne Trevisol




Beijos,

Pedrita