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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Silver e o Livro dos Sonhos

Assisti Silver e o Livro dos Sonhos (2023) de Helena Hufnagel na PrimeVideo. Duas irmãs se mudam pra a nova casa da mãe. Ela está de companheiro novo e logo entendemos que nos últimos anos que ela ficou viúva foram várias mudanças e vários companheiros. Esse atual tem dos filhos também adolescentes. O filme é inspirado na série de livros de Kerstin Gler.

A protagonista, defendida lindamente por Jana McKinnon, tem sonhos com o pai que morreu. Um grupo da escola vê as habilidades dela em sonhos e a insere em um grupo que viaja sonhando. É o mais legal do filme. Cada pessoa tem uma porta do sonho. E se a pessoa tem uma peça de roupa ou objeto de outra pode entrar no sonho da outra. O filme é alemão e é realizado na Inglaterra e na Irlanda.
Gosto muito de viagem no tempo, então viajar nos sonhos é fascinante. Muito bem realizado. Há muito mistério e ela tenta desvendar. O grupo é muito canalha e ela vai sendo manipulada pra eles realizarem o que desejam. Eu desconfiei do final, gostei que fica em aberto.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Coro da Osesp - Ponte Brasil e Alemanha

Fui a abertura da Temporada 2026 do Coro da Osesp na Estação Motiva Cultural. O tema foi Ponte Brasil e Alemanha, com belíssimas obras, muitas sacras, desses dois países. Foi maravilhoso! 

A carismática regência foi de Thomas Blunt. Lindas as vozes do coro!

Repertório

JEAN BERGER Salmos brasileiros
DENISE GARCIA Dos Salmos
FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY Seis motetos
RONALDO MIRANDA Belo belo [Texto de Manuel Bandeira]
CLARA SCHUMANN Drei Gemischte chöre [Três coros mistos]
MAX REGER Der Einsiedler [O eremita]
HEITOR VILLA-LOBOS Duas lendas ameríndias em nheengatu
ERNANI AGUIAR Psalmus 150
Os solistas eram Fernando Tomimura ao piano e o barítono Erick Souza.
 
Como são bonitas as obras de Mendelssohn e Clara Schumann. Belo Belo de Ronaldo Miranda com texto de Manuel Bandeira foi ovacionada, tanto que cantaram no bis, como essa música é potente. Muito bonita a ligação da incrível obra de Villa-Lobos com a de Ernani Aguiar. Foi uma noite memorável e inesquecível! Fiquei muito emocionada!

O vídeo de Belo Belo é com o Coro Contemporâneo de Campinas.

Outro de um concerto do Coro da Osesp do ano passado.

E o último a obra de Clara Schumann com o GHOSTLIGHT Chorus

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Patinação no Gelo em Milano Cortina 2026

Assisti a final das duplas de Patinação no Gelo em Milano Cortina 2026 no Spor TV. Eu comecei vendo os destaques na TV Globo, mudei para o Sport TV e acabei vendo todas as duplas. Passei uma tarde inteira vendo essas belezas. Foi algo indescritível! Eu amo essa modalidade.

Foram vencedores os patinadores japoneses Miura Riku e Kihara Ryuichi. Eu vi todas as apresentações em duplas da coreografia mais longa. Vi trechos e algumas inteiras da mais curta. A mais longa dos japoneses foi com a música do Gladiador. Eu gosto muito quando a mulher é girada quase encostando ao chão. A comentarista disse que é avaliado o tanto que fica perto do chão. São muito detalhes para os pontos. A apresentação deles foi muito emocionante! E os figurinos são belíssimos! É uma explosão de arte. 
 




O segundo lugar ficou com a Geórgia. Anastasiia Metelkina e Luka Berulava foram maravilhosos. Linda demais a coreografia.

Os alemães Minerva Fabienne Hase e Nikita Volodin ficaram em terceiro. Foi com eles que comecei a ver na TV Globo. Na coreografia curta foram impressionantes. Os comentaristas disseram que eles não eram os favoritos e que eles ousaram e arriscaram na coreografia para conseguir destaque. Foi daí que fui ver se tinha mais e achei ao vivo todas as duplas na Sport TV e passei horas assistindo. E os alemães arrasaram de novo.

Mas todos são fantásticos! Qualquer uma apresentação que ver vai ser sempre um show de beleza, leveza e técnica. É tudo muito, mas muito emocionante!

Beijos,
Pedrita

domingo, 2 de novembro de 2025

Perfect Days

Assisti Dias Perfeitos (2023) de Wim Wenders na Netflix. Queria muito ver esse filme! Majestoso! É uma junção de preciosidades. O diretor divide o roteiro com Takuma Takasaki. E o filme é Koji Yakusho que não só é o protagonista como está na produção e ganhou Prêmio de Melhor Ator pelo filme no Festival de Cannes. O filme é uma poesia.
 

Koji interpreta um limpador de banheiros. Ele vive em um pequeno "apartamento" e tem uma vida cotidiana linda, de dias perfeitos. Ele levanta muito cedo, cuida das plantas, se barbeia, escova os dentes, compra um café na máquina, pega seu pequeno carro e vai limpar banheiros. Fala pouco, é caprichoso e isso já fica claro na casa dele com o cuidado de cada detalhe.

Ele almoça em um lindo parque. É nos dias de hoje, mas no carro ele ouve fitas cassetes, a trilha sonora é maravilhosa, sempre com músicas de dias perfeitos. E tira fotos das árvores. Ao final aparece a palavra komorebi, que é o efeito das folhas das árvores na luz que é sempre único naquele momento, nunca igual, então todo dia ele tira uma foto. É muito interessante que vemos os sonhos dele, sempre em preto e branco, sempre com imagens que passaram por ele naquele dia.

Periodicamente ele toma banho em banheiro público, já que no seu pequeno apartamento não é possível e leva suas roupas pra uma lavanderia. Ele vai de bicicleta. Também passa em um sebo para comprar um livro de um dólar pra trocar pelo que acabou de ler. O pequeno apartamento que vive é muito, mas muito organizado, com estantes de livros, fitas cassetes e duas plantas e mudas. De vez em quando ele vai em um restaurante e costuma comer também em uma praça de alimentação, sempre no mesmo lugar. São sempre dias perfeitos. Claro, parece que ele não depende do que ganha pra viver. Mesmo que ele seja econômico, parece que tem uma vida confortável.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Dia Nacional do Livro

A Liliane do Paulamar me enviou uma TAG para o Dia Nacional do Livro

1 Qual gênero você se mantém longe?

Eu leio menos comédias, não chego a ficar longe, só leio menos.

2 Qual livro tem vergonha de não ter lido?

Tem muitos, mas destaco Casa Grande & Senzala do Gilberto Freyre

3 Qual pior hábito enquanto leitor?

Meu pior hábito é não conseguir largar um livro. Mesmo que não esteja gostando eu vou até o final. Raramente larguei.

4 Qual livro foi mais desafiador?

Foi A Montanha Mágica de Thomas Mann que comecei a ler aos 17 anos e na época não tinha maturidade para a leitura, larguei e voltei várias vezes até entender, ler, amar e estar entre meus livros preferidos.

5 Qual autor tem a leitura mais envolvente?

São muitos, mas vou destacar Umberto Eco que amo e li vários de seus livros.

6 O que diferencia um bom livro de um livro inesquecível?

Acho que é muito pessoal, em geral os que falam com profundidade aos meus sentimentos e a minha história como Um Lugar Bem Longe Daqui da Delia Owens.

7 O que mais incomoda numa leitura?

Quando o livro toca em temas sensíveis como Ensaio sobre a Cegueira do Saramago que tive que parar várias vezes pra respirar e só depois retornar.

8 Você lê a sinopse antes de ler o livro?

Não leio quase nada, uma vez li a orelha do livro que contou o final, então evito detalhes.

9 Qual o livro mais caro de sua biblioteca?

Devo ter alguns livros muito raros por estar esgotado, mas não faço ideia de quais sejam.

10 Você compra livros usados?  

Eu comprava mais, mas o sebo aqui perto fechou e não passo mais em um sebo no centro. Como a Festa da USP uma vez por ano dá 50% nos livros, e tem Black Friday na Amazon, eu passei a comprar livros novos nos últimos anos. Compro nessas duas datas uma vez por ano o que vou ler no ano todo. De vez em quando ganho também livros usados de amigas que circulam livros.

Eu adoraria que amigos blogueiros participassem. Entendo se declinarem o convite. Sugiro Pandora e Geocrusoé.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Brick

Assisti Brick (2025) de Philip Kock na Netflix. Miguel Barbieri indicou esse filme alemão no instagram e eu corri pra ver. É genial! Sábado é dia de fantasminhas, mas nesse eu fiquei com os tijolinhos.

Um casal mora em um prédio e quando acorda todas as portas e janelas tem uma parede com um material cinza. Não há água, não há internet. Não há o que os faça quebrar, abrir. Ela é arquiteta e eles começam a descer andares pra tentar chegar no subsolo e tentar sair pelos túneis do metrô. Os dois são ótimos, ele é Mathias Schweighofer, ela é Ruby O. Fee.
Com a quebradeira andar por andar, eles vão encontrando outros moradores. Os personagens são ótimos. Amei o avô Axel Wener e a neta Sira Anna-Faal. Tem o casal vizinho ao lado, e ainda um homem estranho, Murathan Muslu e seu companheiro que está morto. O filme é muito bem estruturado, com ótimo suspense.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Delicious

Assisti Delicious (2025) de Nelle Müller-Stöfen na Netflix. Tem tempos que estou arrastando com esse filme que é arrastado. Fala de luta de classes bem pouco convincente e tem um final catártico ruim, só nos últimos minutos.

Um casal milionário vai com seus dois filhos para uma casa igualmente milionária na Provença. Eles vão jantar em um hotel e caem em uma rede de funcionários oportunistas sem perceber. Uma jovem, Carla Díaz, finge sofrer um acidente que eles teriam provocado e se infiltra na casa como empregada. A esposa é a belíssima Valerie Pachner. O marido, Fahri Yardim, está com problemas profissionais graves que não divide com a esposa.

Sutilmente a infiltrada vai desestabilizando a família. Os pais são ausentes, estão em crise no casamento. Ninguém briga, nem a jovem, mas tudo é morno e o filme é arrastado. O que menos convence é que o grupo da jovem é bonito, talentoso, então mesmo que nunca venham a ser milionários, eles tem oportunidades. Configura muito mais inveja do que falta de oportunidades Não dá pra torcer por ninguém, porque eles não valem nada. 

Os filhos são Naila Schuberth e Caspar Hoffmann. A música é dramática demais mesmo em momentos soníferos como aproveitar a piscina, conversas antes de dormir. Nada do que a jovem faz é tão grave assim pra aquela música. São só artimanhas que não levam a nada.

O final catártico, nos minutos finais, seria pra explicar qual motivo de tudo aquilo, mas se esvazia, o filme é esvaziado. 

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Exterritorial

Assisti Exterritorial (2025) de Christian Zubert na Netflix. Mais um filme com uma veterana do Afeganistão. Esse filme é alemão.

A protagonista é alemã, lutava no Afeganistão e lá que se apaixonou por um americano e teve um filho, Rickson Guy da Silva. Uma graça o garoto.. Ela resolve ir com o filho para os Estados Unidos e vai levar a documentação no consulado americano em Frankfurt. Lá seu filho desaparece. Tem um filme, Plano de Voo com a Jodie Foster, com uma premissa igual, mas o sumiço da criança é em um avião. Nos dois filmes as mães passam procurando o filho desaparecido, ninguém acredita nelas, que elas estavam com seus filhos. Claro que cada um tem outros aspectos, mas são parecidos.
Jeanne Goursand está excelente. Claro que muitas cenas devem ter dublês, mas ela está muito bem. Ela acaba encontrando uma mulher que está há meses no consulado sem conseguir sair e ajuda a jovem de Lera Obova.

Quem nunca acredita nela é o personagem de Dougray Scott, que faz um inferno da vida dela. É um bom filme de ação, tem um bom roteiro.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Spirit in the Blood

Assisti Spirit in the Blood (2024) de Caly May Borgstrom na HBOMax. Achei que era filme de fantasminhas, mas não é. É um filme complexo, em uma cidade retrógada e violenta com uma adolescente já encontrada morta na mata. O filme aborda umas questões importantes e interessantes, mas não chega a ser um grande filme, muito pelo contrário.


O pai (Greg Bryk) resolve voltar para a sua cidade com a mulher grávida e a filha adolescente. Ele é um pavor. A cidade toda é um pavor. Claro que ele frequenta uma igreja com um pastor (Michael Wittenborn) preconceituoso e violento. Com o tempo ficamos sabendo que a mãe perdeu o bebê algumas vezes em uma gestação avançada e é por isso que o pai resolve ir para a cidade. Confesso que eu fiquei na dúvida se o responsável pela perda do bebê não era a violência do pai. Assim que começam a chegar na cidade, no meio da mata, ele se indispõe com a filha e a larga sozinha no meio do nada. Depois ele vai na plantação buscá-la e a acolhe.. É do tipo morde e assopra. Na plantação a jovem pensa ter visto um homem árvore se mexer, mas é tudo muito sutil e podia ser um efeito do vento.
 
Summer H. Howell está ótima. Por ser de família violenta e disfuncional, lógico que ela vai se ligar a uma jovem semelhante. Sarah-Maxine Racicot também está ótima. O que poderia ser um grande desastre, acaba sendo uma grande proteção. As duas passam a inventar rituais, buscar o lado animal delas e chamam outras jovens para se unirem. Elas começam a ter força, coragem, estratégia e união. Sim, elas passam do ponto e são violentamente punidas, bastava bronca e algum castigo. Mas todas são muito abandonadas, por famílias ausentes, não teria como elas serem diferentes.

Enquanto elas estão nos seus processos de força e coragem, os homens e adolescentes homens da cidade estão caçando animais. Eles cismaram que quem faz  mal as jovens é algum animal. A dor delas vendo os animais mortos é de cortar o coração. Sim, é tudo filmagem, não é real, mas é desolador.
Beijos,
Pedrita