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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Tiradentes

Assisti Tiradentes (1999) de Oswaldo Caldeira no Canal Brasil. Gravei em fevereiro, só vi agora. É um filme do período da retomada que iniciava. Com todas as dificuldades da época, conta a história de Tiradentes e dos conspiradores do reino. Tiradentes é interpretado por Humberto Martins. Boa parte do texto é em versos. Oswaldo Caldeira é filósofo, estudou e escreveu um livro sobre Tiradentes. A atualidade dos fatos incomoda. Impostos extorsivos, conspirações, pessoas divididos pelos seus ideais, políticos corruptos, falta de lealdade.

Tomás Antônio Gonzaga é interpretado por Eduardo Galvão. Marília de Dirceu por Giulia Gam. O elenco é incrível. Paulo Autran faz o padre confessor de Tiradentes antes da forca. No elenco estão: Marco Ricca, Júlia Lemmertz, Cláudio Cavalcanti, Rui Rezende, Rodolfo Bottino, Adriana Estevez, Ernani Moraes, Eduardo Tornaghi, Fernando Almeida, Roberto Bontempo, Nelson Dantas, Heitor Martinez e Cláudio Corrêa e Castro.



Beijos,
Pedrita

sábado, 7 de março de 2015

Boogie Oggie

Assisti a novela Boogie Oogie (2014-2015) na TV Globo. Escrita por Rui Vilhena e dirigida por Ricardo Waddington. Já estou com saudades. Amei a novela ambientada nos anos 70. Cheia de suspense, romance, comédia, ágil, bem editada, excelente texto. Genial! Quando pensávamos que um mistério tinha sido revelado aparecia outro desdobramento. A trama principal era das filhas trocadas na maternidade. Uma amante largada, cheia de ódio, paga uma enfermeira sem escrúpulos para trocar os bebês. A novela começa quando essas jovens já são moças e a ex-amante volta para se vingar para localizar as moças e desestabilizar o ex-amante.

Bianca Bin arrasou com uma das filhas trocadas. Uma é filha de um amoroso mas austero militar de classe média. A outra mora em uma mansão de um pai amoroso que a mima de tudo quando é jeito e uma mãe cruel e indiferente. Tanto que a mãe fica feliz de saber que é a filha não é a filha, mas odeia a outra também.

A outra foi interpretada pela Isis Valverde, adoro as duas atrizes e elas eram fortes e determinadas. O namorado da outra se apaixona pela outra irmã trocada sem saber, ele é interpretado pelo Marco Pigossi. Os pais são: Fernando (Marco Ricca) e Carlota (Giulia Gam) e Elísio (Daniel Dantas) e Beatriz (Heloísa Perissé). Em um momento das novelas elas ficam sabendo da troca, elas se odeiam. Mas o segredo da paternidade continua. A oprimida Beatriz teve um caso na adolescência e a filha pode ser filha do vizinho.

 Como todas as novelas das 6, há muitos avanços comportamentais. Três homens tinham várias cenas na cozinha Tadeu (Fabrício Boliveira), advogado que estudava pra ser diplomata, Mário (Guilherme Fontes) corretor e Homero (Osvaldo Mil) esse o único que morava sozinho e era bandido. Sem alardes, sem texto de preconceito, a família chegava, ficava na sala e o marido de avental avisava que o prato preferido da família estava pronto. Tadeu, Rafael, e muitos outros volte e meia estavam arrumando a cozinha, lavando a louça. Dos romances da novela amei o de Tadeu e Inês (Deborah Secco). Tadeu era o meu personagem preferido. Pena que a atriz precisou sair antes porque vai estar em outra novela. Mas o autor não se apertou, criou uma trama tão linda pra ela. Um agente que vive nos Estados Unidos sugeriu a ela fazer vídeos de ginástica, como tinham na época. Lindo no último capítulo o Tadeu recebendo o enorme vídeo cassete e a fita pra assistir.

Outra dinâmica que ajudou muito foi as trocas de casas. O autor ultrapassou inúmeros limites com sacadas muito inteligentes nas trocas de personagens nas casas. Era um tal de Vitória para a casa dos pais biológicos e Sandra para a mansão. Mas as trocas iam além. Até normal o apartamento que moravam jovens ter sempre hóspedes novos. Inicialmente Tadeu e Ísis moravam lá, mas a tresloucada Susana com a excelente Alessandra Negrini em um de seus grandes papéis passou por lá. As cenas no banheiro eram geniais. A Susana inclusive foi uma das que mais peregrinou. Expulsa constantemente, morou no apartamento do Homero na casa da Cristina (Fabiula Nascimento) e inusitadamente no apartamento da Célia (Thaís de Campos) e de Artur (Gustavo Trestini).. Amei que a Susana ficou com o Fernando, eles eram muito parecidos. Ele colecionava amantes. Inusitadíssimo ele se envolver no final com a Cristina, muito inteligente o roteiro. Outra casa que mudou completamente a dinâmica com a separação da Cristina e do Mário. Acabaram se mudando pra lá a Susana e o Fernando, mas o Fernando como amante da Cristina e ex-amante da Susana, imaginem a confusão. Adorava o novo casal, Mário e Gilda (Letícia Spiller). 

Essa troca gerava uma dinâmica deliciosa. A pobre da Augusta  (Sandra Corveloni) precisa ir morar com o vizinho ranzinza Vicente (Francisco Cuoco). Bastava a trama começar a ficar repetitiva, alguma troca acontecia. Logo no começo se juntam a mansão a família do Ricardo (Bruno Garcia) em um excelente papel.

As festas eram lindas. Amei o casamento Rastafari de Danielle (Alice Wegmann) e Rodrigo (Brenno Leone). Ele foi escolhido em testes no Vídeo Show. Amava as imagens do Rio de Janeiro da época. A trilha sonora. E as inúmeras festas na Boogie Oggie sempre com confusão muito além do esperado.


Achei uma foto com algumas das crianças. Adorava a personagem da Claudia (Giovanna Rispoli), ela era uma pestinha. Com um pai exageradamente austero, ela fica rebelde e nos divertiu a trama toda. A atriz também cresceu muito durante a novela, ficou uma mocinha. E adorei ela ganhar uma viagem de volta ao mundo. Mas todos estavam ótimos Otávio (José Victor Pires), Felipe (Caio Manhente), Alessandra (Julia Dalavia) e Serginho (João Vithor Oliveira). Eles viviam no Fliperama, pena que não achei uma foto todos juntos.

O autor resolveu homenagear grandes atores. Além de Betty Faria e Francisco Cuoco em papéis importantes. trouxe atores consagrados para deliciosas participações. Francisco Cuoco chamava Madalena de Leninha, divertido perguntarem porque e ele dizer porque sim, na verdade porque eles fizeram par romântico em Pecado Capital e ela se chamava Leninha nessa novela. Para relembrar o embate de Tieta, surgiu Joanna Fonn na mansão como tia da Carlota. Uma personagem mandona que de hóspede passou a mandar na casa e nos empregados. O corvo era uma "Corva" como dizia Vitória interpretada por Pepita Rodrigues. Luiz Carlos Miele um informante. E Neusa Borges como uma cartomante.

Adorava os empregados. A medrosa Ivete (Aline Xavier) que sempre queria arrumar um namorado. A engraçada Leda (Marizabel Pacheco), o motorista Adriano (Eduardo Gaspar) e a cozinheira (Dja Marthins). Eles sofriam com os mandos e desmandos contraditórios dos patrões. Zezé Motta também interpretou uma empregada da Leonor (Rita Êlmor). 

Inclusive as participações na Boogie Oggie eram geniais. Zezé Motta cantou lá, Betty Faria e Francisco Cuoco participaram de um concurso de dança. Adorei também a breve participação de uma golpista fingindo de grávida, Jussara (Thati Lopes) pena que ela foi embora. E os dançarinos Lyv Ziese, Renata Ricci e Luis Navarro na Boogie Oggie. Eles também participaram da dança da mudança de casa. Acabam parando na casa da Augusta. Inusitado e hilário, mas com lógica. A Augusta passa a ter dificuldades de pagar as contas e o filho convida os três para ajudar no orçamento.

O elenco todo foi incrível, Uma pena não conseguir colocar foto de todo mundo. Adorei a Luisa (Alexandra Ritcher), as mulheres tinham características fortes, inteligentes. E imperfeita, ela escondeu que os pais eram porteiros, outros atores que adoro: Cacá Amaral e Ana Rosa. Ela participou da dança das cadeiras, infernizava a Carlota, mas depois vai trabalhar na VIP para investigar o Beto (Rodrigo Simas) em ótimo personagem também. Eu torcia muito para ele ficar com a irmã que não é irmã, a Vitória, fiquei feliz que ficaram juntos, mesmo que tenha sido sutil a aproximação. Gostava do casal intepretado por Caco Ciocler e pela portuguesa Maria João. Estava com saudades dessa atriz. O arqui vilão era interpretado por José Loreto. Amei que a Carlota deu a volta em todo mundo e se deu bem. Tinha lido outra possibilidade, mas gostei muito mais desse final. Ela era muito ardilosa, ficaria perfeitinho demais ela se dar mal.  Fizeram participações: Christiana Guinle, Junno Andrade, Laura Cardoso e Priscila Fantim.

Por ser uma novela cheia de aventura, as cenas de ação eram impecáveis. Lindíssima e triste a cena do acidente do noivo de Sandra. Muito bem feitas as cenas de atropelamento, as de tiro. Eu amei tudo nessa novela, figurinos, reconstituição de época, textos, personagens. Gostei de mostrar produtos da época, as latas de sorvete, crush, leite de rosas. Pode reprisar quanto quiser.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A Vida Como Ela É...

Assisti em DVD A Vida Como Ela É (1996) baseado nos contos de Nelson Rodrigues, dirigida por Daniel Filho. São 40 episódios com os contos que eram escritos diariamente para um jornal em 1950. Nos extras entrevistas sobre a confecção da série onde o Daniel Filho disse que escolheu fazer com um grupo pequeno de atores, como uma companhia de teatro. Eles fariam vários personagens e teriam atores convidados. A narração é do José Wilker.

Os atores são excelentes: Malu Mader, Claudia Abreu, Isabela Garcia, Giulia Gam, Maitê Proença e Débora Bloch, Cássio Gabus Mendes, Leon Góes, Antonio Calloni, Marcos Palmeira, José Mayer, Tony Ramos e Guilherme Fontes. Os atores convidados são: Tarcísio Meira, Georgina Góes, Nívea Maria, Laura Cardoso, Mauro Mendonça, Gabriela Duarte, Jece Valadão, Nelson Xavier, Caio Junqueira, Maria Mariana, Yoná Magalhães, Tonico Pereira, Mônica Torres e Eduardo Moscovis.

Eu adoro os textos do Nelson Rodrigues. Acho incrível que alguém que é na vida pessoal tão preconceituoso, conseguisse ver com um olhar tão clínico a classe média, suas neuroses e taras. Eu tinha visto alguns episódios na época e amado, e foi incrível rever e me surpreender novamente com o desfecho. São tramas curtas, mas tão bem elaboradas. Daniel Filho disse que escolheram pela primeira vez utilizar a película de cinema e a direção de fotografia queria remeter a série na iluminação dos filmes noir. Então as cenas eram gravadas por ambientes. Se iam usar uma praça, faziam tudo o que era pra ser na praça, então os atores precisavam fazer vários personagens de vários contos naquele período. A máquina de escrever que aparece no início dando o nome ao conto era a do próprio Nelson Rodrigues. No final do segundo DVD há uma entrevista com o Nelson Rodrigues.
Tudo é impecável, figurinos, cabelos, cenários. É inspirado na década de 50, mas não é rígido. Estão lá as invejosas, que fazem de tudo para envenenar quem está feliz, as traidoras, os vingativos. Os suicídios são outras pérolas. A pessoa quer causar, vingar e se mata, como se ela pudesse desfrutar depois as consequências dos seus atos. São as relações nos limites.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 27 de março de 2013

O Preço da Paz

Assisti O Preço da Paz (2003) de Paulo Morelli no Prime Box Brazil. Descobri há pouco esse novo canal. Pelas exigências do governo que as televisões a cabo tivessem uma programação maior de produção nacional, vários canais surgiram. Esse está muito bem organizado, inclusive o site e traz somente filmes brasileiros dos últimos dez anos. Não conhecia a biografia do Barão do Serro Azul que ficou proibida por 40 anos. O Preço da Paz é baseado no livro A Última Viagem do Barão do Serro Azul de Túlio Vargas em um triste episódio de nossa história. Vou tentar achar esse livro pra ler. A adaptação do texto foi realizado por Walther Negrão.

O Barão do Serro Azul era um importante comerciante da cidade de Curityba, como era a grafia na época. Em 1894, os governantes de Curityba fogem, já que ficam sabendo que Paranaguá tinha sido tomada pelos maragatos. O Barão do Serro Azul é escolhido pelo povo por unanimidade para liderar a cidade. Não há soldados, então ele luta com a única arma que tem, o dinheiro. Ele faz um acordo com os maragatos, que por dinheiro, eles não iriam saquear Curityba nem atentar contra os cidadãos da cidade. Quando os federalistas chegam e os maragatos recuam, ele e os que ajudaram a comprar O Preço da Paz são acusados de traidores e sumariamente fuzilados sem nenhum julgamento. Essa história então ficou proibida por 40 anos de ser contada.

O Preço da Paz é um filme incrível, muito bem realizado e incompreensivelmente, ficou praticamente desconhecido. Eu pelo menos nem sabia de sua existência. O Barão do Serro Azul é brilhantemente interpretado por Herson Capri num dos seus mais enigmáticos personagens. Giula Gam faz igualmente brilhantemente a esposa dessa homem. Dois maragatos são interpretados por Lima Duarte e José de Abreu. Alguns outros do elenco são: Aldo Bueno, Danton Mello, Camila Pitanga e Alexandre Nero. Muitos bons atores aparecem durante o filme. A lista de figurantes é quase infinita. Nos créditos vieram listas e listas em ordem alfabética, falam em 1300 figurantes. O Preço da Paz foi um filme de dificílima realização, com muitas pessoas e que por essa dificuldade levou 7 anos para ser realizado. Li que foi praticamente todo realizado no Paraná. Os figurinos estão belíssimos e são de Beth Filipeck. O Preço da Paz ganhou no Festival de Gramado prêmio de melhor montagem, melhor direção de arte e melhor filme pelo júri popular.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Primo Basílio

Assisti em DVD Primo Basílio (1988) de Eça de Queirós. Essa minissérie foi exibida na TV Globo, vi na época um pouco, achei que tinha visto mais, mas vendo no DVD vi que perdi bastante. Minha mãe que me emprestou o DVD. A direção é do Daniel Filho. É um projeto primoroso, elenco incrível, tudo perfeito, cenários, figurinos, iluminação, interpretações, momento histórico da televisão brasileira. No último DVD tinham entrevistas mais recentes, na época do lançamento do DVD, com o diretor e elenco. Daniel Filho contou que era o segundo trabalho da Giula Gam na televisão. Ela tinha feito teatro e era o primeiro trabalho de destaque. E ela está impressionante. Ela estava com 20 anos e disse que foi difícil interpretar uma personagem casada e que tinha um amante. Se ver casada e ainda em uma época antiga.

E minha mãe tinha razão, a minissérie é da Marília Pêra, ela está esplêndida como a malvada Juliana. E Primo Basílio mostra muito a diferença social entre patrões e empregados. Os empregados ficam em quartos com ratos, percevejos. A empregada explica pra Juliana que os restos da comida dos patrões vão para fazer molhos, que elas só podem comer pescoço e pés de frangos.  A Juliana extrapola nas maldades, mas os empregados eram muito maltratados.

Nas entrevistas, Daniel Filho contou que queria que os atores estudassem piano para dublar bem e que o Pedro Paulo Rangel gostou tanto que continuou estudando. O elenco é incrível. Giulia Gam é a prima, Tony Ramos o marido, Marcos Paulo, o primo, Marília Pêra a empregada megera, a empregada boazinha a voluptuosa Louise Cardoso, o amante dela, Guilherme Leme. Zilka Salaberry está incrível como a tia da Juliana. 

Outras que estão ótimas são Beth Goulart e Marilu Bueno. Os amigos do marido são interpretados pelo jovem José de Abreu, Sérgio Viotti e André Valli. Ainda no elenco: Thelma Reston,  Fábio Sabag, Ênio Santos, Norma Geraldy e Oswaldo Louzada. Há participações especiais primorosas como a da incrível Henriqueta Brieba, Alexandra Marzo, Cláudio Mamberti, Nica Bomfim e Vic Militello. Eu li o livro há vários anos e adorei, adoro esse autor.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Amor Eterno Amor

Assisti Amor Eterno Amor (2012) de Elizabeth Jhin na TV Globo. Eu gostei demais dos primeiros capítulos, aí exageraram nos fantasminhas e como não tenho a filosofia espírita, vi bem pouco, praticamente abandonei. Quando começou a ser bem mais próximo dos filmes de fantasminhas que gosto, aí quis ver, gostei muito da ideia de ter em um passado uma trama meio capa e espada. E como ficava mais inverosímel, aí voltei a gostar.

Logo no começo achei que a Elisa poderia mesmo ser uma fantasminha e que poderia ter encarnado na Miriam, ou que a Miriam poderia ser adotada. Mas quando a Elisa realmente apareceu achei que tinha me enganado. Adorei vários casais da trama. Adoro o Gabriel Braga Nunes, tinha amado a Letícia Persiles na minissérie Capitu, gosto dessas novas mocinhas, decididas, uma exímia jornalista, uma mulher corajosa. 

E gostei muito de vários casais da novela, gosto dessa modernidade nos casais, mais realistas, e as novelas da seis tem inovado muito no formato dos casais e de todas as idades. Adoro a atriz Daniela Fontan, já tinha adorado o trabalho dela na novela Eterna Magia. E ela estava incrível em Amor Eterno Amor, ela fazia um par romântico muito atrapalhado com o Pedro Fonseca, personagem do André Gonçalves. Adorava os figurinos coloridos dela, o amor dela por Copacabana. Também achei lindo o casamento dos personagens dos Nica Bonfim e Tony Tornado
Adorava o casal dos personagens do Felipe Camargo e da Carolina Kasting. Ele médico, ela psicóloga, os dois com filhos, e no final fizeram uma homenagem ao filme Os Meus, Os Seus, Os Nossos. E as histórias dos filhos e avós dos filhos também foi muito bonita. Outro casal que gostava muito eram dos personagens da Carol Castro e do Erom Cordeiro. Gosto dessa ideia atual da TV Globo de trazer atores do teatro para compor personagens, além de mudar mais e reciclar mais, dá um frescor e ritmo diferente as tramas. Então nos núcleos encontramos ótimos atores não tão conhecidos da televisão: Denise Weinberg arrasou como Angélica, Chico Expedito como Laudelino, Otávio Martins como Gil. E outros que vem fazendo sucesso nos cinemas, Sandra Corveloni como Solange, Flávio Bauraqui como Hamilton e Hermylla Guedes como Marlene.


Adorei a trama da Jáqui, Suzy Rêgo, e da Valdirene, Rosane Gofman. No começo a personagem da Jáqui era bem chata, mas a reviravolta foi muito bonita. Estimulada por sua auxiliar, ela acaba se tornando uma empresária, ainda somada a ajuda da filha, Adelaide de Castro, na administração. Uma trama de três mulheres fortes. A Valdirene inclusive tinha uma trama muito forte, já que sua nora não queria que a neta tivesse contato com a avó por ser uma má influência, já que a avó trabalhava como doméstica. Jáqui também teve uma trama afetiva engraçado do meio para o final. Engraçado o quarteto amoroso. Giulia Gam namorava o editor da revista interpretado por Murilo Grossi, era a melhor amiga do Gil que era irmão da Jáqui. O elenco jovem também era muito bonito e talentoso, Mariana Ruy Barbosa, Mariana Molina, Miguel Rômulo, Olivia Torres e Jéssika Alves. Linconl Tornado em papel cômico estava muito, nesse núcleo estava também o Nuno Leal Maia e a Camilla Amado. Outro casal cômico era dos atores Raphael Viana, Josué, e Andréa Horta, Valéria. As crianças eram interpretadas por Klara Castanho, Julia Gomes, Rafael Gevú, Caio Manhente, Luiza Gonzales e Luis Augusto Formal.


Os vilões da trama estavam muito bem. Cássia Kiss arrasou, seus figurinos eram maravilhosos e gostei muito da troca de perucas, tinham muito a ver com a personagem. E gostava da inteligência da vilã. Adoro o Luís Melo, gostei que ele meio que se redime no final, mas ele não consegue o amor dos outros, nem se integrar aos grupos, foi uma mudança interna que não gerou frutos sociais, gostei de não ficar bonzinho e todos se compadecerem. Essa realidade da trama foi algo que gostei muito. Carmo Della Vechia também estava muito bem como o  perturbado Fernando. Osmar Prado arrasou também como o oportunista Virgílio. Outros grandes atores da trama foram: Rosi Campos, Ana Lúcia Torre, Pedro Paulo Rangel, Reginaldo Faria, Othon Bastos, Carlos Vereza e Suely Franco. Alguns outros atores que gosto que estavam na trama foram: Laila Zaid, Maria Clara Matos, Gilberto Torres, Lucci Ferreira, Vera Mancini e Mayana Neiva. A trilha sonora também era muito bonita com a belíssima Ainda Bem interpretada pela Marisa Monte

Gostei da novela abordar o desaparecimento de crianças, falar da importância da carteira de identidade desde criança e de mostrar fotos de crianças desaparecidas ao final da novela pela FIA. Duas crianças foram localizadas durante a novela.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Assalto ao Banco Central

Assisti Assalto ao Banco Central (2011) de Marcos Paulo no Telecine Premium. Eu tinha curiosidade de ver esse filme e é um bom filme de ação. Livremente inspirado em um dos maiores roubos a banco, o filme é bem editado, ágil e com um elenco de tirar o fôlego. Só grandes atores: Milhem Cortaz, Lima Duarte, Hemila Guedes, Eriberto Leão, Giulia Gam, Tonico Pereira, Gerson Camilo, Creo Kellab, Fábio Lago, Heitor Martinez, Vinícius de Oliveira, Juliano Cazzaré e Cássio Gabus Mendes. Milton Gonçalves, Ilva Niño, Duda Ribeiro, Paulo César Grande e Antonia Fontenella fazem participações.

A edição é muito bem feita, não é em ordem cronológica, mas mesmo assim vamos sendo aos poucos informados de como o assalto foi realizado e como a captura dos presos foi executada, os furos, as pontas soltas.  Eu fiquei curiosa o tempo todo.



Beijos,
Pedrita


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Guerra dos Rocha

Assisti A Guerra dos Rocha (2008) de Jorge Fernando no Telecine Premium. Desde que estreou na tv a cabo fiquei curiosa pra ver. É divertido! Nenhum dos três filhos querem ficar com a mãe. Um inclusive colocou a mãe pra fora da própria casa dela. Nessa briga de quem fica com a mãe, ela acaba indo tomar chá na casa da vizinha e os filhos acham que a mãe é a que foi atropelada e está no IML. As cenas da mãe com a amiga tomando chá com dois bandidos são as melhores. A dos filhos com os agregados não é tão engraçado.

O elenco é ótimo: Ary Fontoura faz a mãe. Nicette Bruno a amiga. A família tem ótimos atores: Giulia Gam, Marcello Antony, Diogo Vilela, Ludmila Dayer, Taís Araújo, Lúcio Mauro Filho e Cecília Dassi. Complementam o elenco: Aílton Graça, Zéu Britto, Ângelo Paes Leme, Antônio Pedro e Felipe Dylon. Adorei as amigas da mãe que vão ao enterro, adoro as atrizes: Berta Loran e Lupe Gigliotti.



Youtube: Trailer de A Guerra dos Rocha

From Mata Hari e 007

Beijos,
Pedrita