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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

O Homem de Gelo

Assisti O Homem de Gelo (2012) de Ariel Vroman na ClaroTV. Não conhecia esse filme, é sobre um matador profissional Richard Kuklinski (1935-2006). No final falam que ele matou mais de 100 pessoas e aí eu lembrei do matador de aluguel brasileiro, Júlio Santana, que até a estreia do filme O Nome da Morte tinha matado 492 pessoas, já que ele anotava tudo. O brasileiro vive livre no Centro Oeste e o Kuklinski teve pena de prisão perpétua.
 

O filme tem uma certa dificuldade de entender o marido e pai amoroso do frio assassino de aluguel, mas parece compreender muito bem os homens que mandam matar, esses não são chamados de homens de gelo. O protagonista era um homem fechado, com moral bastante rígida, quando era confrontado, ou ofendiam alguém que amava fazia "justiça" com as próprias mãos.

Michael Shannon está impressionante. O filme é ele e para ele. Que ator! Uma graça ver ele com a Winona Rider que faz a sua esposa. Ela é miúda e ele enorme. Lindo o casal. O filme vai desde ele solteiro e o casamento. Até as suas filhas adolescentes quando é preso. Ele ascende no crime, vai comprando carros, casas grandes e confortáveis, mudando radicalmente seu status social. Na vida pessoal, sempre um homem íntegro de princípios. Alguns outros do elenco são: Ray Liotta, Chris Evans e James Franco.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cisne Negro

Assisti no cinema Cisne Negro (2010) de Darren Aronofsky. Eu não tinha muita vontade de ver esse filme, mas minha mãe queria muito. Foi uma decepção, nós detestamos. É muito irreal, muito impossível e o roteiro é muito superficial. A roupagem é que engana. Há muitos erros profissionais, dificilmente uma pessoa tão perturbada emocionalmente ficaria em uma companhia, que dirá em papéis de destaque, no máximo em um grupo. Companhias são órgãos sérios, no mínimo um psicólogo seria chamado ou o profissional encaminhado pra um. Mas o mais normal é trocar de profissional já que interessados em ingressar em grandes companhias é o que não faltam. As equipes nos teatros são enormes. Uma solista tem ao menos uma pessoa pra a ajudar se vestir, um maquiador e um cabeleireiro. Eles vão se revezando, mas dificilmente um solista fica só no camarim, ao menos que peça por um pouco do tempo para concentrar, mesmo assim alguém espera na porta. Fora as orientações finais. No caso de um espelho ser violentamente quebrado em um camarim, apareceriam seguranças, faxineiros e bombeiros, já que a segurança de um teatro é bem reforçada. Nunca um último ensaio é um dia antes da grande apresentação. É normalmente dois dias antes. E o último ensaio é geral, com roupa e tudo. Muitas vezes há mais de um ensaio com roupa. Também sempre há ao menos um substituto para os protagonistas e isso é definido em geral assim que o protagonista é definido porque o nome vai no programa, não tinha como nossa protagonista se indignar tanto e não saber quem seria.

É muito pobre o argumento que para encarnar bem um Cisne Negro é preciso ser sexualmente intenso. Detesto essas alusões sexuais na arte. A arte independente do sexo. Um profissional pode ser maravilhoso porque é sexualmente promíscuo. Mas um profissional pode ser assexuado, não gostar de sexo, e ser incrívelmente sedutor no palco. E detesto essa relação simplista e vulgar da arte. Há sim profissionais que decidem suas questões na horizontal, mas são alguns, não são todos, e qualquer profissional tem superiores, patrocinadores, e ele não pode escolher somente pela horizontal. Há muitas outras questões equivocadas. Esqueceram que dançar é uma profissão séria, que não fica em uma companhia quem se atrasa . Minha mãe em determinado momento perguntou se o filme era de terror e disse que o filme denegriu a profissão, concordo com ela.

Disseram que é o papel da vida da Natalie Portman, não concordo, só se for porque ganhou o Oscar e outros prêmios, porque eu já vi interpretações dessa grande atriz bem mais significativas. Os efeitos enganam muito. No início o coreógrafo diz que ela não está adequada para o Cisne Negro, mas nada muda até o final, são os efeitos que dão mais o impacto negro, porque a atuação está similar. Natalie Portman faz só os movimentos do braço porque não é bailarina, o restante são montagens com uma dançarina profissional. E um profissional não precisa sentir violentamente na vida o que terá no palco, isso é uma visão simplista da arte.Alguns outros do elenco são: Vincent Kassel, Mila Kunis e Winona Rider


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Star Trek

Assisti Star Trek (2009) de J. J. Abrams no Telecine Premium. O 007 é fã dessa série, de tudo e insistia que eu visse esse filme, confesso que eu não estava animada. A minha amiga disse que eu não ia gostar, que é bem bobinho. É, realmente é feito bem para adolescente. Embora o roteiro central seja interessante e eles expliquem o porquê das mudanças nos comportamentos dos personagens, fica difícil acreditar que aqueles adolescentes delinquentes possam se tornar profissionais tão competentes. O amadurecimento pode preparar profissionais, mas deliquência é deliquência.

Foi muito bem feita a escolha do elenco, eles ficaram realmente parecidos com os atores da primeira série, claro que hoje com a tecnologia é possível usar recursos para ficarem mais parecidos, mas os atores ficaram ótimos. Estão no elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Leonard Nimoy, Eric Bana, Zoe Saldana, Bruce Greenwood, Karl Urban, John Choo e Simon Pegg. Ficou muito estranho a Winona Ryder como mãe do Spock. Eu gostei muito do Eric Bana como o Nero, ele não tem nenhum momento debilóide. É interessante mostrar que uma mudança no passado muda o futuro, mas eles ficarem uns debilóides e mesmo assim se tornarem chefes da principal nave é muito forçado. Há várias cenas praticamente debilóides e desnecessárias.  A trama central é muito interessante, se fosse desenvolvida com mais seriedade, teria ficado bem melhor. A ideia central é muito boa. Gostei muito que o Leonard Nimoy aparece. Vou ver se o 007 escreve sobre o filme porque ele tem um olhar bem diferente do meu e de fã,  o que dá uma visão e um texto bem diferente.


From Mata Hari e 007
Beijos,










Pedrita

terça-feira, 24 de junho de 2008

Dominação

Assisti Dominação (2000) do diretor polonês Janusz Kaminski no Cinemax. Eu gosto de filmes sobre dominação do mal, a luta do bem e vi que a protagonista é a Winona Ryder, resolvi assistir. Tive uma grata surpresa. Dominação traz um texto muito inteligente que questiona bastante a divisão entre o bem e o mal, a atuação da igreja nos exorcismos e não traz respostas, o que me agradou mais ainda. O roteiro é baseado na obra de Pierce Gardner e Betsy Stahl.

Winona Ryder interpreta uma jovem que já teve obsessões e procurou refúgio em um lugar religioso e lá aprendeu sobre exorcismos e é uma ajudante aos padres na prática. Ela, pela sua obsessão, acredita que um homem será possuído e se aproxima dele. Dominação é um filme psicológico. Infelizmente o marketing o vende como um filme de terror, quando na verdade é um filme com muitas falas, textos sobre bem e o mal e pouca ação. Mas como filme filosófico é muito bom. Nossa protagonista conseguiu dominar sua obsessão, mas isso não significa que não apareça e atrapalhe o seu discernimento.
O homem que ela acredita ter sido escolhido pelo mal é um escritor e jornalista brilhante. Os diálogos entre os dois são muito bons. Ele é interpretado por Ben Chaplin. O final não é esclarecedor, nos deixa a dúvida, mas eu acho bem coerente, já que o filme o tempo todo questiona as nossas certezas e julgamentos sobre o bem e mal, seria complicado dar uma resposta exata.

Alguns outros do elenco são: John Hurt, Sarah Wynter e Elias Koteas.


Youtube: Lost Souls Music Video






Beijos,

Pedrita

sábado, 21 de junho de 2008

Outono em Nova York

Assisti Outono em Nova York (2000) de Joan Chen no Telecine Emotion. Nunca tinha muita vontade de ver esse filme, o 007 detesta, minha mãe gosta. Mas eu não sabia que era mais uma dessas histórias melodramáticas que alguém tem uma doença terminal. Não tenho muita paciência com roteiros assim. Principalmente por estar no Telecine Emotion não imaginei que fosse um roteiro tão dramático. O responsável pelo roteiro é Allison Burnett. Eu não sei se eles tentaam conduzir o filme de forma mais leve, ou se eu já estou vacinada com essas tramas, mas não me emocionou em nada.

Eu só tinha um pouco vontade de ver porque gosto muito do casal protagonista, o lindíssimo Richard Gere em um papel antipático de garanhão. E a Winona Ryder.
Para ver como o casal emocionou o público eles concorreram ao Framboesa de Ouro, pela Pior Dupla.

Música do post e com outro arranjo da que está no filme: Grant Stewart - Autumn In New York

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Beijos,

Pedrita