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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

The Fabelmans

Assisti The Fabelmans (2022) de Steven Spielberg no TelecinePlay. Queria muito ver esse filme e é muito, mas muito lindo! Estreou no Telecine e demorou demais pra entrar no Now. É inspirado na vida do próprio Spielberg. Tem várias matérias sobre o que é verdade ou não, pelo que li a maioria foi exatamente como aconteceu, só a linguagem que mudava um pouco. É um filme sobre o amor ao cinema, me emocionei muito!

Vendo a família de Spielberg, dá pra entender porque ele é um gênio. Que família especial. Seu pai era engenheiro, um gênio, até via a paixão do filho como hobby, mas sempre o ajudou, deu equipamentos, incentivou. Todos assistiam tudo o que ele fazia. A mãe era uma artista. Grande pianista, abandonou o piano como profissão pela família, mas continuava tocando em casa. Michelle Williams está majestosa. Spielberg criança é interpretado pelo fofo Mateo Zoryan. O pai, o incrível Paul Dano. O filho fica fascinado com o seu primeiro filme no cinema e pede trens ao pai. A cada momento o pai presenteia o filho com um vagão de brinquedo. O filho quer ver o acidente igual ao filme, o pai fica chateado com as colisões nos caros vagões. A mãe, sensível, sugere em segredo ao filho que eles filmem a colisão, compra um equipamento, pra que o filho possa rever quantas vezes quiser. Começa aí a paixão do garoto por filmagens. 

Ele passa então a filmar, com o tempo a editar, cortava os pedaços, criava efeitos com técnicas improvisadas. Se tornou um gênio porque experimentou e estudou muito a arte de filmar de modo amador na infância e adolescência. Muito divertido ele colocando todos os amigos pra trabalhar. Todos faziam os personagens, embarcavam nas loucuras do amigo. Depois ele reunia todo mundo pra ver os resultados. Gabriel LaBelle está ótimo. John Ford é interpretado por David Lynch. O filme termina no período que ele está insatisfeito na faculdade exigida pelo pai, enviando cartas aos estúdios. Queria muito saber como de fato ele começou.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Como Era Verde o Meu Vale

Assisti Como Era Verde O Meu Vale (1941) de John Ford no Telecine Cult. Sempre quis ver esse filme porque tinha amado o livro que li há muitos anos. O livro é do inglês Richard Llewellyn. O filme é igualmente belíssimo, com uma fotografia pxb maravilhosa. Filme premiadíssimo relata a história de uma família na Inglaterra onde vários trabalham em uma mina de carvão. O caçula que relata a sua história. No início o Marcelo Janot falou sobre o filme e mencionou que não foi feito colorido porque pela destruição da guerra não pode ser realizado na Inglaterra e onde foi realizado não teria a cor do Vale da Inglaterra.

Como Era Verde O Meu Vale é um filme bastante político, mostra a dificuldade de sobrevivência de uma família quando as relações trabalhistas são bem desequilibradas. Mostra também o crescimento populacional e o aumento da mão-de-obra e as demissões dos que trazem salários maiores. Alguns filhos da matriarca vão embora tentar a vida nos Estados Unidos depois que perdem o emprego. Outros depois vão embora da cidade tentar a vida em outro lugar.

O elenco é estrelado: Walter Pidgeon, Maureen O´Hara, Roddy McDowall, Anna Lee, Donald Crisp e Sara Allgood.
Como Era Verde O Meu Vale ganhou 5 Oscars, Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante para Donald Crisp e Melhor Direção de Arte. 



From Mata Hari e 007
Beijos,









Pedrita

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Depois do Vendaval

Assisti Depois do Vendaval (1952) de John Ford no Telecine Cult. Os protagonistas são John Wayne e Maureen O'Hara. Uma preciosidade! O personagem de John Wayne era um boxeador. Ele abandona os ringues e volta para sua cidadezinha natal na Irlanda sem contar no que trabalhava antes. Consegue comprar a casa que foi dos seus pais. Lá ele conhece a moça que deseja casar, mas esbarra em todas as tradições daquele país e de uma cidade provinciana. O filme é uma graça! Não gostei muito do final, achei bastante exagerado e machista, mas o filme na maioria das vezes é muito simpático. Já vi várias cenas da nossa progatonista entrando em uma sala em um dia de ventania em matérias de grandes filmes e grandes momentos do cinema. A cena é realmente genial.

Depois do Vendaval ganhou dois Oscars de Melhor Diretor para John Ford e Oscar de Melhor Fotografia. E no Festival de Veneza ganhou para John Ford o Prêmio Internacional e o Prêmio OCIC.

Música do post: Victor Young Orch, Tony Martin - Trusting my luck


Youtube: QUIET MAN JOHN WAYNE 1953 "TRAILER"


Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O Aventureiro do Pacífico

Assisti O Aventureiro do Pacífico (1963) de John Ford no Telecine Cult. Vocês vão ter duas opiniões completas e divergentes desse filme, mais uma parcial nesse post. O 007 falou para que eu visse esse filme no Telecine, que é um dos filmes preferidos dele, que ele já viu várias vezes e ainda pediu que eu colocasse no texto aqui do blog que ele tem a sensação que todo o elenco se divertiu fazendo o filme. Avisei então minha mãe para não perder e fui assistir. Minha mãe largou na metade, estava com vergonha de me contar tal a minha animação em avisá-la. Riu muito quando eu disse que destestei, isso mesmo, detestei o filme amado do 007. Sorry amigo. Na minha opinião, O Aventureiro do Pacífico é um filme machista, de mau gosto e nem um pouco engraçado. Quanto a animação do elenco detectado pelo meu amigo, eu só vi um show de egos deslocados no tempo. O 007 falou que precisamos ver o filme inserido em sua época, bom, não concordo, há filmes incríveis com ótimos conceitos em qualquer época. Machismo e nacionalismo equivocado há em qualquer época e é sempre desprezível!

Essa cena mostra exatamente o que disse. É o cúmulo do desrespeito. Depois dos dois mostrarem que estão apaixonados, ela uma linda e jovem moça, ele um homem mais velho e acabado, ele ainda se acha no direito de mostrar seu afeto batendo nela na fonte. Nada mais desprezível e machista. Que autoconfiança desse homem envelhecido de achar que pode bater em uma jovem moça e linda e isso ser amor e que ela vai continuar com ele depois de uma cena machista e desrespeitosa dessa. Ah! Deplorável! O homem é o John Wayne, olhei em sua biografia e lá consta que ele estaria com 63 anos no filme, posando de galã e mocinho. Não convence! Ela linda e mais jovem, a atriz Elizabeth Allen estava com seus 34 anos.
Me incomodou e a minha mãe também o nacionalismo do filme. É um filme para forçar o amor dos americanos ao seu país. Em uma linda ilha na Polinésia, um grupo de soldados vive lá depois de terem defendido a terra dos maus. O Aventureiro do Pacífico trata os nativos como retardados e por precisarem ser catequisados e ensinados na bela cultura americana. Tem todos os clichês de desqualificação a cultura local e exaltação da cultura americana. Em alguns momentos fingem haver tolerância e permitem algumas demonstrações da cultura nativa desde que inserida na bela fé católica. Desprezível 2!

No elenco estão ainda outros grandes atores, todos mais velhos: Lee Marvin, Jack Warden, Cesar Romero e Dick Foran. Os homens estão todos com idade avançada, enquanto as formosas moças são todas jovens e cheias de frescor. Segundo O Aventureiro do Pacífico, o homem continua belo e sedutor em qualquer idade e a mulher precisa sempre ser jovem e ingênua. Conceito machista e deplorável! Como viram, odiei o filme.

Música do post: Hawai 02


Hawai 02.mp3


Beijos,
Pedrita