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sábado, 26 de março de 2022

Um Lugar ao Sol

Assisti a novela Um Lugar ao Sol (2021-2022) de Lícia Manzo na . Eu amava essa novela que sofreu bastante com a pandemia. O começo foi gravado antes da pandemia, aí parou, depois tiveram que fazer ajustes pra poder finalizar.

A trama dos gêmeos era ótima, Cauã Reymond brilhou nos três personagens, três porque Christian como Renato também era outra pessoa. Abordava muitas questões. Um Lugar ao Sol falou muito sobre adoção em inúmeros personagens. Os dois eram do interior de Goiás. Como se fazia muito antigamente e ainda um pouco infelizmente, mesmo sendo ilegal, uma família vai buscar uma criança ainda não registrada de uma família pobre. Eram dois irmãos, um estava doente. A família só quer o que está melhor. Um cresce em uma família rica, a mãe o mima demasiadamente e o sufoca. Pra se libertar de toda a pressão, torna-se alcoólatra e usa drogas. Sem moral alguma vai comprando tudo e a todos. Christian é criado em orfanato, estudioso, sonha uma vida melhor e para o seu irmão de orfanato Ravi (Juan Paiva), bem mais novo que ele. Muito interessante que Christian toma o lugar do Renato e vai se parecendo cada vez mais com o irmão, mas não tanto, tem características diferentes. O final da novela desandou, Infelizmente a grande espera virou uma espera demais para a revelação de que Renato era Christian. No último capítulo, em um corre corre ruim, o que mais se esperou foi engolido em tão pouco tempo. 
Eu adorava o casal Rebecca e Felipe (Gabriel Leone). Andréa Beltrão estava majestosa. Ele, namorado da melhor amiga da filha (Fernanda Marques), ela modelo, com dificuldade de conseguir trabalho na área aos 50 anos. Pena que a autora não bancou a relação. E não foi por influência do público porque a novela começou já terminada. Todo o discurso que amor não tem idade foi por terra separando o casal. Até fez uma volta relâmpago em um momento mas mais fake impossível. A novela infelizmente teve muitos problemas de continuidade quando precisou ser esticada e muitos furos. Bom, ninguém usava whatsapp, tudo mundo aparecia na porta da casa, novela nunca tem porteiro, sem avisar. Felipe vai atrás de Rebecca, mas ela está voltando de um encontro. Teria que ser noite, ela foi dançar, como o rapaz vai sem avisar de madrugada? E o Alzheimer de Elenice que desapareceu. Ela já vinha com confusões mentais, esquecendo muita coisa., mas conseguiu fugir da clínica, achar a casa da Bárbara, lembrar em detalhes tudo o que ia dizer e um tempo depois no tribunal também lembrava de tudo. Essa autora ama doenças, fato que me manteve distante na exibição de outra novela sua. Em Um Lugar ao Sol a autora extrapolou nesse quesito. Até Felipe teve um câncer muito raro em jovens no intestino, nem se deu ao trabalho de escolher algo mais condizente com a idade dele. Os doentes em geral tinham maus raríssimos, precoces, que pouco se via, pra ser bem dramático. Doentes que ficaram ou já estavam eram a mãe da Rebecca (Débora Duarte), Felipe, Bárbara (Alline Moraes) e a mãe que já tinha morrido, só aparecia nos diálogos, Elenice (Ana Beatriz Nogueira), Santiago (José de Abreu), Túlio (Daniel Dantas), Gesiel (Antonio Pitanga), a gravidez da Ilana (Mariana Lima), sempre com maus raríssimos, onde teve uma escolha de Sofia, qual bebê ia querer salvar. José Renato (Genézio de Barros) que fica doente e morre. A parente da Elenice. O pai do Breno (Luiz Serra) sempre foi tratado como doente, mas nunca pareceu que necessitava de cuidados exagerados que impedissem sua filha (Claudia Missura) de ter uma vida própria. E após acidentes como com Ravi  e Aníbal (Reginaldo Faria). Elenice e Teodoro (Fernando Eiras) morreram de Covid, mas só comentaram, não mostraram. Dois adictos Júlia e (Denise Fraga e Eduardo Moskovis), não bastava um. E com várias cenas, demasiadas, no AA. Enquanto algumas cenas que desejávamos mal apareciam, outras ganhavam tempos absurdos. No começo queríamos ver mais em detalhes a transformação de Christian em Renato, depois a revelação. Mesmo a trama da Thaiane foi atropelada, resolvida a parte jurídica em conversas em voz baixa em um show.
Foi lindo demais o amor entre Ilana e Gabriela (Natália Lage). Ilana teve muita dificuldade de admitir que estava apaixonada por sua amiga de adolescência. Ilana teve um casamento muito difícil com Breno (Marco Ricca), que era imaturo. Ela que bancava as contas, trabalhava demasiadamente, mas ele cobrava um filho depois de muito tempo de casados. Ela aceita, engravida, e novamente parece que teria que gerir tudo sozinha. Gabriela veio pra somar, pra amar e dividir tudo, obstetra bem sucedida, poderia não só ajudar na criação da filha, mas como dividir as despesas e funções da vida adulta. Já Breno se encontrou e se uniu com outra imatura, a cansativa Julia.
As mulheres em geral eram fortes e batalhadoras. A avó Noca (Marieta Severo) ensinou a neta (Andréia Horta) a lutar por seus anseios. As profissionais (Stella Freitas, Ju Colombo e Georgina Castro) competentes do cantinho da Noca. A personagem Janine (Indira Nascimento) fez uma participação. Ela era uma talentosa escritora que se vê envolvida em uma trama sórdida de liberar direitos autorais. A professora (Betty Gofman) que interfere ajudando a aluna a ter coragem de lutar pelos seus textos e direitos. Ilana uma produtora de sucesso, com uma empresa no ramo da moda. A psicóloga (Regina Braga) que sabia mais ajudar os outros do que se ajudar e ter empatia. Até mesmo a amoral Ruth (Patthy de Jesus), que por meios errados era uma bem sucedida executiva. Cecília (Fernanda de Freitas) que era personal trainer e criava muito dignamente seu filho. Até mesmo a competente governanta (Ângela Figueiredo) que se perde quando vem uma nova chefe na casa.
Eu gostava da trama da Nicole (Ana Baiard) com o Paco (Otávio Muller). As cenas nas dublagens eram ótimas. Gostava dos dois serem do meio artístico, dois atores que complementam sua renda na dublagem. A filha o Paco foi interpretada por Samanta Quadrado e a mãe dela por Claudia Mauro. Tinham alguns ótimos personagens que apareceram na trama atuados por Renata Gaspar, Danilo Grangheia, Danton Mello, Isio Ghelman e Lara Tremouroux.
Fiquei bastante triste e frustrada com os atropelamentos na trama no final, as excessivas doenças, mas no geral eu gostei demais de Um Lugar ao Sol
Beijos,
Pedrita

domingo, 26 de dezembro de 2021

Ela e Eu

Assisti Ela e Eu  (2020) de Gustavo Rosa de Moura no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro no Canal Brasil. Que filme delicado e bonito! Começa com um parto, a mãe passa mal e fica vegetativa por anos.
Esse cartaz é lindo e o mais bonito é que é uma cena do filme.

O tempo passa, a filha está na faculdade, a mãe acorda. Primeiro só vê vultos, depois precisa reaprender a falar, andar. O pai está com uma companheira. Ele, a filha e uma funcionária cuidam da mãe. O cuidado deles com a mãe emociona. A companheira fica intranquila com a mudança. O equilíbrio de décadas passa, eles precisam se reorganizar. 
O elenco impressiona. Andréa Beltrão faz a mãe, Eduardo Moskovis o pai, Lara Tremouroux a filha, Mariana Lima a companheira, Karina Teles a funcionária. Aparecem ainda Jessica Ellen, Bella Camero e Flávio Bauraqui. Andréa Beltrão ganhou merecidamente prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília. Eduardo Moskovis de Melhor Ator e o filme ganhou Melhor Roteiro.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Simonal

Assisti Simonal (2019) de Leonardo Domingues no TelecinePlay. Queria muito ver esse filme, conhecia muito pouco a vida do Simonal. O Brasil se especializou em filmes sobre os nossos músicos e acho que temos muitas histórias ainda pra contar.

Simonal surgiu na década de 60, tinha um grupo e teve a proposta do Carlos Imperial (Leandro Hassum) pra trabalhar com ele e cantar de vez em quando. Simonal vai fazendo a sua própria carreira, é convidado por Miele (João Velho) pra cantar em um bar badalado, depois para ter um programa de televisão. Eu fiquei muito emocionada com as músicas, porque várias não sabia que era ele que cantava. Minha mãe cantava várias e fiquei muito emocionada com a lembrança. São muitos números musicais. Fabrício Boliveira é dublado com a voz de Simonal. Gostei também que em alguns momentos colocavam trechos de vídeo com o próprio Simonal, fotos.

Era o início da televisão. Alegre, comunicativo, com músicas divertidas e com muito swing, caiu no gosto popular. Fabricio Boliveira está maravilhoso! Como amo esse ator. Simonal tinha personalidade forte, intempestivo, acabava se atrapalhando em administrar a sua carreira. Tinha uma equipe, mas era muito independente. Vendo o dinheiro entrar de modo abundante, gastava sem cerimônias. Uma sucessão de atos impensados o coloca em uma situação insustentável e a classe artística é impiedosa com os desatinos graves que o músico provoca.
Entendo a dificuldade de perdoar o músico na época depois de tantos desatinos. Um tempo depois talvez ele conseguisse retomar, mas como acontece na música popular, os ídolos e estilos são outros. Muitos músicos dessa época de Simonal tiveram dificuldade de continuar suas carreiras quando outros ritmos ganharam o público. Muitos continuaram cantando os hits que fizeram sucesso, outros tentaram se adaptar ao gênero novo, mas mesmo assim, passaram a ter muita dificuldade pra conseguir shows, ganhar um pouco e estar em evidência. Acho que na hora que Simonal poderia ter retomado a carreira de modo mais tímido, o público já estava em outras paradas. Tanto que o filme cita Sergio Mendes e mostrou Jorge Benjor, os dois vivem fora do Brasil
O elenco todo é muito bom. Isis Valverde interpreta a esposa Tereza Pugliesi. Alguns outros do elenco são Fabricio Santiago, Caco Ciocler, Mariana Lima, Silvio Guindane, Dani Ornellas, Bruce Gomlesvky e Letícia Isnard



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O Banquete

Assisti O Banquete (2018) de Daniela Thomas no Canal Brasil. Eu tinha ouvido elogios a esse filme, mas não tinha ideia que é tão bom.

Já começa instigante nos minutos iniciais. O personagem do Chay Suede é um garçom, ele vê uma marca de batom em um copo, molha o dedo na boca, tira a marca com o dedo molhado, passa o pano e põe o copo na mesa. Quem gosta de receber, mesa posta, gastronomia, vai adorar. 

O Banquete tem muitas vertentes, é profundo instigante e absolutamente surpreendente. Nada é o que realmente parece ser. O elenco também é maravilhoso. Só grandes atores! A personagem da Drica Moraes é a anfitriã. Ela vai se arrumar e o seu marido, Caco Ciocler, chega bêbado. O garçom informa que o jantar é em comemoração ao aniversário de casamento, o marido não sabe. Depois ficamos sabendo que não é o casamento desse casal, mas sim de outro, que completa 10 anos de casamento.
O casal que ganha o Banquete ainda não chegou porque a esposa, Mariana Lima, é atriz, e está em uma peça ali perto. O marido, Rodrigo Bolzan, ficou de buscá-la ao final do espetáculo, só que ele esquece e vai direto ao jantar. Tudo no filme é milimétrico! Tudo é tenso, todos parecem se odiar, ou se amar, se envolver, todos parecem ter relações abusivas uns com os outros. Alguns outros convidados são interpretados por Fabiana Guglielmetti, Gustavo Machado, Bruna Linzmeyer e Georgette Fadel. Belíssima a sala da casa que serve de cenário, o único cenário, é de uma casa de arquitetura moderna, vou tentar descobrir de quem.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Magnífica 70 - 3ª Temporada

Assisti a 3ª Temporada da série Magnífica 70 (2018) de Cláudio Torres na HBO on Demand. Eu adoro essa série, as postagens das temporadas estão aqui. Quando essa temporada começou estava vendo outra no mesmo horário então vi aos poucos no Now. Essa temporada está mais sombria que nunca.

Vicente está em surto psicótico, chefe da censura. Ele resolve fazer um filme enaltecendo o regime militar, provocar um ato terrorista no final da exibição na estreia e atribuir aos comunistas. Marcos Winter está impressionante em um dos melhores papéis de sua carreira, que ator. Simone Spoladore, igualmente impactante como Dora, está traumatizada com os horrores que passou.

Novos personagens aparecem. Vinícius de Oliveira interpreta um jovem perturbado, sua mãe é interpretada pro Maria Zilda Bethlen. Cristina Lago interpreta uma jovem atriz.

 Só grandes atores entre os militares: Roberto Pirillo e Gracindo Júnior. O filho de um deles é interpretado  por Mário Gomes. Continuam no elenco Pierre BaitelliMariana Lima, Taumaturgo Ferreira, Charles Fricks, Adriano Garib, Leandro Firmino, André Frateschi, Carlo Mossy, Paulo César Pereio, Felipe Adib, Natália Rosa e Bella Camero.
A 3ª Temporada está mais feminina que nunca. Isabel de Maria Luísa Mendonça se une aos revolucionários em uma casa e começa a atrair mulheres que desejem se libertar dos homens como prostitutas e esposas. A temporada é muito violenta, difícil mesmo de assistir, mas igualmente incrível. E o filme dentro do filme, é mais cinematográfica ainda. Quase aulas de cinema.
Beijos,
Pedrita

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Real - O Plano Por Trás da História

Assisti Real - O Plano Por Trás da História (2017) de Rodrigo Bittencourt no TelecinePlay. O filme é baseado no livro 3.000 dias no bunker – Um plano na cabeça e um país na mão de Guilherme Fiuza que quero muito ler. Acho fundamental filmes que contem parte de nossa história independente da política. Os filmes são feitos para contar histórias e as análises ficam para os historiadores e educadores. Mas só de provocar o pensamento, de conhecer a história, de estimular a procura por informação, já é fundamental. E gostei demais!

A edição é incrível, elenco excelente. Sim, não é um tema fácil, são muitas vertentes. Real - O Plano Por Trás da História conta o período que foi formada uma equipe econômica muito diversa, com grandes economistas para estudar mais um plano que diminuísse ou até mesmo parasse a inflação, o que sempre pareceu utópico. 

Era governo de Itamar Franco (Bemvindo Sequeira). O Brasil estava com hiperinflação de 80% ao mês, fazem uma ideia do que é isso? O país tinha vindo de planos econômicos fracassados como o criminoso de Fernando Collor de Mello que confiscou as poupanças levando de um dia para o outro milhares de pessoas à miséria e muitos suicídios. Itamar Franco procura Fernando Henrique Cardoso (Norival Rizzo)  para que monte uma equipe econômica para estudar um novo plano.
Fernando Henrique Cardoso busca uma equipe com vários acadêmicos e profissionais de economia significativos, mesmo que divergentes entre si. Gustavo Franco, interpretado maravilhosamente por Emilio Orciollo Netto, acaba liderando e sendo o principal responsável pelo Plano Real, mas todos foram determinantes para tirar o país daquele caos econômico e dando finalmente poder de compra a população. Claro que no Brasil tudo o que se resolve tem consequências, a corrupção é algo complicado no país, mas é fato que até 2008 o brasileiro teve condições de viver com mais dignidade.

Gustavo Franco agiu como poucos decisores, mexeu com poderosos. Quando ele viu que poderosos estavam querendo faturar com o real comprando dólar antes, o famoso jeitinho brasileiro de se dar bem não importa a quem, ele mandou os bancos serem fechados. Quando um político quis fazer um projeto no Irã e que o dinheiro não iria retornar ao Brasil, ele vetou. Gustavo Franco poderia não ser perfeito, foi acusado de corrupção pela venda do Banestado, mas não vacilou frente as pressões. Antes da reeleição de FHC, Gustavo Franco não queria desvalorizar a moeda, sim havia desemprego, juros altos, mas olhando o Brasil daquela época com os dias de hoje, eram bem melhor estar lá do que estar aqui nessa crise monstro sem perspectivas futuras.
O elenco impressiona. Além desses grandes nomes que mencionei ainda participam: Guilherme Weber, Tato Gabus Mendes, Cássia Kiss, Fernando Eiras, Mariana Lima, Paolla Oliveira, Juliano Casarré, Wladimir Candini, Arthur Kohl e Ricardo Kosovski
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Magnífica 70 - 2ª Temporada

Assisti a série Magnífica 70 - 2ª Temporada (2016) na HBO. A criação é de Cláudio Torres, Renato Fagundes e Leandro Assis. Dirigida por Cláudio Torres e Carolina Jabor. A realização é da Conspiração Filmes. Eu ficava pensando como seria a segunda, tinha sido maravilhosa a primeira, que comentei aqui, e imaginando se iam conseguir que fosse tão boa. E é impressionante! Maravilhosa! Incrível como surgiram segredos eletrizantes e como temas complexos como a Ditadura Militar, Censura, drogas e o cinema da Boca do Lixo foram abordados.

A segunda temporada está mais anárquica. Tudo está mudado. Dora Dumar (Simone Spoladore) sumiu.  Seu irmão (Pierre Baitele) trabalha como ator na Magnífica e está com a Mestiça (Natália Rosa). Isabel (Maria Luísa Mendonça) está com Manolo (Adriano Garib). Na censura a doutora Sueli (Juliana Galdino) quer fazer cinema. Imagina as ideias mirabolantes dela.  Eles acabaram de fazer um filme militar. Ela tem um romance com outro da censura (Rodrigo Fregman). Surge na censura um puxa saco (Felipe Vidal) do Vicente que começa a querer proibir tudo o que a Magnífica faz.

Vicente (Marcos Winter) endoidou de vez. Esquizofrênico agora fala com o cineasta (Hamilton Vaz Pereira) que se matou porque ele censurou um de seus filmes. Ele acredita piamente que está fazendo um filme paralelo a filmagem de A Máquina do Amor.

Surge um policial (Felipe Abib) que investiga a morte do Larsen (Stepan Nercessian). Ele e Dora são viciados em cocaína, já que a droga surge na época  de forma devastadora na elite unida ao uísque. Tem também o Paladino da Família Brasileira (Taumaturgo Ferreira), um apresentador casado com uma beata (Mariana Lima). Achei incrível essa alusão as boas famílias brasileiras, ilibadas. Obviamente ele vive um devasso na clandestinidade, nem sua esposa sabe. Muitos atores que adoro estão no elenco: Charles Fricks, Mário Gomes, Ricardo Blat, André Frateschi, Leandro Firmino, Joana Fomm, Tammy Calafiore, Fábio Marcoff e Bella Camero.

No início do último capítulo eu achava que seria impossível uma continuação, mas eram delírios de um personagem, então há a possibilidade de uma terceira temporada. Espero que sim. Amo essa série. Até agora ainda estou impactada. Que texto, elenco, edição, reconstituição de época. Infelizmente a promoção da série foi muito precária. Quase não achei fotos, a página do facebook não foi ativada. Uma pena que a divulgação e promoção de Magnífica 70 - 2ª Temporada tenha sido tão precária, é uma obra e tanto. Entre as melhores séries que já vi.

Beijos,

Pedrita

sábado, 13 de setembro de 2014

O Rebu

Assisti O Rebu (2014) na TV Globo. Sempre tinha ouvido falar no outro O Rebu (1974) que tinha texto de Braulio Pedroso. Diziam que tinha sido inovador. Uma novela em dois únicos dias.  Fiquei encantada quando soube que iam fazer uma série baseada nessa história. A livre adaptação foi de George Moura e Sérgio Goldemberg. A direção foi de José Luiz Villamarim.

Após o começo de O Rebu, saíram matérias sobre o anterior. Há pouco do Rebu do passado. Abertura, algumas fotos, alguns trechos. O incêndio nos estúdios da TV Globo em São Paulo destruiu quase tudo, que pena. Não há como ter alguma reprise. Adorei esse O Rebu. Tudo impecável, fotografia, direção, figurinos. Adoro as atuais ágeis edições. A Marion e a sua amiga comentaram que adoravam quando os personagens contavam de um jeito para o policial, mas o flashback mostrava algo totalmente diferente. Realmente muito inteligente.

A Marion inclusive fez um post sobre a internet na festa. Realmente a atualização da trama foi ótima. A ricaça sempre de helicóptero, emprestando um helicóptero para vir mais rápido. Os selfs, os comentários da festa na internet. Os primeiros capítulos foram sobre a festa. A trilha sonora também era incrível.

Gosto demais do elenco. Na primeira versão o personagem da Ângela era um homem, gostei de ser uma mulher e interpretada pela enigmática Patrícia Pillar, que atriz. Possessiva, manipulava a filha adotiva, interpretada por Sophie Charlotte que arrasou. A cena das duas discutindo no capítulo final era impressionante. O assassinado foi interpretado pelo ótimo Daniel Oliveira. Maria Flor também teve uma grande personagem, casada com o jornalista doente interpretado por Júlio Andrade. Ela cuida do marido, mas não resiste ao assédio do Kiko, interpretado por Pablo Sanabio e vive uma vida dupla.

Os figurinos belíssimos tinham Patrícia Veiga como editora de moda. A maioria dos figurinos eram preto e branco, nude, cinza, raramente tinham cor. Adorava vários: os dois vestidos da Sophie Charlotte na festa, os dois da Cássia Kiss, a roupa da Ângela, o vestido da Camila Camargo, as camisas da promoter interpretada por Mariana Lima. Foi uma série de mulheres fortes, determinadas, nem sempre corretas. Adorei a força feminina da série. E da insinuação de romance entre elas. Ficava no ar, se era carinho feminino de amizade, ou algo mais.

 O casal que mais gostava era o do Alain com a ricaça descontraída Maria Angélica. Ele foi interpretado por Jesuíta Barbosa e ela por Camila Morgado. Todos na festa beberam muito, ela só queria se divertir, promoveu inclusive em um dos quartos um romance a três. A terceira foi interpretada por Bianca Muller. Ele um ladrãozinho barato que penetrou na festa com um convite roubado para roubar um pouco mais. Ela uma ricaça alegre. 

Adorei também o personagem do Cesar Ferrario e da possibilidade de romance dele no futuro com a promoter. Ele um ex-presidiário, ela uma mulher que usa drogas. Outros personagens que adorei foram a Betina (Laura Neiva), adoro essa atriz, Zé Maria (Val Perré) que era apaixonado pela Vicky (Vera Holtz).

Os protagonistas masculinos eram interpretados por José de Abreu e Tony Ramos. Assustador o Braga que apesar de saber que tinha pouco tempo de vida, perde tempo com tanto ódio e querendo manter a reputação e o seu dinheiro. O Rebu fez uma crítica a futilidade da alta sociedade, que vive de aparências. Essa versão denunciou muito a corrupção e escancarou jogos de poder.

Os policiais eram interpretados por Marcos Palmeira e Dira Paes. Michel Noher  fez sua primeira novela no Brasil interpretando um piloto de carros de corrida argentino, ele é filho de Jean Pierre Noher que interpretou o chef de cozinha. Alguns outros do elenco são: Bel Kowarick, Rodrigo Rangel, Ana Cotrim, Eucir de Souza, Hossen Minussi, Cyria Coentro, Marcelo Torreão, Elea Mercurio, Claudio Jaborandhy, Antonio Fabio, Nikolas Antunes e Deto Montenegro. Vinícius de Oliveira fez uma pequena participação.

O horário é muito difícil pra mim, difícil ficar acordada e ficou pior quando começou o horário eleitoral, porque passou a começar uma hora mais tarde, foi quando também intensificaram as matérias de queda no ibope, esse pode ter sido um dos fatores. Concordo que poderia não ter sido tão esticada, mas não concordo com o José Armando Vannucci que poderia ter a metade dos capítulos. Dos 30, se tivessem 20 ficariam melhores. Outro fator que me incomodava foi o tempo dos capítulos, muito curtos. Eu ficava acordada e acabava logo, me sentia enganada. Gostei que passaram segunda e terça, quinta e sexta, pulando a quarta-feira. Esperar acabar o futebol que não tem horário certo para acabar é insuportável. E em outras séries descobrir que pelo atraso do jogo não ia mais ter a série era mais insuportável ainda.



Beijos,
Pedrita