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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

A Vida da Gente

Assisti A Vida da Gente (2011) de Lícia Manzo na TV Globo. Eu quis ver de tanto que as minhas amigas elogiam essa novela. Realmente os diálogos são incríveis. A autora tem uma compreensão bastante profunda das relações. Essa versão foi condensada, mais pra quem já tinha visto, então ficou muito corrido e vários momentos cortados.
 

A novela tinha muitas doenças e eu não costumo ver na arte produtos com doenças. Vocês já repararam que raramente vejo filme com doenças. Em A Vida da Gente o recurso era usado para criar conflitos, tanto que algumas doenças a mais da principal só descobri nessa reprise. A trama central tem um triângulo amoroso que começou na infância. Os pais dos protagonistas casaram. Rodrigo (Rafael Cardoso) e Ana (Fernanda Vasconcellos) se apaixonam. Um grave acidente coloca Ana de coma por anos. Manu (Marjorie Estiano) assume a filha de Ana com Rodrigo, eles se apaixonam e se casam. Ana acorda e os conflitos estão gerados. Surge o médico (Thiago Lacerda) apaixonado por Ana. Outras doenças da trama são: o câncer de próstata em Laudelino (Stênio Garcia), ele opera e fica bem. E por último a Júlia (Jesuela Moro), uma criança, tem hepatite grave e precisa de transplante. Nicette Bruno era a avó das meninas, que personagem rico e lindo.
A Vida da Gente falou muito de pessoas imaturas com excelentes diálogos. Marcos (Ângelo Antonio), primeiro casado com a insuportável Vitória (Gisele Fróes), parecia não se aprumar profissionalmente, mas nesse caso não me incomodava tanto. Ele tinha um acordo com a esposa, ele cuidava da casa e das filhas e ela das finanças. Quando ele se separa é que complica, porque qualquer relacionamento é complexo com um homem sonhador, que nunca divide as despesas. Até dá se a nova esposa (Malu Galli) combinasse de sustentar todos, inclusive as filhas dele e do homem ser o dono de casa, mas quando o dinheiro é muito curto e esse não é o acordo, é muita deslealdade não dividir as despesas. Amava as personagens que faziam as filhas deles: Alice Wegmann, Ana Rita Cerqueira, Pietra Pan e Nathália Costa.
Tinham vários tipos de imaturos. Nanda (Maria Eduarda de Carvalho) tinha dificuldade de amadurecer. Vivia em baladas, do dinheiro do pai (Paulo Betti), mesmo sem viver com ele. Até que se apaixona e vai logo viver com o namorado (Marat Descartes) , mas ele tem um filho adolescente (Victor Navega Motta), o oposto dela, muito responsável e organizado. O companheiro morre uns meses depois, traço da novela ir sempre a extremos. Nanda e o enteado tem que se virar. O enteado vai para a casa do avô até se reconciliarem. 
O casal Celina (Lorena Cavalli) e Lourenço (Leonardo Medeiros) também foi muito bem construído. Ele amava demasiadamente a esposa, então a enrola, talvez até sem ter muita consciência, na questão da maternidade. Ela está prestes a fazer 40 anos e ele continua enrolando-a sobre a maternidade, nunca é a hora. Bastante desonesto, já que um homem pode mudar de ideia até na velhice se deseja ter filhos e a mulher tem o tempo biológico, mesmo que o mercado queira iludir com procedimentos, sendo que só uma minoria consegue, ainda mais quando se está mais velha. Ele tem uma atitude sem caráter e o casal se separa. Ele se arrepende e vai lutar pelo filho (Kaic Crescente). É uma bela trama.
Amei a história da Moema (Cláudia Melo). Ela passa a novela cuidando do marido doente, com uma dedicação invejável. Raramente ela conseguia colocar alguém pra cuidar dele e ir ao baile. Quando ela fica viúva ela resolve cursar a faculdade. O namorado (Luiz Serra) tem dificuldade de compreender Muito lindo como ela luta por sua liberdade. Com a mesma delicadeza e firmeza que sempre teve em sua vida. Os núcleos dos personagens do baile eram muito bem construídos. E amava ver Zéu Britto na banda.
Infelizmente a novela parece que contratou negros para atingir cotas. Personagens inconsistentes que só apareciam para dar enredo aos outros. Maria (Neusa Borges) chama Manu para que elas montem um bufê. Maria era cozinheira da casa principal, quando é mandada embora ela chama Manu para abrir o bufê. Manu fica muito bem de vida e consegue sustentar muitos personagens da novela: Ana em coma no hospital, a mãe (Ana Beatriz Nogueira) que vivia de aluguel em um apartamento bem confortável, o companheiro que vai investir na faculdade e a filha da Ana, compra um terreno enorme e constrói uma casa luxuosa. Mas Maria nem conseguia pagar a faculdade do Matias (Marcello Melo Jr.) que continuava sendo explorado como jardineiro na casa que trabalhava. Maria podia ter empregado o filho no bufê e pago a faculdade dele já que ele passa a novela estudando porque tinha um salário baixo e não conseguia fazer muitas matérias. Mas Maria podia pagar a faculdade. Matias é ressuscitado na novela para fazer o clichê patroa (Regiane Alves) usa empregado para o prazer. Wilson vivia atrás de arranjar uma namorada, mas nunca pensou em Maria. Tiveram que arrumar uma personagem de fora pra fazer o triângulo com Moema.


Beijos,
Pedrita

domingo, 5 de maio de 2019

O Paciente - O Caso Tancredo Neves

Assisti O Paciente - O Caso Tancredo Neves (2018) de Sergio Rezende no TelecinePlay. Acho importante filmes históricos e esse fato foi envolto em muita especulação e teorias conspiratórias. O filme trata dos pavorosos últimos dias de Tancredo Neves, a sucessão de erros médicos e a infinidade de pavões que queriam ser os salvadores do presidente para turbinar os seus egos e carreiras. É baseado no livro de Luís Mir que teve muita dificuldade de conseguir os documentos que relatavam esses últimos dias. Os médicos ocultaram o que puderam aquele período.

Tancredo Neves está com dores abdominais, não quer ir ao hospital antes da posse. O médico Dr. Pinheiro da Rocha acha que é apendicite. Eu não sou médica, mas o pouco que lembro é que as dores de apendicite são absurdas. Tancredo Neves quer continuar driblando as dores com antibióticos e anti-inflamatórios. Pelo o que eu sei, as dores de apendicite são absurdas. Pra passar a dor a pessoa fica praticamente dopada. Tancredo Neves sente dores mas anda, treina discursos e aguenta vários dias assim. Mas enganos acontecem e se os enganos fossem corretamente corrigidos, talvez aqueles horrores não tivessem acontecido.
Eu concordo com a conduta desse médico de não aceitar que o presidente fosse de jato para São Paulo, para o Incor, que eu saiba em apendicite o tempo é fundamental e Tancredo tinha 75 anos. O autor do livro acha que foi por vaidade, talvez, mas não sei, pelo diagnóstico que o médico tinha feito achei lógico o presidente ficar em Brasília. O problema é que para ser bem escondido enviaram para um hospital militar recém-construído, ainda não totalmente equipado. As confusões médicas são muitas. O médico leva toda equipe e prepara a sala de cirurgia, mas os outros médicos levam o presidente para outra sala e começam a discutir se iriam descer o presidente ou ele ia ficar naquela sala, com isso mais atrasos e tensão, isso mostra-se uma rotina em todo o tempo que o presidente lutou para sobreviver.
A posse seria em dois dias e o autor do livro acha que a pressa do próprio Tancredo e dos médicos foram determinantes pra tantos erros nessa cirurgia. Não, não era apendicite, o médico faz um diagnóstico precipitado, tira um pedaço. Isso estava correto, o problema é que na pressa não fechou corretamente o local onde esse pedaço foi tirado e é essa hemorragia que vai matar o presidente 39 dias depois porque ninguém, absolutamente ninguém, percebe a hemorragia até um pouco antes dele morrer.  Mas outros erros sucederam nessa cirurgia pela pressa. O médico que operou fica feliz, fecha rapidamente e deixa a hemorragia, sai da sala todo saltitante pra contar a família. Fica lá outro médico fechando o local. O responsável pelo tubo da garganta resolve tirar antes da hora, o que estava fechando o abdômen pergunta porque a precipitação, e o médico diz que é o pro presidente acordar logo e estar melhor logo para a posse. Nessa precipitação o pulmão do presidente enche de água, o que adia ainda mais a recuperação, e agrava ainda mais o caso.
O presidente não melhora, convocam uma equipe de médicos pavões pra se juntar aos outros pavões já estabelecidos. Como Tancredo Neves ainda vomita muito e não come há dias, acham que é uma obstrução intestinal e fazem nova cirurgia, não é, não reparam a hemorragia de novo. Claro, o paciente não melhora e começa a perder muito sangue. Dr. Pinotti, o pavão mor, quer uma cintilografia, não entendi porque não fizeram isso antes da segunda cirurgia. O equipamento de cintilografia desse novo hospital nunca foi usado, o técnico mora em outra cidade, resolvem trazer Tancredo Neves pra São Paulo. O presidente está exausto, recebe bolsas e bolsas de sangue, está absurdamente fragilizado. É difícil convencê-lo da viagem, mas conseguem, é aí que as questões começam finalmente a se resolver. O exame em São Paulo aponta a hemorragia e o presidente é submetido há nova cirurgia, mas já estava muito, mas muito debilitado, fragilizado, pega duas infecções e acaba morrendo. Deve ter sido um filme de difícil realização, eu tive muita dificuldade em assistir porque dá muita revolta. Othon Bastos está incrível como Tancredo Neves, que cenas difíceis. Os médicos são só grandes atores: Leonardo Medeiros, Otávio Müller, Paulo Betti, Emiliano Queiroz, Leonardo Franco, Elcir de Souza e Pedro Brício.
O autor do livro disse que o mais difícil foi levantar sobre a família do Tancredo, que a parte médica era quase um documentário, todos os passos estavam nos documentos médicos, mas que sobre a família não tinham dados. Evitaram no filme de evidenciar muito a família. Esthér Góes faz a Risoleta. Os filhos são interpretados por Mário Hermeto e Luciana Braga. Emílio Dantas faz o jornalista do governo, responsável pelos boletins oficiais a imprensa.

Beijos,
Pedrita

domingo, 10 de junho de 2018

Polícia Federal: A Lei é Para Todos

Assisti Polícia Federal: A Lei é Para Todos (2017) de Marcelo Antunez no TelecinePlay. Eu estava meio reticente em ver esse filme, até que minha amiga comentou que a Operação Lava Jato começou na verdade com a prisão de um caminhoneiro que traficava drogas dentro de palmitos, que estava envolvido em um posto de gasolina e consequentemente envolvido com doleiros.

Prendendo o doleiro chegaram na Petrobras e só aí é que chegaram na política. Tinham deputados envolvidos com a Petrobras. Tentaram tirar o caso da Polícia Federal e levar a investigação para Brasília, pelo foro privilegiado, como tinha traficante no meio, conseguiram que não fosse e não aconteceu o mesmo que ocorreu com as inúmeras investigações anteriores, Mensalão e tantas outras mencionadas no início do filme. Indo para Brasília, nada aconteceria como sempre acontece, ninguém seria preso e sempre diriam que faltavam provas, como aconteceu com a investigação do Collor na época que foi Presidente. E isso que faz a Operação Lava Jato ser diferente das outras, ela teve continuidade.
E Lula só foi preso porque não tinha foro privilegiado porque não estava em nenhum cargo político. Lula não tinha nada no nome dele, nenhum telefone, carro, imóveis, nada, isso é no mínimo estranho. A pessoa tinha que ligar para um motorista para ele passar ao Lula. O Brasil precisa acabar definitivamente com o foro privilegiado. Vários países só mantém foro privilegiado para Presidente e algum outro cargo, mas todos os outros respondem igualmente como a população pelos seus crimes. No Brasil há um ranço de achar que políticos são seres superiores. Sim, políticos muito votados, médicos muito competentes, pesquisadores que descobrem vacina, professores dedicados são especiais e merecem respeito, mas nenhum deles está acima das leis. Os políticos só são nossos representantes, são iguais a todos nós. Não estão acima da lei até mesmo os policiais, investigadores e juízes. Todos precisam ser acompanhados e questionados.
 O elenco todo é muito bom: Antonio Calloni, Flávia Alessandra, João Baldasserini, Bruce Gomlevsky, Rainer Cadete, Marcelo Serrado, Roberto Birindelli, Roney Fachini, Leonardo Franco, Juliana Schalch, Leonardo Medeiros, Ary Fontoura, Sandra Corveloni, Genézio de Barros e Tadeu Aguiar

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Getúlio

Assisti Getúlio (2014) de João Jardim na TV Globo. Eu quis muito ver esse filme nos cinemas, mas não consegui. Cheguei até a ir ver que horário passava, mas era um único horário que eu não podia ir. Gostei que a TV Globo já passou o filme em sua programação. A TV Globo quis passar perto do dia 24 de agosto, data que a morte de Getúlio completa 60 anos. Tony Ramos está excelente como Getúlio. É um filme dos últimos dias do presidente. Começa com o atentado a Carlos Lacerda até o suicídio.

O filme está muito bem realizado, a reconstituição de época, dos fatos. Drica Moraes faz a filha. Eu conheço essa parte da história, mas não sabia o quanto Alzira Vargas era uma mulher forte, atuante, braço direito do pai. Ela está sempre com ele. Em uma reunião com militares, ela acaba interferindo e se posicionando de forma contundente. Fiquei curiosa em conhecer a vida dessa mulher. 

O elenco todo é excelente e estão ótimos. Tancredo Neves é interpretado por Michel Bercovitch. Também não sabia que o Tancredo Neves era tão próximo de Getúlio, ele era ministro do governo Vargas, mas também era muito próximo. Também não sabia que Getúlio Vargas tinha escrito a carta de suicídio com tanta antecipação e passado para uma pessoa de muita confiança datilografar, para o redator dos discursos de Vargas. Alguém que guardou o segredo do suicídio. Esse personagem foi interpretado por Fernando Eiras. A esposa de Getúlio foi interpretada por Clarice Abujamra, o filho por Marcelo Médici. O Gregório Fortunato foi interpretado por Thiago Justino

Alexandre Borges interpreta Carlos Lacerda, ele está excelente. Jackson Antunes interpreta Café Filho. O policial que investiga o atentado por Alexandre Nero. Ainda estão no elenco: Daniel Dantas, Murilo Elbas, Leonardo Medeiros, Adriano Garib, Cláudio Tovar, Gilray Coutinho, Luciano Chirolli e Murilo Grossi.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Veneno da Madrugada

Assisti O Veneno da Madrugada (2004) de Ruy Guerra no Telecine Cult. Que filme incrível, fiquei impactada, que surpreendente, que dilacerante e angustiante. O Veneno da Madrugada é baseado no livro A Má Hora de Gabriel García Marquez que quero muito ler agora. O Veneno da Madrugada é uma co-produção entre Brasil, Argentina e Portugal. É todo surreal! O filme acontece em um vilarejo que só chove, dá uma agonia ver todos molhados, com cabelos ensebados e cheios de barro. O texto é todo metafórico, O Veneno da Madrugada é um grande suspense, sem a certeza de ser desvendado. Todo imprevisto. Obra de arte! Toda a fotografia é feita em sépia.

Leonardo Medeiros está incrível e irreconhecível com um alcaide, sujo, ensebado e estúpido. Ele passa parte do filme com uma dor de dente insuportável, deitando sangue, mas não aceita tratar com o dentista do vilarejo porque ele é da oposição, dá uma agonia ver ele dobrar de dor.

 No vilarejo, duas famílias são rivais e o alcaide só faz piorar os conflitos no vilarejo. Todos vivem com medo. Angustiante também a casa paroquial e a igreja infestada de ratos. Alguém vive colocando pasquins pelo vilarejo promovendo mais desconfiança e discórdia. O elenco está majestoso, surpreendente com atores maravilhosos: Fabio Sabag, Emílio de Melo,  Juliana Carneiro da Cunha, Amir Haddad, Zózimo Bulbul, Rejane Arruda, Nilton Bicudo, Murilo Grossi, Fernando Alves Pinto, Rui Resende, Tonico Pereira e Maria João Bastos.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Muralha

Assisti em DVD a minissérie A Muralha (2000) da TV Globo. Eu queria muito ver essa minissérie, minha mãe que me emprestou os DVDs. Eu tinha gostado muito do livro homônimo que foi inspirado de Dinah Silveira de Queirós que li há vários anos. A adaptação foi da Maria Adelaide Amaral. Nas entrevistas a diretora Denise Saraceni falou que esse projeto era para a comemoração dos 500 anos do descobrimento. A Muralha relata um período da história que preferimos esquecer. Bem diferente da história dos Bandeirantes que nos contam no colégio, A Muralha mostra que dá vergonha a forma como os portugueses tratavam os reais donos da terra, os índios. Corajosa a ideia da TV Globo de fazer essa minissérie tão sem glamour, com tanta violência e sem herois.

Antes da extração do ouro, os Bandeirantes viviam da captura e venda dos índios para o trabalho. Raramente chamavam os índios de índios, usavam bem mais outros termos: peça, negro e bugre. A Muralha também mostra a pretensão dos jesuítas em catequizar os índios ignorando e desrespeitando a cultura deles. A reconstituição de época é primorosa e vários índios ajudaram nesse trabalho. Na ficha técnica há uma extensa lista de fundações e tribos que ajudaram na constituição da minissérie. Nos bastidores contaram que não só atuaram como fizeram os cenários e figurinos de suas cenas.

O elenco é incrível. Leandra Leal está primorosa como a jovem que vem da corte para o matrimônio do seu noivo desconhecido. Os brancos pediam muito que viessem mulheres de Portugal para que parassem as misturas de raça. Não aceitavam os filhos com os bugres que sempre eram tratados a margem das famílias. Essa personagem chega com mais duas, uma judia interpretada por outra ótima atriz, a Letícia Sabatella e uma meretriz que vinha atrás de casamento, interpretada pela Cláudia Ohana. A Muralha é uma trama de mulheres fortes, guerreiras, que viviam todo o tipo de adversidades, já que os bandeirantes passavam a maior parte do tempo longe de suas famílias e elas precisavam sobreviver a aquele ambiente hostil.
Tarcísio Meira faz o religioso Jerônimo, hipócrita, sádico e ainda amigo do inquisidor da corte de Portugal. Os padres são interpretados pelo Paulo José, Matheus Nachtergaele e Cacá Carvalho. Da família de Don Braz outros ótimos atores: Marcelo Mendonça, Alessandra Negrini, Maria Luísa Mendonça, Vera Holtz, Regiane Alves, Deborah Evelyn, Leonardo Medeiros, Enrique Diaz, Leonardo Brício e Celso Frateschi. Além dos índios, alguns atores se caracterizaram como índios,  Maria Maya, André Gonçalvez, Patrick de Oliveira e Stênio Garcia. Na cidade estavam: Pedro Paulo Rangel, Caco Ciocler, Edwin Luisi, Sergio Mamberti e Emiliano Queiroz. Outra família é formada por Carlos Eduardo Dolabella e Ângelo Paes Leme. São muitas participações:  José Wilker, Elias Andreato e Beto Bellini. Os figurinos são impecáveis. As mulheres que vem da corte tem as roupas mais bem talhadas, enquanto os da terra, pela dificuldade de tecidos e confecção. tinham panos superpostos, praticamente sem cortes. Eu gostei muito da minissérie, pena que no terceiro DVD se arraste um pouco. A história já estava finalizando e esticaram para manter um prazo e ficou um pouco inverídica. Era muito fácil fugir e não ser achado, quase nada era desbravado. Estranho a facilidade com que achavam fugitivos. Depois no último DVD retoma o ritmo e finaliza bem. 



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Corpo

Assisti Corpo (2007) de Rosana Foglia e Rubens Rewald no Canal Brasil. Escolhi esse filme pela grade de programação, nunca tinha ouvido falar. Nos créditos finais dizia que o filme tinha vencido um incentivo a filmes de baixo orçamento. Eu adoro o Leonardo Medeiros, ele faz um médico legista. A chefe do seu departamento é interpretada pela Chris Couto. De madrugada chegam inúmeras ossadas. Entre as ossadas está um corpo sem decomposição. Ele fica intrigado porque acha que é do mesmo tempo que as ossadas e vai investigar.

Enquanto acompanhamos essas investigações vamos vendo flashes dessa mulher. Essa mulher e uma moça são interpretadas por Rejane Arruda. Ainda estão no elenco: Louise Cardoso,  Regiane Alves, Antônio Petrin e  ZeCarlos Machado.

Beijos,
Pedrita


domingo, 22 de março de 2009

Os Maias

Assisti a minissérie Os Maias (2001) de Luiz Fernando Carvalho em DVD. Minha mãe me emprestou essa minissérie, é de todas as que ela tem a que ela mais gosta, já viu várias vezes. Essa minissérie é baseada na obra de Eça de Queiroz. Apesar de já ter lido quase todas as obras desse autor, essa especificamente ainda não li, acho que minha irmã tem a obra e vou pedir emprestada. A adaptação é da Maria Adelaide Amaral. Essa minissérie foi majestosa! Adoro esse diretor, o elenco era maravilhoso e a produção impecável! Na época eu vi o primeiro capítulo, tinha amado, mas não consegui ver os outros.

Na primeira fase estão no elenco os ótimos Simone Spoladore e Leonardo Vieira. Na segunda fase o casal é formado pelos belíssimos e talentosos Fábio Assunção e Ana Paula Arósio. Passam por toda a minissérie os atores: Walmor Chagas, Ewerton de Castro, Osmar Prado e Eva Wilma. O elenco é bastante extenso: Selton Mello, Paulo Betti, Maria Luísa Mendonça, Otávio Muller, Eliane Giardini, Ótávio Augusto, Stênio Garcia, Antônio Calloni, Cecil Thiré, Dan Stulbach, Isabelle Drummond, Marília Pêra, Leonardo Medeiros, Ilya São Paulo, Myrian Muniz e Ariclê Perez. Alguns que fazem participações são: Matheus Nachtergaele, Myrian Muniz e Giselle Itié. A narração é do Raul Cortez.
A trilha sonora é belíssima com canções de Madredeus, Dulce Pontes, trechos de obras consagradas e composições do John Neschling. Minha mãe tem há uns anos o CD e não cansamos de ouvir. As imagens de Sintra são tão lindas que fiquei com vontade de conhecê-la.

Música do post: 16 HAJA O QUE HOUVER


Youtube: Os Maias, Monforte e Pedro em Sintra



Beijos,
Pedrita

sábado, 17 de janeiro de 2009

A Favorita

Assisti A Favorita (2008) de João Emanuel Carneiro na TV Globo. A direção geral foi de Ricardo Waddington. Eu evito ver novelas das 21hs porque me frustro muito, perco muitos capítulos. Sempre dou uma espiada em capítulos decisivos e A Favorita já me frustrava logo no começo. Lembram do dia da revelação de quem seria a má? Eu perdi! Até pensei, ainda bem que não estou seguindo porque ficaria irritada. A internet até deixa ver uns pedaços, mas não é a mesma coisa. Só que a trama era tão inteligente. bem escrita, inovadora, que chegou uma hora estava seguindo. Então... Perdi quase todas as grandes revelações: que o Halley era o filho sequestrado, que a Lara não era a filha do Marcelo. Era uma frustração atrás da outra.

João Emanuel Carneiro inovou em vários aspectos. Primeiro não nos contou quem era a "boazinha" e quem era a "vilã". Mesmo uma sendo má demais e a outra a injustiçada, elas eram humanas, ambíguas e complexas. A família de negros era corrupta. Um casal entre um branco e um negro não tiveram problemas de racismo e sim de alcoolismo e imaturidade de um personagem. A homossexualidade também teve muitas nuances, não foi feito debate social. Os personagens tinham a permissão de se confundirem a vontade em seus papéis.
A Favorita não perdeu o fôlego em nenhum momento. O autor não tinha medo de fazer revelações quando bem entendia. A imprensa questionava se ele conseguiria segurar o público e o público só aumentava. Só se ouvia falar de A Favorita. O elenco é maravilhoso, gostava de quase todos os núcleos: Claudia Raia, Patrícia Pillar, Glória Menezes, Mauro Mendonça, Tarcísio Meira, Mariana Ximenes, Cauã Reymond, Carmo Della Vecchia, Murilo Benício, Genézio de Barros e Ary Fontoura. Foi muito divertido também a família do Dodi que apareceu no meio da novela, interpretados por Lúcio Mauro e Claudia Missura. Se juntavam a eles Emmanuelle Araújo. Adorei os vilões patuscos: Dodi e Silverinha, gostei demais eles serem tão trabalhões e burros. O Dodi aplicou na bolsa o que ganhou do sequestro da filha e perdeu tudo, depois conseguiu outra bolada e foi roubado pelo próprio pai, fora outras bobagens ao longo da trama.
Eu adorava os núcleos da cidade de Triunfo. Gostava demais das belas três atrizes que interpretaram as irmãs, já conhecia e adoro as atrizes Lilia Cabral e Claudia Ohana. E descobri a bela e talentosa atriz Gisele Fróes. a atriz que interpreta a mãe delas também é excelente, Suzana Faini. A personagem era casada com o personagem do maravilhoso ator Chico Diaz. Jackson Antunes também arrasou. O elenco da cidade de Triunfo é igualmente extenso e incrível. Adorei as revelações: Miguel Rômulo e Clarrisse Falcão.

Gostei da complexidade da trama do triângulo amoroso entre os atores: Leonardo Medeiros, Helena Ranaldi e Malvino Salvador. Foi bastante complexo, mostrou atração e amor, dois segmentos tão distantes. O desfecho é que foi machista e simplista. Ando meio cansada em novelas de personagens que descobrem de uma hora pra outra doenças incuráveis. Foi divertido o personagem da Giula Gam e do José Mayer. Gostei do fato dela não dizer quem era o pai do garoto, ele ter dois pais, e nunca a paternidade ser revelada.
Gostei da complexidade da família negra. Milton Gonçalves arrasou, bem como Taís Araújo e Fabrício Boliveira. Completavam esse núcleo: Selma Egrei, Christine Fernandes, Hanna Romanazzi e Angela Vieira. Fiquei feliz de um novo autor entrar para o time das novelas em horário nobre. A diversificação é sempre melhor para a arte. Adorei o núcleo do personagem Orlandino e os atores estavam muito bem: Iran Malfitano, Débora Secco e Suely Franco. Era muitos atores que gostava: Elizângela, Roberta Gualda, Paula Burlamaqui, Rosi Campos, Bel Kutner, Mário Gomes, Aramis Trindade, Giovanna Ewbank, Eduardo Mello e Alexandre Nero. Eu também gostava muito da trilha sonora.

Música do post: Coldplay - Viva La Vida

Youtube: A Fav.: Cap. 163. P3


Beijos,
Pedrita