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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Tiradentes

Assisti Tiradentes (1999) de Oswaldo Caldeira no Canal Brasil. Gravei em fevereiro, só vi agora. É um filme do período da retomada que iniciava. Com todas as dificuldades da época, conta a história de Tiradentes e dos conspiradores do reino. Tiradentes é interpretado por Humberto Martins. Boa parte do texto é em versos. Oswaldo Caldeira é filósofo, estudou e escreveu um livro sobre Tiradentes. A atualidade dos fatos incomoda. Impostos extorsivos, conspirações, pessoas divididos pelos seus ideais, políticos corruptos, falta de lealdade.

Tomás Antônio Gonzaga é interpretado por Eduardo Galvão. Marília de Dirceu por Giulia Gam. O elenco é incrível. Paulo Autran faz o padre confessor de Tiradentes antes da forca. No elenco estão: Marco Ricca, Júlia Lemmertz, Cláudio Cavalcanti, Rui Rezende, Rodolfo Bottino, Adriana Estevez, Ernani Moraes, Eduardo Tornaghi, Fernando Almeida, Roberto Bontempo, Nelson Dantas, Heitor Martinez e Cláudio Corrêa e Castro.



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Hilda Furacão

Assisti em DVD Hilda Furacão (1998) de Glória Perez. Direção geral do Wolf Maya. Eu queria muito ver essa minissérie da TV Globo, minha mãe que me emprestou o DVD. Ana Paula Arósio não só está deslumbrante, como excelente, novinha de tudo, bem como Rodrigo Santoro que interpreta o Santo. O texto é baseado no livro de Roberto Drummond, um jornalista que misturava realidade e ficção em suas obras. Gostei muito do texto e do quanto quebrou paradigmas. Hilda é de uma família tradicional, está prestes a se casar No dia do seu casamento ela, de noiva, resolve conversar com o noivo e ele fala tantas barbaridades para ela, que ela desiste. A família está indignada e ela ouve que eles vão interná-la em uma casa para loucos para poderem justificar o ato da filha e ficarem bem com a sociedade. Ela resolve fugir então, ainda vestida de noiva,. Pede para descer do carro no único bairro que não conhece ninguém, a zona boêmia. Umas semanas depois começa a se prostituir e se torna uma das mulheres mais desejadas do país. Apesar de quebrar alguns paradigmas, tem um lados artificiais. Hilda Furacão mostra o glamour da profissão. Durante a minissérie as moças não pegam doenças, não apanham dos clientes e nem engravidam. Tudo é mágico e bonito.

Com o tempo ela acaba se apaixonando por Santo. Santo foi um rapaz que foi criado para ser santo pela egoísta mãe que só queria ser mãe de um santo e educado por um padre narcísico que desejava ser o mentor do santo. Tanto o padre como a mãe só queriam a realização social sendo eles os mentores de um santo. Criam esse rapaz em um redoma. Ele conhece Hilda e começa a se penitenciar. É só o que o rapaz faz, olhar para o próprio ego, só pensar em si mesmo. O padre é intepretado brilhantemente pelo Paulo Autran e a mãe pela Zezé Polessa. Enquanto Hilda ajuda efetivamente as pessoas, luta por elas, Santo só pensa nele mesmo.

Outra trama que quebra paradigmas é a do Thiago Lacerda, novinho de tudo. Ele se apaixona pela personagem da Teresa Seiblitz, precisam fugir de um homem mais velho e rico, que dorme com meninas menores de idade e virgens. Esse casal vai  viver longe de tudo e de todos. Estão muito felizes, até que ela resolve se casar com o homem rico para ter uma vida confortável. Só não entendi porque ele ainda a queria, já que não era mais tão jovem e não era mais virgem. E nem porque depois continuou com ela por muito tempo. Rosi Campos está maravilhosa como a Tomba Homem. Matheus Nachtergaele surpreendente como o Cintura Fina. Danton Mello está ótimo como o jornalista comunista e novato. O elenco continua incrível: Paloma Duarte, Guilherme Karam, Ricardo Blat, Sérgio Loroza, Mara Mazan, Arlete Salles, Anselmo Vasconcellos, Tatiana Issa, Caio Junqueira, Eliane Giardini, Chico Diaz, Walderez de Barros, Eva Todor, Stênio Garcia, Carolina Kasting, Cininha de Paula, Cláudia Alencar, Ivan Cândido, Carlos Gregório, Daniel Boaventura, Débora Duarte, Marcos Frota, Marcos Oliveira, Tarcísio Meira e Paulo Bonfim. A trilha sonora e os figurinos são lindos.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Oriundi

Assisti Oriundi (2000) de Ricardo Bravo no Canal Brasil. Sempre quis ver esse filme. Tinha lido e visto matérias na época da filmagem e queria ver. Esteve em cartaz nos cinemas em pouquíssimas salas e de forma relâmpago. Tinha lido as críticas não muito favoráveis, mas queria ver mesmo assim. Realmente é um filme mediano, com ótimo elenco, roteiro de Marcos Bernstein mal desenvolvido e direção precária. Oriundi se arrasta bastante. Mas adorei ver Anthony Quinn, ele é sempre maravilhoso!

O roteiro tem algumas semelhanças com o filme abaixo, só que esse tem uma linha mais melodramática e saudosista. Uma pessoa aparece para tentar ajeitar uma família cheia de conflitos e com muitas insatisfações profissionais. Mas é bem mal desenvolvido e mal amarrado. E também são muito caricatas as referências ao jeito italiano de ser. As paisagens são belíssimas! No elenco só grandes atores: Paulo Betti, Letícia Spiller, Gabriela Duarte, Marli Bueno e Paulo Autran.
Música do post: M´ Appari (Flotow) - Enrico Caruso




Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Gianni Ratto - artesão do teatro

Fui na exposição Gianni Ratto - artesão do teatro na Caixa Cultural, Galeria Paulista. É em homenagem a essa grande personalidade do teatro, diretor, cenógrafo, figurinista, iluminador, escrito e ator. Nasceu em Milão, veio ao Brasil a convite de Maria Della Costa onde dirigiu seu primeiro espetáculo, O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh.
A exposição traz muitos desenhos de cenários, vi a quantidade de cenários para a ópera como a montagem de Lucia de Lammermoor em 1954, no Scala de Milão. Pará vários espetáculos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro dirigiu, fez cenários, iluminação e figurinos. Montagens de óperas de 1967, 1979, 1981, 1982, 1986.
Me surpreendi com os detalhes dos desenhos. Várias gavetas trazem muitos desenhos de cenários, figurinos, a perfeição dos traços, a beleza, todos cobertos com papel de seda. Muito diferente do que tenho visto recentemente.

Também há um quadro com montagens de fotos daqueles que estiveram em suas produções. Foi uma surpresa ver Cleide Yáconis numa bela minissaia, Flávio Rangel, Fernanda Montenegro, Antônio Fagundes como Cyrano de Bergerac, Cyro del Nero, Paulo Autran, Sérgio Britto, Sergio Mamberti, entre tantos outros.

A exposição Gianni Ratto - artesão do teatro é grátis e fica em cartaz até o dia 23 de setembro.




Beijos,


Pedrita