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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

A Cabeça de Gumercindo Saraiva

Assisti A Cabeça de Gumercindo Saraiva (2018) de Tabajara Ruas na PrimeVideo. Fui ver na casa da minha amiga o que podia assistir desse streaming e escolhi esse. Amo Leonardo Machado e Murilo Rosa e amei Netto Perde sua Alma disse diretor. Ele é um pesquisador da história do Rio Grande do Sul, publicou vários livros. Esse filme é baseado na história e lendas do militar maragato Gumercindo Saraiva da Revolução Federalista. Que filme! Inteligente, cirúrgico, fala muito da loucura da guerra, da loucura que acomete seus exércitos, as pessoas, não importam que lado estejam. Do ódio que gera ódio.

Leonardo Machado interpreta um dos filhos de Gumercindo que foi morto. O filho vai com seu irmão e primo enterrá-lo, mas o exército corta a cabeça e designa um militar para levar a cabeça para um oficial em Porto Alegre. Adoro muitos atores. O irmão é interpretado por Marcos Pitombo e o primo por Allan Souza Lima. O amigo fiel da família por Sirmar Antunes. Há participações de Marcos Breda, José Victor Castiel, Rogério Beretta, Mariana Catallane e Marcos Verza.

A família começa numa caçada pra recuperar a cabeça e enterrar com o corpo. O texto é incrível, os embates nos viram do avesso, que filme lindo e profundo. E que fotografia de Alexandre Berra. Algumas cenas foram filmadas nas Missões. As paisagens do Rio Grande do Sul são deslumbrantes. O desfecho é catártico. O militar vai encontrar o oficial que está na ópera. e está passando uma ópera no Theatro São Pedro de Porto Alegre, que brilhante. Tudo é genial! Que filme!

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Santos Dumont

Assisti a série Santos Dumont (2019) de Pedro Mota Gueiros e Gabriel Mariani Flaksman na HBO Go. A direção é de Estevão Ciavatta e Fernando Acquarone. Eu queria muito ver. Excelente! Queria conhecer em mais detalhes a história do Pai da Aviação que sofreu muito preconceito por ser latino e bastante reservado.

Logo no início, na França, ele se une ao clube da aviação que tinha grande rejeição com ele. A França queria que um francês fosse o primeiro criador do avião, então relutavam muito em dar prêmios a Dumont. O aviador também acreditava que suas invenções era da humanidade, portanto não as patenteava. O dinheiro dos prêmios ele dava aos engenheiros e profissionais que trabalhavam com ele, já que era rico e não precisava do dinheiro. João Pedro Zappa está muito bem como Santos Dumont.
Na infância é interpretado por Guilherme Garcia e mais velho por Gilberto Gawronski. É uma série linda, com direção de arte muito bem cuidada. Incríveis as réplicas dos aviões, as cenas com as tentativas dos voos. O elenco todo é ótimo. Os pais do Dumont foram interpretados por Bianca Byington e Leo Wainer. Juliana Carneiro da Cunha faz uma participação especial como a Princesa Isabel. No elenco ainda estavam Miguel Pinheiro, Thierry Tremouroux, Pedro Alves, Jean Pierre Noher, Joana de Verona, Carlos Carretoni, Mathieu Sintomer, Amanda Richter, Marcos Breda, Paulo Reis e Selma Egrei.

Santos Dumont ficou muito triste que seus inventos serviram para a guerra. Se pensarmos que recentemente um drone matou um político, não é de admirar que utilizassem a aviação para o mal. Muito triste! São 6 episódios. Achei o último confuso e atropelado, uma pena porque a série é linda.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 29 de março de 2019

Essas Mulheres

Assisti Essas Mulheres (2005) de Marcílio Moraes e Rosane Lima na TV Record. Sempre quis ver essa novela. Não consegui quando estreou, depois reprisaram, estava vendo, mas a TV Record tirou de repente porque não dava ibope. Criticaram inclusive quando a TV Record reprisou agora porque no começo estava mal de ibope, mas não tiraram, felizmente, e pude ver até o fim. Inclusive depois Essas Mulheres passou a ser o produto de maior ibope do horário. Era o tempo que as novelas eram realizadas em São Paulo, então praticamente todo o elenco é de São Paulo.
Essas Mulheres é livremente inspirada em três obras de José de Alencar, Senhora, Lucíola e Diva. Apesar da inspiração ser um autor tão retrógrado e machista, a novela era feminista e abolicionista. Essas Mulheres se passa na época de Dom Pedro II, onde ainda existia escravidão, mas fala-se o tempo todo na libertação dos escravos, de ter dignidade, que o estudo pode mudar a vida de uma pessoa. Essa novela é um clássico folhetim, com a história de três mulheres que sofrem o diabo até a redenção nos últimos capítulos. Amo as atrizes que interpretam as três mulheres: Christine Fernandes,  Miriam Freeland e Carla Regina. Como as novelas de antigamente, tudo fica atropelado no final com todas as tramas se resolvendo. Hoje em dia as tramas vão se diluindo antes do final, não fica tudo para os últimos capítulos.
Repleta de vilanias, Essas Mulheres tinham vilões insuportáveis interpretados por Paulo GorgulhoAdriana Garambone e Roberto Bomtempo. Linda a história de Marli, interpretada pela ótima Ingra Liberato, mais linda que nunca, que ganhou um amor proibido com Lobato (Milhem Cortaz).

Na trama há um jornal onde todos os textos abolicionistas aparecem e ainda a declamação de muitos poemas, inclusive de Castro Alves. Os jornalistas, a maioria abolicionista, estão sempre lutando contra as injustiças. Daniel Boaventura interpreta o dono do jornal. Gabriel Braga Nunes o abolicionista mais famoso. Marcos Breda o de sentimentos liberais. Marcos Winter faz um bon vivant que torra o dinheiro todo da família na Europa e na volta, para sobreviver, torna-se um grande advogado. A trama é bem feita, no começo o advogado é chacota na corte, tem enorme dificuldade, mas consegue superar o início difícil e a falta de experiência.
Mila se apaixona perdidamente por um médico alienista que estudou na Europa, interpretado pelo Alexandre Moreno, outro ator que adoro. Como sempre acontecia nas novelas da TV Record os negros tem personagens expressivos. Simão (Luciano Quirino) amava Jesuína (Valquíria Ribeiro). Simão vivia de pequenos trambiques e acaba sendo fundamental na trama. Sua irmã Raimunda (Lena Roque) era escrava da casa do ministro e vivia lá com seu irmão Martim (Fernando Oliveira). Os quilombos eram muito bem retratados. O líder do quilombo foi interpretado por Gésio Amadeu.

Eu adorei a história da Mariquinhas (Stella Tolbar) que se apaixonou pelo Ministro (Ewerton de Castro). Adoro os atores que fizeram o casal. Nunca tinha visto uma novela tratar com tanto cuidado uma história de amantes. É comum a mulher ser a culpada da sedução de um homem poderoso, hoje em dia ainda fazem a cena do espancamento da adúltera como nos tempos bárbaros. Já em Essas Mulheres o tema foi tratado com muita delicadeza. Mariquinhas era e é dessas mulheres que ficam sem história própria. Na trama ela já passou da idade de casar, não tem dote, então vai ter a função de cuidar dos parentes e sobrinhos, sempre, sem vida própria, vivendo a vida dos outros. Sem querer o ministro e ela vão se apaixonando. Ela resiste. Ele monta uma casa pra ela, que casa mais lindinha. Ela solicita que ele peça a benção a mãe dela e não é que ele pede? Obviamente a mãe fica horrorizada, mas o irmão jornalista tenta fazer a mãe entender que para a Mariquinhas ter um amor, quando não parecia mais possível, é muito bonito e pela vida que ela tem, poderia ser bom ter uma história só dela. Mariquinhas demora para tomar a decisão, mas segue para a sua casa depois. A condução da trama e a maturidade dela foi muito bonita e revolucionária até mesmo para os dias de hoje. Eu fiquei pensando o quanto as novelas falam pouco da família da amante. Muitas vezes a família sabe e as novelas abordam pouco essa questão.
Outro casal que gostava muito era do banqueiro com a professora, dois atores que também gosto muito, Luciene Adami e Luiz Carlos de Moraes. A filha fica horrorizada e faz tudo para acabar com o relacionamento, por sorte a professora não morre com o veneno que toma. Ela era uma mulher culta, tinha sido professora das três protagonistas de canto, piano. Muito injusto as damas da corte não aceitarem só porque ela não era uma mulher de posses, embora mais culta que a maioria. A doçura de Ordália era encantadora e como a atriz está linda.

Também adorava o casal Paulo (João Vitti) e Glória. Mas o barão (Tácito Rocha) que se apaixonou pela cortesã era muito simpático também. uma graça a filha da Gloria, Aninha (Camila dos Anjos), que se apaixona por Pedrinho (Leonardo Miggiorin). Que triste a história do casal Júlia (Raquel Nunes) e Geraldo (Theodoro Cochrane). Atualmente Cochrane tem em uma novela a mesma mãe que em Essas Mulheres, Ana Beatriz Nogueira. Muito engraçado o casal Nicota (Natália Rodrigues) e o paspalho Tadeu (Cássio Reis).

Por ser uma novela de época tinham muitos eventos com música. Gostei de ver Leonardo Fernandes ao piano e Sandro Bodilon cantando, aparecem outros músicos na trama.

O elenco é grande,  A Damiana (Paixão de Jesus), segunda mãe de Aurélia, a Firmina (Tânia Alves), Toquato (Petrônio Gontijo),  Bela (Talita Castro) Rodrigo (Carlo Briani), Nina (Maria Clara), Laura (Maristrani Drech), Emilia (Silvia Salgado), Lucia (Rejane Arruda) e Mateus (Rodolfo Valente). E participações especiais com grandes atores também: Selma Egrei, Celso Frateschi, Sérgio Mamberti, Antônio Petrin e Pascoal da Conceição. Como repararam pelas fotos, Essas Mulheres foram exibidas em vários canais a cabo.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Animal

Assisti a série Animal (2014) de Paulo Nascimento da GNT. Eu tinha visto várias matérias, entrevistas, queria muito ver. Fiquei muito feliz quando via no Now o que os canais ofereciam e vi essa série. Gostei muito! É bem ficcional, fantástica, mas prende a atenção. Infelizmente foi muito mal de ibope e não pensaram em fazer uma segunda temporada, uma pena. Talvez se tivesse passado na HBO, ou em canais de aventuras, teria tido bom ibope. A trilha sonora é ótima de Silvio Marques.

O formato é bem interessante. São treze episódios. Lindo o lugar. Foi gravado no sul do país. Depois de muitos anos o Dr. Gil volta a cidade para buscar a cura de sua doença Teriantropia. Na verdade ele e o pai estavam virando puma. Vamos sabendo aos poucos, ele acha os cadernos do pai dele. Adoro esses três atores: o Dr. Gil é interpretado pelo Edson Celulari, a prefeita pela Cristiana Oliveira e a dona do bordel da cidade que tudo sabe e tudo vê, mesmo sendo cega, por  Neusa Maria Faro. Os outros da cidade por Fernanda Moro, Zé Victor Castiel, Nelson Diniz, Leonardo Machado, Clemente Viscaíno, Elisa Brites, Marcos Verza, Danny Gris, Heinz Limaverde, Luiz Carlos e Sandra Dani.  Gostei muito da câmera imitando um animal.

A cada episódio há uma questão policial a ser desvendada. Causa um certo estranhamento uma cidade pequena ter tantos casos policiais e fantásticos, é um pouco artificial. Mas a tensão e a investigação é tão interessante que desligamos o realismo e encaramos o fantástico. Dr. Gil ajuda o policial já que ele por ter essa doença tem os sentidos mais aguçados. Nos episódios participam alguns atores: Rafael Cardoso, Marcos Breda, Rogério Beretta, Bárbara França, Gilberto Perin, César Trancoso, Sonia Guedes e Kaya Rodrigues.
Os episódios eram curtos e algumas explicações ficaram um pouco atropeladas. O final foi o mais triste. Como não ia ter uma segunda temporada, as tramas foram resolvidas rapidamente. Uma pena.

Beijos,
Pedrita

sábado, 17 de abril de 2010

O Tempo e o Vento

Assisti em DVD O Tempo e o Vento (1985) de Érico Veríssimo da TV Globo. Foi a primeira minissérie que minha mãe ganhou, foi aí que ela tomou gosto em ter esses produtos e tem adquirido regularmente algumas. Essa ela ganhou de presente da minha irmã. A obra foi adaptada por Regina Braga e Doc Comparato. É magestral, mas ainda não tinha a tecnologia e experiência de hoje. Há umas belas licenças poéticas, alguns momentos não costumeiros da televisão, música e imagens, mas ao mesmo tempo não tem a edição e ordem dos dias de hoje. Eu ainda não li essa obra de Érico Veríssimo, eu adoro esse autor, mas essa obra não li. Me animei tanto que comprei o primeiro, O Continente.
São três episódios, deveriam ser quatro, soube fazendo esse post que infeliz-mente cortaram um do DVD: Ana Terra, Capitão Rodrigo e o Sobrado. Eu gostei demais de Ana Terra, Glória Pires novinha de tudo faz a bela Ana Terra. Sempre me impressiono o quanto era difícil viver em um lugar descampado. Para piorar haviam os conflitos entre os espanhóis e portugueses (brasileiros). E o povo ficava a mercê de tanta violência, as mulheres eram as que mais sofriam. Depois segue para o Capitão Rodrigo com o belíssimo e jovem Tarcísio Meira, já com seus 50 anos, mas aparentando muito menos. A mulher que ele ama é interpretada pela bela e jovem Louise Cardoso. A terceira história, O Sobrado é a que menos agradou, tanto eu como a minha mãe. No DVD deram um salto muito grande da segunda para a terceira. Li agora que há mais uma parte que não tem nesse DVD, por isso o salto. Esse foi um dos primeiros DVDs lançados, acho que a TV Globo ainda achava que não teria saída um DVD muito extenso, porque fica mais caro, por sorte os que lançam atualmente têm saído na íntegra. Não sabia se o personagem do saudoso Armando Bógus era filho da Bibiana, fui descobrir ao longo da trama que era o neto, mas não sabia filho de quem. O terceiro veio meio atropelado, ficou só no sobrado cercado, não deu tempo de nos afeiçoarmos aos personagens.

O elenco todo é muito bom. No primeiro episódio aparece o Lima Duarte, o Camilo Bevilacqua e o Marcos Breda, novinho de tudo. No segundo há mais atores conhecidos como o Cláudio Mamberti. Outro que está muito jovem é o José de Abreu e o José Mayer. O padre do segundo é o maravilhoso Mário Lago, ele está magistral, ele faz um ranzinza padre, que ator generoso. Paulo José aparece no último episódio que traz ainda Bete Mendes, José Lewgoy, Lélia Abramo, Odilon Wagner, Ediney Giovenazzi, Renato Consorte e Bárbara Bruno.



From Mata Hari e 007
Beijos,

Pedrita

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sal de Prata

Assisti Sal de Prata (2005) de Carlos Gerbase no Canal Brasil. Queria muito ver esse filme e as chamadas eram muito interessantes. Gosto muito do elenco! Mas não gostei muito da colcha de retalhos do roteiro. O roteiro foi inicialmente chamado de Roteiros Encontrados Num Computador e foi selecionado para participar de oficina do Sundance Institute. Há vários clichês e algumas colagens são de mal gosto. Há colagens de técnicas diferentes de cinema e algumas com belíssima fotografia. Sal de Prata é mais significativo como um estudo de cinema do que como um filme para o público.

Sal de Prata tem uma relação forte com a música, principalmente a música clássica. Uma orquestra é regida pelo maestro Tiago Flores. Logo no início lemos Andante na tela, então achei que o filme ia seguir os movimentos musicais, portanto aquele momento parado inicial era proposital. Mas Sal de Prata se arrasta o filme todo. Mesmo quando aparece Allegro na tela.
Eu gosto bastante do elenco: Maria Fernanda Cândido está muito bem. Alguns outros são: Camila Pitanga, Marcos Breda e Bruno Garcia.


Música do post: La Corda D'Oro ~primo passo~ - Third Selection Hino Kahoko~Tchaikovsky: Mélodie in E-flat major, Op.42 No.3~
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Beijos,
Pedrita