Mostrando postagens com marcador Murilo Benício. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Murilo Benício. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de maio de 2026

Três Graças

Assisti Três Graças (2025-2026) de Aguinaldo Silva na TV Globo e Globoplay. Que novela! Absolute novela como foi apelidada nas redes! Tudo genial, incrível e emocionante! Já estou em crise de abstinência!

A trama circulou com as três Marias da Graça, mães solo, como boa parte das mulheres brasileiras. Dira Paes faz a mãe de Sophie Charlotte que faz a mãe de Alana Cabral que logo no início se descobre grávida aos 15 anos como aconteceu com sua mãe e avó. A novela trabalhou inúmeros segredos como o pai de Joelly que escondeu o pai da criança da família. E mexeu com várias questões complexas. Gerluce é cuidadora que ficou no lugar de sua mãe que ficou doente. Hábito pavoroso no Brasil, filhos tomarem o lugar de outros profissionais, como se a família fosse uma propriedade dos patrões.
Arminda e Ferretti eram os grandes vilões. Ela está viúva. Os dois sempre traíram seus cônjuges e sempre estiveram juntos. Ferretti criou a fábrica de farinha pra fazer remédios falsos. Ele é o grande benfeitor, doando remédios para a população. O que ganhava de doações para fazer os remédios, ele e Arminda embolsavam. Grazi Massafera e Murilo Benício estavam majestosos. E o casal tinha uma química absurda e flertavam com o absurdo, bem ao estilo de Aguinaldo, o que faz tudo ficar tão genial. 
A mãe de Gerluce é uma das vítimas dos remédios falsos. Ela só vai piorando. E outros personagens vão morrendo pelos falsos tratamentos. Gerluce lidera e une um grupo para "expropriar" a estátua Três Graças da Arminda pra comprar remédios verdadeiros. Eles são da Chacrinha que é praticamente um personagem. No grupo estão duas vítimas dos remédios falsos, Júnior que perdeu o pai do ótimo Guthierry Sotero e Misael de Belo que perdeu a esposa. Marcos Palmeira é o pai que nunca assumiu a paternidade de  Gerluce. 
Viviane é a farmacêutica que não aguentava ver os doentes piorando, com a maravilhosa Gabriela Loran, que personagem. Melhor amiga da Gerluce, a fidelidade delas é tocante. Começam os boatos dos remédios falsos. Há muitas tramas e subtramas incríveis. Viviane se apaixona pelo filho do Ferretti que trabalhava na fundação dos remédios falsos. Pedro Novaes estava ótimo como o mimado Léo. O público ficou revoltado com a absolvição dos homens tóxicos. A trama mostrava a solidão das mulheres, realmente sair perdoando as violências deles foi revoltante. Mas no caso da Viviane eu consegui entender. Léo parecia mesmo que mudava. E gostei que Joaquim parecia que seria perdoado, até que Lígia percebia que ele não tinha mudado muito. Também gostei que Lígia não ficou com o pastor de Enrique Diaz, um homem humano, mas conservador. Lígia era uma mulher livre, ia ter que se moldar muito pra ser esposa de um homem tão religioso. Lígia era religiosa também, católica, mas não cheia de regras e condenações evangélicas da igreja dele.
Os casais eram maravilhosos. Lorena e Juquinha foram a sensação. O sucesso foi tanto que a emissora criou uma novela vertical só pra elas. Acabei não vendo. Alanis Guillen e Gabriela Medevedovsky arrasaram. Juquinha era policial. A construção das personagens foi muito linda. Juquinha sempre amou mulheres, pra Lorena foi uma descoberta. Sim, concordo, estragaram o final. No último capítulo fizeram Juquinha ser barriga solidária do cunhado. E pior, junto com a gravidez de sua amada. Concordo que uma não conseguiria ajudar a outra na amamentação dupla. Além de ser grosseiro transformar Juquinha em uma barriga solidária.
A delegacia fez sucesso. O trio formado por Juquinha, Delegado Jairo e Paulinho arrasaram. André Mattos e Rômulo Estrela estavam ótimos. Paulinho se apaixonou e tinha um belo romance com Gerluce. Gostava das inúmeras contradições da novela. Gerluce precisou esconder a expropriação do amado, eram ótimos conflitos. Foi muito engraçado praticamente todo o elenco se mudando para a delegacia. E muito boa a crítica que a justiça não é igual pra todos. Enquanto os mocinhos começam a ser presos, Ferretti continua se livrando de seus crimes comprando a tudo e a todos na justiça.

Lindo o amor da doce Kellen com Zé Maria. Ela filha do pastor, ele o médico que fazia trabalho voluntário na Chacrinha. Adoro os dois atores Luíza Rosa e Túlio Starling.

Gostava demais de Zenilda que foi defendida bravamente por Andréia Horta. Enganada uma vida toda por Ferretti, vê seus filhos amados serem expulsos de casa pela escolha amorosa deles. Dona de casa dedicada, tinhaa abandonado tudo para cuidar dos filhos e da família. Advogada, resolve reassumir a profissão e passa a ajudar os injustiçados da trama. Deixa que a Zenilda resolve. Rogério de Du Moskovis tinha sido dado como morto e reaparece. A novela teve vários clichês deliciosos, mas o personagem não serviu pra grande coisa. Ele jurou que ia ajudar o filho que ignorou. O filho conseguiu apoio e moradia na casa da mãe do seu filho. 
O penúltimo capítulo foi maravilhoso! Inacreditável a cena da Arminda tentando fugir com o dinheiro na Chacrinha, que se espalhou e levou a população atrás. Que realização! Tudo impecável. A novela fez muitas referências a grandes sucessos de Aguinaldo, delicioso. O elenco e tramas primorosas continuam, vou parar por aqui. Que novela! Que saudade!





Beijos,
Pedrita

sábado, 25 de maio de 2024

Justiça 2

Assisti a série Justiça 2 (2024) de Manuela Dias na Globoplay. Eu amo essa série desde que vi a primeira. Acho urgente um produto que fale que no Brasil a justiça não é para todos, se é que existe e de impunidade. Eu gosto muito do formato dessa série. Os quatro primeiros episódios liberados contam a história de Balthazar, Jayme, Mylena e Geiza. Com um elenco inacreditável! A série passou só no streaming, só na Globoplay e superou em ibope todas as novelas em cartaz da TV Globo.

Um de cada episódio, os quatro são presos no mesmo dia e não se conhecem. No jornal os quatro casos. Eu adoro que quando estamos acompanhando uma trama, os outros personagens aparecem e ainda nem sabemos quem são. Pode ser na rua no outro lado, pedindo água, enfim, inteligente demais. Sete anos se passam, os quatro saem da cadeia.
 
A primeira história é do Balthazar, como sofre. Juan Paiva arrasa. Ele é motoboy de um tradicional restaurante do personagem do gigante Amir Haddad. O local vai muito mal, endividado, sem clientes. Balthazar ajuda muito o dono do espaço, é um grande parceiro. A namorada de Balthazar é a ótima Jéssica Marques. A série é baseada na Ceilândia, de vez em quando tem algumas cenas em Brasília.

O genro do dono do restaurante, o Nestor, é um verdadeiro monstro, demite todo mundo e dá um jeito de não pagara rescisão. Vai enrolando. Marco Ricca, em um dos grandes personagens de sua carreira. E Maria Padilha, que maravilhosa, e que personagem. Oprimida pelo marido, sofre um bocado. O restaurante é assaltado com encapuzados, Nestor não pensa duas vezes em culpar sem provas Balthazar, que é preso.

O segundo núcleo é do nojento Jayme. Murilo Benício está majestoso. Ele sustenta regiamente sua família encostada e abusa sexualmente, por dois anos, sua sobrinha quando ela menor de idade. Na série, Carolina, brilhantemente por Alice Wegmann, volta pra casa e o inferno se instala. A mãe é bem doente, da incrível Júlia Lemmertz, que personagem insuportável, como dá raiva dela. Pelo conforto, ela sempre fingiu não perceber o assédio do irmão na filha. A outra irmã é igualmente horrorosa, outra grande atriz, Rita Assemanny. E o primo invejoso, que papel de Giovanni Venturinni. Ele e a mãe sempre dizem que a culpa era da Carolina, o jeito que ela se vestia, como se comportava, ela que seduziu, segundo eles. Que pavor! A sobrinha finalmente resolve denunciar o tio e ele é preso.
O terceiro grupo é com a maravilhosa Belize Pombal. Como Geiza sofre, nossa, é de cortar o coração. Ela vive em um apartamento muito simples que conseguiu comprar. Em frente, traficantes se divertem com dias e dias de som muito alto. Elas começam a brigar com eles, um tenta matar sua filha pela incrível Gi Fernandes. A mãe ataca o traficante (Filipe Bragança) para salvar a filha, ele morre e ela é presa.

A próxima trama é de Milena pela incrível Nanda Costa. Ela atua em um grupo que rouba residências de luxo, ela é expert em abrir cofres. Sua mãe é a ótima Tereza Seiblitz. Batalhadora, ela faz comidas pra festas. A filha, cabeça de vento, não paga a luz, a mãe pode perder toda a encomenda. A filha tem uma ideia de "gênia". Roubar um carro grande pra ligar na luz, devolver depois que pagar a conta. Dá tudo "certo", só que ela rouba o carro que o dono estava levando um defunto pra desovar. O rapaz ainda tá vivo, dá uma informação pra Milena e morre. Ela leva o carro pra queimar, mas é presa. Então, em paralelo a confusão que a Milena faz, tem a história do assassinado. Paola Oliveira é riquíssima de nascença. Seu pai tinha fazendas e mais fazendas. Ela é casada com o personagem do Marcello Novaes. O pai dela morre, no enterro aparece um filho bastardo (Alexandre Rodrigues). Ela não quer dividir a herança com ele, então o mata.
Sete anos se passam e é quando o personagem de Luciano Mallmann aparece. Ele é o advogado que consegue soltar Balthazar. No Brasil muitos pobres apodrecem na cadeia mesmo depois de cumprido penas por falta de julgamento. O advogado quer na verdade fazer justiça, já que foi Nestor que o atacou porque o viu ele beijando o seu companheiro (Jorge Guerreiro) e o deixou sem o movimento das pernas. É interessante porque no terceiro bloco de quatro episódios, os núcleos começam a se misturar.
São muitos personagens e só atores incríveis! Leandra Leal volta com sua personagem, preciso rever Justiça 1Justiça 1 pra lembrar. Ela é casada com Fábio Lago, ele tem uma cachorrinha influencer. Ela é uma bem sucedida no ramo de negócios de acompanhantes.

Danton Mello tem um personagem inacreditável. Ele é o pai do traficante que é morto no começo. Ele tem orgulho de achar que faz tudo certo, só que não. Ele demora a perceber o quanto é mau, tentando fazer tudo certo. Os textos dele com a Geiza são desconcertantes. Ele é funcionário do Nestor, medroso, acaba fazendo tudo o que o mercenário pede. Danton criou tão bem o personagem que parece outra pessoa. anda com passinhos, encurvado, sempre gagueja por medo, que ator. 
Carolina também fala textos desconcertantes. Ela descobre que seu tio matou sua mãe levando um áudio pra ela. A mãe não podia ter emoções fortes porque teve muitos AVCs. Na conversa com o ex (Túlio Starling) ela diz que foi ficando uma pessoa ruim, depois de tudo o que passou. É difícil condenar os personagens em suas ações erradas, depois de tanta impunidade, tanta corrupção.


Eu achei que Juliana Xavier ia fazer só uma figuração, eu adoro essa atriz. Esqueci que essa série tem idas e vindas, e ela acaba tendo um grande destaque na última trama. São muitos grandes atores que ainda aparecem como o policial corrupto de Aramis Trindade, Breno da Matta, Helena Kern, Xamã e Evandro Mesquita. Amei a trilha sonora, eclética, tinha de tudo um pouco, Gal Costa, Maria Bethânia, Marcelo, Hungria, Johnny Hooker, Elis Regina, Zizi Possi, Chico Buarque e muita música sertaneja, raps, é muito variada. Várias canções foram pra minhas playlists.

O final seguiu o mesmo modelo dos quatro episódios iniciais. Em uma estrada os personagens vão se cruzando, é emocionante. E as notícias de cada um nos jornais.

Mas ver na Globoplay foi um inferno. Raramente carregava na TV. Cansei se pedir suporte no twitter, no chat que foi péssimo. Eram umas 50 vezes até carregar uma vez. Acho que fiquei mais horas tentando carregar que assistindo a série, tanto que cansei da Globoplay. Vou ver qual streaming assino agora. Eu li no twitter (me recuso a usar o nome atual) que parece que carrega mal mesmo na TV, que funciona melhor no celular e no computador, não sei se é verdade,  porque não tentei. Amo ver na telona e TV é meu lazer na maioria das vezes, os outros dispositivos são mais trabalho, quero conforto no meu lazer. Me irritava muito os atendentes insistirem que eu visse em outro dispositivo, como se a culpa fosse minha que queria ver na TV. Irritante! Tive muito mais tempo a Netflix e nunca tinha problema pra carregar.





Beijos,
Pedrita

sábado, 6 de janeiro de 2024

Pérola

Assisti Pérola (2023) de Murilo Benício no Telecine Premium. O filme estreou em uma segunda, até hoje não entrou no Now, tive que ver na busca pelo controle remoto voltando no dia que passou. Não sei se o Telecine pela internet disponibilizou o filme. É baseado no texto de Mauro Rasi. Eu vi a peça que era um sucesso, vivia lotada e tinha Vera Holtz como Pérola e foi inesquecível. Agora Pérola é Drica Moraes.

Mauro Rasi se inspirou em sua própria história, pra contar a vida de sua mãe Pérola e de sua família que vivia em Bauru, interior de São Paulo. O filme começa com a morte de sua mãe e é narrado por seu filho interpretado por Leonardo Fernandes.
O filme passa em idas e vindas contando a história dos seus pais alegres, que amavam receber, tinham uma bela casa. A piscina é um personagem, era o sonho de sua mãe e demorou anos pra ser construída. Rodolfo Vaz faz o pai. Sua irmã, Valentina Bandeira. Alguns outros do elenco são Claudia Missura, Louise Cardoso, Mariana Armellini e Lavínia Pannunzio.

Vera Holtz como Pérola.


Beijos,
Pedrita

sábado, 10 de abril de 2021

Amor de Mãe

Assisti a novela Amor de Mãe (2019-2020-2021) de Manuela Dias na TV Globo. A direção foi de José Luiz Villamarim. Que belíssimo trabalho, que roteiro! Essa novela foi atropelada pela pandemia, pararam as gravações. Fizeram um esforço de guerra pra retomar e fechar a história da forma que fosse possível e infelizmente algumas tramas ficaram sufocadas, mas nada tirou a maravilha que foi essa novela. Inesquecível! A trama entrelaça a história de três mulheres, incrível no final que entendemos a relação delas desde que foram mães. Vitória (Taís Araújo), uma famosa advogada, tinha sido uma jovem estudante grávida que dá o seu filho. Lurdes (Regina Casé) que tem seu filho vendido pelo marido para a mesma mulher que recebe o filho da Vitória. E Thelma (Adriana Esteves) que compra o filho dessa mesma mulher. Todas maravilhosas, que atrizes. Gostei de falar de co-responsabilidade. O quanto nossos atos podem interferir ou promover crimes, o quanto cada um de nós é responsável pelo todo.

Eu fiquei muito brava com um programa de fofoca de televisão que antes da novela começar já contou quem seria o filho de Lurdes (Chay Suede) e de sopetão, não deu nem ao trabalho de avisar que ia dar spoiler, quem não quisesse ouvir que zapeasse, bom, TVs não fazem isso, pedir pra pessoa sair do canal, então não dê spoilers. Sim, minhas amigas disseram que a novela deu várias pistas, mas antes da novela começar? Achei um desrespeito com o trabalho de todos os envolvidos. Um gosto por furo muito grosseiro. A cena da revelação foi emocionante! Pra novela poder ser realizada, todos tinham protocolos de segurança muito severos e eram testados periodicamente. Infelizmente todos os núcleos não poderiam voltar. Quanto menos elenco, cenas, equipes, mais seguro, mas valeu o esforço, foi lindo! Pena que alguns envolvidos não entendiam nada de protocolos. Acho que viviam em uma bolha porque em agosto já se sabia que não se sabia se a pessoa que tinha ficado contaminada não se contaminaria de novo. Achavam que poderia durar uns 5 meses, mas nada era certeza mesmo em agosto quando já se sabia também que dentro de casa não podem todos tirar as máscaras se vierem das ruas. A Lurdes poderia ter ficado na casa do Magno, e ter pouco contado com os jovens da casa e quando tivesse só por máscaras. Tirar as máscaras pra falar era muito assustador. Quando Sandro (Humberto Carrão) tira a máscara no hospital, local de contaminados, nem higienizando as mãos seria seguro, imagine sem higienizar como ele fez. Vitória também, depois de ficar com uma pessoa sem máscaras no carro, não ficou isolada em casa e nem fez teste pra se reaproximar da família. Já se sabia em agosto desses protocolos. E pior, foi na pior época de disseminação do vírus no Brasil. Colocaram em texto no final, mas eu acho que teria sido melhor em intervalos diferentes, uma pessoa, podia ser a ex-BBB Thelma, que é médica, explicar esses detalhes, já que há negacionista demais no Brasil. 
Lindo o amor de Penha (Clarissa Ribeiro) e Leila (Arieta Correa). A vida das duas foi se transformando na trama. Penha era a doméstica maltratada pela ricaça Lídia (Malu Galli). E Leila começou a novela em coma. Várias reviravoltas fazem as duas se unirem, se tornarem grandes bandidas e conseguiram fugir como no filme Thelma e Louíse, mas com final feliz. Por incrível que pareça eu torcia por elas.

Outro grande valor de Amor de Mãe foi ter chamado grandes atores não tão conhecidos da televisão. Como a talentosa Magali Biff como Nicette. Sua personagem acaba se misturando em quase todos os núcleos e tendo papel fundamental. Primeiro ela é mãe do homem (Paulo Gomes) que o Magno acha que matou. Magno namora sua filha Betina (Isís Valverde) que não sabe da história. Depois Nicette mora em Guapori, a região contaminada pela indústria de Álvaro, que depois descobrimos que Betina é irmã de Álvaro porque o pai dele abusou de sua mãe. Mas a teia continua, ela é avó do filho da mulher do Álvaro, que engravidou do filho dela. E Álvaro, um dos grandes vilões da trama, aceita o filho de outro homem da esposa, surpreendente. Outros personagens marcantes com atores pouco conhecidos da televisão foram interpretados por Démick Lopes, Dida Camero, Rodolfo Vaz, MC Cabelinho, WJ, Nando Brandão, Rodrigo Garcia, Isabel Teixeira, Giulio Lopes,  Aldene Abreu, Antonio Negrini, Stella Rabello e Mariana Nunes
A trilha sonora também era maravilhosa: Gal Costa, Gonzaguinha, Maria Bethânia, Cartola, Olodum, Chico Buarque, Clara Nunes, Elza Soares, Caetano Veloso, Elis Regina, Nina Simone, Jorge Benjor e Madredeus. Tem no spotify.
Amor de Mãe falou muito sobre questões sociais. Educação inclusive na personagem da Camila, da incrível Jessica Ellen. Professora de uma escola pública em lugar de vulnerabilidade, ela procura ajudar seus alunos a procurar um futuro diferente para as suas vidas. Inclusive vários de seus alunos tornam-se personagens importantes na trama como Cacá Ottoni, Dan Ferreira, Jennifer Dias, Dora Friend e Aisha Moura.
Foi uma novela de muitas perdas, estranhamente não por covid. E atores jovens como o belíssimo português Filipe Duarte e Léo Rosa que fez uma pequena participação como um jornalista.

E Durval, ai o Durval, que personagem carismático do Enrique Diaz e todo errado, todo não, mas sim, foi um pai ausente. Eu me incomodei da filha (Duda Batsow) exigir muito dinheiro na pandemia pondo o pai em risco. Ele vai trabalhar de entregador de aplicativo, correndo o risco de morrer de covid. Se a filha e e a mãe (Clarissa Kiste) estivessem passando necessidade, é certo, mas não era o caso, ela poderia esperar a pandemia passar pra exigir a responsabilidade financeira do pai. E principalmente quando o reencontrou. Acho que na pandemia nós precisamos muito mais lidar com a empatia e com a compaixão. E quem trabalha com artes ficou totalmente sem emprego, devia ter exigido antes quando ele tinha como correr atrás. Foi bem mais inteligente quando ofereceram moradia pra ele que não tinha dinheiro nem pra alugar uma vaga em pensão. Atrapalhado como sempre foi, teria grande chance de ir morar nas ruas como muitos nesse período escuro. E apesar de todos os defeitos, Durval era um bom dono de casa, bem bagunceiro, mas cozinhava, cuidava da filha, seria uma forma de ajudar no orçamento tendo funções domésticas. Mas a autora reserva um respiro pra ele, e a trama promove momentos deliciosos com a Dona Unicórnia.

Gostei demais da atriz e cantora que interpretou a Verena, a Maria. Linda e talentosa. Fez par romântico com o personagem do gigante Irandhir Santos. Pena que foi bem pequena a parte da mãe biológica (Olívia Araújo) do Tiago. Muitas tramas pareciam já ter sido pensadas desde o começo, mas a pandemia encurtou as abordagens, mesmo assim foi uma linda cena. Uma pena também que não puderam definir o destino amoroso de Lurdes disputada pelos personagens dos grandes Luiz Carlos Vasconcelos e Nanego Lira. As crianças eram demais, já bem grandinhos um ano depois quando voltaram a gravar. E foram mais poupados, pouco apareciam. A bebê da Vitória então nem apareceu, mais seguro assim. Eram interpretadas por Clara Galinari e Pedro Guilherme. A lista de grandes atores é imensa: Vladimir Britcha, Murilo Benício, Erika Januzza, Tuca Andrada, Débora Lamm, Milhem Cortaz, Letícia Lima, Douglas Silva, Vera Holtz, Ana Flávia Cavalcanti, Camilla Márdila, Lucy Alves, Júlio Andrade, Alejandro Claveaux, Dan Ferreira, Eliane Giardini  e Fabrício Boliveira.

E a família da Dona Lurdes? Que personagens ricos, complexos, só grandes atores, que saudade já! Juliano Cazarré, Nanda Costa e Thiago Martins. Foi esperançoso no final todos sem máscaras falando que a vacina chegou pra todos, pena que não é realidade. Triste!




Beijos,
Pedrita

domingo, 18 de agosto de 2019

O Beijo no Asfalto

Assisti O Beijo no Asfalto (2018) no Canal Brasil. Esse texto de Nelson Rodrigues é muito atual e contundente, na verdade todos os seus textos são. Murilo Benício resolveu fazer um filme com ele que mistura teatro, leitura de peça e cinema. Que filme fantástico! Eu não li o texto, mas vi uma peça de teatro.

Murilo Benício escolheu um tom muito sombrio para o filme. O texto já é muito forte e ele carregou na angústia. Um homem é atropelado e pede a outro que vai acolhê-lo um beijo. Esse beijo vira um inferno na vida desse homem que vai a delegacia contar o ocorrido. Ele começa a ser tratado como criminoso, não como testemunha. A mídia violenta participa do depoimento que vira um interrogatório. O próprio jornalista interroga acusando também.
A esposa passa também a ser massacrada, como nunca tinha percebido que o marido era pederasta. Pra vender jornal a polícia e o jornalista manipulam como podem os interrogados e criam inúmeras matérias falsas, acusam inclusive o homem de criminoso, que teria empurrado a vítima. A atualidade da trama é muito desconfortante. Lázaro Ramos é o homem do beijo, sua esposa, Débora Falabella. O policial, Augusto Madeira, o jornalista Otávio Muller, o pai da esposa por Stênio Garcia, a irmã por Luiza Tiso e a viúva por Raquel Fabri

Na mesa de leitura da peça estão Fernanda Montenegro e como diretor Amir Haddad.

Beijos,
Pedrita