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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Gravidade

Assisti Gravidade (2013) de Alfonso Cuarón na HBO. Eu só soube desse filme quando falavam nos indicados ao Oscar. Gravidade ganhou muitos prêmios, inclusive vários Oscars. Eu gosto demais da Sandra Bullock, então quis ver. É muito bom, muito bem realizado.

Começa com três astronautas trabalhando flutuando no espaço. dois são interpretados por Sandra Bullock e George Clooney. Eles ouvem que um acidente está levando em alta velocidade fragmentos, mas que esses astronautas não estão na rota desses destroços. Até que começam a avisar que abortem a missão porque os destroços estão vindo. Os fragmentos os atingem. O personagem do George Clooney é o responsável por cuidar dos astronautas, Sandra Bullock é responsável pelos consertos.

Os dois partem então na tentativa de chegar em estações que os possam levar de volta a terra. O oxigênio da personagem da Sandra Bullock está acabando. É impressionante como Gravidade é bem realizado. E ela está realmente incrível. A voz que eles falam na terra é do Ed Harris. Mas eles falam pouco tempo, logo ficam incomunicáveis. Gravidade ganhou Oscar de Melhor Fotografia, Direção, Edição, Canção, Som, Mixagem e Efeitos Visuais. A lista de prêmios em vários festivais é enorme.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Filhos da Esperança


Assisti Filhos da Esperança (2006) de Alfonso Cuarón no Telecine Premium. O 007 queria muito que eu visse esse filme para poder comentar sobre a participação da Julianne Moore. Posso dizer que esse filme é esquisito. Tem momentos maravilhosos, alguns infantis, outros curiosos. O 007 tem razão em dizer que se assemelha ao Aeon Flux que é belíssimo esteticamente, enquanto Filhos da Esperança é feio esteticamente, mas o roteiro central é bastante semelhante.

No futuro a humanidade ficou infértil. O ser humano mais jovem tem 18 anos. O roteiro é baseado no livro de P.D. James, portanto não sei se as teorias que o filme traz ficaram superficiais e se de repente no livro são mais coerentes. Preciso lê-lo! Na teoria do filme, pelo fato de não existirem mais crianças, o mundo ficou bárbaro, perderam totalmente a civilidade. Eu particularmente acho essa teoria um tanto tola. Me incomoda a visão de que só as crianças é que dão tolerância e ternura aos homens. Portanto todos os solteiros sem filhos deixam de ser civilizados? Como o 007, me incomodei com a participação da Julianne Moore, fiquei igualmente com a sensação que foi somente uma jogada de marketing, porque se ela tem duas falas têm muito. Ela nem coadjuvante é. Se alguém deseja ver o filme pela participação dela, pode desistir. Também é estranho a teoria de que só sobre a força a Inglaterra fica menos bárbara em relação aos outros países. Pelo menos debate bastante a questão do imigrante que são tratados como animais em Filhos da Esperança, já que a imigração é um problema constante na Europa de hoje.

Me emocionei muito com a cena do bebê chorando e todos parando o conflito para deixar passar e reverenciar o primeiro bebê depois de 18 anos. Mas é infantil quando os três passam a área de conflito e um segundo depois já recomeça o confronto. São soluções de direção um tanto tolas. Como outra que eles fogem, mas param em um lugar escondido para ficar vendo o que acontece com um amigo em vez de fugir. São soluções bastante infantis. A sensação que fiquei é que talvez o filme tenha ficado muito longo e tiveram soluções estranhas na hora da edição. O final fica claro da correria pra terminar deixando-o mal explicado. Falam sempre em um projeto, que virá de barco buscar a mãe e o bebê. Termina a mãe e o bebê em uma jangada e um barco vindo, mas não sabemos se é do projeto, se esse projeto existe, se é humanitário, se não é mais um local sem civilização de experimentos. O 007 também odiou o final.
O protagonista é o Clive Owen. Alguns outros do elenco são: Michael Cane, Chiwetel Ejiofor, Claire-Hope Ashitey e Pam Ferris.
Filhos da Esperança ganhou 2 BAFTA de Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte e os prêmios Lanterna Mágica e de Melhor Contribuição Técnica, no Festival de Veneza.
A trilha sonora é bem diversificada e interessante.
Música do post e do filme: King Crimson - The Court of the Crimson King

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Beijos,

Pedrita