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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Eta Mundo Bom!

Assisti a novela Eta Mundo Bom! (2016) de Walcyr Carrasco na TV Globo. Eu adoro esse autor, mas não gostei do começo da novela. A direção é de outro incansável, o Jorge Fernando. Eu e minhas amigas achamos que eram muitos personagens mau caráter, até mesmo os que diziam ser bons. Mas com o tempo passei a amar, estou com saudade da novela. Nós passamos a gostar quando entrou a parte urbana da novela, quando apareceu o dancing e os personagens urbanos.

Foi na parte urbana que surgiu a maravilhosa Maria, interpretada lindamente por Bianca Bin. Ela está noiva, vai apresentar ao pai austero, mas o moço morre em um acidente de carro. E ela está grávida. O pai, interpretado incrivelmente por Tarcísio Filho, expulsa a filha de casa. A integridade dessa personagem em toda a trama é emocionante. Lindo o amor dela com Celso, interpretado brilhantemente por Rainer Cadete. O quanto passa a proteger a sua protetora.

Outros personagens preferidos eram a doce Eponina, da incrível Rosi Campos, e sua sobrinha Mafalda, pela jovem e talentosa Camila Queiroz. A história do cegonho é uma graça. Em novelas de Walcyr Carrasco sabemos que muitos casamentos não vão acontecer, em geral na igreja, regados a muito pastelão. Muitos vão ser jogados no chiqueiro. Mas que delícia! Como me divirto nessas cenas mesmo sabendo o que vão acontecer. Quero sempre mais!
Adorava as mulheres mais velhas empreendedoras. Várias e com personalidades diferentes. Camélia, interpretada pela incrível Ana Lúcia Torre, era a dona da pensão e exímia costureira, criava a neta muito doente. Paulina, com a ótima Suely Franco, de caráter duvidoso, era dona do Dancing, que cantava de vez quando, excelentes números.  Gostei que ela encontra um antigo amor do passado, interpretado por Flávio Migliaccio e eles vivem uma linda história de amor com casamento de vestido branco e tudo, mesmo ela tendo sido mãe no passado e continuar bem fogosa. Emma, interpretada por outra atriz que adoro, a Maria Zilda Bethlem, moderna, dona de uma loja de roupas prontas. A novela mostra essa mudança de comportamento, quando as mulheres ricas passaram a preferir roupas prontas a comprar tecidos e mandar fazer. Emma usa roupas muito modernas. E por último, Anastácia, com a incrível Eliane Giardini, que assumiu a fábrica de sabonetes da marido. Tudo bem que essa tinha um responsável pela fábrica. Amava as cenas na fábrica de sabonetes, sonhava com uma caixa de sabonetes como aquelas.

Muito triste a trama da Gerusa, interpretada docemente pela linda Giovanna Grigio. Amada incondicionalmente por Osório, interpretado pelo excelente Arthur Aguiar. Ele contracenava no núcleo cômico também, era vendedor de loja, mas sincero demais, amava as pérolas que ele soltava. Excelente texto! Tinham duas histórias difíceis. A da Gerusa com leucemia e de desfecho trágico.

E a do Claudinho, interpretado brilhantemente por Xande Valois. Trama esperançosa. Cadeirante, ele faz uma cirurgia e volta a andar. Gostei desse equilíbrio, onde nem tudo sai perfeitamente na vida. O personagem do pai, Araújo, pelo lindo Flávio Tolezani, também foi incrível. Os textos eram incríveis, já que ele com a desculpa de salvar o filho rouba mais do que precisava. Ele tem muitos discursos tentando justificar o injustificável. Textos sobre moral, que são incríveis. Amei o discurso de Olga, personagem da Maria Carol, que vai cuidar do menino. Ela tinha sido dançarina do Dancing e diz ao pai do menino que viu muitas pessoas indo aos poucos fazendo coisas erradas, e não conseguindo mais voltar ao caminho certo. Belo texto! Passei a gostar muito dessa atriz.
As crianças eram demais. Amava a fadinha interpretada pela lindinha Nathália Costa. E JP Rufino que fazia o Pirulito. Linda a história dele. Ele chique, era uma graça. E cresceu tanto no período da novela que quase passou a Eliane Giardini em tamanho. Mistérios misteriosos eram os bebês, o da Maria nunca crescia. Fofo demais o filho da Dita, interpretada pela Jeniffer Nascimento com o Quincas, por Miguel Rômulo, esse casal que vivia fazendo respiração boca a boca era uma graça.
E os figurinos de Sandra, que sonho. Eram vestidos, detalhes, lindos demais. Adorava os detalhes verdes escuros nos figurinos. Falaram que a personagem da Flávia Alessandra era parecido com o de Alma Gêmea, não concordo. As duas eram vilãs, mas a de Alma Gêmea era amarga. Vivia em um pequeno quarto com a mãe, amava platonicamente. Era amarga, recalcada e infeliz. Sandra era mais solar. O que estragava Sandra era a ambição desenfreada. Mas ela curtia e vivia bem no luxo, no lindo quarto, sempre comprando vestidos que a tia nunca negava. Era muito unida ao irmão. E amou e foi amada profundamente pelo Ernesto, interpretado muito bem pelo Eriberto Leão. Sandra queria sempre mais, mas vivia intensamente. Inclusive era uma mulher liberada sexualmente. Sim, ela seduziu o Araújo para que ele participasse de um plano, mas parecia realmente seduzida por ele. Sandra vivia intensamente. Comprou o carro que queria, as roupas que queria. Era a falta de limites que estragava, mas era uma mulher feliz ao seu modo, diferente da frustrada de Alma Gêmea. Além dos lindíssimos vestidos e acessórios, Sandra teve mais de um vestido de casamento.

Adorei o desfecho da Clarice. Ela era dessas amigas incríveis, que podemos contar sempre. E sua lealdade foi compensada. Ela ganhou da Filomena as joias, deu entrada no dancing e passou a gerenciá-lo. Também o Ferrugem passou a cortejá-la. Muito merecido. Adoro essa atriz, Mariana Armellinni. Filomena foi interpretada por Débora Nascimento e Candinho por Sérgio Guizé, esse personagem parecia que tinha problemas mentais.
Muito engraçado o Romualdo, ele enlouquecia com os personagens do Pancrácio. Romualdo foi interpretado por Marcio Tadeu de Lima e Pancrácio por Marco Nanini. Uma vez quando os dois estavam no quarto,anini de mulher e Romualdo se declarando e Nanini que era homem, divertido Romualdo dizer que não tinha importância. Eu não gostava das explicações para os personagens estelionatários do Nanini.

Eu adorava o detetive interpretado divertidamente por David Lucas. Ele só aparecia na trama para ser enviado pelos vilões para um lugar mais distante e exótico que o outro. Eram tantas loucuras que vivia, que quando voltava achavam que ele tinha ficado maluco. Fiquei triste que a trama dele não teve um desfecho. 

Eu gostei muito do desfecho da Diana com o Pato. Os dois não valiam nada, praticamente impossível eles ficarem bons daquele jeito, mas não importa, ficou lindo na ficção. E que personagem para a Priscila Fantim. Ela arrasou. Tarcísio Filho também estava incrível. Rômulo Neto também estava muito bem como o filho que no início parecia bom, mas vai ficando mal e gostando de ser mal. Gostei da complexidade do personagem. 

Eram muitos atores do elenco: Elisabete Savala, Ary Fontoura, Dhu Moraes, Anderson di Rizzi, Kleber Toledo, Claudio Tovar, Mauro Mendonça, Guilhermina Guinle, Marcelo Argenta, Rosane Gofman, Kenya Costa e Debora Olivieri. Ai que saudade!

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Bem Amado

Assisti no cinema ao filme O Bem Amado (2010) de Guel Arraes. Fui no cinema do Shopping Vila Olímpia que descobri por indicação da Marion. Fiquei mais feliz ainda quando descobri que correntista do Itaú paga meia. Pelo que entendi é preciso pagar com o cartão do Itaú, em débito. Eu e minha mãe adoramos O Bem Amado. Obviamente que o texto do Dias Gomes é incrível. O filme é ambientado na transição política brasileira na década de 70 e no início da ditadura. Enquanto a novela foi muito censurada, o filme pode ser mais incisivo. Sucupira é simbolicamente o Brasil e em mapas acompanhamos a triste história do país unida a idêntica de Sucupira.

Incrível como O Bem Amado é atual e que bom que passa nesse período de eleições. Nos divertimos muito, mas na forma ágil e de fácil abordagem entendemos muitas questões, corrupções e manobras políticas para chegar ao poder e nos explorar. Guel Arraes tem um estilo excelente para o cinema, ágil, com edição impecável e toda entrecortada acompanhamos essa trama tão bem amarrada. O elenco também é maravilhoso. Marco Nannini está excelente como Odorico Paraguaçu. Excelente as irmãs Cajazeiras interpretadas por Zezé Polessa, Andréa Beltrão e Drica Moraes. Matheus Nachtergaele é Dirceu Borboleta e trabalha para o Odorico.

A filha do Odorico é interpretada brilhantemente pela Maria Flor, mais bela que nunca. Caio Blat é o jovem jornalista. Tonico Pereira interpreta o opositor do Odorico. José Wilker o Zeca Diabo. O coveiro é interpretado pelo Edmilson Barros. Bruno Garcia também aparece no elenco. A trilha sonora é ótima!



From Mata Hari e 007
Beijos,









Pedrita

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Irma Vap -O Retorno

Assisti Irma Vap -O Retorno (2006) de Carla Camurati no Canal Brasil. Eu queria demais ver o filme porque tinha amado a peça O Mistério de Irma Vap de Charles Ludlam. Apesar das críticas negativas queria relembrar alguns momentos da peça tão inesquecível. A sensação que fiquei é que não funcionou. E fiquei com um pergunta na cabeça: -Quando alguém vai montar esse texto da peça em filme? Ney Latorraca e Marco Nanini arrasam nos inúmeros papéis que representam. Mas nós só vemos são trechos da peça. E talvez quem não tenha visto a peça tenha se perdido na trama do filme e compreendido pouco, já que o texto é bastante específico do meio teatral, não sei se quem não tem costume com o gênero e não conhecia Irma Vap conseguiu entender.

Irma Vap -O Retorno começa com o desejo de um produtor de remontar a peça que fez tanto sucesso com dois atores jovens. A dificuldade está em conseguir os direitos. O diretor que vai dirigir a peça e sua mãe são interpretados por Ney Latorraca. O homem que tem os direitos e sua irmã por Marco Nanini e é essa a grande graça do filme, os dois interpretando esses personagens, mesmo não tendo muita graça a trama, eles são maravilhosos! No final do filme vemos muito corrido alguns trechos da peça que só foi mesmo para deixar mais saudade!

Os dois atores que iriam contracenar a peça são interpretados por Thiago Fragoso e Fernando Caruso. O produtor é interpretado pelo Marcos Caruso.
Irma Vap -O Retorno ganhou o Lente de Cristal de Melhor Filme - Voto Popular, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.

A peça O Mistério de Irma Vap ficou 11 anos em cartaz, levou 247.325 espectadores e entrou para o Guinness Book como a peça teatral que permaneceu por mais tempo em cartaz, com o mesmo elenco.

Youtube: Irma Vap



Beijos, Pedrita