Assisti ao episódio
Ficha Suja da peça
Questão de Direito no
Teatro Bibi Ferreira. Direção e dramaturgia de
Hermano Leitão. Eu estava muito curiosa por esse espetáculo por ser um tema tão atual e tão complexo. Sei que as análises judiciais demoram, mas sempre achei muito arrastado o processo de candidatos para determinar se são
Ficha Suja ou não. Nesse um candidato é acusado de passar de 2% da verba da Câmara para os Vereadores. Na verdade ele usou 72%, quando só podia usar 70%. Mas ele usou muito mal os 70%. A maior parte da verba foi para pagar combinados eleitoreiros, resumindo, para retribuir favores. E uma outra parte bem significativa com um congresso em fortaleza, em hotel de luxo.
Eu acabei sabendo posteriormente que há duas possibilidades de análise de Fichas Sujas. Nesse caso, quatro desembargadores votaram que o candidato é Ficha Suja. Um votou que 2% não era um valor significativo para ser Ficha Suja e que o povo votando que decidisse. Não acredito em unanimidade de pensamento, nem acho saudável a uma democracia. Mas entendo pouco de leis.

Foi um dos espetáculos de direito dessa série que tive mais dificuldade de compreender, se é que compreendi. Talvez seja esse o motivo que faça com que os políticos raramente sejam designados Ficha Suja. Sempre penso de forma mais simples, talvez simplista, se não seria melhor peneirar primeiro, quem tiver processo não poderá se candidatar. Talvez isso já elimine vários candidatos. Se quando um empresário contrata ele vê a ficha policial, talvez na política poderia acontecer o mesmo. Talvez não sobrasse quase ninguém pra votar. Claro, na ditadura muitos bons cidadãos foram fichados, mas poderia desconsiderar essa época e contar após a abertura política. Todos estavam ótimos: Gabriel Monteiro, Hermano Leitão, Wallace Becker, Rudy Serrati, Luana Martins, Viviane Esteves, Roger Rodrigues e Franklin Martins. Essa terça será esse tema novamente, a peça continua em junho, há vários outros temas a apresentar.
Beijos,
Pedrita