Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Lúcia Amaral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Lúcia Amaral. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Montenegro - o estado a que a Saúde chegou, o artigo do Gouveia e Melo, as duas MAI que já lá vão e os atrasos no cumprimento das promessas do Luís
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Saiu hoje um relatório da ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde) sobre a atividade do SNS em 2025. 

Era difícil um governo conseguir piores resultados, a saber: a despesa aumentou, o número de profissionais contratados aumentou mas os resultados clínicos e os acessos ao SNS pioraram. 

Em concreto, verificou-se um aumento de 13% nos gastos operacionais (15.750 milhões de euros) e um reforço de recursos humanos, contudo, registou-se uma diminuição de 0,7% nas cirurgias (884.062) e uma queda na atividade dos cuidados primários, com mais de 1.000.000 de utentes a aguardar consultas e 264 mil esperavam por cirurgia no final de 2025. A nível preventivo o panorama é igualmente preocupante: verificou-se uma quebra de 10,3% nos rastreios do cancro da mama  O número de queixas dos utentes também aumentou, tendo diminuído a confiança dos utentes no sistema: 54,62% das queixas focam-se na falta de qualidade do atendimento clínico, apontando para uma “degradação humana e técnica” com a consequente erosão da confiança. 

Se o objetivo do governo é dar cabo do SNS parece que já está a conseguir. E não é apenas uma questão da Ministra da Saúde ser incompetentíssima. É o Montenegro que não tem capacidade de definir políticas globais para os vários setores nem capacidade para definir formas de atingir objetivos sendo, também ele, manifestamente incompetente. 

E o que me choca mais é que este relatório apenas traduz numericamente o que todos, o País inteiro, tem vindo a constatar ao longo dos meses: a degradação da Saúde em Portugal às mãos da ministra e de Montenegro. E volto a recordar que justamente a Saúde foi uma das bandeiras eleitorais da AD. Apregoou que ia resolver tudo num abrir e fechar de olhos. E o que aconteceu foi o oposto: yudo piorou. Um a um, correu com toda a estrutura de gestão dos serviços e hospitais, mesmo com os gestores manifestamente competentes, substituindo-os por carreiristas do PSD. Perante queixas, crises e mortes, Montenegro preferiu olhar para o próprio umbigo. É que o que os números deste relatório traduzem não é uma abstração: traduzem o sofrimento dos que esperam horas a fio nas urgências, dos que esperam meses a fio por uma consulta ou por uma cirurgia, dos que esperam horas a fio por uma ambulância, das que andam em bolandas, de um lado para o outro, até que apareça uma Urgência aberta para poderem ter um filho. Uma lástima.

----------------------

O Gouveia e Melo escreveu um artigo no Público que causou alarido, tendo demonstrado de A a Z a incompetência do governo na gestão da catástrofe recente. Embora não tenha dito senão o que todos temos constatado, sistematizou bem o problema: o governo falhou no planeamento, na comunicação,  na cadeia de comando, na logística e  na organização -- enfim, tudo correu mal. Concordo.

Não é uma novidade que este PM e este governo não têm capacidade para gerir crises e ainda por cima não têm a humildade suficiente para aprender com quem sabe mais. Dizem que só os burros não aprendem!

Entretanto, a MAI demitiu-se. Não tinha outro caminho pela frente senão o da porta da saída. Contudo, aqui também não se pode atribuir a responsabilidade a uma senhora que manifestamente não tinha competências e perfil para a função. A responsabilidade de um erro de casting não é de quem é escolhido mas de quem não sabe fazer escolhas. Aliás, já é a segunda ministra da Administração Interna que Montenegro queima. Um bom líder tem que saber fazer escolhas e o Luís manifestamente não sabe. 

-------------------------

É certo que as tempestades extremas e as consequências devastadoras dificilmente se conseguem travar. Mas tem que haver quem saiba responder às emergências. 

O PM, que já demonstrou várias vezes que não tem jeito ou capacidade para enfrentar problemas complexos, quando se vê apertado pensa que resolve tudo fazendo grandes promessas. Mas depois, na prática, as coisas não acontecem. Sessenta e três por cento das pessoas que deviam receber os subsídios prometidos devido aos incêndios de Agosto ainda não receberam o respetivo subsídio. Mais outra coisa que correu muito mal.

Havendo cada vez mais emergências desta natureza (violentos vendavais, chuvas intensas ou, por outro lado, secas prolongadas e grandes incêndios) seria importante termos um governo capaz, com gente séria, competente, experiente e com humildade para corrigir os erros e para aprender com quem sabe. Mas não temos.

domingo, fevereiro 01, 2026

Depois dos ridículos discursos dos ministros, o discurso sonso do Marcelo
-- Mais uma vez, a palavra ao meu marido --

 

Ontem foram o "Lentão" e a D. MAI que nos brindaram com discursos ridículos. Hoje veio o PR brindar-nos com um discurso sonso, a rondar o patético. Qual Karoline Leavitt (porta-voz da Casa Branca,  seguidora acéfala e defensora feroz do Trump), veio o Marcelo fazer de porta voz do governo e, depois de várias banalidades sem préstimo, referiu que o Luís estava "muito preocupado com a situação".

Recordo que o Marcelo também disse que o Luís estava "preocupado" com o estado da Saúde, e as coisas continuaram a piorar de dia para dia. 

Suponho que, por muito mal que pensem do Luís, os portugueses julgam que ele se preocupa, pelo menos os mínimos, com estas duas catástrofes. No entanto, há que dizer ao Marcelo, que felizmente acaba em breve o mandato do pior PR dos últimos cinquenta anos, que os portugueses se borrifam para os estados de alma do Luís e para aquilo que o Marcelo acha dos mesmos. O que os portugueses querem é decisões rápidas e acertadas e informação coerente sobre os assuntos importantes. Os portugueses precisam é de um PR isento, que não aja em função da cor política do governo e que, quando necessário, critique o governo. 

É certo que os portugueses não precisam nem querem um secretário do governo na Presidência como demonstraram na primeira volta das presidenciais ao não votarem no Marques Mendes. No entanto, desde que Montenegro foi eleito, o Marcelo tem exercido as funções de secretário de estado do governo em Belém. Com todo o amadorismo e incompetência que o governo tem demonstrado, este é o tipo de PR de que certamente o País não precisava. 

Já agora dois assuntos conexos. 

1 - Os geradores não chegam onde são precisos porque o governo, à semelhança do que aconteceu no apagão, pretendeu que fossem os motoristas dos ministros a levá-los e depois perceberam que não cabiam nos carros? 

2 - O comentário mais estúpido e cretino que ouvi sobre a devastação causada pela tempestade foi feito pela Clara Ferreira Alves no Eixo do Mal. Mais uma vez, torna-se evidente que fala por falar sem conhecer minimamente os fatos. Dizer que Lisboa e Porto passaram pela tempestade sem estragos porque são cidades ricas e que Leiria sofreu uma enorme devastação porque é uma cidade pobre é estúpido e não tem qualquer aderência à realidade.

O que também é extraordinário é que os "colegas" de programa não lhe tenham explicado que, embora a tempestade tenha atravessado todo o território continental, o seu centro de impacto e os danos catastróficos concentraram-se na Região Centro, particularmente no distrito de Leiria. A Clara, no Eixo do Mal, consegue frequentemente dizer uma coisa e o seu contrário e revela uma falta de preparação  assustadora relativamente aos assuntos sobre os quais opina. 

Deve haver uma razão escondida para a manterem a comentar. Qual será?

sábado, janeiro 31, 2026

Dou razão à Mariana da IL. O Governo ainda não percebeu que o tempo para estágios já acabou há muito.
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

A passagem de um "comboio" de ministros pelas regiões mais afetadas pelas depressões e as declarações que fizeram mostraram mais uma vez que não estão à altura das circunstâncias. São incompetentes, não dizem uma que jeito tenha e são absolutamente incapazes de tomar decisões atempadas e acertadas. 

Ouvir a MAI dizer que é altura de "fazer uma reflexão" e que "é tempo de aprendizagem" é tão ridículo como triste. 

Quem escolheu esta senhora para ministra da Administração Interna tem um jeito 'enorme" para escolher equipas, certo Luís? 

Senhora ministra, saiba que é altura de decidir e agir -- coisas que nem a senhora nem a maioria (senão, todos) os membros do governo têm ideia do que seja. Se quer refletir, vá tirar um curso de filosofia ou entre para as carmelitas descalças. Para ministra é que não serve! 

Mais ridículo ainda, se tal é possível, do que a ministra foi o "Lentão" Amaro. Era difícil mas o "Lentão" conseguiu. Não só as declarações que fez, como por exemplo, sobre a ausência da ministra da Saúde atentam contra a sanidade mental dos portugueses como a ideia de fazer um vídeo a roer as unhas é de um ridículo, provavelmente, nunca ultrapassado na política portuguesa. É até insultuoso para os portugueses.

Já agora também é um bocado ridículo, sempre que aparecem vários ministros, aparecer a ministra da cultura que também aparece sempre a rir-se atrás do Luís sem se perceber porquê ou de quê. Nesta visita, a cultura estava representada porque não tinham mais ninguém para mandar? Ou a cultura fazia parte da comitiva porque a comunicação do governo acha que a ministra fica bem na televisão? 

A malta da comunicação do governo deve ter ficado um bocado chateada, primeiro porque devem ter proibido a ministra da Administração Interna de falar e ela desobedeceu e falou. Claro que saiu asneira da grossa. Em segundo lugar  tiveram aquela ideia peregrina do vídeo do "Lentão" e o povoléu, ingrato, não achou piada. Só atrasados mentais achariam oportuno fazer um vídeo daqueles. Saiu-lhes o tiro pela culatra. 

É provavelmente a primeira vez que concordo com a Mariana Leitão, a maioria dos ministros do governo são estagiários. E vão chumbar nos estágios. Hoje, como sempre, o País precisa no governo de gente conhecedora, experiente e com capacidade de decisão. Manifestamente não é o caso dos ministros que temos atualmente! Como é possível que sabendo antecipadamente da chegada das depressões o governo não tenha tomado uma única medida antecipadamente e, posteriormente, tenha ficado paralisado? 

Não servem!

sexta-feira, janeiro 30, 2026

Onde é que está o governo? Onde é que anda o Marcelo?
-- A palavra ao meu marido --

 

O País atravessa uma enorme catástrofe e o governo, como já tinha acontecido com os incêndios e com o apagão, mostra-se incapaz de gerir a crise, pôr em prática as ações que são necessárias e manter os portugueses devidamente informados -- como é seu dever. 

A atual MAI, como a anterior, não existe. Uma ministra que, numa noite em que o IPMA prevê a passagem pelo País de uma depressão que muito provavelmente provocaria, como provocou, uma catástrofe, manda o chefe de gabinete para a Proteção Civil em vez de estar presente no Centro de Operações, não tem o mínimo de perfil para o cargo que ocupa. Mas isto não é novidade, já o tinha demonstrado em situações anteriores. 

O Montenegro também não consegue acertar uma e, quando aparece, não diz nada que valha a pena ouvir. 

Este governo não tem capacidade para enfrentar situações de crise. Como acima referi e repito, já o tinha demonstrado nos fogos e no apagão. Não têm conhecimentos nem capacidade para tomar decisões em situações de crise e isso é preocupante. 

O Marcelo, tão ativo em épocas anteriores, agora não tuge nem muge. Será que já não é presidente? Ou não intervém porque não fala de nenhum assunto que corra mal ao governo? Os milhares de pessoas que estão a sofrer não merecem um afeto? Lá se foi também o "presidente dos afetos"! 

Por todas as razões e mais uma e para bem de todos, esperemos que não chova demais e que a água comece a descer. Uma coisa é certa: em situações de crise, o governo não serve para nada.

-------------------------------------------

Nota: 

Agora um assunto bem menos importante. Como julgo que já foi aqui referido várias vezes, sou do Sporting! 

Ontem, o Sporting e o Benfica derrotaram de forma mais ou menos brilhante os adversários na Champions. Foi uma grande noite para o futebol português. 

-- O Sporting ficou em sétimo lugar, fez 16 pontos em 24 possíveis e vai diretamente para os oitavos de finais, ficando à frente de equipas como o City, o PSV, ... .
-- O Benfica ficou em vigésimo quinto lugar, somou 9 pontos e apurou-se para os play-off com um golo no último minuto. 

Não há dúvidas que o Sporting fez uma prova muito melhor que o Benfica. Pois, se ouvíssemos os comentadores desportivos nos vários canais diríamos que foi exatamente o contrário. Endeusam quem teve pior prestação e dizem umas coisinhas simpáticas sobre quem se revelou ser melhor nesta prova. Também no futebol, a comunicação social está longe de ser imparcial.

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Que governo é este que esfrangalha tudo onde mexe...?
-- A palavra ao meu marido --

 

Hoje soubemos de mais uma fatalidade causada pela inoperância do INEM. Parece que resultou da falta de ambulâncias e/ou dos novos procedimentos que o novo presidente do INEM implementou, apregoando que eram suficientes para resolver os problemas do INEM. Pelos vistos falhou redondamente, e causou mais uma tragédia. 

Ouvi agora nas notícias que estão setenta e três ambulâncias paradas nos hospitais (só no Garcia de Orta, 20 ambulâncias retidas). 

Ouvi há bocado, também na notícias, que em várias regiões do país habitualmente não há ambulâncias disponíveis e que quem tiver um problema grave tem muitíssimo menos hipóteses de se safar por causa deste caos. Um desastre! 

O governo que primeiro resolvia o problema da saúde em 60 dias e depois em seis meses, a única coisa que fez ao fim de dois anos foi agravar muitíssimo os problemas, criando o verdadeiro caos com as medidas que tomou na saúde. 

O PR é cúmplice desta situação porque, ao contrário do que antes fazia, nunca criticou a situação, deixando que o Montenegro e a ministra tomassem o freio nos dentes e tomassem medidas que destruíram o que podia não funcionar exemplarmente, mas que, pelo menos, funcionava e garantia uma assistência atempada aos portugueses. 

Há três responsáveis por este estado de coisas: o Montenegro, a ministra e o PR. Deviam pedir desculpa por tantos erros... e, no mínimo, a ministra devia ir já para casa! 

Aliás, tudo o que este governo tentou mudar ficou pior. 

No domínio da habitação, as medidas que tomou originaram um enorme aumento no preço das habitações, estão a dar cabo do pequeno mercado de arrendamento que existe e, como seria de esperar, porque este governo está-se nas tintas para quem tem menos recursos, o governo não tomou medidas para garantir habitação condigna à população com menos recursos, incluindo aos imigrantes. 

Relativamente ao controlo da imigração, ninguém sabe o que se passa porque não existem estatísticas nem dados publicados. Provavelmente, o governo ufana-se do que não conseguiu. Mas soube-se com espanto que o governo campeão da segurança conseguiu acabar com o controlo de fronteiras. Parece que o sistema pifou (palavras da ministra) e admito que a dita (ministra) também tenha pifado. 

Pelo meio ainda conseguirem dar cabo da paciência aos estrangeiros que nos visitam, contribuindo para dar uma má imagem do País. Mais uma área onde estiveram "bem ". 

É certo que o governo acalmou os polícias, os GNR e o pessoal das FA, despejando dinheiro em cima destes sectores profissionais. Mas, para além de despejar dinheiro, o governo nada fez nestas áreas e fez bem porque pelo menos continuam a funcionar. 

Temos um governo que estraga tudo em que toca e que desbarata os recursos que irão ser necessários mais tarde ou mais cedo. A incompetência é notória. Será que o governo também pifou? 

O Marcelo bem se pode "orgulhar" da herança que deixa, resultado da instabilidade que criou. É certo que o País ficou laranja em todo o lado, o que lhe deve agradar. Mas não é menos certo que a extrema direita espreita o poder, que o governo é populista e segue a agenda da extrema direita e que os principais problemas dos portugueses se agravaram. 

Boa Marcelo, "ganda" legado! De facto foi o pior presidente dos últimos cinquenta anos!

---------------------------------------------------------

Nota à margem: Tenho curiosidade em saber que passos vai o Xi Jinping dar para tentar fazer frente à política da Administração americana.

domingo, agosto 24, 2025

A graça dos inocentes

 

Não quero parecer tonta e insensível como o Montenegro, a banhos ou todo contente no Pontal enquanto o país arde e as populações gritam, entregues à sua sorte com o fogo a lamber-lhes e a devorar-lhes as terras. Mas, em minha defesa tenho o facto de que, ao contrário de Montenegro, eu não sou responsável por tomar medidas que previnam estas desgraças ou que, na presença delas, as ataquem. Ele é. E parece que anda às aranhas, sem saber o que fazer. Depois de tanto ter pregado contra António Costa e ter prometido resolver tudo e mais alguma coisa em três tempos, agora não apenas está tudo pior como não conseguimos ter confiança nos artolas que nos aparecem da parte do Governo. Maria Lúcia Amaral pode ser uma boa pessoa, uma boa professora e ter algumas coisas razoáveis no cv mas, caraças, não salta a olho nu que jamais poderia ser pessoa capaz para este ministério? Que experiência tem a senhora para lidar com catástrofes, que experiência tem em coordenar equipas distintas, para lidar com problemas complexos, no terreno? Não sei mas presumo que zero. Estamos entregues a isto. 

Por isso, enquanto as televisões mostram Pedrógão de novo debaixo de fogo e outros céus rubros das labaredas e do fumo ardente, eu aqui estou a pensar nos meus amores e amorzinhos, tão queridos, tão alegres, todos boas pessoas. Cá estiveram e, como sempre, é aquela animação e aquele bom apetite que dá gosto. Os caranguejos gostam de alimentar os outros. Eu sou assim, o meu filho é assim, o meu pai era assim. 

Entre parêntesis, confesso uma coisa de que não me orgulho, uma coisa que talvez indicie que a minha cabeça começa a desandar... Fiz uma empada de galinha, uma empada grande, familiar. Deu-me algum trabalho, claro. Quando pronta, não a retirei do forno para se manter quentinha. Depois preparei o resto, o meu filho veio para a cozinha e assumiu o comando, cozinhou escalopes e febras, preparou bifanas, e pitas, tudo saborosíssimo, juntei a isso, na mesa, o cheese naan, chamuças, etc, e é sempre aquele reboliço de se ajeitarem na mesa, de se servirem, de conversarem e rirem. E depois veio a fruta e o bolo e tudo certo, cantoria, fotografias. De repente lembrei-me: a empada! Ainda morninha, no forno... caraças... 

No fim, quando saíram, lá a dividimos entre famílias, sempre a provam em casa, mas, bolas, como fui esquecer-me de uma coisa destas? Que absurdo... Enfim. Cabeça de alho cada vez mais chocho...

Mas, enfim, todos os males fossem esses. O que importa é que a convivência é sempre leve, bem disposta. E eu fico feliz por eles, por serem amigos, por gostarem uns dos outros, e por gostarem de estar cá em casa.

Ainda não contei mas no outro dia, estávamos in heaven, pergunta o mais novo, e já nem me lembro bem das exatas palavras mas foi qualquer coisa do género: 'Para quem fica isto quando vocês já não puderem tomar conta?' e depois, mais palavra menos palavra, disse que podia ficar para ele. Achei um piadão. Disse-lhe que já era o terceiro a candidatar-se. O mano dele depois dissertou dizendo que se calhar daqui por uns vinte anos eu e o avô já não poderíamos tomar conta, que ele poderia ocupar-se disso. São inteligentes, percebem que uma coisa assim tem que ter quem se ocupe dela, dá muito trabalho, e, de facto, eu e o avô já não vamos para novos, chegará a altura em que não daremos conta do recado. Fico contente por sentir neles este amor a este bocado de terra, enche-me de felicidade, talvez continue a ser um lugar no coração deles e de vindouros que nem conhecerei mas que, de alguma forma, ainda transportarão algum do meu sangue, um lugar de paz que os animais também procuram, em que nasce tudo em todo o lado, em que o ar transporta a liberdade dos grandes espaços. 

Felizmente não somos eternos e, quando chegar a minha vez de sair da passadeira rolante que é a vida, já cá não estarei no day after para lamentar isto ou aquilo. Mas, apesar disso, alegra-me pensar que talvez entre eles se organizem para continuarem a usufruir de um espaço tão rural, tão selvagem mas, ao mesmo tempo, tão acolhedor.

E estava eu aqui a ver as fotografias de hoje, a pensar nisto, a pensar nos meus cinco pimentinhas, agora já tão grandes e sempre tão queridos, resolvi espreitar o youtube.

E pimbas, apareceu-me este vídeo que aqui partilho. Uma delícia, uma fofura, a graça da descoberta, a graça da inocência.

O elefante bebé Chaba pela primeira vez numa banheira


Desejo-vos um feliz dia de domingo!

quarta-feira, agosto 20, 2025

Maria Lúcia Amaral, a ministra da administração interna, é uma trainee
-- A palavra ao meu marido --

 

Muitas empresas incorporam anualmente nas suas hostes os denominados "trainees". É rapaziada recém formada, ou em vias de o ser, na qual a empresa encontra potencial para, se as coisas correrem bem, virem a fazer parte dos quadros. 

Hoje o Marcelo comentou os recentes disparates da ministra da administração interna (mai) que, como a anterior, tem demonstrado que não tem competência para desempenhar o cargo. Disse o PR que a ministra não conhecia os problemas e que tinha ainda muito que aprender, que ainda anda a descobrir os cantos à casa, etc., Resumindo, que é uma trainee. 

Percebe-se a subtileza do PR: não quis dizer que a ministra é uma trainee, era chato para a ministra, para ele e para o Luís, pelo que preferiu elaborar um pouco e não dizer a 'coisa" de chofre. 

Como é possível que o  Montenegro tenha escolhido e o Marcelo tenha aceitado para o cargo de MAI alguém completamente inexperiente e sem conhecimentos técnicos nos domínios de atuação do ministério? Será que admitiam que a senhora iria ter tempo para aprender? Esqueceram-se que com as previsões das vagas de calor para o verão e com o tipo de tempo que tivemos no inverno e na primavera a situação no verão ia ser muito difícil e era preciso alguém experiente e conhecedor para o cargo? O desastre que tem sido o desempenho do cargo pala ministra resulta naturalmente de  incapacidade da própria, de falta de discernimento do PM e da incoerência e hipocrisia do PR. A demissão da MAI e da ministra da saúde são urgentes. Não aconteceram é falta de respeito para com os Portugueses.

Nota: muitos dos comentários que nos são dirigidos pelo pessoal da direita são generalidades sem substância de quem não tem argumentos e só sabe atirar as habituais bolas "para o pinhal". Também é hábito referirem o José Sócrates, o que é uma história com barbas. Em vez de virem sempre com as mesmas requentadas alusões, sugiro que defendam as políticas do governo e refiram os sucessos que o "querido" Luís conseguiu. O problema é que isso é difícil, muito difícil, nada haveria para dizer, pois não?

segunda-feira, agosto 18, 2025

Um heaven a precisar de alguma lei e ordem
(e um país a precisar de ser decentemente governado)

 

Depois de um dia belamente preenchido, quando ficámos sozinhos, à noite, ainda fomos fazer a nossa caminhada. E depois estive a tratar de uns assuntos e só agora me despachei. Como ainda por cima não posso levantar-me tarde, agora tenho que abreviar.

Caso tenham a possibilidade de me seguir também no Instagram (ao que eu cheguei... eu sempre tão contra as redes sociais...), poderão saber que tenho andado aos figos, barrigadas deles. Passo por perto de uma figueira e, mostrando que a minha vocação para o sacrifício é muito limitada, atiro-me aos figos com uma gula que não tem perdão. Vivo in heaven mas o meu heaven não é o paraíso das beatas elegantes, o meu heaven é um lugar em que se pode pecar à vontade e comer até não poder mais. 

Poderão também saber que parece que os coelhos estão de volta. Uma felicidade. 

E ainda não vos contei mas no outro dia tive uma ideia que o meu marido abraçou com todas as mãos de que dispõe: pedirmos um parecer a um paisagista. Com a queda de cedros quando foi o vendaval Martinho, consultámos uns experts que nos disseram que os cedros são frágeis perante situações adversas como as ventanias pois as suas raízes são superficiais e, ao crescerem muito em altura, ficam com uma fraca base de sustentação. Então o que fazer? Deixara que caiam? Ou agir antecipadamente? E substituir por que outras árvores? Também há o caso das laranjeiras que querem mais água do que a que lhes podemos dar. Arrancamos? Colocamos lá o quê? Suculentas gigantes? E há o mato que não sabemos se é bom e útil para manter o solo fértil e faz sentido ou se deve ser arrancado sistematicamente (rosmaninho, alecrim, sálvia, tomilho, etc) pois, ao secar, pode tornar-se perigoso. Em suma, que ordenamento do nosso pequeno território deve ser feito para que aquilo seja auto-sustentável, seja equilibrado, requeira pouca ou quase nenhuma manutenção, fique esteticamente agradável. É que, ainda por cima, tudo rebenta por todo o lado. Folhados, por exemplo, aparecem por todo o lado. Na serra da Arrábida, por exemplo, crescem espontaneamente, são verdinhos, são bonitos. Mas aquilo é serra, é suposto estar florestado 'selvaticamente'. Será que devemos deixar que também ali, no nosso terreno, a natureza se imponha?

Ou seja, acho que está na altura de obtermos aconselhamento especializado. 

Poderia agora fazer a ponte para falar da desgraça dos incêndios, da aflição das pessoas que se veem cercadas pelo fogo, impotentes, assustadas. E poderia referir que têm razão para estar assustadas (aliás, temos todos razão para termos medo: medo de precisarmos de uma ambulância e não aparecer nenhuma, medo de irmos parar às urgências e não haver médicos, medo de nos vermos rodeados por fogo e não aparecerem bombeiros -- pois nem as ministras das respectivas áreas dão uma para a caixa, só fazem porcaria, nem o primeiro-ministro tem a humildade de pedir desculpa aos portugueses que enganou ao prometer resolver tudo em meia dúzia de dias ou de meses e, agora, contatarmos que não apenas não resolveu nada como estragou ainda mais o que encontrou). Mas não vou dizer nada pois são quase três da manhã e eu já deveria estar a dormir.

sábado, agosto 16, 2025

Silly Season -- A palavra ao meu marido --

 

A silly season dá cabo da malta. Que o diga o Marcelo a quem manifestamente o sol de Monte Gordo não trouxe melhoras. Ir anteontem fazer de bombeiro privado do Luís (segundo o Valupi, com base em artigo do Público) e dizer que a coordenação no combate aos incêndios tem sido "espetacular" dá que pensar. 

Estando perante uma das piores semanas de sempre de incêndios, o que teria acontecido se a coordenação tivesse sido um bocadinho menos "espetacular"? Boa presidente Marcelo, boa! 

Semelhante a esta só aquela do Marcelo que não ia falar da saúde porque a ministra tinha prometido resolver os problemas. 

Silly season é uma coisa, hipocrisia é outra coisa. E a conjugação de uma com a outra dão um produto chamado Marcelo. 

A ministra da administração interna também foi afetada pela estação que atravessamos. Informou o País que não se demite porque há dois meses fez um juramento de lealdade. Ele há cada justificação!  Fica no cargo não porque tem  dotes políticos, conhecimentos técnicos, capacidade de gestão, uma política para o setor,...? Não, fica no cargo porque jurou lealdade e leva esta coisa da lealdade a sério. 

Se está justificação fizer "jurisprudência", estamos tramados, nunca mais nenhum governante se demite. 

Quanto ao Luís, lá esteve na festa dos laranjadas. E não me pronuncio porque não ouvi o que ele disse no Pontal. Para mim um mentiroso é sempre mentiroso, e o Luís...

_____________________________________

Uma observação minha: 

Sugiro que deslizem um pouco mais para lerem um texto que repesquei dos comentários a propósito do Dr. Relvas, essa sumidade.