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terça-feira, agosto 03, 2021

5 milhões.
No marco dos 5.000.000 de visualizações do Um Jeito Manso, um vídeo com os meus queridos pimentinhas
E o meu agradecimento a todos quantos por aqui me acompanham

 

E eis que o marco dos cinco milhões de visualizações foi ultrapassado. Não vale a pena voltar dizer que, quando há uns anos comecei, nada sabia de blogs. Tem sido uma humilde aprendizagem a todos os níveis. 

Nunca fiz qualquer divulgação a não ser junto do meu marido, dos meus filhos e, agora, dos meus netos. Não uso facebook nem instagram ou o que quer que pudesse tornar o Um Jeito Manso mais conhecido. Nunca quis isso. Sempre quis ir pelos meus passos, ao meu ritmo, sem muletas, sem atalhos. Por isso, é sempre com muita surpresa e agradecimento que vou percebendo que o número de visitas é persistentemente crescente. 

Muitos Leitores preferem comunicar-se comigo por mail e com alguns estabeleci relações de estima que duram há anos. 

E é este aspecto que, para mim, é mais gratificante: perceber que há pessoas que é como se me conhecessem e que estão aí, desse lado, pacientemente a acompanhar-me. Uma pessoa uma vez disse-me que é como se eu e a minha família fossemos a família que lhe falta. Isso deixou-me muito feliz. Penso muitas vezes nisso. Outra pessoa disse-me que, nos momentos maus da sua doença, contou com a minha energia como ajuda na superação desse período tão difícil. Várias pessoas confidenciam-me os seus segredos, as suas angústias ou apreensões. Gostaria de não as desiludir.

Lamento não dispor de tempo para poder 'conversar' assídua e individualmente com todos os que me contactam por mail. Por vezes atraso-me, por vezes deixo passar tempo demais e temo que acabe por me esquecer de algumas respostas. Peço desculpa. Há em quem me lê e me escreve generosidade e paciência e, naturalmente, sinto-me muito agradecida por isso e com pena por não manter a proximidade que alguns desejariam.

Tenho contudo, alguns 'inimigos' de estimação. Coloco as aspas pois, na verdade, as suas farpas, por vezes infectas -- ou aqui, em comentários que muitas vezes não publico, ou em blogs alheios -- não fazem estrago. Já recebi ameaças e já fui assediada, quer de uma forma excessivamente simpática quer de forma ameaçadora. Não deixei que isso me incomodasse pois tenho ideia que pessoas assim são pessoas solitárias, perturbadas, que vivem da atenção que nos suscitam. Se não lhes prestarmos atenção, virar-se-ão para outra vítima a quem farão o mesmo e, tendencialmente, irão deixando de nos 'perseguir'. Gostava que percebessem que não estão bem, que procurassem ajuda e que aprendessem a ser felizes sem molestarem os outros.

Como devem saber os que por aqui me acompanham, só escrevo à noite, frequentemente muito tarde, frequentemente cansada e com sono. É uma forma de ter um bocadinho de descanso mental, um bocadinho meu. Como gosto de escrever, aqui tenho o pretexto para fazê-lo. Contudo, como a maior parte das vezes não consigo rever -- tanto o sono --, imagino que os textos tenham gralhas. Conto com a vossa compreensão e, por vezes, com o vosso alerta. Venero a língua portuguesa e tremo de pensar que, volta e meia, por distração ou cansaço, a atropelo.

Os temas sobre os quais escrevo são aqueles sobre os quais, no momento, me apetece. Não sigo agendas, não tenho compromissos, não tenho pudores nem receios. As minhas únicas restrições são as que resultam de pensar que, se me alargar demais em certos domínios, posso deixar os meus filhos desconfortáveis. Aliás, imagino que isso já aconteceu várias vezes. Mas conhecem-me bem demais e sabem que não vale a pena tentarem domar-me: vou para onde me dá na veneta. Mas agora, por saber que os meus netos às vezes também me leem, tenho alguns cuidados. Mas como acho (e os pais também) que não devem ser florzinhas de estufa, também penso que, se perceberem que esta avó é dada a alguns destemperos, também daí não virá mal ao mundo.

Muitas vezes penso que já chega e que estará na hora de suspender o blog para poder ocupar o meu escasso tempo livre, à noite, com outras actividades. Mas depois penso que tenho alguma responsabilidade como, uma vez, um Leitor que muito estimou me lembrou e, além disso, é um legado meu que ficará para quem o quiser, em especial para aqueles que o meu coração ama e que aqui encontrarão, por vezes, testemunho do meu afecto.

À laia de balanço posso dizer que:

- Até ao momento em que escrevo, o blog já foi visto mais de 5.000.000 vezes, já escrevi 6.584 posts e contabilizam-se 19.852 comentários.

- Os posts mais vistos até hoje foram os seguintes:


É de Portugal, obviamente, o maior número de visitas. O Brasil, que foi durante os primeiros anos o segundo país a visitar-me, passou para terceiro lugar. Em segundo estão os Estados Unidos. A França mantém-se nos primeiros lugares, está agora em quarto lugar. Por vezes recebo mails de pessoas que me dizem que, estando a viver noutros países, me acompanham diariamente. Fico feliz.


Salvo as excepções de quem me escreve por mail e se identifica, para mim praticamente todos os meus Leitores são ilustres desconhecidos. Contudo, a google informa-me que, com os dados dos que se identificam (se os dados forem correctos), o meu público será relativamente equilibrado em termos de género embora com alguma predominância masculina e, curiosamente, na maioria um público jovem.

Informa-me ainda que quem aqui vem, vem praticamente todos os dias e que, não apenas se demora no post do dia como, com alguma frequência, percorre outros posts. 

Notem que não sou eu que procuro esta informação. Esta é informação que a google disponibiliza a todas as pessoas que têm blog via blogger da google (.blogspot.com)

Já fui convidada para participar num programa de televisão. Não aceitei mas fiquei surpreendida e, não o escondo, agradada. Também tenho recebido mails de jornalistas, incluindo de um director de um jornal dito de referência que entendeu dever explicar-se face a uma afirmação que eu tinha proferido. Claro que fiquei admirada. Jamais me teria passado pela cabeça que ele me lesse, ele e os outros jornalistas. Também uma vez estava espantada com um número invulgar de visitas até me enviarem um mail com o link de um artigo num desses jornais que remetia para o UJM. São aspectos que me intrigam, por nunca ter imaginado chegar a tantas pessoas, mas que, naturalmente, me fazem sentir algum orgulho.

O meu neto mais velho incentiva-me a passar à fase da monetização. Não quero, pelo menos não agora, não com o Um Jeito Manso. Não é esse o meu objectivo. Aliás, não tenho outro objectivo que não o de dar largas ao prazer que tenho em escrever, em divulgar arte ou música que me agrada e, se possível, em tocar o coração de quem aí, desse lado, me acompanha.

E, por falar em netos, vou mostrar-vos um vídeo editado pelo mais crescido. Quando vi que estava a aproximar-me dos cinco milhões, pensei que deveria assinalar a ocasião de alguma maneira.

Quando atingi o 1º milhão, dei a palavra ao meu marido e aos meus filhos. É um dos posts que mais me marcou. Emocionei-me ao ler o que escreveram e, por vezes, ainda me rio ao pensar em algumas passagens.

Quando atingi o 2º milhão, o meu marido entrevistou-me e fotografou-me. Foi uma maneira de tentar responder à pergunta recorrente que aqui traz as pessoas: 'Quem é autora do blog Jeito Manso?'


Quando atingi o 4º milhão não dei por isso. 

Desta vez, ao chegar ao 5º milhão, pensei que, tantas vezes falo nos meus netos -- os meus queridíssimos pimentinhas, tão reguilas, tão terríveis mas, ao mesmo tempo, tão queridos, tão alegres, tão inteligentes, tão carinhosos,  por quem me derreto em amor e ternura, por quem tudo faço e tudo farei -- que deveriam ser eles a aqui marcar a sua presença, dizendo de sua justiça. 

Só lhes pedi que não dissessem o nome uns dos outros nem o nome pelo qual se referem a esta casa ou àquela a que aqui no blog chamo heaven, pois pretendo manter a reserva possível. 

Gravar as suas palavras foi um filme. Uns entrevistaram-se e filmaram-se uns aos outros mas tinham que interromper várias vezes pois diziam disparates e havia risota, ou foi o meu filho a entrevistá-los, uns vídeos lindíssimos, mas disseram coisas um bocado reveladoras, ou a minha filha (a voz que se ouve) e foi uma 'cegada' sempre com uns a dizerem maluqueiras ou coisas impróprias. 

No fim, havia mais de vinte pequenos vídeos. Para ter aqui alguma coisa, tinha que se fazer uma montagem. Ora uns estão de férias, outros têm mais que fazer ou não sabem fazer tais proezas. 

Ontem à noite, o mais crescido, a quem muito agradeço e que, por acaso, até gosta de filmar, compôs o vídeo possível. Gostava que fosse um pouco mais longo pois ficou imensa coisa divertida de fora. Mas era preciso muito mais trabalho pois a cada frase que diziam, alguma inconveniência aparecia pelo meio, e, à noite, ele, coitado, já estava com sono. Se eu conseguir aprender a trabalhar com o programa de montagem de vídeos e tiver tempo, um dia destes ainda componho um outro a partir dos vídeos originais.

Mas, para já, para assinalar o momento, aqui estão eles a serem como sempre são. Aliás, ao princípio ainda estavam mais ou menos bem comportados mas ao quinto ou sexto ou sétimo take a coisa já estava a derrapar para a confusão. Para dizer a verdade, no dia em que parte da gravação foi feita (neste domingo), os quatro rapazes acabaram no chão, em cima uns dos outros (numa bulha amistosa e estarola, claro), eu com medo que se magoassem, o mais pequeno já só a querer falar debaixo da mesa. Numa das vezes que tentei que parassem, ameacei-os que, se continuassem naquilo, não havia mais gelados para ninguém. Um deles disse que ia dizer no vídeo que eu era violenta. Desatei-me a rir, claro está. No meio da barafunda, a menina, já impaciente depois de infrutiferamente ter tentado pôr os outros na ordem, desistiu: é superior às maluqueiras dos rapazes.

E aqui estão eles para festejarem comigo os 5.000.000, os meus muito adorados pimentinhas. Vejo-os e começo logo a sorrir.


E a todos vós, Estimados Leitores que me incentivam com a vossa companhia, o meu sentido agradecimento.

Saúde!