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segunda-feira, agosto 06, 2012

Fotografar crianças. Fantasia e realidade: o mundo de Anne Geddes e o meu.





Andava à procura de fotografias de bebés a ver se encontrava algumas ideias engraçadas e fui, inevitavelmente, parar a Anne Geddes, uma australiana de 56 anos. A Wikipedia dá conta que é fotógrafa, estilista e mulher de negócios mas eu conhecia-a por ser talvez a fotógrafa de bebés mais conhecida em todo o mundo. Vende livros e calendários como pipocas, ou seja, aos milhões. Vive actualmente na Nova Zelândia e os seus trabalhos são conhecidos internacionalmente, tendo livros publicados em mais de 80 países. Os seus trabalhos têm uma forte componente de fantasia, de magia infantil, de ilustrações da natureza para crianças e são classificados frequentemente como arte.




Para não ter que ver uma a uma, lembrei-me de ver no YouTube se havia alguma montagem de best of e claro que há. Uma ternurinha.




Mas, intrigada sobre que processo usaria ela  para conseguir estas proezas, já que as crianças desta idade, isto é, geralmente recém-nascidos ou bebés de poucos meses, choram, têm frio, têm fome, têm cólicas, procurei um making of e, claro, encontrei vários. Li que fotografa de manhã, que é quando as crianças estão mais tranquilas, e que as sessões duram cerca de meia hora. O estúdio está previamente preparado e os pais costumam estar por perto. 

Aqui abaixo poderemos ver a sessão que deu origem a uma das suas mais conhecidas fotografias.





Encontrei também a muito conhecida sessão com a Celine Dion. As fotografias ficam fantásticas, não há duvida.




Seja como for, depois disto, e dado que não estou a ver o meu filho e a minha nora deixarem-me andar com o nosso babyzinho em bolandas, em cima da mesa no meio de smarties, pendurado num pano na corda da roupa ou no meio da hortaliça com folhas de repolho na cabeça, nem eu me quero arriscar a que a criança se constipe por andar toda nuazinha na mão deles ou encavalitada num ombro ou, ainda, em cima de abóboras,  acho que me vou limitar ao tradicional: ao colo dos pais, talvez até ao colo da maninha (quando ela se habituar a que um bebé também é 'aquilo'), no berço, no banhinho. E, para introduzir colorido, coloco brinquedos à sua volta. O básico - mas que vai ficar bem porque ele é um bebé lindo e porque, mesmo que alguém achasse que não, eu acharia na mesma porque os nossos bebés são sempre lindos, lindos, queridos, umas coisinhas fofas e amorosas. 

E se há coisa boa de rever são as fotografias dos nossos bebés. Era parecido com quem? ou Modificou-se tanto, ou Já tinha os mesmos olhos ou Já tinha o mesmo jeito de rir.

Agora a seguir ainda vou rever as fotografias dos meus filhos a ver se noto parecenças com os filhos deles. Tenho tantas fotografias deles; na altura era tudo em papel e, assim, é muito mais fácil e agradável de consultar. 

Em papel ou em slides, temos também caixas e caixas de slides (acho que se chamavam slides - pequenas películas que se colocavam num projector). Mandávamos fazer em França, já nem sei porquê. Se calhar, cá não se faziam.

Apesar de tradicionalista, o que eu gosto de fotografar os meus meninos...! O tempo passa e o meu gosto por fotografar as minhas crianças mantém-se, as crianças é que se vão renovando.

*

E, por hoje, é isto. Um dia destes a ver se fico menos zen e volto a pôr os pés 'na vida real' (como o meu mais crescidinho, agora que já percebeu que há uma diferença entre fantasia e realidade, costuma dizer).

Tenham, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda-feira!