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quarta-feira, março 12, 2014

Quando um beijo se torna viral e ninguém se importa. Agradece-se é que ninguém se lembre de inventar uma vacina para vírus tão gostoso. Um beijo é um beijo é um beijo é um beijo. E todos são poucos.


Em dia completamente atípico, passa da meia noite quando ligo o computador e é para o desligar já de seguida. Talvez amanhã tenha ocasião para explicar. Hoje não. Mas podia lá eu deixar de vos cumprimentar e partilhar uns momentos convosco? Não podia. Não posso. Será vício? Creio que não. É um gosto a que não vejo razão para virar costas mesmo quando manifestamente não dá.

Por isso, não podendo ser de outra forma, hoje estamos aqui em versão minimalista.

Hoje de manhã cedo vi que havia uma cena de terem filmado estranhos a beijarem-se. Achei graça. Agora mesmo, acabo de ouvir no noticiário que a coisa se tornou viral e já vai com muitos milhões de visualizações. Ainda há vírus bons.

Sendo já uma coisa banalizada, até me fica mal trazê-la para aqui. Mas isso seria se eu olhasse a coisas dessas, vontade de ser original, armada em especial, etc. Não sou assim.

Um beijo é um beijo é um beijo é um beijo. E o que eu gosto de beijos, senhores.

Em qualquer refeição gourmet fica bem começar com um amuse bouche ainda antes da entrada propriamente dita. Num acto sexual que pressuponha uma entrega partilhada, nada como seguir o preceito: começar com um bom beijo. Um beijo é do melhor que há para amuser la bouche. Se for uma coisa à maneira até dá para passar por cima da entrada. Um beijo é um beijo é um beijo é um beijo.

Mesmo que não seja a dá-los, só de vê-los já nos sentimos transferidos para aquele ambiente de intimidade que é coisa quase transcendente. Havia a ideia de que um beijo para ser bom, bom, bom, requereria uma intimidade cuidadosamente cultivada, muita cumplicidade.

Pois bem. Qual quê? 

A realizadora Tatia Pilieva pediu a 20 pessoas que não se conheciam de lado nenhum para se beijarem perante as lentes da sua máquina de filmar. 

Garante que não se conheciam, que se trata de uma campanha publicitária.


E, no entanto, a gente olha - e salvo alguns casos mais tímidos ou mais desajeitados - o que a gente ali vê é que coisa facilmente poderia prosseguir. Alguns agarradinhos, agarradinhos, transportados para os doses braços do desejo. Uma coisa boa de se ver.


)

FIRST KISS VÍDEO


A música é bonita e tem um nome sugestivo:  "We Might be Dead Tomorrow" by Soko

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Pedindo desculpa por não comentar nenhum comentário (não tenho podido e hoje, por maioria de razão, não posso mesmo), desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta feira - e permito-me desejar o mesmo a mim própria. Que todos os caminhos levem a bom porto e que todas as batalhas sejam vencidas, por duras que sejam.

E que os beijos nunca nos faltem.

Não têm quem? 
Bahhhh.... isso é desculpa depois de um vídeo destes...? 

Este é o casal que esteve melhor. Ou então é ele: that's my kind.
Olha-se para um homem assim
e vê-se logo que a coisa tem condições para dar certo.
É de avançar sem medo.
Deu para ver como pode ser uma gostosura um belo beijo (seja o vulgar beijo de boca, seja o que os brasileiros chamam beijo de língua) desde que feito com entrega e savoir faire

[Saem-me estas expressões em francês porque um beijo apela para um ideal de romance (mesmo - ou em especial - que se trate de um romance picante) e, para tal, nada como os franceses, esses safados. 

Bem, os portugueses também levam jeito. 

Bem vistas as coisas, um bom beijo é independente de nacionalidade, credo, raça, orientação sexual ou aspecto visual.]

A ver se mais logo à noite já tenho condições para coisas mais desenvolvidas, está bem? Entretanto, divirtam-se, sim? Até porque talvez já possa acabar o meu dia aqui e vir de baldinho de água fria na mão para falar da reestruturação da dívida, do manifesto dos 70, dos cretinos que já saltaram a terreiro a papaguear coisas com a espessura de um tweet dalmatiano, e dessas coisas todas que ficam a milhas de um bom beijo.