Mostrar mensagens com a etiqueta Lady Gaga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lady Gaga. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, maio 29, 2025

Um frango esquecido e um biquini sem cuecas

 



Posso ter dado a ideia de que esta minha actual vidinha é um absoluto mar de rosas. Se dei, foi involuntário. É que, como em tudo na vida real (e reforço a 'vida real' porque na vida virtual tudo é possível, até a vida ser um imaculado mar de perfeições), não há bela sem senão.

E o senão é simples: quando ambos trabalhávamos, almoçávamos sempre em restaurantes. O jantar era muitas vezes leve, com alguma frequência comprado. Agora a coisa fia mais fino. 

Se calhar, se vivêssemos no centro da cidade, facilmente descíamos até à rua e, mesmo a pé, íamos até à próxima tasca ou poderíamos escolher um dia um restaurante, outro dia um de outro tipo. Morando afastados da urbe e, de vez em quando, imersos no campo mais campo que se possa imaginar, a oferta não está ao virar da esquina. Temos que nos meter no carro e ir. Depois há que estacionar. E depois, chegados ao restaurante, há que ter paciência para esperar. Ora, estamos comodistas. Não temos pachorra para o trânsito, para andar às voltas para descobrir lugar para o carro, para ficar à espera de ser atendidos. Muito menos temos pachorra para comida banal ou pior do que a que faço em casa.

Conclusão: salvo uma ou outra excepção, dia após dia temos que andar a puxar pela cabeça para saber o que se faz para o almoço, o que se faz para o jantar. Como queremos fazer uma alimentação saudável, tudo o que são frituras, refogados puxados, coisas gordas ou com molhos calóricos, estão fora dos cardápios diários. Ora, às vezes falta-me a imaginação.

Esta quarta-feira, para o almoço tinha feito um arroz de chambão com legumes. Para o jantar não sabia o que fazer. Queremos sempre coisas leves ao jantar mas estava sem pica nenhuma, incapaz de ter ideias. Como tinha que ir ao supermercado, pensei que podia comprar lá um frango assado, depois fazia um arroz e uma salada e estava feito. O meu marido achou bem.

Lá fomos. 

O meu marido ficou cá fora para aproveitar para dar a volta higiénica com o cão-fofo. 

Lá dentro, fui pondo no carrinho o que precisava: cebolas, cenouras, tomates, alface, pão, kéfir, iogurte grego natural, requeijão, chocolate preto. Trouxe também atum e salmão congelados. E mistura chinesa congelada. Resolvi também trazer, para experimentar os gelados de pistácio revestidos a chocolate pois o pessoal mostrou abertura para experimentar e, ao fim de semana, no verão, contam sempre que haja gelados no congelador. Depois, vi lá uma tshirt branca de um tecido que me pareceu interessante e a um preço baixo. Pareceu-me que estaria talvez grande demais mas, sendo branca, mais vale larguinha que justa. Trouxe. E vi um biquíni que me daria jeito pois, para aqui apanhar sol, só tenho um. E o preço também me pareceu bom. Trouxe.

Ao chegar à caixa, uma fila dos diabos, um tempo do caraças à espera. 

Quando cheguei ao carro... upssss... tinha-me esquecido do frango assado... E, com aquelas filas, impossível lá voltar.

O meu marido ficou desconcertado: 'E agora? Praticamente era esse o motivo da vinda ao supermercado... Pões-te a ver tretas e esqueces-te do fundamental.'. Respondi: 'Trouxe bife de atum... Posso fazer... ou salmão...'

Pela cara, vi que não estava muito para aí virado. Felizmente, tive uma ideia: como ele ia aproveitar a 'viagem' para ir a uma estação de serviço, pensei que talvez lá vendessem frango assado. 

E tive sorte. Mas só havia uma metade. Receei que fosse um despojo. Perguntei: 'É recente?' O rapaz olhou para mim muito admirado. Ocorreu-me que estava na dúvida se eu me estava a referir a ele próprio. Esclareci: 'Pergunto se o frango é recente...'. Mesmo assim não devo ter esclarecido bem, ou, então, não estava seguro do que responder. Disse-me com o que me pareceu fraca convicção: 'É...'

Chegados a casa, ao arrumar as compras, com um certo desconforto constatei que a embalagem do biquini afinal correspondia apenas ao soutien. Pelos vistos, vendem as peças separadas. Senti-me frustrada. É que, quando lá regressar, já não devo encontrar a parte de baixo à venda.

Mas, vejamos as coisas pelo lado positivo: com a mistura chinesa fiz um belo arrozinho e o frango afinal ainda estava quentinho e era bem saboroso.

_____________________________________________________

E, com esta conversa fiada, pela qual me penitencio, poupo-me a falar sobre os resultados dos votos dos emigrantes e sobre a confirmação de que o Chega é o 2º partido do meu País. Espero que façam a caridade de me compreender.

_______________________________________________________

Imagens obtidas via Sora (IA)

______________________________________________________

Dias felizes

terça-feira, março 14, 2023

Oscares 2023 - e etc.

 

A minha filha tinha-me dito que o filme Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo, filme favorito para os Oscares, ia passar em canal aberto. Por isso, achei por bem ir ver.

Já se sabe que a Covid  -- que, em algumas pessoas, é peninha que mal pousa nos infectados mas que, aqui por casa, pousou com estridência --, ainda anda a sugar a nossa energia.

Tínhamos feito uma soft caminhada aqui à volta. Por isso, ao sentar-me aqui a ver o filme, adormeci profundamente. Até aqui nada de mais: o responsável deveria ser o corona e não o filme.

Contudo, quando acordei o que vi foi uma sucessão de cenas estapafúrdias. Pensei que ainda devia estar pedrada de sono pois tudo aquilo me parecia droga contrafeita. Forcei-me, pois, a aguentar pois o lado bom da fita ainda iria aparecer.

Até que desisti. Maluquice chanfrada demais para o meu gosto e sem perspectiva de haver um twist e aquilo virar coisa aceitável. 

No que se refere a googly eyes, mal por mal, antes os do Marty Feldman.


Afinal ganhou quase tudo - e eu não percebo como. 

Parece que o meu mundo, que eu quero pensar que é um mundo normal em que a racionalidade, a beleza e um módico de harmonia são fundamentais, tende a desaparecer. Em vez dele vai ganhando terreno um mundo em que as coisas não precisam de fazer sentido para existirem, em que a beleza é substituída pelo disparate sem pés nem cabeça e em que, em vez de harmonia, prolifera o caos, o ruído, a desagregação.

Não gosto. Mas a gente do cinema gosta. O filme arrecadou vários prémios e a assistência, gente entendida, aplaudiu. Por isso, o mal só pode ser meu.

Tirando isso, do que vi da cerimónia, gostei da actuação da Lady Gaga que primou pela simplicidade performativa. Hold My Hand.


Também achei graça à desconversa de Hugh Grant ao ser caçado pela Ashley Graham. Deve ser difícil conseguir responder a perguntas parvas quando uma pessoa não está para aí virada.


Quanto a toilettes, gostei muito do vestido, da maquilhagem e do penteado de Cara Delevingne, tanto mais impactante quanto ela surge assim, bela e glamorosa, poucos dias depois da entrevista em que fala da sua adição em relação ao álcool que a fez descer ao quinto dos infernos e de como agora, depois de tratamento muito a sério, se sente recuperada.




 ------------------------------------------------

Antes de a coisa começar, o Mário Augusto teve lá umas bacanas muito ao lado e cujo conhecimento da língua portuguesa mostrou ser pouco sólido. Lembro-me, por exemplo, que uma, na maior alegria, disse que 'houveram'. Pensei o que sempre penso: ainda bem para ela que ali está. Mas porque é que a RTP contrata pessoas que não sabem do que falam e, ainda por cima, não sabem falar?

--------------------------------------------------

Um dia bom

Saúde. Boa disposição. Paz.

terça-feira, fevereiro 26, 2019

E, portanto, foi mesmo isso que aconteceu: a cerimónia dos Oscares 2019 foi a sagração da inegável química entre Lady Gaga e Bradley Cooper.
Do resto, temos pena: pouco ficará para a história.



Talvez um dia vocês acreditem nos meus dons divinatórios. Ontem não vos aconselhei a levarem-me a sério...? Pois. Tal como antevi, salvo um ou outro apontamento mais ou menos circunstancial, tudo o resto foi essencialmente mais do mesmo e o que ficará para a história foi a ternura, a atracção, a vontade de se olharem nos olhos, de sentirem a pele e a respiração um do outro: Lady Gaga e Bradley Cooper, quais pára-raios, atraíram sobre si próprios toda a electricidade e toda a magia do momento.

Dá gosto vê-los. Claro que pode ter sido chato para a Irina, na plateia, presenciar aquela cena de amor ali no palco. Mas fazer o quê?

E, de qualquer maneira, apesar do que se intui, pode ser que não pinte nem role ali nada já que a dita Irina aplaudiu entusiasticamente, abraçou a Gaga e rejubilou com o que viu.

E eu só estou com isto porque acho piada a estas coisas. O tempero, quando é em boa conta, dá graça à comida. Certo?


segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Afinal ele canta e ela representa.
E agora ela vê la vie en rose.
[Isso e outras frioleiras e vestidos da noite dos Oscares]


A minha filha bem me avisou que eu tinha que ir ver o filme. Gostou e disse que eu também ia gostar. Ainda o hei-de ver. Para já, tenho-me ficado pelos excertos. 

Gosto de Bradley Cooper como actor. Não fazia ideia que cantava, e que cantava bem. E sabia do romance com Irina Shayk, uma mulher de beleza estonteante. Sabia da filha que têm em comum.

Da Lady Gaga sabia sobretudo das excentricidades. Quando a vi sem maquilhagem não a reconhecia. Não fazia ideia de que sabia representar.

Temos, pois, que Bradley Charles Cooper tem 44 anos, mede 1,85m, passou por sérios problemas de alcoolismo e depressão que conseguiu controlar. É muito talentoso como actor (e presumo que não só... já que lhe são conhecidos inúmeros  affaires, uns assumidos, outros apenas quase).

Stefani Joanne Angelina Germanotta, aka Lady Gaga, tem 32 anos e é, ao lado dele, uma minorca com os seus 1,55m. Também já teve uns namoros, diz que é bissexual e, para comprovar que o glamour das luzes do palco pode esconder muitas dores, contou que aos dezanove anos foi violada e que teve que ter ajuda psicológica para o superar.

O filme que Bradley Cooper realizou e interpretou, A Star is Born, parece ter sido uma explosão de talentos e de afectos. 

Lady Gaga, entretanto, rompeu com o namorado e as más línguas referem o clima, por vezes frio e apático, entre Bradley e Irina. Estou a vê-los a chegarem aos Oscares e ela vem de escuro, quase viúva. E vem a mãe dele. E ele está tranquilo e ouve atentamente a entrevistadora como se não estivesse debaixo de holofotes. É o dobro da mãe. É daqueles casos em que a gente duvida que um tamanhão daqueles tenha saído de dentro de uma coisa tão pequenina.

Como se não bastasse para alimentar as fofocas, Lady Gaga fez-se tatuar com um sugestivo pé de rosa, la vie en rose. Vem também de negro mas de ombros à vista, cabelo branco e umas belas jóias.

E eu, que ando sem paciência para falar da irremediável falta de jeito do Rui Rio, da maluqueira deslumbrada de Santana Lopes, da estapafúrdia mania das grandezas da Cristas, da festinha cheia de ternurinhas da Miss Cavaco Bloody Hand na cara laroca do Prof Marcelo, coisa que infecta a imagem do Presidente, dou por mim a olhar os vestidos das actrizes na passadeira vermelha, a Charlize Theron que apareceu com cabelo preto e um vestido azul claro lindo de morrer, a Glenn Close com um vestido que eu não usaria, completamente dourado, mas que lhe fica lindamente porque toda ela vale ouro, a Helen Mirren com um vestido espectacular e uma atitude vencedora nos seus orgulhosos 73 anos... e coisas assim.

Claro que sinto uma certa culpa, eu que não sou nada de culpas, por me estar a dar para isto. Mas, como sou boazinha para mim própria faço o paralelo com um super-ultra conhecido advogado da nossa praça, sócio fundador de um dos escritórios com uma das mais recheadas carteiras de clientes, que começava o dia a ler a TV 7 dias ou uma dessas revistas da treta. 

A mim não é todos os dias que me dá para isto, é mais quando vou à cabeleireira e me ponho a par das intriguetas de gente que pouco ou nada me diz. Mas hoje, caneco, talvez por já muito ter trabalhado no duro ou porque me está nos genes, sei lá eu, só me apetece alienar-me e ver vestidos e falar de amores.

E se estou a dar este destaque a este filme é mesmo porque não vi nenhum dos nomeados mas, vá lá saber-se porquê, gosto das imagens em que a química cola aqueles dois. Enquanto escrevo vejo o trio, sentado na plateia: Brad, Irina e Gaga. Imagino que não deve ser fácil para nenhum deles mas, na volta, é a minha imaginação que é fértil. Parece que ouço a Gaga, daqui por uns anos, a contar como lhe custou estar de sorriso de orelha a orelha tendo a mulher do seu amor de permeio. Um mundo de disfarces é o que é. É como mostrarem as nomeadas para melhor actriz e, quando anunciam uma delas, as outras desatarem a bater palmas, numa euforia, como se estivessem transbordantes de felicidade por não terem ganho a estatueta.

Mas, pronto, vou parar com isto que hoje daqui não sai nada senão isto. Por mim ficava toda a noite a ver a sessão de entrega dos Oscares 2019 mas não dá, daqui a nada tenho que estar a pé.

Eh pah!... Aquele extraordinário e vertiginoso documentário de que no outro dia aqui falei, o Free Solo do National Geographic, ganhou um Oscar. Boa!

(Vão por mim, as minhas escolhas são quentes. e, se não acreditarem, não faz mal; presunção e água benta cada um toma a que quer e eu vou doseando para que não me falte nada)




Nasceu uma estrela - Bradley Cooper & Lady Gaga



...............

Desejo-vos uma bela semana a começar já por esta segunda-feira.

E queiram continuar a descer para saberem quem é a verdadeira razão (para tudo)

quarta-feira, janeiro 30, 2019

Are they in love or what?
[Lady Gaga - Shallow (Live) WITH BRADLEY COOPER - Full Video]


Eu cá não sou de intrigas mas que lá que parece que alguma coisa rola ali entre eles, lá isso parece. E se não rola, pinta. Ou, se não é 'pintar' que se diz, que seja qualquer outra palavra que queira dizer que entre aqueles dois parece que se soltam faíscas. Ou, se não são faíscas, são borboletas. E, se não são borboletas, são luzinhas azuis. Ou whatever.

O som do vídeo não é bom e a imagem também não é espectacular. Mas, não me perguntem porquê, gostei de ver. 

Eu, se fosse à Irina, ex-putativa menina Aveiro, acho que ficava um bocadinho apreensiva. Certo que tem um narizinho mais pequenino do que o de Stefani Joanne Angelina Germanotta, aka Lady Gaga. Mas a questão é que não sei se, nestas coisas, o tamanho de nariz importa.

Lady Gaga e Bradley Cooper - ao vivo e a cores


sexta-feira, dezembro 02, 2016

Paulo Macedo para a CGD...? Ó senhores do PS, poupem-me, está bem?
(em actualização)
- E, igualmente parva, a notícia da não-candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa
Valha-nos a notícia pela qual todos esperávamos:
afinal as mulheres têm asas!


E não tenho mais nada a dizer do que isto: poupem-me. 


E, de caminho, deveriam ter-se também poupado já que o Paulo Macedo, se estou a ver bem a coisa, é uma furada.

Mas, face ao embrulho que arranjaram, a situação de desespero era tão grande que qualquer sonso ungido de má-fama já serve. 

Vamos ver no que dá. Mas devo dizer que esta solução me desagrada. Nunca achei que Paulo Macedo fosse grande espingarda como gestor e, para além disso, não gosto dele como pessoa. Sonso demais para o meu gosto. 

Não é só o láparo que gosta de dar tiros nos pés. Esta equipa das Finanças também tem dado alguns e o Costa, perante o caldinho armado -- ou melhor, completamente entornado -- perdeu um bocado a margem de manobra e o tempo necessário para arranjar alguém decente que não corressse o risco de ser abatido na primeira hora ou cozido em lume brando pelos PàFs; e deu nisto. 

Não gosto e não tenho confiança em Paulo Macedo. A ver se, ao menos, o Costa anda de olho nele para não o deixar pôr o pé em ramo verde já que os maçaricos das Finanças são ingénuos demais para lidar com situações mais rebuscadas.


_________________

Esta notícia do Paulo Macedo na Caixa, apesar de recorrente, parece-me tão estúpida como a não-notícia, também recorrente, da não-candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa. A nulidade a inundar os interstícios da vida pública. Só falta mesmo aparecer a notícia bomba de que o Super-Juíz Alex e o inspector Rosy Karamba descobriram finalmente os indícios de que o Sócrates não é mesmo flor que se cheire já que, escutas de anos passadas a pente fino, revelaram que, volta e meia, o perigoso suspeito não lava os dentes antes de ir para a cama.



______

As imagens são provenientes do saudoso Kaos e ilustram quer algumas dangereuses liaisons daquele que parece transportar uma nuvem negra à sua volta, quer a sagrada liaison de Santana Lopes a quem saíu a taluda ao ser nomeado para a Santa Casa.

...............................................

E, para acabar com alguma coisa que valha a pena, uma notícia-notícia: 
a confirmação de que afinal as mulheres têm asas.

É vê-las a desfilar ao som de Lady Gaga com Million Reasons no Victoria Secret Fashion Show



 ___

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma sexta-feira muito boa.

__

terça-feira, julho 05, 2016

Depois de andar a tentar há vários anos, eis que, finalmente, a Lady Gaga conseguiu tirar a carta de condução!
Uma esperança para todos os que padecem do mesmo mal.
Há sempre uma luz ao fundo do túnel
.
- Que o diga a minha cunhada....



As notícias correm mundo e quase ganham mais destaque do que as que ocupam as mentes pouco brilhantes da  intelligentsia europeia -- os ratos ingleses a abandonarem o navio, os cães alemães a abeirarem-se do redil onde se acoitam os silent lambs, etc.

Transcrevo:
What a milestone! Lady Gaga finally has a drivers license at age 30, after years of learning how to drive. The Oscar nominated singer announced the achievement on her Instagram.
“Thelma and Puhleaaaze (And yes I FINALLY got my license after years of driving w an adult present and a learners permit),” she captioned her photo. “I’M FREE. Rollin w the homies.”


Presumo que já falei dela. Tenho uma cunhada que é uma despachada. Tem solução para tudo, nada a atrapalha. Exuberante, descontraída, nunca ligou muito aos estudos e ainda menos ao trabalho. Vive para viver e isso chega-lhe e sobra-lhe. Ginásios, massagens, modas - dela se pode, verdadeiramente, dizer que pratica a arte de bem viver. Conhece meio mundo, sabe coisas de cuja existência nem suspeito e tem o raciocínio rápido e prático das mulheres do povo.

Em complemento, tem algumas outras característivas: por exemplo, fala muito alto e, pior, é completamente desbocada. A ela ouvi uma vez dizer, alto e bom som, num restaurante em que umas crianças faziam um insuportável barulho, que se devia fazer com as crianças o que se faz com os cães: deixá-los do lado de fora dos restaurantes. O marido logo a mandou falar mais baixo, coisa que nela produziu pouco efeito. Frequentemente inconveniente, tal o despropósito dos seus àpartes, a ela nada afecta. Outra vez, quando morreu um tio nosso e ninguém descobria onde estavam os cartões (da segurança social, e outros), virou-se para o meu sogro (que morreria pouco depois), cunhado do defunto, e, como se dissesse a coisa mais natural, disse: olhe veja lá se tem os seus cartões em ordem para quando morrer a gente não passar por isto.  Uma pessoa ouve estas coisas e nem quer acreditar. Mas ela prossegue como se nada de especial tivesse sido dito.

Tem ascendentes da Beira Alta, tias e primas alegres e ruidosas. Mas, que eu saiba, os beirões não são dados ao palavrão do pesado. Ela a isso é mais do que dada. Dir-se-ia uma mulher do norte quando, em família ou em sociedade, pragueja como um carroceiro de gema. A mãe zanga-se, que aquilo não são modos. Mas é mais forte que ela: nada a fazer.

Menina bem das avenidas, toda uma vida vivida na Avenida de Roma e arredores, circulando entre 'tias', nem os irmãos falam assim. Filha mais velha, tem a seguir a ela vários irmãos rapazes, todos altos, esbeltos, bonitos como modelos fotográficos. Muito simpáticos e educados, a eles não tenho ideia de ouvir dizer um único palavrão.

De cada vez que nasceram os meus sobrinhos, gritava tão alto as mais grosseiras obscenidades que toda a equipa médica tinha que a isolar para, cá fora, a distinta frequência da clínica não ficar varada com o que dali vinha. Depois, referia-se ela a esses momentos dizendo: 'berrei como uma capada'. Tal e qual.

Ora bem. Outra das suas características era não conseguir tirar a carta de condução.

Gente abastada, toda a gente com carros e ela naquilo, sem conduzir. Quem a veja, aquele tipo de mulher elegante e descontraída habituada a conviver, não desconfia que, em certas circunstâncias, o sistema nervoso lhe prega partidas e a bloqueia de forma inultrapassável.

De cada vez que ia fazer exame de código, chumbava. Dizia que já ia em estado de puro descontrolo. Se a pergunta requeria uma resposta relativa às prioridades numa rotunda, ela respondia como se a pergunta versasse o atravessamento de uma passagem de comboio sem guarda.

Vinha de lá possessa, praguejava como uma varina do Bolhão. Palavrão que até fervia. Contava que entrava para uma sala cheia de gente 'analfabeta' -- ao fazer o relato insultava todos, em especial as respectivas mães, palavrão, palavrão do pior -- que as caras não enganavam (mas não dizia cara, dizia tromba ou focinho), e que, no fim, para sua suprema humilhação, passavam todos menos ela.

Por fim, já nem dizia a ninguém que ia fazer exame, tal a vergonha de, no fim, ter que assumir que tinha chumbado outra vez. Chegou a considerar subornar a administração pública de uma ponta a outra ou ir tirar a carta a uma qualquer república das bananas -- qualquer coisa menos passar pelo permanente vexame de não conseguir fazer o exame de código.

Até que um dia, sem ter avisado ninguém, apareceu com o exame feito. Não sei se o conseguiu por métodos legais. Admito que sim. Depois lá fez o resto.

Quando se apanhou com a carta, comprou um descapotável amarelo, uma coisa completamente berrante. Convidou-me para ir dar uma volta com ela. Eu ia cheia de medo. Imaginava que ela não atinaria com os sinais de trânsito, com as mais elementares regras da condução. Lá fomos, as duas de cabelo ao vento, apesar de tudo menos espampanantes que o espampanante descapotável amarelo garrido. Para minha surpresa correu bem, tirando ter andado em sentido proibido e ter feito uma inversão de marcha completamente tresloucada.

Mas, como seria até expectável, desenrascada como é, conduz bem, frequentemente, e verdadeiramente nunca se percebeu porque é que tinha aquela incapacidade de atinar com as perguntas mais elementares do exame de código.

Lembrei-me agora disto ao ver a notícia lá de cima, de que, ao fim de várias tentativas, também a Lady Gaga ultrapassou a mesma barreira psicológica e finalmente tem a carta de condução. Boa.

Aí vai ela -- Lady Gaga ao volante!
__

Todas as fotografias mostram a Lady Gaga, não a minha cunhada.

......

[Vim para aqui animada dos mais elevados propósitos, com um livro fantástico na mão, para dele escolher uns excertos. Mas, ao sentar-me no meu canto do sofá para escolher essas passagens, adormeci profundamente. Só há pouco é que acordei. Diz-me o meu marido: Bela hora para dormires a sesta.... De facto. Mas ando assim, um disparate. A custo lá consegui escrever isto que acabaram de ler. A ver se não volto a adormecer e se ainda consigo fazer o post que tinha em mente. Bolas, com que sono ando.]

__________

Não consigo: nem fazer outro post nem responder a mails ou comentários. Peço desculpa. Adormeço antes ainda de começar. Com esforço, apenas um cheirinho do livro que dorme ao meu lado, um que, mais para lá do que para cá, me parece que pode encaixar aqui.

Deus espera que o homem, na sua sabedoria, volte a ser criança.

___________

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira.


sábado, junho 06, 2015

Os milagres da maquilhagem -- veja as diferenças. (Será que, se os homens se maquilhassem, também ficariam muito mais lindos?)


Há tempos, um amigo meu chegou ao pé de mim e disse-me: 'Adivinha quem é que foi sentado ao meu lado no avião para Madrid?'. Adivinhei lá eu. 

Diz ele: 'Não vais acreditar. Aliás nem eu acreditei. Tive que lhe perguntar. E olha que não tem gracinha nenhuma, é uma deslavada'. Esperou e como eu não adiantasse nenhum nome, disse ele 'A Gwyneth Paltrow!. Não acreditei: 'Estás maluco? Ela é giríssima. Como é que dizes que é uma deslavada?'. Ele insistiu: 'Olha, só ao fim de um grande bocado é que desconfiei que fosse ela. Não se dá nada por ela. Mas é simpática, fomos o resto da viagem na conversa'

Nunca acreditei. Sempre foi um mulherengo, namoradas aos cachos, pensei que estivesse a armar-se em bom.

Pois bem. Olhando a fotografia abaixo, admito que, se calhar ele tinha razão.


Gwyneth Paltrow

E estas?

Lady Gaga
Lady Gaga

January Jones
January Jones


Heidi Klum
Heidi Klum

....

domingo, agosto 24, 2014

Ó pá, a Lady Gaga é mesma muita maluca... Este vídeo dela a apanhar um banho de gelo é do melhor que há. [Nunca uma causa reunião um apoio tão viral. Tomara que o resultado seja extraordinário e beneficie quem precisa.]





Depois de, no post abaixo, ter mostrado o charmosérrimo gato Benedict Cumberbatch a levar uma série de duches de gelo, eis que agora vos mostro uma maluca encartada, a Lady Gaga. O que ela faz ao visual é do além. Palavra. É que nem parece ela, senhores.

E enquanto os Mourinhos, Bill Gates e outras vedetas daqui e de além mar todos eles são gritos ou arrepios, esta valente aqui nem tuge nem muge com a água gelada a cobrir-lhe o corpo. E a pintarola dela, toda rechonchuda, pneus a rebentarem debaixo das costuras, mas não está nem aí. Ah mulherzinha mais livre, esta. Aprecio o género. Ganda maluca, ganda pose.





__


E sigam para bingo, por favor: não percam um gato que leva múltiplos banhos e conserva a bela pose.


.

terça-feira, maio 13, 2014

O nosso pequeno barítono frustado e a grande artista do pop-burlesco. O primeiro, tendo sido corrido pelo La Feria, acabou a virar frangos para os chineses em S. Bento. A segunda surpreende meio mundo com o seu profissionalismo e capacidade de reinvenção.


A dotada Leitora JV, enquanto nos recorda a máxima de João da Ega, dedo no nariz, meus caros, dedo no nariz!, envia-me alguns vídeos.

Quer ela mostrar-me que há talentos e talentos e que há também tácticas para arrancar aplausos fáceis. 

1. Um dos vídeos tem a ver com futebol e, embora veja ali um rapaz, o Ronaldinho, a dar uns toques fantásticos na bola, não me entusiasma (não me entusiasma porque não sou conhecedora, não atino com as regras). 

2. Outro tem a ver com os ditos 'aplausos fáceis' e mostra-nos Lady Gaga a demonstrar q.e.d. como arrancá-los quase sem mexer um dedo (mas, se calhar por nabice minha, não o consigo inserir aqui).

3. Outro mostra o candidato a barítono, já na fase em que tinha sido corrido pelo La Feria, ali a ver se dava música a uns quantos desprevenidos que encontrou na rua. Como tenho pena dos incautos, não o mostro aqui.


  • Mas há um vídeo que tem graça e posso partilhá-lo aqui convosco. É a fava que nos saíu, fava tão do piorio que quase nos parte os dentes todos, aqui quando ainda tinha em mente ser cantor. Passos Coelho na sua omnipresente falta de jeito. 

  • E, não tendo conseguido inserir aqui o tal vídeo do cheap applause,  mostro outro, um com alguns momentos engraçados, da dita Lady Gaga, uma das mais bizarras intérpretes pop da actualidade, tão bizarra que frequentemente quase roça o burlesco.







*

terça-feira, março 04, 2014

Ainda a festa dos Oscares 2014. Algumas fotografias para relembrar o momento. 'As tuas são maiores que as minhas....?!', interroga-se Irina Shayk. 'So what...?! Que mal tem ele ser novinho e vesgo? Ora essa.' pensa Glenn Close. E um quarteto especial: duas bizarras, a Donatella Versace e a Lady Gaga e um casal feliz, Elton John e o marido David Furnish.


No post a seguir alerto-vos para um vírus perigoso que por aí anda. Tem aparecido por todo o lado, os computadores dos jornais e televisões estão completamente infectados mas a coisa é tão viral que se propaga de todas as maneiras possíveis e imaginárias. Por isso, e porque também aparece por mail ou qualquer outro tipo de mensagem, alerto-vos para a forma usual como ele se pode apresentar.

Alertas informáticos à parte, que isso é mais abaixo, aqui continuo com a festança e a animação nas festas que sucederam a cerimónia.

*

E, entretanto, que entre mais uma das canções nomeadas para a melhor Canção dos Oscares 2014

Pharrell Williams - Happy






Fotografias tiradas na cabina das fotografias instantâneas.



Doutzen Kroes and Irina Shayk.




Glenn Close and guest

*


Um casal dir-se-ia que normal,

Elton John e o marido David Furnish,
e duas freaks de alto calibre: Lady Gaga (vestida com Versace, claro)
e Donatella Versace, esta completamente quitada 

- e a outra para lá caminha

*

Sobre o vírus informático e os cuidados a ter, desçam, por favor, até ao post seguinte.

quinta-feira, setembro 05, 2013

O dia em que os agentes da autoridade nos barram o caminho porque, ali perto, está uma 'alta individualidade' ............ [Felizmente 'a paciência é, de facto, uma grande virtude']


No post abaixo poderão conferir a plasticidade e a capacidade de mimetização da diva dos tempos que correm: Lady Gaga em toda a sua nudez nas fotos da V Magazine que tanta polémica têm desencadeado.

Mas, agora, aqui, a conversa é outra.

///\\\

A canção da paciência, por favor (porque os tempos que correm a pedem): José Afonso, sempre. 


Saibamos esperar a hora certa.




\\\///


Muita gente como sempre. A diversidade garante o anonimato. Os executivos que deixam os escritórios, que chegam em grandes carros, que tiram a vestimenta e os sapatos e começam a correr, headphones, medidores de pulsações e monitores de tudo o que se possa imaginar. As mulheres em grupo que vão caminhar mas que conversam tão animadamente e quase se esquecem de manter a passada. Os turistas encantados que se perfilam contra os monumentos, contra o rio, que se abraçam enquanto olham o rio. As pessoas, como eu, que vão caminhar mas que não resistem a mil motivos para fotografar.

E há a relva que abriga os pares mais apaixonados. Tudo normal, ninguém quer saber. Já não são muito novos? E daí? São duas raparigas? So what? Gente que se ama ou que se deseja e que gosta de sentir a relva macia sob o corpo e o sol sobre a pele. É bom poder fazer-se o que se quer.




Ou os que fazem talvez yoga, talvez meditem, vou para cá e para lá e, neste caso, este assim, numa posição que eu diria desconfortável. Mas estranhamente parece confortável, não sujeito à lei da gravidade.




E há os que passeiam sobre as águas do rio junto à Torre. A imagem reflecte-se no espelho molhado e, enquanto eles andam, quase parece que há outros dois que os acompanham imersos na água que pisam. Podia ficar ali a olhá-los até que eles se cansassem de andar. Mas sou puxada, não posso ficar ali a seguir-lhes os movimentos.




E, então, aparecem os noivos. Ele anda com o pequeno bouquet nas mãos. Ela já se descalçou. Junto ao casal, outras duas fotografam-nos e outra transporta uma sacola. Vão para junto dos barcos, parece que vão embarcar. Uma das que os acompanham, serve o que parece ser cerveja em duas flutes. Parece que estão agora a beber champagne junto a um veleiro, parece que vão embarcar. Não há dúvida: uma bela fotografia para reverem no futuro: ela de noiva, ele de noivo com o bouquet na mão, prontos a embarcar enquanto sonhadoramente olham o futuro com uma flute de cerveja nas mãos. E a sessão continua, muitas fotografias. Uma sessão fotográfica muito criativa.

Depois vêm cá para cima, para junto do Padrão dos Descobrimentos. No meio da pequena multidão que por ali circula, os noivos passam despercebidos. Ninguém pára a olhar. De vez em quando, a noiva levanta as saias, deve estar com calor, precisa de arejar as pernas. Depois baixa-se, massaja os pés descalços. E volta a fazer poses. Põe os cabelos ao vento. Sente-se uma estrela. É uma estrela. Uma estrela de Belém. Uma noiva que percorre o pôr do sol em Belém. O noivo assiste de bouquet nas mãos. Não reparei se ainda teria a flute de cerveja na outra mão.

Tenho vontade de escrever uma história sobre estes jovens que parecem alimentar tantos sonhos. Ela mais que ele. Mas geralmente é assim: as mulheres mais audaciosas que os homens.





Continuamos o nosso passeio. Lá mais adiante, em frente à Fundação Champalimaud, no rio, um pequeno navio militar virado para terra.

Este fim de tarde está suave e dourado, a luz que vem do mar envolve-se em maresia, apetece-me andar de mão dada. Vamos conversando uma conversa solta, ou em silêncio. Estes dias que prenunciam o outono são muito doces.

Mas, antes de chegarmos perto da Fundação, polícias barram-nos a caminhada: Onde vão? O meu marido logo agastado: Estamos a andar. Porquê? - Não podem passar, respondem. O meu marido irrita-se. Nestes momentos, na cabeça dele, os polícias passam a chuis e sei que tem vontade de os desafiar. Eu sou mais fria. Há polícias por todo o lado, sujeitos à paisana com corpanzil de gorilas (lá está: também eu...). Pergunto, Mas o que é que se passa? Um dos polícias explica: Está uma alta individualidade. Não é permitido passar. O meu marido furioso: E então? Lá porque está uma alta individualidade, eu não posso passar? Porquê? O polícia responde, um sorriso de quem se sabe impotente: Estou a cumprir ordens. 

Voltámos para trás. Eu conformada, o meu marido capaz de partir para a luta, uma raiva a crescer-lhe nos dentes. Mas, a mim, isto não chega para me tirar do sério. Também não é caso para isso, a tarde está tão bonita, não são coisas assim que a podem estragar. Deixá-los. Devem ter medo que a gente cante a Grândola.

Conformada, disse eu? Conformada porque, de facto, nada a fazer. Mas incomodada. Um passeio público pode tornar-se privado, privativo, exclusivo de uma 'alta individualidade'? Lá porque sua excelência está por ali, os cidadãos são privados de respirar o mesmo ar num raio de dois ou três quilómetros? 

De longe, da Torre, fotografo-os. No meio daquele grupo deve estar a alta individualidade, se calhar está a discursar, talvez até fale sobre o povo.




Depois, quando saímos de lá, os meus sapatos altos outra vez calçados, no carro ouvimos as notícias. Ficamos a saber que a alta individualidade é Cavaco Silva. Foi entregar o prémio Champalimaud a quatro organizações nepalesas que lutam contra a cegueira.


Não sei porque não nos quis a passear junto ao rio. Agora é assim, os governantes querem a população bem longe. Assim são agora os órgãos de soberania do meu País: isolados, acoitados, acantonados, rodeados por seguranças. Medrosos. Enganei-me a escrever e, antes, saíu-me merdosos mas depois emendei: medrosos. Depois hesitei. Mas fica assim como está: medrosos. Se são merdosos isso será já fruto de serem medrosos. Cobardes. Distantes de nós. Deixaram de ser um de nós.

*

Eu, se fosse Governo, subia num tamborete, batia palma e gritava bem alto pra todo mundo escutar: cala boca, gente, escuta aqui. Obrigava todo mundo a ficar quieto primeiro e explicava o meu programa administrativo. Governo não é Deus, muito pelo contrário, é o tipo de coisa que precisa de ajuda. Não ia fazer nada sozinho, que eu não sou bobo. Escolhia pra meus ajudantes só gente que tivesse duas coisinhas à-toa: honestidade e competência. Feito isso, falava pra eles: faz um levantamento do nosso país, aí, isto é, varre a casa primeiro. Depois conferia numa assembleia, que não ia ter recesso enquanto não me dessem, por escrito, quantos meninos sem escola, quanto pai de família sem emprego, quanto homem e mulher que fosse amarelo, feio, sem dente, sem saúde, sem alegria. Me aparecesse tudo anotado no papel. Bom, depois dava um descanso de meia hora pras câmara alta e baixa e ia de novo presidir eles arranjarem um meio de acabar com essa tristeza toda, em primeiro lugar com o problema da comida. Porque vou te dizer: passar fome não é coisa pra gente, não; passar fome é de uma desumanidade tão exagerada, que só de pensar bole com a bile de quem tiver um grão de consciência. Eu não tenho poder nenhum, de política eu não entendo. Fico falando essas coisas, fico mais ridículo que galinha na chuva, já viu que dó? Aquele passo bobo, aquele pescoço esticado pra frente, olha aqui, olha acolá, encharcado na friagem e na lama, sem resolver nada e, pior que tudo, sem saber de nada.




****

O texto em itálico é um excerto de 'Eu, se fosse Governo' do livro 'Solte os cachorros' de Adélia Prado.


****

(Para ver as fotos da V Magazne com Lady Gaga é descer um pouco mais)

****

E, por agora, é só isto.

Tenham, meus Caros Leitores, uma bela quinta feira 
(e tomara que nenhuma alta individualidade vá para perto de vocês, senão lá terão vocês que ser enxotados... xô, raça de gente normal, xô, longe da senhora dona alta individualidade!, xô!)

O que é que esta mulher tem? - Não sei dizer. Não é bonita. Não canta por aí além. Talvez seja plástica, versátil, camaleónica, descarada. Talvez seja isso. Não sei... [Para ver se percebemos, junto as polémicas e ousadas fotos da dupla de fotógrafos Inez van Lamsweerde & Vinoodh Matadin para a V Magazine. Ela é Lady Gaga em toda a sua metamorfoseante nudez]


Diz que é tímida mas não parece. Ainda não percebi esta mulher. Tenho para mim que é assim a modos que um sucedâneo da Madonna mas, se calhar, estou a ser injusta. Não sei.

Eis Lady Gaga nas fotografias do momento. Meio mundo chocado: ela usa o corpo para promover os discos, ela usa o corpo como instrumento, ela é uma desavergonhada. Sempre assim foi quando alguém sai da forma: as vizinhas cochicham, benzem-se. Lady Gaga não anda na forma. A verdade é que tão especiais saíram as fotografias que a V Magazine resolveu fazer 4 (quatro!) capas. 


No entanto, eu, polémicas à parte, continuo a não perceber como é ela capaz de se transformar de tal forma. Se eu a visse na rua sem maquilhagem não a reconheceria - parece a pessoa mais vulgar do mundo. E, no entanto, depois, transforma-se em mil outras. Ousa, arrisca, provoca. Diz que é por timidez. Seja.



*

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Hot n' Sexy Lady Gaga Video Compilation

Chama-se Stefani Joanne Angelina Germanotta, tem vinte e poucos anos e é um fenómeno: Lady Gaga, uma menina sensível (ao contrário do que se possa pensar), tem o espectáculo dentro dela. Não sendo linda e tendo celulite, ultrapassa tudo isso e, em pouco tempo, tornou-se a musa inspiradora de costureiros e os seus espectáculos são memoráveis.

É uma artista pop com muito talento.

E porque Natal é sempre que um homem quiser,  Um Jeito Manso deixa-vos aqui este video com os votos de um bom fim-de-semana. 

Divirtam-se.