Mostrar mensagens com a etiqueta INEM. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta INEM. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, janeiro 14, 2026

ALERTA VERMELHO para a malta da Margem Sul:
Nada de precisarem de uma viatura de emergência médica durante a noite!

 

Se bem que, segundo o novo presidente do INEM, isso não é grave. Afinal, segundo ele, que falta fazem as viaturas de emergência médica durante a noite? A noite é para a malta dormir e para estar ilesa e saudável, ou não?

E, se pensam que estou a ironizar, esclareço já: não estou. O ridículo já chega a este ponto.

Transcrevo do Expresso: 

"Almada sem viatura de emergência médica durante a noite", 

Escala de janeiro tem nove turnos sem equipa para assegurar a VMER do Hospital Garcia de Orta, em Almada. Presidente do INEM diz ao Expresso que “só não é crítico, porque é no período noturno”. A primeira noite sem socorro é já desta terça para quarta-feira (...)

Está bonito isto. 

Mas ainda bem que o leva-e-traz, de sua graça MM, e o seu guru, o catavento MRS de cujas selfies estamos quase a ver-nos livres, apoiam a grande ministra que, segundo o seu chefe, Mentenegro, Duque de Spinumviva, está a fazer um grande trabalho na Saúde. Benza-os a AD!

sábado, janeiro 10, 2026

A doença incurável da Saúde chama-se Montenegro
-- De novo, a palavra ao meu marido --

 

Após terem, infelizmente, ocorrido mais três fatalidades por atraso na prestação dos cuidados médicos pelo INEM, o Montenegro foi ontem à AR com a sobranceria, o descaramento e a arrogância habituais tentar passar pelo meio dos pingos da chuva. Para resolver o problema, anunciou a compra de 275 ambulâncias que estariam disponíveis no Verão. Afinal, parece que os estúpidos que governam a saúde, embora alertados pelo sindicato dos técnicos de emergência médica, não perceberam que há medidas, imediatas e bem mais simples, que poderiam mitigar os problemas que originaram estas tragédias. Primeira: usar as macas que pertencem às ambulâncias inoperacionais; segunda: adquirir macas para os hospitais, para que nunca fiquem retidas macas das ambulâncias; terceira: deslocar para o sul alguns técnicos da zona norte onde "as equipas estão robustas". 

Só pessoas absolutamente impreparadas, sem competência nem experiência não teriam optado por medidas tão simples que parece já terem sido postas em prática em anos anteriores. É o resultado do governo nomear dirigentes apenas pelo cartão partidário, que estão completamente desajustados nos cargos que exercem e que, pelos vistos, nem dois dedos de testa têm. 

Relativamente à compra das ambulâncias, qualquer pessoa que conheça minimamente os processos de contratação pública percebe que é materialmente impossível em seis meses preparar o caderno de encargos, lançar o concurso, obter as propostas, fazer a análise das mesmas, preparar e celebrar os contratos com o fornecedor e este fabricar, equipar, testar e entregar esta quantidade de ambulâncias. O Montenegro estaria a tentar enganar os mais incautos como sempre faz. Mas afinal o Montenegro não estava apenas a tentar enganar os incautos, o Montenegro estava, como é costume, a mentir descaradamente. Estava a mentir com quantos dentes tem na boca como já fez no  caso Spinumviva, com a redução de impostos, com as promessas para a saúde, com a aquisição de carros para a polícia ... . A compra das ambulâncias tinha sido decidida pelo governo do António Costa em 2023 -- o governo que não pôde concretizar a aquisição destes equipamentos devido ao golpe do ministério público. O papel do Montenegro neste processo foi apenas o de atrasar a aquisição dos veículos, assim, originando mais problemas no funcionamento do INEM. 

Hoje veio o "Lentão" Amaro tentar "limpar" a mentira do chefe. Foi pior a emenda que o soneto. O "Lentão" poderá ser aproveitado para técnico auxiliar do pré-escolar, parece-me que o seu perfil se adequa à função. A forma como fala e o que diz estão adaptados a esta faixa etária. Para ministro não serve, a não ser que nunca fale em público e não tome decisões, isto é, sirva apenas de papel de embrulho. E das duas uma: ou o tipo é retardado ou despreza os portugueses, julgando que temos uma idade mental de cinco anos. A forma como tenta explicar o inexplicável dá pena. Em conclusão, a medida anunciada pelo Montenegro destinada a resolver o problema das ambulâncias tinha sido tomada em 2023 pelo governo do António Costa e o governo do Montenegro não deu andamento a esta aquisição, emperrou o processo, sendo responsável pela falta de ambulâncias e pelas as trágicas consequências que daí resultaram. 

Mas o Montenegro também afirmou que mantinha a ministra. Já aqui escrevi que, na minha opinião, só um lobby fortíssimo de apoio à ministra no interior do PSD permite que ela se mantenha no cargo. No entanto, tenho para mim que qualquer dirigente que não seja burro prefere ter a gerir as áreas que supervisiona pessoas competentes, conhecedoras da área e com experiência de gestão em vez de calhaus com dois olhos que "não dão uma para a caixa". Neste caso o  PM, tendo em conta os resultados obtidos, parece ter optado pelo calhau. 

Entretanto, veio o Marcelo secundado pelo "Facilitador Mor," também conhecido por "Leva e Traz" dizer que é preciso o governo dar explicações para sossegar  a populaça. Já chega de hipocrisia. Não é verdade, o que é preciso é apurar responsabilidades, definir objetivos e verificar os resultados.  Explicações são treta para inglês ver. Poderá parecer que o Montenegro, o Marcelo e o "Leva e Traz" são burros encartados. Não são, são é cínicos e hipócritas que só pensam neles e nos votos, marimbando-se para os portugueses. Do Marcelo ver-nos-emos livres em breve, a ministra também dificilmente aguentará muito tempo, e pior parece ser impossível. O Montenegro, a ver vamos. 

Quem more na margem sul está, certamente, apreensivo quanto à capacidade de haver uma atuação atempada da emergência médica em caso de necessidade. Nunca imaginei que o SNS chegasse a este estado. Será que não é de propósito para alavancar o setor privado da saúde?

Nota: espero que o Trump, tendo conhecimento do estado da saúde em Portugal, planeie uma "intervenção benigna" para fazer a extração da Ana Paula Martins. Ficaríamos finalmente livres da moça. E, en passant, mais uma observação: como é possível termos um ministro dos negócios estrangeiros que, com aquele seu ar apertadinho, consegue dizer um disparate tão grande?  

O governo não tem ponta por onde se pegue!

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Que governo é este que esfrangalha tudo onde mexe...?
-- A palavra ao meu marido --

 

Hoje soubemos de mais uma fatalidade causada pela inoperância do INEM. Parece que resultou da falta de ambulâncias e/ou dos novos procedimentos que o novo presidente do INEM implementou, apregoando que eram suficientes para resolver os problemas do INEM. Pelos vistos falhou redondamente, e causou mais uma tragédia. 

Ouvi agora nas notícias que estão setenta e três ambulâncias paradas nos hospitais (só no Garcia de Orta, 20 ambulâncias retidas). 

Ouvi há bocado, também na notícias, que em várias regiões do país habitualmente não há ambulâncias disponíveis e que quem tiver um problema grave tem muitíssimo menos hipóteses de se safar por causa deste caos. Um desastre! 

O governo que primeiro resolvia o problema da saúde em 60 dias e depois em seis meses, a única coisa que fez ao fim de dois anos foi agravar muitíssimo os problemas, criando o verdadeiro caos com as medidas que tomou na saúde. 

O PR é cúmplice desta situação porque, ao contrário do que antes fazia, nunca criticou a situação, deixando que o Montenegro e a ministra tomassem o freio nos dentes e tomassem medidas que destruíram o que podia não funcionar exemplarmente, mas que, pelo menos, funcionava e garantia uma assistência atempada aos portugueses. 

Há três responsáveis por este estado de coisas: o Montenegro, a ministra e o PR. Deviam pedir desculpa por tantos erros... e, no mínimo, a ministra devia ir já para casa! 

Aliás, tudo o que este governo tentou mudar ficou pior. 

No domínio da habitação, as medidas que tomou originaram um enorme aumento no preço das habitações, estão a dar cabo do pequeno mercado de arrendamento que existe e, como seria de esperar, porque este governo está-se nas tintas para quem tem menos recursos, o governo não tomou medidas para garantir habitação condigna à população com menos recursos, incluindo aos imigrantes. 

Relativamente ao controlo da imigração, ninguém sabe o que se passa porque não existem estatísticas nem dados publicados. Provavelmente, o governo ufana-se do que não conseguiu. Mas soube-se com espanto que o governo campeão da segurança conseguiu acabar com o controlo de fronteiras. Parece que o sistema pifou (palavras da ministra) e admito que a dita (ministra) também tenha pifado. 

Pelo meio ainda conseguirem dar cabo da paciência aos estrangeiros que nos visitam, contribuindo para dar uma má imagem do País. Mais uma área onde estiveram "bem ". 

É certo que o governo acalmou os polícias, os GNR e o pessoal das FA, despejando dinheiro em cima destes sectores profissionais. Mas, para além de despejar dinheiro, o governo nada fez nestas áreas e fez bem porque pelo menos continuam a funcionar. 

Temos um governo que estraga tudo em que toca e que desbarata os recursos que irão ser necessários mais tarde ou mais cedo. A incompetência é notória. Será que o governo também pifou? 

O Marcelo bem se pode "orgulhar" da herança que deixa, resultado da instabilidade que criou. É certo que o País ficou laranja em todo o lado, o que lhe deve agradar. Mas não é menos certo que a extrema direita espreita o poder, que o governo é populista e segue a agenda da extrema direita e que os principais problemas dos portugueses se agravaram. 

Boa Marcelo, "ganda" legado! De facto foi o pior presidente dos últimos cinquenta anos!

---------------------------------------------------------

Nota à margem: Tenho curiosidade em saber que passos vai o Xi Jinping dar para tentar fazer frente à política da Administração americana.

domingo, dezembro 07, 2025

Pior é difícil
-- A palavra ao meu marido --

 

Esta semana foram publicadas pela malta do costume conversas do António Costa transcritas do processo que muitos comentadores, e eu também, consideram que foi um golpe de estado institucional. Não li nem tenciono ler essas escutas, mas quem as leu não viu nas conversas o mais pequeno indício que pudesse levar a investigar o António Costa, antes pelo contrário. 

Percebeu-se, mais uma vez, que se trata de voyeurismo desenfreado, sem limites nem escrúpulos por parte do Ministério Público. Uma vergonhosa desgraça. O PGR, como é hábito, aos costumes disse nada -- é natural, para ele o pessoal não merece esclarecimentos. 

É mais do que tempo de os políticos, a mal ou a bem, custe o que custar, porem o Ministério Público na ordem sob pena de todos ficarmos nas mãos desta cambada. 

Mas este episódio faz-me também pensar no papel que terá tido o PR no processo que culminou no tristemente célebre comunicado da PGR. É certo e sabido que queria tirar o PS do governo e pôr lá o PSD mas, antes de aceitar a demissão do António Costa, não se informou? Não contactou quem devia para tomar uma decisão avisada? Vamos, mais tarde ou mais cedo, perceber o verdadeiro papel do Marcelo no comunicado. Será que não teve nenhum papel no golpe?

Entretanto, está marcada um greve geral para a próxima semana e o Montenegro ontem na AR fez o papel do costume. Acirra os ânimos e arma-se em valentão. Pensa que somos todos parvos e julgamos que são os perigosos esquerdistas que estão por detrás da greve ou que não percebemos que a lei laboral que o governo propõe desequilibra de tal forma as relações de trabalho a favor dos patrões que até ex-ministros do PSD e CDS não concordam com a lei proposta. Espero que a greve tenha êxito, que a ministra vá vender camisolas do Chega e que o governo seja obrigado a recuar.

De facto, estamos perante um enorme radicalismo deste governo que em tudo o que tenta mudar revela uma enorme inclinação à direita, senão mesmo à extrema-direita, com enorme desprezo por quem tem menos poder, nomeadamente, económico. 

A coisa é tão evidente que ontem o novo presidente do INEM ameaçou os trabalhadores de que ou faziam como ele queria ou estavam fora do barco. Há alguns anos, trabalhando eu numa das grandes empresas deste país, numa reunião de chefias, o meu colega que chefiava o maior número de trabalhadores afirmou exatamente a mesma coisa, mas de uma forma mais suave. Disse que o objetivo da empresa era todos tomarmos a carreira de autocarro para Viseu. Se alguém quisesse ir para Odemira podia ir à vontade mas não voltaria a ter lugar na carreira para Viseu. Na verdade, muito pouco tempo depois este valentão foi corrido e a rapaziada que tomou a carreira para Odemira ficou na maior. Vamos ver se não acontece o mesmo ao presidente do INEM, ao Luís, à mocinha da saúde, à matrona do trabalho... .Espero que apanhem o autocarro para a Cochinchina. Boa viagem é que eu desejo.

terça-feira, setembro 30, 2025

A falta de sanidade da Saúde e do Marcelo
-- A palavra ao meu marido --

 

Hoje foi publicado um relatório do IGF que confirma que chamar gestão à governação da actual liderança do INEM e à governança do Ministério da Saúde é um equívoco tão grande como confundir alhos com bugalhos, o género humano com o Manuel Germano ou a beira da estrada com a Estrada da Beira. 

Entre outras situações próprias do pior desgoverno, o relatório refere, segundo o noticiário da Antena 1, que os custos do INEM em 2024, face a 2021, aumentaram  45% por cada português e 29% por cada pessoa socorrida. Um enorme aumento como o referido justificar-se-ia, embora pareça difícil de explicar, no caso de ter havido um enorme aumento na qualidade do serviço. O que constatamos foi exatamente o contrário. Na prestação de serviços pelo INEM, o ano passado, as  barracas trágicas, sem comparação com anos anteriores, foram o pão nosso de cada dia. Mais uma quantidade estúpida de dinheiro torrado sem nenhum benefício. 

E o presidente do INEM, que soma barracas a seguir a barracas, e a ministra que tutela o INEM, que só por si é uma autêntica barraca, continuam a assobiar para o lado num coro meio afinado com o Montenegro. 

Até tem que vir "o mais desejado" -- também conhecido por Passos Coelho -- dizer que a saúde está um desastre, que tem que ser gerida e que os gastos com a saúde são incomportáveis. 

Que pouca sorte para o Montenegro & Cia. que até o Passos vem criticar este regabofe. 

O Marcelo mostrando a sua habitual sanidade e perspicácia veio dizer que estava preocupado com a saúde mas não deve estar muito pois diz que só fala depois das autárquicas. O curioso é que exatamente o mesmo Marcelo disse ontem que não dava para fazer leituras nacionais dos resultados das autárquicas. É o Marcelo no seu melhor. A hipocrisia do costume. Como o catalogou Passos Coelho, um catavento

Também não é impossível que este enorme aumento de custos promovido pela ministra e a degradação da qualidade de serviço do SNS não sejam apenas incompetência, sejam também fruto de uma certa estratégia inconfessa do governo, com o  PM na liderança, para passarem a saúde para os privados e darem cabo do SNS. Uma coisa é certa isto não vai lá com valium, têm que ser internados com urgência!

quinta-feira, janeiro 30, 2025

Alguém me elucida: em caso de ocorrência resultante do mau tempo, para onde se deve ligar?

 

O tempo anda-me curto.

Apesar de me ter levantado cedíssimo pois vinha cá um técnico fazer um arranjo (arranjo esse que custou uma pipa de massa mas que não resolveu o problema pois, segundo ele, o problema estará a jusante da instalação que ele reviu, coisa que escapa à competência dele), e o meu marido a essa hora vai à rua com o cão e teria que isolá-lo num recanto do jardim para o senhor poder entrar e sair sem ser devorado, o dia não me chegou para o que queria.

Não sei se estou menos produtiva ou se são muitas as interrupções mas o que se passa é que chego a esta hora sem ter conseguido fazer o que pensava que faria em três tempos e com uma perna às costas.

À tarde, quando íamos sair, pensando que parecia vir aí um agravamento de tempo e era melhor antecipar-nos, começou a cair uma bátega de água e levantou-se uma ventania dos diabos. Fui à janela. O loendro revirava-se e parecia que iria pelos ares. Um vaso caiu. No jardim da casa ao lado, o cão andava desorientado, sem saber o que fazer. O nosso estava abrigado debaixo do telheiro mas, mal o meu marido o chamou, veio logo.

Ficámos em casa.

Quando as coisas se acalmaram, fomos, então, sair.

Mais à frente, uma árvore de grande porte tinha caído, partido um muro e derrubado uns postes. A rua estava intransitável. Uma vizinha estava na rua. Disse que tinha sido o tornado. E que já tinha ligado para o INEM. 

Fiquei na dúvida se o INEM deve ser avisado nestes casos. 

Umas ruas mais adiante, pernadas de árvore, a rua também intransitável e pernadas partidas de outras árvores, ainda presas, mas prestes a despenhar-se lá de cima, podendo ferir pessoas ou danificar viaturas. Pensámos: não deve ser para o INEM que se liga, deve ser para a Protecção Civil. Liguei. Passado um bocado atenderam-me e disseram-me que não, que deveria ligar era para a Protecção Civil do município.

Lá procurei. Indicação de que estava fechada. Tem horário de expediente administrativo. Liguei na mesma. Ninguém, claro.

Resolvemos, então, ligar para os Bombeiros. Uma confusão, a senhora que me atendeu falava comigo ao mesmo tempo que falava com os colegas. Eu mal percebia se era a minha vez de falar ou se a senhora já se tinha esquecido de mim. Percebi que deviam ter recebido muitas solicitações e que não estava fácil distribuir tanto jogo. 

Mas ficámos na dúvida: numa situação destas, para onde é que, afinal, se deve ligar?

sábado, novembro 09, 2024

11 (ONZE!!!!)
Notícia do Expresso: INEM: Montenegro (...) diz que Governo não pode “andar atrás de pré-avisos de greve e a fazer reuniões de emergência”
Pergunto:
Ah não...? Mesmo quando o tema é a emergência médica? Os portugueses que se lixem... é isso?
Que morram à espera de um socorro que não chega?
É isso, Senhor Montenegro?!
A morte de 11 (ONZE!) pessoas alegadamente por falta de auxílio atempado não lhe pesa na consciência?

 

Mentenegro, que já em tempos, mais concretamente nos idos do seu guru Passos Coelho, apregoou que Portugal estava melhor, os portugueses é que não, afinal, anos decorridos, mantém a mesma filosofia: o Governo faz o que lhe dá na gana, faz esperar os sindicatos mesmo quando está em causa o atendimento urgente de doentes, por vezes doentes em situação limite, destitui conselhos de administração e directores de institutos ou serviços, por vezes quase correndo com eles a pontapé, assiste de galeria a mortes sucessivas por falta de atempado socorro (a ser verdade o que a comunicação social tem amplamente noticiado, parece que o número já vai em 11 (onze!) no prazo de uma semana) .... e a gente depreende das suas palavras que, se for preciso, para não ter que andar atrás dos avisos de greve, por ele assim pode continuar.

Se os que são escorraçados ficam sentidos, humilhados, e se os portugueses se transformam em vítimas impotentes... azarinho. O Governo não pode andar atrás da resolução dos problemas, segundo ele. Os problemas que esperem que Mentenegro e a sua inqualificável trupe têm mais que fazer.

É esta a pesporrência deste Governo de incompetentes, irresponsáveis e inconscientes.

E Marcelo, que apadrinha esta cambada, nada diz, nada faz.

Coitados de nós à mercê desta gentinha. Desta gentalha. Coitados de nós.

Ouvi que mais uma mulher grávida, no Algarve, depois de fazer mais de 100 km, acabou por dar à luz na ambulância, na autoestrada. 

Imagine-se se um destes partos corre mal e é preciso intervir. O que se faz? Deixa-se morrer a mãe? Deixa-se morrer a criança?

Ouvi também agora que morreu a oitava pessoa. Um homem de 53 anos que se sentiu mal. Ligou, ligou e nada, ninguém o atendeu. Em desespero, meteu-se à estrada, tentando chegar ao hospital. Imagine-se a aflição, o sofrimento limite. Morreu. Morreu na estrada.

Entretanto, na televisão, vejo o Mentenegro a sorrir e a dizer que não se resolvem os assuntos com demissões de ministros nem indo a correr atrás dos problemas. Sorri, sorri. Não sei porque sorri. Mas sorri. 

E não percebe que ele é que se devia demitir. Ele. Ele é o maior responsável pelo que está a passar. Ele é o maior irresponsável. Não percebe que o seu comportamento causa alarme social.

E vejo também que entrevistaram Marcelo que também sorri e também diz que não vai dizer nada. Também não sei porque é que Marcelo sorri. Sorri porquê, Presidente Marcelo? 

Tanta cobardia, tanto cinismo e tanta indiferença perante a gravidade da situação chocam-me.

Vi também o presidente do INEM, escolhido por este Governo (na sequência de mais um dos vários 'caldinhos' arranjados por esta incompetente ministra: ou seja, esta pessoa, um médico de 42 anos, foi escolhido após a demissão de Luís Meira e a nega de Vítor Almeida). Não deve fazer ideia de como se gere uma coisa como o INEM. Nunca deve ter ouvido falar em Serviços Mínimos, só para dar um exemplo. É que não se espera que a pessoa que gere um organismo como o INEM vá ele próprio resgatar vidas, espera-se é que saiba gerir equipas, fazer escalas, ter indicadores que meçam o bom desempenho, saiba resolver assuntos de várias naturezas como controlar gastos, negociar contratos, fazer aquisições estratégicas, etc. Grave é quem escolhe gente inexperiente para organismos que, por lidarem com a vida humana, se não forem bem geridas, têm consequências dramáticas. Quem paga é quem fica caído no passeio, quem, em desespero e pelos seus próprios meios, morre ao volante tentando chegar ao hospital.

Tudo isto é demasiado preocupante para poder passar em branco. Preocupante e grave.

Tem que haver consequências. E as consequências têm que ser proporcionais à gravidade do que tem estado a acontecer.

Leio que Mentenegro (e Marcelo, na bancada, a apoiar?) diz que Ana Paula Martins e Margarida Fiasco (como ontem ouvi dizer que lhe chamam) só saem quando resolverem os problemas. Como? Pode ser Mentenegro tão destituído e irresponsável que não perceba que elas são parte do problema?!

Se ainda não percebeu, então é ele, Montenegro, o tangas que venceu as eleições vendendo jogo branco, que já se tornou também o problema, é ele o responsável por estas escolhas, por estas avaliações, pelas graves ocorrências que têm acontecido.