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sábado, maio 24, 2025

Sebastião Salgado libertou-se das frágeis amarras da vida mas o o seu imenso e belo legado será eterno

 

As fotografias que fez desnecessitavam de cor. A luz moldava-se em gradações de preto e de branco. A humanidade do que ele retratava não precisava de mais pois o seu olhar que a lente intermediava transportava a vida inteira.

Todas as geografias, todas as raças, todas as paisagens ganhavam majestade quando vistas por ele. A dignidade de todos e de tudo tornava-se transcendente.

Foi ao fim do mundo, ao fundo dos poços, ao cimo das árvores, misturou-se com animais, com gente, captou a alma, o movimento, a perplexidade, o esforço, a dureza das condições de sobrevivência, o sorriso mais puro. 

Não sei se há outro fotógrafo assim.

Mas o seu legado não se cinge à fotografia. A transformação que ele e a sua mulher operaram em montes e vales antes inférteis e agora verdejantes, plenos de vida, em que a água corre, é igualmente memorável. 

Não há pessoas eternas por geniais que sejam. Somos todos pouco mais que ínfimas partículas neste universo  desconhecido. Mas algumas para sempre cintilarão como abençoados pontos de luz.

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Casal planta 2,7 milhões de árvores em uma área degradada e a transforma em uma incrível floresta

Em 1994, Sebastião Salgado, um dos mais conhecidos e premiados fotógrafos do mundo, resolveu dar um tempo do trabalho após um traumático episódio pelo qual retratava tragédias humanitárias em Ruanda, na África.

Ao retornar à fazenda da família em Aimorés/MG, percebeu que sua casa havia se transformado em um lugar desprovido de qualquer vida selvagem e só havia 0,5% de área coberta por árvores.

Naquele momento sua esposa, Lélia Wanick Salgado, o acompanhava em uma visita à propriedade, onde Sebastião passou boa parte da sua infância. A arquiteta olhou para aquela paisagem devastada e nasceu ali um projeto que traria verde e vida de volta àquelas terras.

Sebastião Salgado também enxergou essa nova paisagem e o projeto saiu do papel em 1998, quando o casal fundou o Instituto Terra. 

Desde então foram mais de 2.100 hectares de mata reflorestada pelo Instituto Terra, sendo 608,69 na Fazenda Bulcão, que se tornou uma Reserva Particular do Patrimonio Ambiental.

Somente na Fazenda Bulcão, o casal plantou mais de 2,7 milhões de árvores em uma área completamente degradada e a transformou em uma incrível floresta de Mata Atlantica.

Após mais de duas décadas de intensa dedicação, a floresta já abriga mais de 150 espécies de pássaros, quase 300 espécies de plantas, 33 espécies de mamíferos e 15 espécies de répteis e anfíbios.

O projeto também recuperou o fluxo hídrico da área, restaurou nascentes importantes para o balanceamento natural do espaço, além de ter melhorado a qualidade de vida de quem habita a região, através da revitalização do ar e de áreas de convívio ao ar livre.


segunda-feira, maio 29, 2017

Sebastião nunca fez uma selfie
(e agora que viu o que os olhos do pai vêem, talvez Juliano o compreenda e aceite melhor)



Fotografar o fotógrafo. Perceber o que vê quem vê. Reconhecer que a fotografia retrata o fotógrafo, mais do que o fotografado.

Tal como ver quem pinta. Tentar perceber como surge o que antes não existia. Acaso? Persistência?

Ou quem escreve. Escreve como? A que horas? De onde surge a ideia? Do mundo real? De sonhos?

E quem esculpe. Descobrir de onde vem a vontade de retirar o material que sobra. Da vontade de moldar a natureza? Do mero gosto em mexer nos materiais?

E os que fazem filmes? Como se forma a ideia? Como o concebem? De olhos fechados, imaginam as sequências, os cenários, as falas?

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Não é preciso tentar perceber a motivação de Juliano, tentar descobrir como nasceu o filme que ajudou a fazer. O Sal da Terra. As razões foram muito concretas e bem pessoais. 


O pai ausente não era perdoado pelo filho, as personalidades chocavam. Os de fora louvavam mas aquele em cujas veias corria o sangue do seu sangue apenas sentia a falta do pai. E, em casa, um irmão com sindroma de Down. E o pai preocupado com as crianças de outras geografias.


Até que, já homem feito, resolveu conhecer os mundos que cativavam o pai, tentar perceber as suas ausências, as suas causas que a tudo pareciam sobrepôr-se.

E, então, Juliano viu. Viu as crianças, a pobreza extrema, a tocante ingenuidade, a beleza suprema da natureza em estado puro, os intocáveis horizontes -- tudo o que enleava o pai e de onde ele regressava com imagens nunca antes antevistas.


O filme não é novidade, terá já uns dois anos mas hoje apeteceu-me ver Juliano e Sebastião juntos a falarem da sua vida em família, tão marcada pela devoção de Sebastião Salgado à fotografia.




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E, se vos apetecer descansar o espírito, queiram fazer o favor de descer e meditar um pouco na No Regret Farm onde as cabrinhas são fisioterapeutas do corpo e da alma.

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quarta-feira, agosto 19, 2015

Não é a perfeição: é o momento, é a emoção. Fotografia. Quatro fotógrafos.


Tribo Zo'e do Pará brasileiro no Projeto Gênesis de Sebastião Salgado





Annie Leibovitz: Life Through a Lens





Richard Sidey | Expedition Photography







INFINITY AWARDS RECIPIENT - MARIO TESTINO 



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Apenas como exemplo.


segunda-feira, agosto 03, 2015

Génesis. Uma viagem à dignidade humana e ao coração da Terra.


Depois do almoço de que falo no post abaixo (que acabou perto das 16 horas - porque fomos tardíssimo) e do passeio pela zona do Príncipe Real (post ainda mais abaixo), o destino era o inadiável. Parece impossível que sendo uma ida obrigatória a tivéssemos deixado para o último dia. Não está nos nossos hábitos deixar as coisas para a última mas tantos são sempre os programas que preenchem cada fim de semana que deu nisto.

Ou seja, apesar do calor que estava e apesar do corpo andar a pedir descanso, sendo este domingo o último dia da exposição Génesis de Sebastião Salgado, não houve como não ir.


Lá fomos e, claro, a fila dava a volta ao edifício. Contudo, desistir estava fora de questão. 






Somos grandes admiradores da obra de Sebastião Salgado. Tenho-o aqui ao meu lado, sorrindo, olhar franco, sorriso puro. Está na capa do livro Da Minha Terra à Terra que, no Um Jeito Manso, já referi. Não fora o adiantado da hora e a quantidade de fotografias que quero mostrar, falaria um pouco da vida deste economista, funcionário do Banco Mundial, que resolveu abandonar essa promissora carreira profissional para ir atrás do seu destino. 

O livro autobiográfico impressionou-me muito e fiquei a gostar ainda mais dele. Sebastião Salgado, apoiado pela sua mulher Lélia Salgado (sem a qual talvez ele não tivesse caminhado da forma livre como caminhou), é uma figura ímpar no mundo. Homem de paixões e de causas, ele capta o mundo no que ele tem de melhor e pior e fá-lo sempre com o coração aberto e com um olhar absolutamente límpido.

A fotografia não é um activismo, não é uma profissão. É a minha vida. Adoro a fotografia, adoro fotografar, estar com a câmara na mão, fazer o meu enquadramento, brincar com a luz. Adoro conviver com as pessoas, observar as comunidades, e agora, os animais, as árvores, as pedras. A minha fotografia é tudo isto, e não posso dizer que são decisões racionais que me levam a olhar para isto ou aquilo. É algo que vem de dentro de mim. O desejo constante de fotografar leva-me a voltar a partir. A descobrir outros lugares. Procurar outras imagens. Tirar sempre novas fotografias.
[Assim termina o livro que aqui tenho ao meu lado da autoria de Sebastião Salgado]

Não sabia bem se havia de aqui colocar apenas duas ou três fotografias ou mais. Claro que, imoderada como sou, vou colocar uma porção delas. Penso nos meus leitores que não viram a exposição: as imagens são tão de um outro mundo, um mundo longínquo, não conspurcado pela civilização, que acho que devem ser vistas pelo maior número possível de pessoas. Depois foi minha opção deixar que algumas mostrassem o reflexo da sala, de certa forma poluindo as próprias fotografias. É uma opção que certamente não será consensual mas foi a que me apeteceu fazer: a obra misturada com quem a vê.




E, portanto, sem mais palavras e ao som de On Earth as it is in Heaven (Ennio Morricone), eis algumas das fotografias de Sebastião Salgado da série Génesis.





























Para melhor conhecer a obra de Sebastião Salgado, entrem, por favor, em Amazonas Images


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Permitam que relembre que, a seguir, há mais dois posts que são duas sugestões.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda-feira. 
Dias felizes e cheios de saúde e alegria.

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domingo, abril 05, 2015

Renascer. A maravilha da natureza.








Estavam 30º e um sol de verão. As glicínias estão a rebentar com aquela energia própria deste tempo de ressurreição. Os cachos lilases já estão quase formados e eu, quando os vejo, sinto sempre aquela alegria enorme de quando se reencontra alguém que julgávamos perdido. Esgueiram-se pela azinheira, envolvem-se com o loendro, enroscam-se nos portões. O seu perfume é discreto mas, ao entardecer, nestes dias de calor, o ar fica mais doce, com aquela suavidade que vem dos seres requintadamente delicados.

À porta da casa, os lírios do campo também já apareceram. Apetece-me tocar-lhes, sentir a sua pele macia, quase transparente, uma transparência azul, irisada. Gostava de os poder tornar eternos mas depois penso que, se fossem eternos, talvez perdessem este seu lado etéreo, efémero, e talvez a sua graciosidade venha também disso, de a todo o momento sabermos que podem desaparecer.




Vendo-os de perto, percebemos que são de uma beleza quase insuportável. Fotografo-os rendida, como se não conseguisse compreender como é possível que da terra nasça um ser vivo tão incrivelmente perfeito.

Por todo o lado as flores despontam, azuis, amarelas, cor de rosa. Não sei o nome de muitas delas.




A minha mãe sabe, estas plantas são-lhe familiares, diz muitas vezes que a vegetação aqui é parecida com a da Arrábida. A ver se amanhã lhe pergunto qual o nome desta. Pensava que fosse sálvia mas fiz uma pesquisa e não me parece.

Aparecem por todo o lado, pés isolados junto ao tronco dos pinheiros ou em tufos no meio do tojo ou do alecrim ou, ainda, junto às figueiras.




E eu capto-as, como se fossem elegantes bailarinas, perfeitas, em frente de um cenário que se anula para as deixar brilhar.

Os pinheiros estão também numa euforia, lançam despudorados espigões dourados ao céu. Alegro-me, sei que isso corresponde à altura que vão ganhar, é de dar gosto ver como se desenvolvem de forma tão festiva.




Nestes dias de calor, o perfume dos pinheiros torna-se quase intenso mas é um intenso não agressivo, é suave, e, mais à frente, junto aos eucaliptos, o ar fica ainda mais perfumado, um cheiro tão bom a campo, a pureza, a bondade.

Quando aqui estou, tudo em mim é leveza, é disponibilidade para o encantamento. Maravilho-me com os caminhos cobertos de caruma, maravilho-me com as abelhas numa azáfama sobre o alecrim que é, por estes dias, uma manta florida, maravilho-me com o tom ocre das rochas, maravilho-me com o tomilho rasteiro e delicado, com o rosmaninho, com o ouro feérico das flores do tojo, maravilho-me com a luz dourada e com o desenho das sombras.

Peguei numa toalha turca macia e numa almofada e fui ler para um dos bancos de pedra que está sob o enorme pinheiro. Levei um livro. E senti-me imensamente feliz.




O chão está coberto de caruma, o muro tem desenhados os arabescos de sombra dos ramos do pinheiro, o calor aqui é suave, abrigado. Gosto tanto de aqui estar deitada, sentir o sol na minha pele. Dormir aqui é tão bom. Dormi. De facto, apenas li sobre a Biblioteca de Alexandria e Zenódoto, depois adormeci.

Sobre mim, lá bem alto, as ramagens do pinheiro. É como um tecto feito de céu e véus feitos de ramos de pinheiro. E pássaros. E como cantam...




Gosto de ali estar a ouvir os sons do campo: os pássaros, as abelhas, um cão que ladra ao longe, um sino que toca algures na serra ao fundo. Eu podia viver assim grande parte da minha vida, no campo, a ouvir os sons da natureza, a contemplar a beleza intocada.

Mas porque este domingo há outros afazeres, e vamos estar com os meus pais e a minha mãe vai poder estar outra vez divertida com as crianças, viemo-nos embora ao entardecer.

Na casa ao fundo da rua, os cavalos dourados passeavam devagar, felizes também.




São dóceis os cavalos, belos e dignos. Por vezes, à noite, ouço-os correndo na estrada e esse som arrepia-me, há qualquer coisa de misterioso no som de cavalos correndo na noite.

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Agora, ao escrever, lembrei-me da magnífica entrevista que Sebastião Salgado concedeu a Jorge Calado e que apareceu na revista E (do Expresso) da semana passada a propósito da exposição Génesis que vai abrir a 10 de Abril na Cordoaria Nacional em Lisboa - e que, como ali se diz, é uma 'declaração de amor à natureza'.


Transcrevo um pouco:

Somos uma espécie que não merece viver. Destruímos muitas outras espécies, estamos a estragar o planeta. A nossa espécie será aniquilada pelos próprios actos que provocou. Mas descobri que as outras espécies são tão importantes como a minha, que as formigas são tão ou mais importantes no planeta que o ser humano; as baleias e os gaviões também. Estou dentro de uma escala de espécies, pertenço ao grupo dos animais. Que a minha espécie desapareça, não provoca nenhuma mudança má no planeta; pelo contrário, o planeta será reconstruído de uma outra forma, provavelmente melhor. Os dinossauros – outra espécie dominante e agressiva – durante 150 milhões de anos e desapareceram. (…) o planeta é muito sábio e é capaz de se refazer. Eu não acredito em Deus, sou ateu. Mas acredito numa ordem geral das coisas. Acredito que a inteligência que se desenvolveu nestes biliões de anos de evolução é uma inteligência maior e que a evolução é uma coisa fabulosa. (…)

Ao concentrarmo-nos nos centros urbanos, ao vivermos nas cidades, já nos retirámos do planeta. Não conhecemos mais os pássaros ou as árvores, não sabemos distinguir uma ave macho de uma ave fêmea, ignoramos o ciclo da vida.


Gaivota sobre o Tejo, Lisboa logo ali

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Esse homem velhíssimo não se resignaria nunca a prescindir do amor. Amava as flores. No meio da sua solidão tinha vasos de orquídeas


[excerto de 'Estilo' de Herberto Helder e que faz parte do belo artigo de Ana Cristina Leonardo também da revista do Expresso da semana passada]


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As fotografias foram feitas este sábado - de tarde as do campo in heaven; de manhãzinha, a última no Ginjal.

A música é Veni Creator Spiritus - Hildegard von Bingen

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Permitam que vos diga que, descendo, encontrarão coelhões da páscoa, avozinhas maltratadas, religiões e humor à mistura.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo dia de domingo.
E que seja o início de um período de ressurreição, de esperança, de vida nova.

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domingo, novembro 24, 2013

Cavaco Silva fez o inevitável: enviou para o Tribunal Constitucional, para fiscalização preventiva, o diploma da 'convergência' das pensões (estúpido eufemismo para 'corte' das ditas) e, face a isso, o Governo prepara uma alternativa (ou vingança?): novo aumento de impostos. E o violento aqui é Mário Soares...?!?! Poupem-me.



Até que nível de pobreza querem Passos Coelho e Paulo Portas conduzir Portugal?

O Ricardo Araújo Pereira no Governo Sombra é que classificou bem estas pessoas que - perante a devastação que o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas sinistramente vem levando a cabo no País - criticam os alertas de Mário Soares, achando que o que ele disse no encontro das esquerdas foi um apelo à violência. Chama-lhes ele os mariquinhas da política. E diz que é como criticarem um tipo que, levando com um pingo de solda num olho, grita de dor ou solta um palavrão, ou seja, criticam o grito ou o palavrão ignorando que a causa foi o pingo de solda no olho.


Eu, que não sou do Norte, não me sinto muito à vontade a dizer palavrões e, por isso, fico-me por aqui porque, mentalmente, ocorrer-me-iam epítetos muuuiiiito menos carinhosos. Mariquinhas? Quais mariquinhas? Cobardolas - no mínimo.


Quanto mais quer Passos Coelho empobrecer-nos?
Tudo o que leio, tudo o que sei, tudo, tudo, me faz pensar que este Governo é perigoso, insensível, vingativo, e atenta contra a vida e a dignidade dos que trabalharam e deveriam ser respeitados e queridos, dos que trabalham e deveriam sentir-se motivados e confiantes e dos que deviam trabalhar mas não têm como.

Aos desempregados cortam o subsídio de desemprego, às crianças cortam o abono de família, aos doentes cortam as baixas, aos pensionistas cortam as pensões, a quem trabalha cortam os ordenados, aos jovens mandam-nos para fora do país. 


Cambada de vendidos, anti-patriotas. Cambada. Raios os partam.


Quando estaremos suficientemente explorados e pobres
 para que Passos Coelho e Paulo Portas se sintam saciados?
Toda a revolta que manifestemos é pouca. 

De facto, o que se está a passar é que o País está a ser arrasado e nós não passamos de um bando de carneiros mal mortos que não tugimos nem mugimos. E, mal alguém levanta a voz para se rebelar, logo aparecem as virgens ofendidas, as beatas de sacristia, os ratos de esgoto a protestar contra os que clamam. 

Como não clamar? Como?!

O País inteiro transformado num bando de cobardes...? Em ovelhas silenciosas a caminho do matadouro...? É isso que os Marques Mendes e os João Miguéis Tavares desta vida querem?

Ora caraças!

Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento.
Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.


Bertold Brecht

PS: E onde pára o Tozé Seguro que não é capaz de vir a terreiro levantar a voz contra os Passos Coelho e Paulo Portas (que não desistem de atentar contra a Pátria de todas as pérfidas formas que lhes ocorrem) e atacar os mariquinhas da política que tão assustados estão com a violência das palavras de Mário Soares? Ou está também assustado...? Bolas.


*

As fotografias a preto e branco são da autoria de Sebastião Salgado. Desconheço a autoria da fotografia  dos homens no meio do lixo

*

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo domingo.

(Nem que, para tal,
tenham que fazer de conta que já nos vimos livres da praga de que acima falei
e que já podemos respirar de alívio)

domingo, abril 08, 2012

Onde a propósito de 'O Bem e o Mal' de Manuel S. Fonseca se fala de 'Não de todo o coração' de Manuel António Pina e onde se mostram fotografias de Sebastião Salgado, se interroga sobre o grande enigma da mente humana e se mostra uma pintura de Salvador Dali - e tudo ao som da Patética de Beethoven. Não sei se é grande programa para um Dia de Páscoa mas foi o que me ocorreu


Música por favor

Beethoven - Sonata nº 8 para piano (Patética), por Daniel Barenboim


Charlot


A propósito da crónica de Manuel S. Fonseca no Expresso que também pode ser vista no Escrever é Triste e que dá pelo nome de O Bem e o Mal e na qual fala de Charlie Chaplin, pessoa de mau feitio e carácter não totalmente piedoso, lembrei-me de uma outra escrita em 2008 por Manuel António Pina em 2008 com o título Não de Todo o Coração.

Transcrevo alguns excertos:

Deixem-me parafrasear Beethoven: a bondade é a única forma de superioridade (não gosto da palavra, mas é a que usa Beethoven). A primeira vez que ouvi isto - e ouvi-o como se ouvem coisas que sempre soubemos mas não sabíamos que sabíamos -, perguntei-me se conheceria alguma boa pessoa. E conheço. Pelo menos, três ou quatro (sou um privilegiado). No entanto, o nazismo serviu-se de Beethoven, como se a própria beleza não fosse imune à maldade.

Rapazinho - Fotografia de Sebastião Salgado

E Manuel António Pina refere um poema escrito há cerca de 50 anos por um miúdo, o Ferraz, então com 12 anos, que vivia num Centro de Recuperação de Crianças:

                       Eu quero ser bom,
                       mas não de todo o meu coração
                       porque a bondade é intolerante,
                       é uma fortaleza contra os maus

E continua com um outro poema em que um miúdo, o Paiva, na altura com 8 anos, falava dos 'maus':

                      Os maus querem matar
                      o Nosso Senhor
                      com um chicote,
                      andam com setas.
                      Pregaram Nosso Senhor na cruz
                      atiraram-lhe setas
                      a ver se ele diz ai,
                      andam com cassetetes
                      os anjos maus,
                      andam à procura do Nosso Senhor
                      e o S. José a fugir com o cavalinho.
                      Depois ele parou em casa
                      depois deitaram o anjinho na cama.

E continua Manuel António Pina:

Por outro lado, a  bondade, como a beleza e como a justiça, pode ser terrivelmente destruidora, a bondade pode ser má.

Einstein e Mileva, a sua primeira mulher

Uma das mais inquietantes descobertas da minha juventude, foi a de que muitos dos meus ídolos eram feios, porcos e maus, que Pound e Eiolt eram anti-semitas, que Rilke era uma oportunista, que Chaplin batia na mulher, que Einstein se aproveitara de Mileva, nunca conhecera a filha Liserl e abandonara o filho mais novo, demente. 

É um pouco inquietante, de facto. Como podem pessoas até um pouco mesquinhas produzir obras grandiosas, pessoas lúgubres serem, noutra faceta da sua vida, divertidas; como pode a mente humana desdobrar-se de forma tão antagónica?

Salvador Dali - O enigma infinito


E como podem tantas pessoas fechar-se no seu pequeno mundo e não ver o grande mundo à sua volta? 

E como podem tantas pessoas, em nome da bondade, serem tão intolerantes, tão insensíveis, tão cegas às necessidades e anseios dos outros, como podem ser tão más?

E, mais inquietante ainda, como podem tão poucas pessoas causar mal a tantas pessoas?

Como podem as pessoas esquecer o sentido da palavra bondade?

[Não a bondade das pessoas boazinhas, moralistas, intolerantes, cheias de pequenas certezas, mas a bondade das pessoas imperfeitas que querem, acima de tudo, o bem de todas as pessoas.]

Rapariga numa escola - Fotografia de Sebastião Salgado

Há algum tempo, durante uma acção de voluntariado numa escola de uma zona carenciada, pedi aos miúdos (que tinham à volta de 14, 15 ou 16 anos) para escreverem algumas palavras e dizerem, a propósito, qualquer coisa que lhes ocorresse. E disse algumas palavras entre as quais a palavra bondade. Uma das raparigas, uma muito faladora, virou-se para mim, muito admirada: 'Bondade? Bondade...? O que é que isso quer dizer...?' e não sabia mesmo. Expliquei-lhe e ela sorriu, encolhendo os ombros como se eu estivesse a falar de metafísica, coisa totalmente deslocada naquele contexto. Várias vezes essa rapariga me disse que não queria estudar, dizia que não aprendia nada de útil, que só estava na escola a perder tempo, estava desejando ter idade para poder desistir. Eu andava intrigada com aquilo, aquele desinteresse absoluto, aquela vontade de ir para casa. Um dia perguntei-lhe. Ela explicou-me 'Quero ir tomar conta dos meus irmãos para a minha mãe poder ir trabalhar'. Simples, afinal.

Já nem sei onde é que quero chegar com esta conversa, com esta deriva. Comecei com uma ideia mas acabei aqui, nem sei como. 

Talvez queira apenas dizer que mais do que palavras vãs, moralismos sem sentido, intolerâncias absurdas, deveríamos antes pensar nas crianças, nos que mais precisam, nas pessoas em geral, no seu bem estar, no seu futuro, na segurança, na estabilidade, no desenvolvimento, na liberdade.

Ninguém é perfeito, há pessoas absolutamente contraditórias, parecem uns anjos mas afinal são pérfidas criaturas. Pode acontecer que, apesar disso, deixem uma obra fantástica. Mas o pior é quando nem isso, quando deixam atrás de si aridez, pobreza, devastação.

Mas hoje é dia de renascimento, dia de todas as esperanças. Por isso, vamos esperar que venham tempos que justifiquem o sacrifício de todos os que, de uma maneira ou de outra, se sacrificam, se esforçam, lutam por uma vida melhor.

Crianças - Fotografia de Sebastião Salgado


Tenham, meus Caros, um belo dia de Domingo de Páscoa.


terça-feira, fevereiro 07, 2012

As fotografias de Sebastião Salgado, a Universidade dos Pés Descalços de Bunker Roy e o som de Natalie Merchant - e um programa de vida: não baixar os braços, lutar, inovar, crer, querer melhorar, querer viver uma vida digna, decente e feliz


Música, por favor.


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Defender que a vida deve ser um calvário, uma prova de obstáculos, uma sucessão de derrotas é do pior que há. É uma estupidez, é uma coisa mórbida.


A vida deve ser fácil, suave, cheia de sucessos, com as pessoas a gostarem uma das outras, a ajudarem-se mutuamente, leais, generosas, cada pessoa deve ter direito ao seu grande amor (ou a mais do que um), aos seus momentos de arrebatada paixão (se necessário for, intercalados por momentos de drama para acentuar ainda mais o calor da paixão), a vida deve poder ser vivida sem rupturas insuportáveis, sem tragédias, sem sofrimentos prolongados. A vida deve ser uma sucessão de realizações, deve proporcionar motivação, entusiasmo, alegria. A vida deve ser uma feliz procura de conhecimento, de experimentação, de descobertas surpreendentes e boas.

Sebastião Salgado com Lélia (que dizem que 'costura as suas imagens')

As pessoas com mais de sessenta (eu, se tudo me correr como desejo, hei-de lá chegar, e depois serei  septuagenária e, depois, por aí fora, até ser uma centenária bem disposta e atilada da cabeça – e façam o favor de perceber que isto sou eu a falar na brincadeira, não sou maluca ao ponto de pensar que a vontade tudo pode) devem concordar comigo pois, como já aqui o referi, as pessoas, à medida que têm mas experiência de vida, vão percebendo melhor o que é a tolerância e a felicidade. Mas os que são jovens devem achar que inalei qualquer coisa estranha (por exemplo o gás do riso – que levou a Demi Moore ao hospital, imagine-se uma coisa destas), que devo estar a flutuar algures num qualquer limbo bem acima da realidade.

Nada disso. Tenho os pés bem assentes na terra, movo-me em terrenos em que a racionalidade e o pragmatismo são indispensáveis.

Contudo, o que penso é o que escrevi e isso é todo um programa de vida.

Acredito que nos foi dada (pelos nossos pais – por quem mais havia de ser?) a possibilidade de vivermos e que é agora e só agora que deveremos usar os meios que temos ao nosso alcance para desfrutarmos essa experiência da melhor maneira possível. 

Índios Zo'e do Pará

Sendo supostamente dos poucos seres racionais à superfície da terra, porque nos haveremos de portar mais irracionalmente do que os animais das demais espécies?

Que não se pense que isso significa usar à labúrdia todos os recursos, espatifar com tudo à nossa volta numa insana luta hedonista - o prazer pelo prazer do prazer, como se não houvesse amanhã. Há amanhã para nós, para os nossos descendentes, para as gerações futuras e o que deveremos querer, de forma consistente e sustentada, é um mundo cada vez melhor em que as pessoas vivam em paz e harmonia entre si e entre si e a natureza.

Oração de agradecimento em Oaxaca, Máxico

O que isto significa é que pensar assim é sinónimo de:
  • não fazer da expiação, do sofrimento, do empobrecimento, do desemprego, uma prática política;
  • é não fazer da amargura e azedume uma forma de estar;
  • é não querer que a comunicação social se alimente de tudo o que é mesquinho, negativo, deprimente;
  • é querer que se divulgue o que é bom, belo, feliz e não, sistematicamente, o que é mau, horrível, angustiante;
  • é querer que a arte em todas as suas formas seja de divulgação obrigatória desde a mais tenra idade;
  • é querer que, nas escolas, se ensine os jovens a serem melhores cidadãos, a saberem lidar com o inesperado, a saberem conhecer-se, a serem lutadores, exigentes, a terem auto-estima
  • é ensinar, mas ensinar mesmo, filosofia, psicologia (a par da língua portuguesa, das matemáticas, de outras ciências, das demais humanidades, etc, etc .) pois o País precisa de gente com saber, com técnica – mas gente culta, informada, bem formada, que saiba pensar, que saiba lidar com os outros, que saiba vencer as suas próprias limitações, que perceba que há sempre mais para além do que já se sabe;
  • é ensinar a dar, é ensinar a receber, é ensinar a partilhar
  • …. e mais coisas neste comprimento de onda.

Sei que quem me esteja a ler e tenda para o pessimismo vai achar que isto é xarope e do mau, que isto poderia ser convertido num livro de capa azul e muitas florzinhas e borboletas, com a minha cara retocada, rosada e sorridente e, lá dentro, muitas fotografias do género, passarinhos, carinhas larocas, frases a bold e muita auto-ajuda.

Paciência. Podem fazer os sorrisinhos complacentes e superiores que tanto se me dá.

Sei por prática que isto é saudável e que é possível.

Se na mesma organização houver um sector que segue esta linha de conduta e um outro em que de cima vêm exemplos de derrotismo, de inércia, de rivalidade, as diferenças dentro de cada departamento são notórias. De um lado teremos pessoas motivadas, lutadoras, generosas, bem dispostas e, do outro, teremos pessoas abúlicas, desinteressadas, ressabiadas, improdutivas.

O País tem que sair da fossa em que se encontra e na qual parece que há quem queira que fiquemos enterrados, vivos.

Serra Pelada


Não podemos globalmente, como nação, expiar culpas que não são de toda a população, não podemos deixar-nos para aqui ficar sendo geridos por quem não sabe nada de coisa nenhuma, um governo que a única coisa que sabe fazer é obedecer cegamente a ordens, mesmo quando as ordens conduzem ao caos, à penúria e à desestruturação social como se vê que está a acontecer na Grécia.

Para clarificar o que penso: acho que, na situação em que estávamos, endividados por décadas de desequilíbrios estruturais, com os 'mercados' a atacarem-nos como cães esfaimados, com as taxas de juro a dispararem dia após dia e com as agências a não nos largarem as pernas, não podíamos ter deixado de recorrer a ajuda financeira nem podemos deixar de pôr em prática medidas de reestruturação e de contenção de gastos despropositados. Na altura em que li o memorando da troika concordei com grande parte do que li. Era um programa de racionalização bem feito. O drama é o prazo tão curto pois não se fazem ajustamentos destes em 3 anos, o drama é querer ser mais papista que o papa e desatar a fazer tudo e mais do que isso, com medidas avulsas e a correr, sem olhar aos danos colaterais ('custe o que custar' diz Passos Coelho numa bravata que lhe há-de, um dia, sair cara e depois se verá quem é o piegas) e, pior, muito pior que isso, o drama é não equilibrar esse plano com um outro de relançamento da economia.

O facto de olhar apenas para um dos lados da equação e à bruta, tem provocado todo este desequilíbrio suicidário.



O que há a fazer é ter um pensamento estruturado para o país, um pensamento baseado na confiança, na auto-estima, na motivação, no conhecimento, e pô-lo em prática de forma balanceada: racionalização de gastos por um lado e relançamento económico, por outro - e tudo acompanhado por políticas humanistas e de incentivo ao conhecimento.



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Peço agora a vossa melhor atenção para Bunker Roy e a sua notável Universidade dos Pés Descalços.


(Está legendado e dividido em duas partes - mas, por favor, tentem ver tudo)





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Tenham, meus Caros, um belo dia!

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(PS: Já o disse no título e penso que não oferecem dúvidas pois têm inegavelmente a sua marca, mas não é demais repetir: as fotografias, de uma sensibilidade tocante, são de Sebastião Salgado.)
  

sábado, dezembro 24, 2011

Um bom Natal a todos - e aqui vos deixo presentinhos para (quase) todos os gostos


Isto hoje pede uma musiquinha. So it is Christmas. Portanto, assim sendo, por favor, play it .
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Para (a ordem é aleatória e alguns dos nomes têm várias destinatárias):

a Leonor, a Helena, a Ana, a Margarida, a Maria, a Teresa, a Teté, a Tita, a Era uma Vez, a Ivone, a Rita, a Mariana, a Guida, a Isabel, a Rosa, a Alice, a Olinda, a Luísa, a Rosário, e para todas as outras cujo nome não enunciei ou cujo nome desconheço.

e também para (e a ordem é, de novo, aleatória e de novo há nomes que têm vários destinatários):

o João, o Carlos, o António, o Patrício, o Jorge, o Salvador, o Zé, o Francisco, o Henrique, o Pedro, o Eduardo, o Paulo, o José, o Daniel, o Luís, o Luiz, e para todos os outros cujo nome não referi ou cujo nome desconheço.


Meus queridos leitores,

Para as pessoas com família o Natal é uma festa muito feliz, tantas vezes a casa cheia com risos de crianças, com sorrisos dos mais velhos, uma festa com brinquedos pela casa toda, presentes que são afectos, uma mesa cheia de luz.

No entanto, para os que não têm família ou que têm uma família pequena e sem a alegria dos risos das crianças ou das piadas dos mais jovens, pode ser uma época algo triste.

É para todos vós estas minhas palavras - para os que chegam ao natal cansados de tantos preparativos mas que se consolam com a ternura e o aconchego dos afectos familiares, mas é, especialmente, para os que me estão a ler e que não vão ter um dia especialmente festivo. Para vocês, em particular, o meu carinho.

Quero desejar-vos a todos um dia feliz, independentemente de o passarem com mais ou menos companhia, quero enviar-vos o meu afecto, o meu sentido reconhecimento por me lerem, por me fazerem companhia. É para vocês que escrevo. Gostaria de vos oferecer o presente que vos faria feliz mas gosto de oferecer presentes personalizados, tenho dificuldade em escolher um único que seja especial para cada um de vocês. Por isso, deixo aqui uma série de embrulhinhos para que escolham, abram um ao acaso ou abram todos.

Um bom Natal e beijinhos para todos.

E agora vamos lá correr para a chaminé para escolherem o vosso presentinho.




1. Natal é nascimento. É isso que festejamos (mesmo que a data possa não ser exactamente esta... deixemo-nos de minudências e festejemos na mesma). O nascimento de uma criança é sempre uma alegria, é sempre uma fonte de esperança, é o caminho do futuro. Vejamos, portanto, o momento de um nascimento, coisa que para mim é um verdadeiro milagre.



2. A versão maluca de um nascimento (já sabem que eu gosto de coisas malucas, não me levem a mal):  Monty Python's Meaning of Life - ah o que eu me rio sempre que os vejo...



3. As grandes vozes nas músicas de Natal. Aqui temos The Mormon Tabernacle Choir e Audra McDonald a interpretarem Have Yourself a Merry Little Christmas.



4. Continuamos na grande música. Agora temos de novo The Mormon Tabernacle Choir mas interpretando, sob a direcção de Jerold Ottley, O Tannenbaum (O Christmas Tree que é como quem diz, Oh Árvore de Natal) .



5. Tempo para publicidade. As meninas da Victoria's Secret Adriana Lima e outras Anjinhas tentam cantar os Jingle Bells signed, desejando umas Festas Felizes e um bom Natal.



6. Continuamos na publicidade. Agora uma disparatada relativa a uma cerveja bem fresquinha. Sorry.



7. Tempo de coisas sérias, de novo. Agora a voz das mulheres. Maria Bethânia diz poesia, Poema do Menino Jesus, Alberto Caeiro. Como ela diz bem os poetas portugueses... Fernando Pessoa na voz de Bethânia soa tão bem...



8. De novo uma mulher. Sophia, como não podia deixar de ser. Sophia em casa, a voz de Sophia, Sophia lendo as suas palavras.



9. Natal é também, para mim, a história de uma mãe. A mãe que deu à luz numa gruta, em fuga, a mãe que sofreu pelo filho, que o viu arriscar-se, lutar pelos outros, ser perseguido, uma mãe que chorou aos pés da cruz em que o seu filho agonizava. Por isso aqui vos deixo duas imagens de mães vistas pela objectiva de Sebastião Salgado, mães que não desistem dos filhos apesar das duras penas que enfrentam para sobreviver.






10. Até parece mal, depois destas imagens, eu ir mostrar-vos uma coisa assim. Mas, vocês já sabem, gosto sempre de acabar com um sorriso nos lábios. Por isso, minhas amigas, vamos lá a prestar atenção. O modelo não é extraordinário mas é o que consegui arranjar. Mas, meus amigos (do sexo masculino), isto é também para vocês - vamos lá também prestar atenção, replicar os movimentos, ensaiar até saberem fazer o mesmo - para darem uma presentinho à maneira à vossa mulher, namorada, amiga colorida, concubina, whatever.... :)



E é isto meus amigos, espero que tenham encontrado alguma coisa ao vosso gosto e desejo que tenham uns dias tão felizes quanto possível. E divirtam-se.