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terça-feira, março 04, 2014

Judite de Sousa e o seu novo amor, o jovem informático Nuno Albuquerque, é que não foram. De resto, Jane Fonda, Jon Hamm, Harrison Ford e Calista Flockhart, Candice Bergen e tutti quanti marcaram presença: depois da Cerimónia dos Oscares, a festa é a organizada pela Vanity Fair. Celebridades, companhias, toilettes.


Já sabem: se estou cansada, adoentada, chateada, furiosa, preocupada, e por aí vai, o que me ocorre não é carpir, invectivar, ou outras coisas acabadas em ir ou ar, quiçá até acabadas em er. Nada disso. Só me apetece falar de ligeirezas, parvoíces e outras irrelevâncias.

Por isso, para que não digam que vieram ao engano, vou já avisando: por aqui, hoje, não vai sair nada que tenha muito sumo.

Enfim. Pode ser que alguns cavalheiros achem que, bem espremidas as coisas, alguma suculência encontrariam. E vou esforçar-me por que as senhoras tenham também motivo para encontrarem alguma substância.

Vamos ver.

No post abaixo já vos mostrei os 4 melhores vestidos da Noite dos Oscares 2014. Aqui, agora, prossigo com a festa.


Música, que festas a seco não dá: que entre outra das canções nomeadas

Do filme Her - Karen O and Spike Jonze interpretam "The Moon Song" 



*

A verdadeira festa acontece depois da cerimónia. São célebres as festas organizadas pela Vanity Fair. Não são para qualquer um e todos sabem que é lá que se encontram os felizes e os que disfarçam as suas frustrações, mais os bem dispostos e os que já não precisam de fazer à foto em revistinhas de tipo Ana ou Maria.

Na Vanity Fair encontram-se os que têm alguma patine, algum chic, os que têm alguma coisa de especial.

Gosto de espreitar a Vanity Fair. Há ali um bom gosto que me agrada, uma ligação à arte, uma irreverência desempoeirada que traz uma certa modernidade. Vendo bem as coisas o que eu escrevi está cheio de redundâncias mas não me apetece coar a escrita. 

As fotografias dos que compareceram são muitas mas não vos ia maçar para além da conta, não é?

Por isso, escolhi aqueles que acho giros, que têm pinta, de quem gosto, aqueles com quem me sentaria à mesa ou quem talvez conseguisse conversar sem esforço - bem, estou a exagerar. Com os três últimos talvez me limitasse a trocar uns leros sobre trapinhos e assim


A chamada ménage à trois mas esta é das inofensivas:

Bono e o casal  Portia de Rossi e a mulher, a apresentadora,
Ellen Degeneres




De propósito para a leitora JV

a intemporal e bela Jane Fonda e o viril Jon Hamm


Um casal com muita pinta:

O destemido Harrison Ford
e a elegantésima e extraordinaireCalista Flockhart



O soma e segue e que, pelos vistos, por onde passa

vai fazendo filhos: Bruce Willis aqui com Emma Heming 



Quando eu for grande quero ser como ela, giraça, classuda, bem humorada:

Candice Bergen com Marshall Rose



Bela e elegante, a quase intimidadora

Evan Rachel Wood


Tivesse eu a idade dela
e tivesse sido convidada para a festa
a ver se eu não ia assim vestida:

Karlie Kloss, a menina marota



Não faz o meu género
 que sou mais dada a morenos com ar mal comportado
mas, enfim, reconheço que tem um certo charme:

Simon Baker com uma companhia bem gira mas de quem não sei o nome


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Judite, a cougar,
que se viu livre, em boa hora, do Seara
Pois é: acabo de ler por aí que outra que soma e segue é a colunável, diabolizada (ela assim se disse) e putativa Pipi das Botas Altas, a Judite Dartacão de Sousa. 

Com 53 anos e saída de um divórcio que a arrasou, eis que leio que Judite de Sousa está de novo apaixonada, agora por um consultor informático de 36 anos, Nuno Albuquerque de seu nome. Nada de mais uma mulher apaixonar-se por um homem quase 20 anos mais novo. Tem alma de cougar e faz ela muito bem. Um homem com 36 anos já tem alguma sabedoria e ainda deve ter pedalada que se veja pelo que é bem capaz de estar quase no ponto. Faz bem a Judite. 


Aliás, percebo-a bem. Depois de aturar o catavento mediático que já cansa de tanta fungadela inconsequente e, ainda pior, o Mas-ó-Dr. Medina (Carreira), essa bolorenta múmia que lhe atenta o juízo, só lhe deve apetecer sacudir o sarro e a baba que eles deitam e, foge!, respirar ar puro. 

Daqui lhe desejo as maiores felicidades. Uma mulher apaixonada fica mais bonita e tem mais motivação e os espectadores agradecer-lhe-ão essa atenção. E, de resto, toda a gente merece a felicidade e eu, verdade seja dita, até nutro por ela um bocadinho de simpatia.


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Como é bom de ver não é hoje que tenho disposição para escrever sobre ressuscitadas criaturas que são patetas todos os dias e que atribuem aos outros patetices que são apenas suas, ó patéticas e relvosas criaturas.

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Relembro: Para os quatro melhores vestidos da Cerimónia dos Oscares é favor descerem até o post seguinte.

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E, por hoje, por aqui me despeço. Amanhã tenho cá os meus meninos mais cedo ainda do que quando vou trabalhar. Eu não trabalho mas os pais das crianças sim. Por isso, amanhã é outra vez dia de festa cá em casa.

E com o mau tempo que está, nem deve dar para irmos com eles para o jardim. A ver vamos. Já aqui tenho uns livros de actividades que eles adoram. E têm, claro, os brinquedos. Mas, vá lá perceber-se porquê, só querem brincar comigo.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça feira!


domingo, março 02, 2014

Prestes a apresentar os Oscares, eis Ellen DeGeneres fotografada por Annie Leibovitz para a Vanity Fair - e pode ser que a nossa entertainer de trazer por casa, a inconseguida Sãozinha Esteves, num dos seus arroubos criativos, se lembre de também posar assim para algum fotógrafo de referência


Gostando de fotografia como gosto, claro que gosto muito da Annie Leibovitz, já aqui falei dela muitas vezes (e agora reparo que tenho aqui ao meu lado dois livros daquela que foi o amor da sua vida, Susan Sontag), e gosto de saber o que ela anda a fazer.

Desta vez a lente através da qual Annie Leibovitz vê a vida, fotografou Ellen, uma mulher simpática, com um sentido de humor delicioso, corajosa, lutadora por causas meritórias. As poses escolhidas evocam Fred Astaire no filme Royal Wedding e podem ser vistas, claro, na Vanity Fair.


Ellen DeGeneres vai apresentar a cerimónia dos Oscares 2014. 





Nestas coisas gosto sempre de ver a sessão em si. Gosto de ver Annie Leibovitz em acção e gosto de ver como os fotografados se reinventam para irem de encontro ao que Annie espera delas.



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quinta-feira, novembro 08, 2012

Barack Obama, um presidente na Casa Branca com uma 'boa pegada' (= que sabe agarrar bem numa mulher), cheio de swing e com uma excelente capacidade de comunicação... Good luck Mr. President! (e só espero é que desta vez não se rodeie dos mesmos conselheiros financeiros que causaram a crise financeira internacional - tal como o fez no primeiro mandato).


Tem muita pinta, tem um bom balanceio, é sexy, é um inegável sedutor*, tem ar de ser meiguinho, dança bem, tem um andar entre o desengonçado e o malandreco, tem um sorriso cativante e uma gargalhada franca. Tem uma invejável capacidade de improviso, tem uma voz quente e poderosa. Tem um projecto democrático, humanista. [Não sei se diga que a ordem pela qual enunciei os atributos de Obama é arbitrária, se diga que está pela ordem inversa ou se deixe no ar para que, quem quiser, tire as suas conclusões. Mas, uma coisa vos digo: não é à toa que se diz que foram as mulheres que o elegeram.]

No primeiro mandato titubeou e condescendeu em alguns aspectos em que o não deveria ter feito, teve medo de arriscar ou teve medo de enfrentar a fúria dos 'mercados'. Seja como for, tenho esperança que neste seu segundo mandato se sinta mais livre para mostrar ao mundo como é o seu verdadeiro projecto.

E, para o caso, isto é, para as eleições, o que interessa é que entre ele e Mitt Romney, conservador e antiquado, inculto, de um moralismo obsoleto, assustadoramente tacanho e retrógrado, não podia haver dúvida. Os EUA e o mundo em geral precisam de governantes modernos, que pensem o futuro com a mente aberta e com o genuíno intuito de progresso.




* Bem, talvez ainda não tão sedutor quanto o charmoso, ultra-sedutor e ultra-convincente Bill Clinton mas, enfim, também ainda é mais novo (agora uma coisa é verdade: a Casa Branca tem tido uns presidentes democratas que faz favor, olá se tem).

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Provas documentais de alguns dos atributos acima referidos


A dança abaixo não é de agora mas vale na mesma. 

And be happy Mr. President!



A primeira dança com a Primeira Dama



Dançando no programa de Ellen Degeneres



O último discurso de Obama na campanha eleitoral


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Em dia de festejos por Obama (porque, como europeia, tenho mesmo que festejar), quero, no entanto, convidar-vos. Não sou especialmente original nos meus convites mas, por favor, não se prendam com isso pois gostava mesmo que viessem daí, até ao meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa. Hoje as minhas palavras perdem-se entre o mar e o céu em volta dos espaços verdes e silenciosos de Herberto Helder. A música é uma maravilha, e é, claro, ainda de Jean-Baptiste Lully.

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E tenham, meus Caros Leitores, uma bela quinta feira. 
Se me permitem o conselho, gozem muito bem a vida que ela é efémera, preciosa.


terça-feira, outubro 04, 2011

Onde se refere a entrevista de Artur Pizarro ao Expresso na qual fala da sua homossexualidade e onde eu aproveito a boleia para dizer de minha justiça


Na revista Única do Expresso de sábado passado li uma interessante entrevista do pianista Artur Pizarro. Conhecemos a obra e não conhecemos a pessoa e, ao sabermos algumas coisas, ficamos surpreendidos. Sabemo-los cosmopolitas, viajados, reconhecidos, sorridentes, virtuosos e nem nos lembramos que são pessoas tal como nós.

Vi, pelas fotografias, que está bem mais magro do que o tinha visto há algum tempo e, de facto, confirmou que fez dieta, faz exercício, que está bem melhor assim, parece outro.


Sabia que tinha sido aluno de Sequeira da Costa mas não sabia das tensões entre eles nem que este se tinha tornado padrasto dele. 

Nada disto acrescenta ou retira valor à mestria das suas actuações mas somos assim, todos um pouco voyeurs, parece que teremos mais estima pelos artistas se partilharmos um pouco da vida deles.

Mas o que me deixou admirada foi ele ter dito que viveu, em negação e desespero, a descoberta da sua homossexualidade e que a mãe deixou de lhe falar quando o soube. Agora isso está ultrapassado e desde há alguns anos está casado com o seu parceiro de mais de uma década, a mãe foi ao casamento mas, pelo que ele diz, percebe-se que há ainda ali uns aspectozinhos a acertar.

Permito-me comentar este aspecto tão pessoal porque consta da entrevista que concedeu. Caso contrário, seria coisa que nem me ocorreria referir.

Cada pessoa apenas pode falar por si e, por isso, longe de mim censurar a mãe dele ou todas as mães que reagem com susto e contrariedade ao saberem que um filho é homossexual. Há questões culturais que, provavelmente, se sobrepõem à racionalidade.

Se algum dos meus filhos fosse homossexual – e eu acho que descobriria isso ainda antes deles próprios o descobrirem – presumo que ficaria preocupada mas preocupada sobretudo por antever que iriam ter a vida mais dificultada do que se o não fossem; e acho que tudo faria para os apoiar e ajudar. Mas sei lá, só perante as situações é que a gente pode saber.

Comecei a falar muito cedo e muito cedo comecei a ser afectuosa, alegre. Mais tarde, na adolescência, tornar-me-ia um pouco mais tímida e reservada, mas na minha infância era daquelas crianças faladoras, alegres, com quem toda a gente se metia e que sorria e falava com toda a gente.

Logo muito pequena tive um grande amigo, que manteria como grande e especial amigo até aos meus 10 anos. Ele era 1 ano mais velho que eu e era o meu oposto, tímido, reservado. Mas gostávamos muito um do outro e corríamos the extra mile para brincar um com o outro.

Uma das recordações que tenho muito clara é de como eu gostava de lhe dar beijinhos e de andar de mão dada com ele, dizendo que era o meu ‘rapaixonado’. Toda a gente me corrigia mas eu achava que a palavra ficava incompleta se lhe tirasse o r inicial. Já mais crescidinha, condescendi mas sempre com a interior sensação de estar a descalçar a palavra. As pessoas riam-se de me ver assim, menininha pequenina e já dengosa e, na brincadeira, perguntavam-me ‘O que é o Gu?’ e eu respondia confiante, ‘É o meu rapaixonado’ e abraçava-me a ele, que ficava envergonhado com as minhas públicas demonstrações de amor. Mas para mim era uma atracção natural.


Na infantil e na primária, adorava fazer-lhe ciúmes com outros meninos que gostavam de mim, via que ele sofria e mais ainda eu fazia (coisas já de mulher) mas, depois, era para o pé dele que eu ia e era com ele que eu brincava depois das aulas (a minha avó, em casa de quem eu ficava até ir para a minha casa, morava ao pé dele).

Mais tarde, separámo-nos porque fomos para escolas diferentes e aí, de novo, eu voltei a apaixonar-me por um outro menino. E depois por um outro, naquela natural volubilidade da adolescência.

Até que, ainda novinha, comecei a namorar mais a sério, e, depois, um pouco mais tarde, mudei de namorado e casei-me.

Quero com isto dizer que sempre me senti atraída pelo sexo oposto e sempre o assumi e demonstrei com naturalidade. A minha afectuosidade sempre foi expressa e retribuída abertamente, sem medos, sem vergonhas, às claras.

Mas não é por minha opção que sou heterossexual, nem foi por educação, nem foi pressão da sociedade. Nasci assim. E de uma coisa eu estou certa: se por uma qualquer inversão de factos, fosse suposto eu negar ou esconder ou mesmo disfarçar a minha orientação sexual, ficaria absolutamente incomodada e infeliz. Não consigo imaginar-me a fingir-me atraída por mulheres ou a simular algum relacionamento íntimo com mulheres. Seria uma violência extrema sobre a minha natureza. Extrema e injustificável.

Por isso, também não concebo que alguém tenha que esconder ou negar a sua homossexualidade. É igualmente violento e injustificável. Nem concebo que se descrimine, censure, evite, rejeite alguém, seja por que for ou para o que for, por ser homossexual.

Ellen Degeneres e Portia de Rossi

Acho uma coisa do além as pessoas que tentam fazer-se passar por heterossexuais, namorando ou mesmo casando com pessoas do sexo oposto, quando a sua natureza os puxa para pessoas do mesmo sexo. Que vida vivem essas pessoas? Porquê? A troco de quê?

Deve ser massacrante forçar a própria natureza, deve ser um suplício andar a esconder, andar com medo que descubram. Para quê?

Porque não assumir transparentemente, viver a vida normalmente? É que a vida é tão curta para ser desperdiçada por motivos tão estúpidos.

Haverá pessoas que espreitem de lado, que comentem… e daí?

O que é preferível? Eu acho que mais vale enfrentar de cabeça erguida e sem receios alguns eventuais olhares de soslaio do que viver uma vida atormentada.

E também acredito noutra coisa: imagino que não seja pelo facto de se ser homo ou heterossexual que o relógio biológico funcione de maneira diferente. Imagino eu que uma mulher ou um homem senter o instinto de ter um filho seja qual for a sua orientação sexual. E, vivendo num ambiente familiar de afecto, não vejo por que não terem filhos. Devo dizer que, no entanto, me faz um pouco de impressão pensar numa criança criada por dois homens mas isso é porque acho que o colo aconchegante de uma mãe não tem comparação com o colo de um pai mas, enfim, isso já é uma impressão minha. Se um casal masculino se sente capaz disso, com jeito, com dedicação, afectuosidade, também não vejo porque não hão de poder ter filhos. Quantos casais heterossexuais há que são completamente disfuncionais, secos, incapazes de disponibilidade ou de afecto? Isso é que é mau para se criar uma criança. E, além do mais, haverá sempre o colinho doce e fofo das avós.


Elton John, David Furnish e o filho de ambos
 E o resto que se dane.

Se ao fim de séculos de civilização ainda há pessoas que não sabem que a natureza tem destas coisas, problema o delas.

Eu acho que há várias coisas importantes nesta vida mas, de entre elas, uma se destaca: desde que estejamos dentro da lei, que não estejamos a comprometer negativamente o futuro, e desde que não estejamos a fazer mal a alguém, deveremos tentar ser felizes. Uma pessoa feliz não apenas não desperdiça o bem escasso que é o seu tempo de vida como ainda torna felizes os que estão à sua volta.

Por isso, meus queridos amigos, seja qual for a vossa orientação sexual, assumam-na e sejam felizes!




[Não fiquem por aqui, meus Caros, desçam um pouco mais para recolherem o vosso ingresso na Música no Ginjal, ok?]


sábado, junho 25, 2011

Assunção Esteves e Ellen Degeneres, gémeas separadas à nascença?


Ellen Degeneres, a irmã gémea de Assunção Esteves, ambas brilhantes, bem dispostas, oustanding

Assunção Esteves,  a mana gémea de Ellen Degeneres que, para além das parecenças físicas, até é igual na forma de agradecer (quem costuma ver o programa da Ellen pode comprovar)