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sexta-feira, janeiro 10, 2025

Diane Morgan: Philomena Cunk adoraria entrevistar Elon Musk.
E eu adoraria ver.
Mas, por enquanto, fico-me pela descrição do meu dia na capital

 

Hoje o nosso programa de festas levou-nos para os interiores da capital. 

Nado e criado em Lisboa e toda a vida aí tendo trabalhado e eu própria tendo ido viver para Lisboa com 17 anos e tendo igualmente trabalhado aqui até há pouquíssimo tempo, tendo ambos que circular, frequentar e estar por dentro dos circuitos da cidade durante toda uma vida, vemo-nos agora incomodados com o trânsito, com o estacionamento, com a barafunda dos dias úteis.

Ia eu a andar e diz-me o meu marido: 'Olha lá, não estás ao pé de casa, não podes andar no meio da rua ou atravessar sem ser nas passadeiras ou sem que o semáforo esteja aberto'. E, de facto, até parece que estava esquecida. Como se morasse na província, longe de carros e confusões, e nunca tivesse andado no meio de Lisboa, ali estava eu, completamente descuidada.

Mas isto de andarmos ali a pé foi quando tínhamos conseguido encontrar onde deixar o carro.

Tínhamos ido confiantes para o local onde tínhamos o nosso compromisso, sabendo que, se não encontrássemos lugar por lá, teríamos sempre o grande parque ali perto. Pois, pois. Lugar na rua nem vê-lo, tudo, tudo, tudo cheio. Dirigimo-nos ao parque. 'Completo'. Ficámos estupefactos. Como o parque é grande e tem várias entradas, pensámos que talvez numa outra ponta tivéssemos mais sorte, até porque, entretanto, poderia ter saído algum carro. Pois, pois. 'Completo'. E com isto já estávamos a ficar em cima da hora. Por milagre, enquanto andávamos naquela demanda, saiu um carro e lá estacionámos. Um preço exorbitante. Afinal aquela deve ser das zonas mais centrais e mais caras de Lisboa. 

Esse assunto resolvido, lá fomos.

Muito restaurante novo, muita loja, muito movimento. E digo isto agradada. Uma vez mais me senti turista num território que deveria ser-me relativamente familiar.

E sendo hora de almoço, íamo-nos cruzando com as pessoas saídas do seu trabalho, aceleradas, outras conversando entre amigos, aquele movimento pleno de ocupação de quem vive essa rotina diária. 

Gostei de ver e lembrei-me de como até há tão pouco tempo eu também andava sempre apressada, querendo rentabilizar todos os minutos. Agora senti-me uma mera observadora e tive vontade de estar com máquina fotográfica a captar o bulício cosmopolita, pois aquele é todo um mundo, com os seus padrões.

Depois do demorado e excelente almoço, passeámos por ali. Às tantas lembrei-me de ir dar uma espreitadela a um dos grandes centros comerciais que ali marca a geografia. Dirigi-me para a porta por onde costumava entrar. Não encontrei. Era a porta de um banco. Não percebi. Dirigi-me para a porta principal. Era a porta do mesmo banco. Tudo aquilo agora é o banco, o centro comercial evaporou-se. Se calhar isso já aconteceu há algum tempo mas ou tenho andado distraída ou só se vê aquilo que se quer ver. Não sei.

Assim como assim, depois de passearmos por ali, ao passar por uma Zara com letreiros de saldos, não resisti. E não resisti a uma camisa/casaco altamente colorida, uns brincos gigantes e altamente aparatosos e uma coisa que creio ser uma pulseira com uma flor gigante. Não preciso de nada disto, claro. Mas a moda é assim mesmo, a atração pelo inútil.

Só que é mais do que isso. Quando eu era miúda, gostava de usar roupas coloridas e adereços vistosos. Mas pouco havia disso, com excepção do que se arranjava nos Porfírios. Mas muitas vezes, diziam-me que eu ainda não tinha idade para usar coisas assim. Depois, já devia ter juízo para usar coisas assim. Depois, não eram coisas apropriadas para ir trabalhar assim. Depois já não tinha idade para coisas assim.

E agora atingi o estado de espírito em que me dá igual. Se gosto de uma coisa, seja altamente colorida, altamente vistosa, altamente exuberante, uso e quero cá saber se alguém acha ou diz o que quer que seja.

Depois fui ter com o meu marido. Vi-o de longe. Estava perto do carro a tentar descobrir-me, certamente receoso de que eu não conseguisse dar com o carro ou me tivesse 'perdido' e recaído ao consumismo.

E, por fim, mais para a tarde, apanhámos um trânsito absurdo e voltámos a lembrar-nos das muitas horas de vida que perdemos em infinitas filas (horas? dias! meses! anos de vida).

Com isto tudo, claro que agora não me apetece falar de temas concretos ou sérios. Aliás, estou com um sono tramado, até parece que fiz uma grande expedição.

Mas não quero ir-me sem partilhar convosco esta entrevista da extraordinária Diana Morgan (que diz que tem 99% de Philomena Cunk) a Stephen Colbert. Uma graça. 

Haja humor. Gente inteligente com vontade de rir (mesmo que sabendo conter-se) é uma lufada de ar fresco.

Diane Morgan: Philomena Cunk Would Love To Interview Elon Musk
The Late Show with Stephen Colbert

Diane Morgan, who plays the brilliant documentarian Philomena Cunk on her show, "Cunk on Life," says Elon Musk is at the top of her interview wishlist. "Cunk on Life" is streaming now on Netflix. 


terça-feira, janeiro 21, 2014

Aqui a jeitosa mansinha conseguiu finalmente ir aos saldos. Zara e Oysho em fim de festa para uma visita a correr. Mesmo assim, nada mal. Ainda em versão 'pipoca mais doce', mostro-vos as minhas comprinhas. Trapinhos. Coisas de gaja. Enfim.


Música por favor: 
que entre a Grace Kelly em versão Mika




Eu a ver o tempo a passar e sempre isto, aquilo e o outro e sem conseguir deitar o olho às oportunidades de fim de saison. Um stress.

Adoro ir aos saldos mas sem barafundas para poder agir à vontade, para poder fazer contas e avaliar se o investimento vale a pena. Tenho este lado muito aguçado, preciso de sentir que estou a fazer um bom negócio, que estou a conseguir poupar um bom dinheiro.

Escusam de me dizer que não é bem assim pois não precisava de mais roupa e, portanto, não poupei: gastei. Sei disso. Tenho um lado racional. Contudo, quando me deito a ir às compras, atabafo-o bem atabafado e nem deixo que se exprima. 

Podia ir para sítios de roupas caras mas não sou dada a desperdícios excessivos, não sou pedante, não sou exibicionista e, para além do mais, gosto da roupa da Zara. Love, love, love. Poder andar por ali a circular sem que ninguém chateie é meio caminho andado para este amor. Detesto que ande gente atrás de mim a querer ajudar, ou seja, a dar palpites. Preciso de espaço.

E, como disponho de menos de meia hora, para estes meus desvarios não me posso desfocar. Ou seja, avanço por ali como um predador, olho de lince - e que ninguém me telefone a maçar porque não tenho um minuto a perder.

Ora então, vamos lá a coisas concretas.

Ainda não atinei com a melhor forma de fotografar roupa. Um dia destes ainda contrato um manequim e faço uma produção à maneira. Assim, vocês desculparão, limitei-me a pôr as toilettes em cima da cama do quarto da minha filha e lá vai disto. Espero que dê para antever as peças. Mas, também, se não der, também não vem mal ao mundo. Não estou aqui a fazer venda de roupa, não é? Nem tenho quota na Zara nem recebo comissão.


Uma blusinha 100 % de viscose, um tecido macio e pesado, parece uma seda espessa, um cair muito bonito, um estampado elegante.

  • Era 29.95€ e comprei-a por 12.99€


Um casaquinho branco/pérola que parece lãzinhamas é 65% viscose, 20% nylon e 15% angora. Tem umas bolinhas pequeninas prateadas de tamanhos variados à volta do decote, o que lhe confere um certo arzinho chique.

  • Custava 39.95€ e comprei-a por 17.99€.





Uma blusa de decote em bico de um fio muito fino em cinzento com um toque de fio metalizado, prateado, quase transparente. É 75% viscose e 25% poliéster.  Coloquei um top cinza muito claro por baixo para se perceber melhor na fotografia (e provavelmente será assim que a vestirei, ou com um top branco).

  • Custava 29.95€ e comprei-a por 12.99€.


Grande lenço que parece de algodão suiço mas é 100% poliéster. Tem umas cores lindas.

  • Custava 15.95€ e comprei-o por 5.99€.





Uma espécie de um blusão de jersey fininho, em preto, com manga raglan e fecho eclair. De facto é 98% viscose e 2% elastano.

  • Custava 19.95€ e comprei-o por 9.99€.


Um écharpe imensa, muito fininha, linda, linda. É 100% viscose.

  • Custava 19.95€ e comprei-a por 9.99€.








Finalmente, porque precisava de alguma coisa quente, mas não demasiado quente, para vestir em casa, fui a correr à Oysho e comprei um blusãozito de algodão, forrado a pelinho fininho, cinzento clarinho com umas nuvens branquinhas. 

De facto é 50% algodão e 50% poliéster.

Não sei quanto custava. 


  • Comprei-o por 12,99€.



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Carteiras, bijuteria, sapatos e etc, como não preciso mesmo, vou tentar manter-me ao largo. 

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Já volto.

quarta-feira, agosto 07, 2013

Uma toilette muito em conta - ou uma ida aos saldos de verão. Onde, onde? Em lojas de marca...?! ... Ora confiram, por favor.


Seguindo uma muito oportuna dica da mulher de quem se fala, lá fui. O meu marido, quando eu lhe explicava que tinha aquele afazer, perguntou-me 'mas tens alguma falta disso?'. Esclareci-o que tinha mesmo falta. Não acreditou. Reiterei-lhe que estava mesmo a precisar de uma azul. Ele escarneceu 'isso é o que de mais por lá deve haver'. Expliquei que tenho uma azul mas é um azul claro e que preciso mesmo de uma em azul marinho, ou ultramarino (qualquer dos dois tons daria jeito). Gozou 'olha que se procurares bem ainda tens alguma surpresa'. Não percebi; mas ele fez o favor de concluir, 'é que não vai aparecer uma, devem aparecer várias'. Mas eu já não ligo a estas provocações. 

Ontem, regressada de férias, tinha comprado umas calças azuis escuras, justas, pelo tornozelo, com pequena dobra, com risquinha discreta num cinza claro, uma elegância.

Mas, aqui chegada, faço um aviso à navegação. Já o fiz muitas vezes. Gosto de me vestir bem (enfim... eu acho que é bem mas, claro, estou a ser juíza em causa própria) mas não gosto de gastar muito dinheiro a vestir-me. Acho um desperdício gastar fortunas em roupa. Ao contrário de algumas amigas e familiares que não olham a despesas para terem roupa de marca, peças que acham que são únicas, bem confeccionadas e sei lá que mais, e conhecem tudo e são avisadas pelas lojas quando chegam peças novas, etc e tal, eu não entro nesses esquemas. Com o preço de uma blusa de marca, eu compro um guarda-roupas inteiro. 

É que, além de achar um disparate gastar tanto dinheiro, gosto de sentir que faço bons negócios, gosto de andar à procura de coisas a bom preço. E cada vez mais. E cada vez me sinto mais livre de toda a espécie de preconceitos, nomeadamente - porque é disso que agora estou a falar - em relação ao vestuário.

Exemplifico: descobri este ano duas lojas que, antes, para mim, eram apenas para miudagem e, em particular, para miudagem com fraco poder de compra.

No outro dia fui a um centro comercial e o meu marido ficou de se encontrar lá comigo para irmos almoçar. Quando chegou, ligou-me a saber onde é que eu estava, eu disse-lhe que estava numa dessas lojas, descrevi onde é e ele lá foi ter comigo. Quando chegou ao pé de mim, perguntou-me com ar confundido ou perplexo 'mas tu já viste quem é que está aqui a comprar roupa...?'. Não é que ele seja elitista, que não é, nem preconceituoso que também não é. Mas, de facto, olhando à volta, dir-se-ia que a miudagem de um bairro daqueles problemáticos tinha ido ali abastecer-se. Pois bem, desde que descobri essa loja, quase que já passo sem a Zara. Ontem lá fui outra vez. Mas já está tudo muito escolhido, já não vi nada que me agradasse em saldo, coisas de jeito já só da nova colecção. E eu ainda estou virada para as pechinchas dos saldos.

A loja de que falo é a Bershka. 


As blusinhas giras, giras, que lá comprei desde que a descobri, e umas calças leves e macias de viscose, um blusão branco de um tecido que parece seda... E uns preços que não vos digo nada. O que é, é preciso escolher pois há coisas clássicas, discretas, ao lado de blusas justas por cima do umbigo, com as costas ao léu  ou saias que mal tapam as virilhas. Mas escolher é parte do prazer de fazer compras.

A outra loja onde este ano comprei parte da roupa com que me tenho vestido é a Pull and Bear. 

Miudagem, miudagem, também. Mas no meio da roupa do mais básico, vulgar ou exagerado para a miudagem descubro coisas de pasmar. 

Já vos mostro uma blusinha branca de cavas, bordada, uma graça. E os preços são sempre uma agradável surpresa. Esta de que falo custou uns 10 ou 12 euros, mas foi antes dos saldos. Agora, se ainda as houver, devem estar a metade do preço.

E hoje lá fui à Parfois, conforme dica da HSC (que, pelo que vejo, podia ser minha parceira em andanças do mesmo género). Já ontem lá tinha ido mas estava muita gente na caixa e, como já tinha perdido algum tempo na Zara a provar e a pagar as ditas calças, tive que deixar para hoje.


E, portanto, lá me abasteci: carteira óptima em azul, ampla, uma maravilha, com um toque que parece de pele e, ainda por cima, com uma bolsa enorme lá dentro, daquelas que se usam para migrar a tralha de umas carteiras para outras, por 19,90€ e uma leve, macia e suavemente colorida écharpe por 9,90€. De passagem ainda trouxe também um belo e largo anel em ouro branco e brilhantes por 2,90€.

E, chegada a casa, resolvi então fazer uma instalação com estas peças para vos mostrar. Mas fotografar roupa tem que se lhe diga. Não sei bem como as dispôr para ficarem visíveis e perceptíveis.

Ao fim de 3 ou 4 tentativas, esta é a melhor fotografia que consegui arranjar. O fundo amarelo é do coxim do cadeirão (digo isto para não parecer que o amarelo faz parte de alguma das peças de vestuário.



Nas costas do cadeirão, a écharpe Parfois (9,90€)
No braço, à direita: as calças Zara (19€), a blusinha branca Pull & Bear (10 ou 12€, sem ser nos saldos), com colar da Parfois por cima (não foi comprado nos saldos, não me lembro bem do preço, mas tenho ideia de que deve ter andado à volta dos 9 ou 10€)
No assento, de pé, a carteira Parfois (19,9€) e, em baixo, e mal se vê, encostada à perna das calças, a bolsa de dentro que tirei para verem que é uma peça solta




Pode parecer que a risquinha das calças faz um zig-zag mas não, é distorção da fotografia: é uma risquinha finhinha a direito.

Mostro aqui abaixo um pormenor da dita blusinha branca, de cavas, quase transparente mas não indecente. Fica bem por fora, solta, dá um ar mais casual, ou fica bem por dentro da saia ou das calças, neste último caso com um cinto fininho.




Agora que está calor, usa-se assim, só isto. Quando vier o fresco, ficará bem com um casaquinho fino branco, ou um curtinho ou um solto, assimétrico. Ou com um azul escuro, para um conjunto mais sóbrio. Em situações que requeiram algum formalismo, com um blaser azul escuro está a toilette feita. Com sapatos baixos ou com sapato alto azul escuro, tanto faz. 

Um conjunto que, na aparência, é do mais clássico que há e, como se vê, tudo roupa barata de lojas por quem as flausinas não dão um tusto

E digo-vos uma coisa: para o prazer ser ainda maior, o que era mesmo bom era que eu pudesse regatear o preço. Adoro. Mas nestas lojas não dá. É tudo mais que tabelado. Mas tenha eu oportunidade de negociar preços e aí é o delírio.

Faço com cada compra que não vos passa pela cabeça. Se é a nível profissional a coisa não me fica mal. Mas se é a nível pessoal e o meu marido está comigo, afasta-se, vai para a porta, tem vergonha. E os meus filhos são a mesma coisa. Eu até lhes dizia para me deixarem em paz, para eu poder fazer os meus números à vontade.

Bom e por aqui me fico porque a seguir tenho assuntos cabeludos para abordar.