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terça-feira, janeiro 24, 2023

quarta-feira, abril 29, 2020

Brad Pitt e o Dr. Anthony Fauci


Tenho muitas razões para gostar do Brad Pitt. E agora mais uma. Desde que o conheci que fiquei assim, devota. E, por muito mal que se porte -- e, sim, sou mais uma daquelas que gosta de bad boys - eu perdoo-lhe sempre tudo. E nem vale a pena tentar arranjar argumentos em minha devesa. Pode até acontecer que haja quem ache que, para algumas situações, não há argumentos que atenuem a coisa. Não quero saber. Olho para ele e só vejo bons argumentos. 

Mas, dizia eu, agora mais uma. Este vídeo:


Acrescento ainda que tenho muita pena do Dr. Fauci. Temo pela sua saúde mental.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

Livreiros inspiradores


No outro dia, estava eu deambulando entre as estantes de uma livraria, quando ouvi o pedido do além que uma senhora com ar de senhora fazia à pobre coitada da livreira: 'Querida, queria pedir-lhe um conselho. O que é que me aconselha para o meu sobrinho?'. Como se tivesse ouvido uma pergunta razoável, a livreira perguntou a idade do sobrinho da outra e de que é que ele gostava. Ela lá lhe disse a idade, desanove, e quanto a gostos, isto: 'Gosta muito de computadores e eu gostava de lhe oferecer um livro a ver se ele se agarra menos ao computador'. A livreira manteve-se com aparência normal e foi buscar-lhe um livro. Explicou de que se tratava, uma aventura. A senhora mirou e remirou e disse: 'Não sei...' e devolveu o livro. A pobre livreira foi buscar outro, explicou de que se tratava, e a senhora: 'Não sei... não sei se ele gostará...' e devolveu. A livreira, sorriso nos lábios, simpática, lá fez outro esforço. Tive que me afastar rapidamente pois estava capaz de ir dizer à senhora que fosse dar banho ao cão em vez de estar ali a fazer figura de parva e a levar a paciência da livreira ao limite.

Para tudo é preciso vocação e eu, que gosto tanto de livros, passar-me-ia de cada vez que me aparecesse alguém com pedidos parvos e, ainda por cima, insistentes.

Mas, enfim, há quem o consiga.

Estes do vídeo abaixo são diferentes. E é vê-los. Representam as histórias dos livros eróticos que vendem. Uma ideia a reter, Caros Leitores Livreiros.

Romance Bookstore - SNL



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sábado, fevereiro 25, 2017

Quando a brigada da limpeza prova que Natal é sempre que um homem quer
- ou como isto da embrulhada do Marquês é para esquecer
(Agora até o Zeinal Bava e o Granadeiro estão ensarilhados no processo do Sócrates? Oh la la)





A minha sexta-feira foi chata e comprida: começou cedo, acabou tarde e, nem à hora de almoço, consegui intervalar. De notar, contudo, que nem o almoço foi chato (deverei até confessar que, bem pelo contrário, foi superlativo: lugar fantástico, a melhor vista possível, comida excelente, um serviço de primeiríssima e uma companhia irrepreensível: eu e quatro homens simpatiquíssimos), nem a reunião da tarde foi desagradável (deverei até dizer que foi das melhores dos últimos tempos) nem a manhã foi das piores. Simplesmente não consegui alhear-me nem por um instante da persona que me habita quando estou a trabalhar. E também não é que eu antipatize com a dita persona, é mais que preciso de, volta e meia, deixar vaguear a mente, olhar pela janela, esticar as pernas, pensar que me estou a marimbar. Ou seja, necessito de, de vez em quando, intervalar. Fazer silêncio. Ouvir os sons íntimos do silêncio. E não consegui. 


Seguiu-se que saí pouco depois das sete da tarde a pensar que ia chegar a cedo a casa, que poderia ainda ir fazer uma breve caminhada -- e apanhei um trânsito tramado. Cerca de uma hora. Não foi dos piores dias mas, caraças, apetecia-me não apanhar nem um carro pela frente e foi o que foi. E, para fim de festa, tendo resolvido ir jantar fora, decidimos não ir à praia mas ficar por perto. O restaurante foi um dos nossos preferidos, a comida é boa, o serviço de grande cordialidade. Só que estava cheio e demorou, demorou. 

Por isso, cheguei a casa tarde, farta de estar de saltos altos, farta do colar, dos brincos, do relógio, farta de estar com camisa de seda, farta de estar de meias de lycra, farta, farta, fartinha.


Agora, já confortável, instalei-me com vontade de ver coisas boas. E, por acaso, tive sorte: dei uma volta pela net, vi as fotografias maravilhosas que mostrei abaixo e que fizeram com recordasse o nascimento dos meus filhos. 


Só que, agora, ao prestar atenção à televisão, vejo que Henrique Granadeiro e o oustanding Zeinal Bava são arguidos no Caso Marquês, suspeitos, ao que parece, de receberem dinheiro do Grupo Espírito Santo. E fico espantada. Já lá vão mais de vinte arguidos neste processo. Num país pequeno como este, parece que não há processo que não se transforme num mega-processo. Seja porque se oferecem robalos, seja porque se opina sobre o revestimento do chão do apartamento do amigo, seja por que for, é tudo metido ao barulho e um processo, em vez de durar meses, arrasta-se durante longos anos, massacrando a vida de todos aqueles que caíram nas malhas das suspeitas.


Fico admirada com isto. Não que ponha as mãos no fogo seja por quem for e muito menos o faria pelo Zeinal -- e até admito que seja do sono e do estado de saturação em que me encontro -- mas o caso Marquês não tinha a ver com o Sócrates? O que é que o Zeinal e o Granadeiro e de quem recebiam ou deixavam de receber dinheiro tem a ver com o Sócrates?


O Rosarinho, com o beneplácito do Super-Judge Alex, estão para ali a armar um enredo, um enleio que não se percebe como é que, em vida dos visados, isto tudo se vai desensarilhar tal a diversidade de suspeitas, tal o leque de visados, tal a barafunda que já está para ali armada.

Agora fiz zapping e fui parar a um programa onde andam todos nus numa praia mas onde os seios das mulheres e os genitais de todos aparecem desfocados. Se é para tapar, que lógica tem pô-los nus?

É a gota de água. Parece não haver limite para a parvoíce.


Ou seja, e para atalhar razões: não há pachorra. Ou, admitindo que o mal seja meu: não tenho pachorra.

Conto, pois, com a vossa compreensão para permitirem que intervale. Fiquemos, pois, com um momento à maneira. Prestem atenção à letra das canções. 

Cleaning Crew


(com a partipação de Cecily Strong, Emma Stone, Leslie Jones)


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A música lá em cima é The sounds of Silence, de Simon & Garfunkel, numa interpretação de Nouela.

Os desenhos com flores são da autoria de Georgie St Clair

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Pensava que ainda escrever mais um episódio da Dindinha mas é-me impossível.
Vou pregar para outra freguesia.

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E não deixem, por favor, de ver as fotografias maravilhosas do post que se segue.

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domingo, fevereiro 19, 2017

Trump & Putin: um bromance que ainda agora está a começar



Leio que: Rússia pede fim de ordem mundial dominada pelo Ocidente


O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, pediu hoje o fim da ordem mundial dominada pelo Ocidente e afirmou que Moscovo pretende estabelecer uma relação "pragmática" com os EUA.

Leio também que os líderes europeus estão preocupados com a possível ingerência russa em próximas eleições. Temem as notícias falsas produzidas no exterior, nomeadamente na Rússia, tem os ciberataques.

Aliado deste modo de (des)fazer política, está Trump. Beneficiou disto a ponto de conseguir ser eleito e agora mostra saber movimentar-se no pântano da falsidade. A hipocrisia e estupidez vai a ponto de acusar de Fake News media os que se lhe opõem, especialmente os grandes

(The FAKE NEWS media (failing @nytimes, @NBCNews, @ABC, @CBS, @CNN) is not my enemy, it is the enemy of the American People!  -- tweetou o anormal)

Enquanto isto, e dado o inusitada e quase ridículo da situação, o mundo inteiro parodia a proximidade entre Trump e Putin -- mas vamos ver se, uma dia que percebamos bem as consequências disto tudo, não vamos ter vontade de chorar.








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Até já. 

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terça-feira, fevereiro 14, 2017

A minha recomendação ao inteligente Hugo Soares, ao exemplar Passos Coelho e ao grande estadista Marques Mendes:
para a próxima que queiram chatear a medula aos portugueses a propósito do Centeno, do Domingues, do Marcelo ou da existência em geral,
disfarcem-se de Cavaco, de Dias Loureiro, de Oliveira e Costa a ver se conseguem ter ainda mais graça
[Ponham os olhinhos na malta do SNL a imitarem o Trump e Sean Spicer, o delicioso Porta-Voz da Casa Branca]


Já confessei: tive um dia um bocado a tender para o berbicachudo. Nada de mais a não ser, talvez, pela quase overdose. Como se já não bastasse, à vinda para casa, ouço o pobre Centeno, certamente de corda ao pescoço, a lamentar a sua própria falta de jeito. E, a seguir, as reacções, os incontornáveis afobados comentários. E, claro, o costume. As araracas do regime a contrafenearem, brotojeando boca afora mais uma série de vulgares cacafuandos. Apeteceu-me ligar para o Provedor do Ouvinte e protestar. Não há direito. Não se respeita a inteligência de quem ouve. É que nem sequer conseguem fazer despertar-nos um sorriso. Gente desprovida; contudo overloaded de falta de graça. Até um tal Anselmo Crespo apareceu a catatuar, zebelindo marafundués disfarçados de cocoxins. Gente chata a cacarrotear sobre temas congelados, descongelados, voltados a congelar, fedorentosos, ranhíticos, uzucatinos.

Mudei de posto e vim montada na Antena 2. 

Chegada a casa, tarde e más horas, poupei-me. Não vi televisão e não me apeteceu ver os jornais online.

Certamente só veria cenas tristes: o Centeno com cara de 'tirem-me deste filme' e, aos balcões comentadeiros, os urubus pafianos querendo lamber-se com a carniça do pobre e cagando-se para a sua competência e para os bons resultados que vem alcançando (País? Qual país? A gente quer é dar cabo da CGD, do Costa, da Geringonça, do Catavaento e desta porcaria toda. É para partir. -- consta que é o que vai na alma da cambada a quem a balsemânica sic acoberta)

Estamos quase no carnaval e aquela pafienta gentinha não se enxerga: continuam todos a levar-se a sério -- mesmo os que são de gargalhada.


Como se alguém conseguisse levar a sério um tipo com cara de Hugo Soares. Ou como se um sujeitolas, com a cara de pau do Láparo, merecessse alguma credibilidade. 


Ou como se um catraio com cara de velha fofa e ar de quem tem bué de carteiras de vistos gold para a troca pudesse ser levado a sério no papel de garganta funda do regime. 


E depois lá nos aparecem logo também o Baldaia e todos esses que estão sempre a postos para virem armar-se em catequistas rezadeiras de tal maneira que a gente, ouvindo-os, até os imagina logo de joelhos e terço na mão a fazer novenas à santinha do pau oco.


Não há pachorra.

Ao menos disfarcem-se. Finjam que são daquelas gradas e folionas figuras do regime cavaquista que nasceram cinquenta vezes e que, ainda assim, a gente continua a não levar a sério. Finjam que são banqueiros exemplares, empresários impolutos, presidentes de alta estirpe. Divirtam-nos a sério.








Enquanto não o conseguirem, tenho pena mas Huguinho, Pedrinho, Luisinho et al para o vosso actual peditório não dou. Aliás, nunca dei.

Para já, prefiro divertir-me com as imitações americanas. Aprendam.

Aqui abaixo é mesmo o carismático Sean Spicer, o Porta-Voz da Casa Branca, um rapaz tão esperto como o dono.





E, a seguir, Melissa McCarthy da SNL faz uma imitação de Sean Spicer (e ficamos a saber o que ele disse sobre a imitação e, de caminho, podemos também ver Alec Baldwin a imitar Trump):





E, na senda das imitações do impagável palhaço Trump, temos agora Leslie Jones. Ver para crer.




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PS: Se não reconhecem algumas palavras lá em cima, temos pena. Foram as que me ocorreram para relatar a situação e, depois de árdua consulta a dicionários,  não consegui descobrir sinónimos. Fica assim que, pelo som, acredito que conseguirão captar o sentido. Senão, nada a fazer.

Duas das imagens provêm do grande We Have Kaos in the Garden. A do Huguinho não sei mas a culpa de não ser grande coisa não é do fotógrafo.

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E, se estão numa de humor, vejam bem o que os meus Leitores me enviam.

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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Putin fala aos americanos


Vladimir Putin Cold Open - SNL


Russian President Vladimir Putin (Beck Bennett) and Olya Povlatsky (Kate McKinnon) assure Americans that everything will be fine under President Donald Trump.




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