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terça-feira, março 01, 2022

Mansagem dos Anonymous a Vladimir Putin

Сообщение от ANONYMOUS Владимиру Путину

 

As notícias de hoje dão conta de uma coluna militar de 64 kms a caminho de Kiev. Imagens mostram um edifício governamental em Kharkiv a ser atingido por um míssil russo. Aos poucos vamos vendo mais e mais destruição. Começamos a saber de muitos mortos. 

O êxodo aumenta com os ucranianos a encherem estações de comboio e estradas. Os países vão encher-se de refugiados que perderam tudo, que deixaram a sua vida para trás.

O que está a acontecer não poderia acontecer. Não pode continuar a acontecer.

Putin tem que ser travado. O mundo inteiro não pode permitir que continue a sua deriva imperialista, mitómana, desvairada., criminosa. O mundo inteiro tem que detê-lo.

O povo russo também tem que pôr cobro a isto. O povo russo não pode ficar conotado com o crime que Putin está a cometer.

O importante é que todos, na medida do que está ao alcance de cada um, se insurja contra esta absurda invasão e contra a forma bárbara e estúpida de agir de Putin. A força da opinião pública move governos, move instituições, move montanhas.

То, что происходит, не могло произойти. Это не может продолжаться.

Путина нужно остановить. Весь мир не может допустить продолжения своего империалистического, мифоманического, безумного, преступного дрейфа. Весь мир должен остановить его.

Русский народ тоже должен положить этому конец. Русский народ не может быть связан с преступлением, которое совершает Путин.

Главное, чтобы все, кто в силах,
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Os Anonymous são hackers que supostamente agem em nome da liberdade e da democracia. Nestas coisas não é fácil traçar a fronteira nem perceber onde estão as linhas vermelhas. Mas, neste caso, a linha vermelha é clara e Putin pisou-a.  Partilho o vídeo abaixo com a mensagem dos Anonymous dirigida a Putin.


Contra os crimes de Putin, o mitómano cobarde, ao invadir a Ucrânia, levanta-se o povo ucraniano e todo o mundo civilizado.
Força, Ucrânia. Resistam.

FCKPTN

Український народ і весь цивілізований світ повстають проти злочинів Путіна, боягузливого міфомана, вторгнувшись в Україну.
Форс, Україна. вдарити у відповідь

 


Acabei de ver na televisão uma mulher que estava a chegar de outro país, de regresso à Ucrânia. Dizia que é ali que está a família e que é ali que ela quer estar. E que irá lutar. Pedia ajuda aos outros países para que os ucranianos consigam resistir. Sorria enquanto falava. 

Comovo-me com esta coragem.

Vi um rapaz muito alto, ar desempoeirado (leia-se: não formatado) que vive em Portugal e que estava a caminho da Ucrânia. Dizia-se jovem e saudável e que o seu país precisa dele. Tal como todos os outros que parecem tranquilos, muito seguros e absolutamente determinados, também ele se mostra pronto para pegar em armas e, dando o peito às balas, lutar pelo seu País. Comovo-me.

Comovo-me também ao ver homens com alguma idade a dirigirem-se para as cidades para se alistarem, dizendo que não têm medo, que quem deve ter medo são os russos. Comovo-me perante a coragem destas pessoas.

Também me comovo quando vejo tanta gente com os filhos, muitas vezes filhos muito pequenos, totalmente dependentes, e apenas uma pequena mala ou com um saco de plástico, a saírem para onde possam estar a salvo. Ou quando vejo vários berços com bebés a dormirem em refúgios. Ou quando ouço a bravura das pessoas, nestas situações precárias, sem saberem se vão perder as suas casas, os seus pertences, os seus empregos, a sua família, e dispostas a aguentar na esperança que o seu país se mantenha livre. 

Comovo-me ao ver um rapazinho, a chorar, a dizer que o pai vai vender coisas e que se calhar também vai lutar.

Tal como me comovo quando vejo o pequeno comediante a dizer aos russos que quando chegarem verão as caras e não as costas dos ucranianos. Ou quando prescinde de sair do país dizendo que precisa de munições e não de uma boleia. 

Volodymyr Zelenskyy tem 44 anos e, apesar de formado em Direito, tornou-se conhecido pela sua ocupação como comediante -- e, afinal, foi ele que, inesperadamente, na rua, nas redes sociais e ao telefone, tem conseguido, através do seu exemplo, mobilizar a resistência do povo ucraniano e o apoio do mundo civilizado. 

Ninguém dava nada por ele, parecia um populista inconsequente, alguém que tinha sido eleito sem se perceber bem como, e, afinal, tem sido um símbolo da coragem e da resistência perante um criminoso poderoso como Putin. 

Volto a confessar o que tantas vezes já confessei: pouco sei de geopolítica pelo que certamente me escapa muito do que é relevante na interpretação profunda de fenómenos como estes. Também não conheço os meandros diplomáticos ou processos complexos para adesão à UE ou à Nato. Mas, mandasse eu, arranjaria maneira de garantir já a adesão da Ucrânia à UE e/ou à Nato já que é essa a sua vontade. 

Mesmo que não fosse já a adesão de pleno direito pois acredito que isso exija muitos estudos, muitos cálculos, muitos business cases, muitos cenários, muita coisa. Mas garantiria já a pré-adesão para que, de forma mais efectiva, se lhes possa assegurar melhor protecção.

Numa situação como esta -- com um mitómano, mentiroso descarado, narcisista, prepotente, que até aos seus colaboradores mais directos humilha publicamente, aos comandos de uma superpotência como a Rússia onde os opositores ao regime aparecem envenenados ou simplesmente desaparecem -- eu acho que o mundo civilizado tem que se unir e, sem perder tempo a limpar armas, deve mostrar a Putin que não temos medo dele e que a sua única solução é recuar.

Se a guerra escalar para o desvario nuclear, com um desvairado como Putin aos comandos, nenhuma parte do mundo estará a salvo. E, no entanto, em consciência o digo: perante a dimensão da ameaça, só há uma coisa a fazer: derrotá-lo. Sem medo.

Acredito (ou quero acreditar) que Putin cairá dentro da Rússia pois acredito que muita da sua entourage está contrariada nesta deriva e acabará por apeá-lo. Acredito e desejo, pois nenhuma derrota é mais humilhante do que a que é infligida dentro de portas. 

Acredito também que quer Putin quer a sua entourage vão rapidamente perceber que não apenas o mundo civilizado como uma larga camada da própria população russa como ainda também a China e outros que países de quem a Rússia esperaria algum apoio vão retirar-lhe o tapete. Acredito e desejo.

Bem podem lembrar-me atrocidades anteriores para justificar ou atenuar aquela a que assistimos. Não quero saber. Atrocidades sempre aconteceram mas a nossa permissividade perante elas tem que acabar.

Nascemos não sei para quê nem sou dada a questões existenciais mas, seja lá para o que for, uma coisa eu sei: se renunciarmos à nossa felicidade, nada disto vale a pena. Tenhamos nós vindo a este mundo por um qualquer insignificante acaso ou por algum misterioso propósito lutemos para que, enquanto vivermos, sejamos felizes.

E façamos frente a quem quer destruir a felicidade alheia. 

Pode parecer simplista e, certamente, o é. Mas as coisas simples são as mais importantes. E defendermos a nossa felicidade e a alheia não é coisa pouca. E defendermos, por isso, a liberdade, a democracia, o direito a podermos exprimir a nossa vontade é causa maior da nossa vida.

Não sei qual o desfecho deste crime mas tenho para mim que quanto mais nos mantivermos coesos e firmes na defesa intransigente da independência da Ucrânia e na exigência da paz mais depressa este pesadelo terá fim.






E, depois, há o sentido de humor

Anonymous trolls Putin by renaming yacht ‘FCKPTN’ and sending it to ‘Hell’ by hacking maritime data

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Fotografias do The Guardian e do Bored Panda

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Força, Ucrânia

quinta-feira, novembro 19, 2015

Os Anonymous estão em guerra contra o Estado Islâmico. Afinal, se calhar, não são os 'idiotas' com que os terroristas gozaram. A 'Operation Isis' ou 'Operation Paris' está em curso e o os resultados já são palpáveis. Quem com ferros mata, com ferros morre.



We are anonymous.

We are legion.

We do not forgive.

We do not forget.

ISIS... it is too late to Expect Us.


Sabido que a internet, nomeadamente através das redes sociais, é por onde os desalmados bárbaros arregimentam os novos fiéis e onde se comunicam e onde exibem os seus diabólicos feitos, foi com alguma satisfação que li que, logo a seguir aos atentados de Paris, sexta feira 13, os Anonymous declararam guerra ao chamado Estado Islâmico. Já antes o tinham feito e já antes tinham perseguido as contas ligadas ao ISIS. Mas desta vez a ameaça foi de uma tal determinação que não restam dúvidas de que os hackers unidos vão ser implacáveis até ao limite. As palavras foram firmes na denúncia da maldade imperdoável dos actos terroristas e nas ameaças: não lhes darão tréguas, não suportarão mais que continue o terror sobre inocentes. Persegui-los-ão até onde os membros do auto-proclamado Estado Islâmico estiverem.

Perante isto, os facínoras gozaram, perguntaram que é que os 'idiotas' poderiam fazer. Afinal eles é que têm as armas, eles é que têm o dinheiro do petróleo, eles é que têm fiéis dispostos a morrer por qualquer coisa. O que é um bando de hackers pode contra isso?

Os Anónimos reagiram, não gostaram de ser tratados com este desprezo. Uniram-se e, em força, mais do que antes tinham já feito, têm varrido a internet. Varrido.

As notícias começam a dar conta do que já conseguiram:
According to a report in Foreign Policy, Anonymous has had success, bringing down 149 websites, flagging more than 100,000 Twitter accounts and reporting a further 5,000 propaganda videos.

Um vídeo publicado há pouco (mais concretamente às 21h de dia 18/11/2015), no conta oficial de youtube dos Anonymous, dá conta dos seus avanços. Das contas de twitter sinalizadas, 20.000 já foram abaixo. E avisam que tratarão os terroristas como vírus, eliminá-los-ão da internet. Não haverá lugar seguro, online, para os terroristas.

Anonymous - A Operação Paris continua



It is time to realize social media is a solid platform for ISIS's communication as well as neutering there ideas of terror amoung youth, but at the same time social media has proven that it is an advanced weapon. We must all work together and use social media to eliminate the accounts belonging to terrorists. More than 20,000 Twitter Accounts belonging to ISIS were just taken down by Anonymous. You can find a list of all the Twitter Accounts in the description. This is only the beginning.
ISIS; we will hunt you, take down your Sites, Accounts, Emails, and expose you... From now on, no safe place for you online...You will be treated like a virus, and we are the cure.

E a comunicação social começa a dar o destaque que estas notícias merecem. Não tenho dúvidas de que isto vai desestabilizar a organização e os métodos dos infra-humanos do ISIS e que esta falta de 'rede' vai ajudar, e muito, ao enfraquecimento daqueles bandidos.

Se a internet tem sido a via aberta que os tem ajudado, pode ser que seja agora, por essa mesma via, que lhes chegue uma feroz perseguição que leve à sua desorientação, sendo mais fácil pôr-lhes fim.
...

E agora, se me permitem, para um ambiente tranquilo, desçam até ao post seguinte. 
É um outro comprimento de onda.

 ...

domingo, janeiro 11, 2015

O medo. Os ratos. E Raef Badawi que foi chicoteado em público e por quem Doudi, a filha, tantas saudades sente. E Salman Rushdie e tantos mais que afirmam corajosamente a demência de tudo isto. E os Anonymous por todo o lado que juram não dar tréguas a quem atentar contra a liberdade de expressão. Talvez haja, pois, uma esperança de liberdade. Para que se possa dançar nos céus de Paris. E que essa esperança se espalhe aos céus, às estradas, às escolas, aos campos de todo o mundo.


A Leitora Rosa Pinto lembrou muito bem O Poema Pouco Original do Medo de Alexandre O'Neill - é que, não nos esqueçamos, se nos deixarmos levar pelo medo cedo alcançaremos a condição de ratos.

Arvo Pärt: The Deer's Cry


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O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis  
Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos  
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
       (assim assim)
escriturários
       (muitos)
intelectuais
       (o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles  
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados  
Ah o medo vai ter tudo
tudo 
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer) 
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos 
Sim
a ratos 

Alexandre O'Neill, in 'Abandono Viciado'; pinturas de Francis bacon

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Centenas de espectadores numa praça pública em Jidá viram, sexta-feira, Raef Badawi a ser chicoteado 50 vezes. Durante 15 minutos, em silêncio e sem chorar, Raef Badawi foi sujeito ao castigo decidido pelas autoridades da Arábia Saudita que incluem, além de dez anos de prisão, mil chicotadas repartidas por 20 semanas por ter insultado o Islão.


Uma testemunha anónima contou à Associated Press que o co-fundador do site Rede Liberal Saudita, e laureado em 2014 com o prémio Repórteres sem Fronteiras, estava algemado mas com a cara descoberta. Foi transportado da prisão para o local, pouco depois de terem terminado as orações do meio-dia numa mesquita próxima. Cumpriu, assim, as primeiras 50 chicotadas por ter criticado o poder dos líderes religiosos na Arábia Saudita, no blogue que fundou com a activista dos direitos das mulheres Suad al-Shammari e onde defendeu o fim da influência da religião na vida pública daquele país.

Outra testemunha disse à Amnistia Internacional que a multidão se juntou em círculo. "Quem passava juntou-se e a multidão cresceu. Mas ninguém sabia porque é que Raif estava a ser castigado. Era um assassino? Um criminoso? Não reza?", perguntavam. Depois, "um polícia aproximou-se por trás e começou a bater-lhe. Raif levantou a cabeça em direcção ao céu, fechou os olhos. Estava em silêncio mas era visível pela expressão do rosto e movimento do corpo que estava a sofrer". O polícia bateu nas pernas e nas costas, contando até 50.


no Público de 10.Jan.2015


No vídeo abaixo, em Novembro do ano passado, Doudi, a sua filha de 10 anos, escrevia uma carta a Raif Badawi que está preso na Arábia Saudita, condenado a 10 anos de prisão e a 1.000 chibatadas por ter um blogue no qual defendia um debate social e político no seu país. 






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Salman Rushdie fala com Bill Maher a propósito do que aconteceu no Charlie Hebdo, fala do Islão e de toda esta cegada. Maçãs podres. O pomar estragado. Diz Bill Maher.





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Os Anonymous, um pouco por todo o lado, juram vingar os que, por defenderem a liberdade de expressão, caíram mortos às mãos dos terroristas. Os Anonymous afirmam a sua defesa da liberdade de expressão como um pilar da democracia e juram não dar tréguas aos terroristas.


Aqui em espanhol.



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O Irão condenou o atentado de Paris. A moderação a fazer o seu caminho. Talvez. Mas até há pouco tempo atrás a realidade era outra.


Rosewater - Uma esperança de liberdade



Irão, 2009. Decorre a campanha para as eleições presidenciais. Maziar Bahari (Gael García Bernal), jornalista iraniano-canadiano, regressa à sua Teerão natal para entrevistar Mir-Hossein Mousavi, líder da oposição a Mahmoud Ahmadinejad, o polémico e autoritário presidente em exercício. Quando a vitória deste é anunciada, as ruas enchem-se de protestos dos partidários de Mousavi. Bahari divulga imagens dos tumultos, mesmo sabendo o risco pessoal que esse acto acarreta. É detido pelas autoridades iranianas, que o retiram da sua casa. É acusado de espionagem. Uma das "provas" é um "sketch" com uma entrevista satírica emitida pelo programa "Daily Show", de Jon Stewart. Ao longo de 118 dias, vendado e sem saber quando (se?) voltará a ver a mulher, grávida, Bahari será submetido a violentos interrogatórios levados a cabo por um homem (Kim Bodnia) cujo nome e rosto desconhece, mas cujo perfume lhe fica marcado na memória: o senhor "Rosewater" ("água de rosas").

"Rosewater - Uma Esperança de Liberdade" marca a estreia na realização de Jon Stewart, o popular anfitrião do programa televisivo "Daily Show", e foi rodado numa prisão jordana. Baseia-se nos factos relatados no "best-seller" "Then They Came for Me", do próprio Maziar Bahari, que foi detido quando fazia a cobertura das eleições presidenciais iranianas para a revista "Newsweek". Apesar da relação entre o vídeo do "Daily Show" e a sua detenção, Bahari não guardou qualquer rancor a Stewart ("Podia estar na 'Rua Sésamo' e eles acusariam o Elmo de insubordinação", esclareceu o jornalista quando regressou ao programa). Mais: colaborou com Stewart na escrita do argumento e como consultor nas filmagens.




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E a beleza de Paris e a liberdade. E o voo junto ao céu de Paris.

Viver sem medo.

HAUT VOL




Bailarinos: Léonore Baulac e Allister Madin do Ballet da Opera de Paris 

Realizado por Louis de Caunes

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um bom domingo em liberdade, sem medo.

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