Mostrar mensagens com a etiqueta Prince William. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Prince William. Mostrar todas as mensagens

sábado, janeiro 07, 2023

Prince Harry, o alcofinha.
E quando as coincidências são farpas

 


Nos excertos que se vão conhecendo do anunciado livro, nas entrevistas que vai dando, vamos ficando a conhecer a pinta de alcofinha do menino. O dirty Harry é afinal um rapazola com complexo de inferioridade e que padece de um mal que muita vezes vem associado àquele complexo: é um queixinhas. 

Vai escarrapachar num livro as brigas que tem com o mano, as conversas que teve com o pai, o que este ou aquela disseram sobre isto ou sobre aquilo...? E depois ainda tem o topete de dizer que agora a bola está do lado deles...?

E relata idas à bruxa para falar com a defunta mãe...? Verdadeiramente do além. 

E, en passant, conta que matou vinte e tal talibans, naturalmente deixando os militares de cabeça à banda, petrificados com a leviandade do petit prince.

Tudo isto é uma coisa que deixa a malta toda de boca aberta. Tudo deslocado, inútil, ridículo, imaturo, estúpido de mais.

A família real, toda pompa e circunstância, agora nas bocas do mundo por isto. Fofocas para todos os gostos. Um fartote de parvoíces, sem ponta por onde se pegue.

_______________________

Estava eu aqui sossegada da vida a ver sobre estas coisas quando começam a chegar mensagens da minha filha perguntando-me pelos filhos de alguém que conheço muito bem, perguntando-me pela ex, pela actual, pela casa, pelos hábitos, pela família. Tudo coisas que sei de cor e salteado. Por cada resposta que eu dava, ela ia confirmando que são as personagens do livro que está a ler e que, às cegas, lhe ofereci pelo Natal. 

Por tudo o que me foi contando, o livro relata a história da família de alguém que conheço muito bem, uma figura pública, de quem aqui já falei algumas vezes. E parece que a autora pega pesado. Imagino como ele deve estar em brasa. Cioso da sua imagem como é, deve estar aterrado não vá a notícia do livro espalhar-se. Nem consigo imaginar o que será uma pessoa ver-se retratada e posta a ridículo nas páginas de um livro. 

Imagino que um dia se faça um filme baseado no livro e imagino que ele viva mortificado com medo que isso aconteça. A vida, às vezes, é do caraças.

Podia agora, para ilustrar esta parte do texto, colocar aqui a fotografia dele. Mas obviamente não o faço. Nem vou colocar a imagem da capa do livro. Primeiro quero lê-lo. Depois pode ser que um dia fale dele (embora não diga de quem se trata, como se fosse tudo ficção).

Ou pode ser que um dia escreva eu sobre ele, sobre essa mesma pessoa, relatando alguns aspectos que a autora do livro desconhece.

____________________________________________________________

Tentarei amanhã responder aos comentários. Hoje não consigo.

___________________________________________________________

Desejo-vos um bom sábado

Saúde. Boa disposição. Paz.

quinta-feira, janeiro 02, 2020

Reparar o planeta. Tentar reencontrar a perfeição.
-- A propósito do Earthshot prize --


by Csaba Daróczi


Convoquemo-nos a todos para a reparação do planeta, a bela casa em que nos foi dada a sorte de nascermos. 

Na aleatória e improvável sucessão de acasos que nos trouxe até aqui, tudo o que deveríamos fazer era dar graças pela concretização do milagre que foi o nosso nascimento e a nossa sobrevivência: deveríamos respeitar as improbabilidades, deveríamos abençoar o habitat que tornou tal possível, deveríamos preservá-lo para que os milagres possam continuar a acontecer.

Sabemos, contudo, que não tem sido que tem acontecido. 

by Justin Hofman

Temos feito tudo ao contrário: temos estragado o planeta, temos desrespeitado todas as formas de vida, incluindo a vida humana, temos olhado para a ponta do dedo em vez de olharmos as estrelas para as quais o dedo aponta. Entretemo-nos com minudências, buscamos defeitos em quem tenta entregar alguma mensagem que difira das banalidades às quais nos habituámos, preferimos ir no diz-que-diz-que e na maledicência ou preferimos virar as costas a causas que nos parecem longínquas.  Diremos: de que serve fazermos alguma coisa, se o mundo está nas mãos de gente ignorante, inconsciente, narcisista, se se sucedem os exemplos de estupidez, de um impensável cretinismo? 

by Tim Rooke

E então, encontrando um alibi para nos despreocuparmos e deixarmos as lutas para outros, lavamos as mãos do que possa vir a acontecer. Acima de tudo o nosso conforto ou a contemplação do nosso umbigo. 

by Noel Guevara

E, no entanto, alguma coisa no nosso comportamento tem que mudar. Do planeta fizemos um mundo e, desde que o fizemos, não temos feito outra coisa que não estragá-lo. 

by Nirmal Purja

Se não invertermos essa destrutiva atitude, a coisa não acabará bem. E será uma pena. 

Por isso, iniciativas como a que o vídeo abaixo se refere são bem vindas. Poderá ser pouco, poderá ser uma gota num vasto oceano, poderá tudo. Mas é uma iniciativa positiva. E muitas mais serão necessárias. Colocar a ciência, a tecnologia, a criatividade, a boa vontade, e o mais que seja a favor da reparação do planeta é louvável.

by David Lloyd
Transcrevo:
Prince William has announced what was described as “the most prestigious environment prize in history” to encourage new solutions to tackling the climate crisis.
The “Earthshot prize” will be awarded to five people every year over the next decade, the Prince said on Tuesday, and aims to provide at least 50 answers to some of the greatest problems facing the planet by 2030.
They include promoting new ways of addressing issues such as energy, nature and biodiversity, the oceans, air pollution and fresh water.
The prize, inspired by US president John F Kennedy’s ambitious “Moonshot” lunar programme and backed by Sir David Attenborough, promises “a significant financial award”, a statement said. (...)


Do conserto do que está estragado façamos um exercício de superação, encontremos novas formas de beleza, reinventemos o conceito de perfeição. Com o devido crédito ao João Lisboa que iniciou o ano com um post que me encantou, um vídeo que, em meu entender, diz muito do que temos que fazer para consertar o planeta (e as nossas vidas, talvez também). 


_______________________________________

Obtive as fotografias no The Guardian, quer na compilação das fotografias mais relevantes de 2019 (a 3ª, a 4ª e a 5ª) quer na das melhores da natureza selvagem (a 1ª, a 2ª e a última). O local e o significado ou a história subjacente poderão ser consultados nos artigos que muito vivamente recomendo.

________________________________________

Que 2020 seja um ano bom

terça-feira, junho 18, 2019

Com incansável inteligência e alguma ocasional petulância






Ao longo do dia, andei de umas para outras sem que nada, durante todas aquelas vastas horas, me tivesse agradado especialmente. Muita reunião, muito roadmap, muito business plan e business case, muita mitigação, muita coisa nessa base e sumo que é bom e eu gosto, pouco e, o que há, fraquinho, fraquinho. Pior: no intervalo, nada. Um compacto de cenas desinspiradas.

Vão rareando as pessoas que me fazem rir ou com quem se consiga ter uma conversa variada sobre temas pouco sérios. Quanto mais pessoas conheço mais me convenço que as pessoas muito sisudas e que só sabem falar de trabalho, por muito que aparentem ser eficientes e ultra zelosas, são, na realidade, umas perfeitas nulidades, fazendo muito bem coisas que geralmente não servem para nada. Acresce que são chatas, muito chatas.

Tenho saudades dos longínquos tempos de grande irreverência, de muito mau comportamento. Tenho saudades de quando me diziam que o meu colega e grande amigo tinha saído do gabinete a apertar a portinhola, isto depois da secretária ter de lá saído segundos antes toda afogueada e sorridente. Tenho saudades dos relatos mirabolantes de um colega que contava histórias inverosímeis e que, quando eu o confrontava: 'Não acredito em nada disso, deve ser tudo mentira' me respondia com ar divertido e gaiato: 'Tudo não, que exagero. Tem um fundo de verdade'. Tenho saudades de quando a minha secretária me contava que tinha pressionado outro meu colega e amigo, dizendo-lhe: 'Se está à espera de ser velho para deixar a sua mulher e vir viver comigo, tire daí o sentido, ou é agora, enquanto somos novos, ou esqueça'.  Tenho saudades daqueles dias divertidos em que a arquitecta que ia comigo ver as obras, saia étnica até aos pés, me dizia: 'Viste como os gajos não tiravam os olhos das minhas pernas? É que a saia é transparente e eu ponho-me em contraluz para os gajos ficarem vesgos'. Tenho saudades daquele presidente, amicíssimo, um mestre, que contava que a vizinha da moradia contígua, no Estoril, era italiana, fogosa e andava nua no jardim... e que ele inventava desculpas para não ficar na casa da cidade, onde vivia com uma namorada vinte e cinco anos mais nova, para ir pernoitar ao Estoril e, mal lá chegado, saltar a cerca e pernoitar com a italiana, sexagenária como ele. Tenho saudades daquele outro colega que, quando chegava à ponta do corredor, dava um salto batendo os pés de lado como se a seguir fosse dançar como o Fred Astaire.
Um paradigma do homem sadio, criado para confiar totalmente nos seus próprios impulsos, graças a uma intensa e jubilosa vitalidade imune ao medo, à má consciência, à malícia e aos expedientes e muletas morais da lei e da ordem que os acompanham.
Eram todos assim, eu a única mulher no meio de um bando de doidos. Mas uns doidos inteligentes, competentes, arrojados, irreverentes, bem sucedidos no seu trabalho, na sua vida. Divertíamo-nos à brava. Só um é que se levava a sério e, portanto, ninguém tinha paciência para ele. Uma vez metemo-nos todos numa bravata que, como todas as bravatas, comportava riscos. Esse tal apertadinho teve medo, acobardou-se, saltou fora. Todos os outros mantiveram-se unidos até ao final, apesar das ameaças, apesar de sabermos que haveríamos de pagar pela nossa insolência (e coragem e coerência). E pagámos, de peito feito, alegres da vida.

O ambiente profissional que conheço, aqui e ali, hoje não tem disso. É tudo muito calculado, muito bem comportado,  muito politicamente correcto, ninguém ousa uma piada mais brejeira, ninguém ousa pisar o risco. Hoje ninguém tem tempo para maluqueiras, anda toda a gente muito ocupada a cumprir objectivos, a atingir os kpi's e a mostrar-se muito eficiente junto do chefe.

Até certa altura, não estava ainda tudo automatizado, não havia mails desde que despertamos até que nos deitamos, não havia telemóveis a levarem o trabalho até nós: e, no entanto, não havia qualquer necessidade de trabalhar até às quinhentas, e, durante o dia, nem sei como, havia tempo para falar de livros, para falar de cinema, para anedotas, para fofocas divertidas, para risotas boas.

Quando penso nisto parece ficção. Ou coisa que aconteceu num outro mundo, numa outra época.

E não sei como é que isto se perdeu. 

Aliás, sei. Houve uma época tenebrosa, dos yuppies, gente muito pseudo-eficiente, gente muito ao sabor de modas, gente que não sabia nada de nada a não ser papaguear jargões em consultês, gente que muito menos sabia da vida, e que apareceu a querer normalizar a diversidade.
Lembro-me de um que apareceu nem sei de onde. Tinha trinta e picos e portava-se como se fosse um grande magnata. Fumava charuto e um dos meus amigos, à socapa, gozava com ele, dizia que parecia aquele bebé, o Baby Herman, semblante autoritário, charuto na boca e... de fraldas. Vi-o depois naquilo dos empresários qualquer coisa de Portugal, que iam refundar Portugal, acho que se chamava Compromisso Portugal. O João Miguel Tavares é que, nessa altura, mesmo andando ainda de fraldas, devia ter aproveitado as causas. Aqueles lá tinham causas. Muito parvalhão acreditou nos el dorados que prometiam amanhãs que cantavam, muito parvalhão lhes deu palco, muitas entrevistas. Muito se assistiu à sua pesporrência fútil e bacoca. O Baby Herman por lá andou a fazer não se sabe bem o quê. Certamente alguém o fez Comendador. Deve ter falido a empresa mas isso não interessa, a memória da malta é curta. 

Mas, enfim, é assim. Os tempos mudam e nem sempre mudam para melhor. E somos todos nós, colectivamente, que deixamos que isso aconteça. Vamos deixando, vamos contemporizando. E, quando damos por ela, o mundo mudou, alagado em mediania... e, quando queremos mudar-nos daqui para um lugar melhor, percebemos que perdemos o pé.

Mas, na volta, sempre assim foi desde o princípio dos tempos: toda a gente sempre a achar que tudo isto não passa de um devir a caminho da nulidade.
Nenhum de nós alcançará a terra prometida: morreremos todos no deserto. O intelecto, como alguém já disse, é uma espécie de doença: incurável.

 ---------------------------------------------------------------------

Pinturas de Kim Heungsou na companhia de Yiruma com Maybe. Em itálico, excertos de O wagneriano perfeito de Bernard Shaw (incluindo o título)

----------------------------------------------------------------------------------------------

Já agora, a propósito de Bernard Shaw, o discurso em louvor de Einstein 
-- e que bom quando as pessoas gostam de rir, de se rir


________________________________________________________________________

E, que nem de propósito, abaixo uma evocação de um mundo transacto, um mundo que já nada tem a ver com este nosso mundo -- um mundo de reis, rainhas, príncipes e princesas, duques e duquesas, caleches e penachos a enfeitar as belezas. Bem podem as ruas protestar e os noticiários falar de brexits, de autodeterminações, de crises políticas, ambientais, sociais que, numa outra dimensão, num tempo que parece pretérito, os soldadinhos vestidinhos com os seus fatinhos bonitinhos continuam a bater o pezinho e a subir as escadas quase aos saltinhos e as realezas continuam a desfilar cheias de capas e capelines. Uma real gracinha.


----------------------------------------------------------------------

E, no meio disto, tudo de bom para vocês: peace and love.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

O belo príncipe entrevista o velho rei e senhor




De vez em quando, faço de conta que sou optimista e o meu cérebro, bicho tonto e fácil de enganar, deixa-se levar e começa a pensar que é optimista a sério e todos os comandos que emite parecem coisa de uma optimista de verdade. E de tal maneira é que quem me veja acredita que sou mesmo optimista. E eu, que gosto de observar, deixo-me estar a rir por dentro, a ver como me olham com desdém por ser tão tonta.

O que me vale é que, até ver, esta encenação deixa de fora um pequeno reservatório de realismo que, haja o que houver, se mantém incólume e impede que toda eu me deixe contagiar. Ou seja, por muito optimismo que ostente, o dito reservatório vai vertendo uns pingos de lucidez e, portanto, a costumeira alienação está sempre temperada com um pouco de bom senso.

É o caso que passo a referir. 


Tenho para mim que, passageiros e insignificantes que somos, temos, além do mais, um defeito de fabrico que nos há-de ser fatal: somos burros. Muito burros. Alarvemente burros. Mas pior ainda: somos de um tipo perigoso. É que os vulgares jumentos de quatro patas são dóceis e espertos enquanto nós, os burros que andam em duas patas, somos destrutivos, umas inqualificáveis bestas quadradas. 

Sem ofensa, claro. E, claro também, uns mais que outros. V. que me lê encontra-se, tenho a certeza, entre os menos burros e, com um bocado de sorte, andará em quatro patas.


E isto para dizer que fomos postos em cima de uma bolinha muito linda, azulinha e verde, suspensa no espaço como um balãozinho de brincadeira, uma bolinha bem feitinha, com montanhas e mares, um céu sereno e também azul, bichinhos bonitos que se entretêm uns com os outros, lá na deles. E, em vez de nos limitarmos a ser felizes, não senhor, embirramos uns com os outros, conflituamos, denegrimos, brigamos, envelhecemos envoltos em amarguras, em azedumes e queixumes. E poluimos, estragamos, desperdiçamos. 

E permitimos que uns excluam outros, que marginalizem e gozem com outros apenas porque são diferentes, e permitimos que uns se achem quase deuses e se auto-coloquem em altares, recebendo fortunas, prémios escandalosos, e ficando de bem com a sua consciência apesar de ao seu lado haver quem ganhe vinte, trinta ou ainda mais vezes menos.


Somos intrinsecamente estúpidos. Passamos pela vida, que é tão curta, sem saber ouvir a beleza das palavras, a harmonia da música, a leveza das cores, a suavidade do toque, a infinita perfeição do silêncio e do amor. 

Quando vejo imagens de praias inundadas por plásticos, peixes infestados por microplásticos, lixeiras infectas e fumegantes, rios cheios de espuma e peixes mortos -- e outros desastres assim -- fico perturbada. Somos tão estúpidos.

Ou quando vejo políticos que mal sabem falar, oportunistas, ignorantes, interesseiros -- e que supostamente nos representam -- fico igualmente perturbada. E não que ache que acabar com os políticos seja a solução: não acho. Acho que a política é importante. Temos é que ser mais exigentes e mais conscientes. Não podemos ter anormais como Trump ou Bolsonaro à frente dos destinos de países. É muito mau. Gente que não defende o planeta não pode ser eleita. Não pode. Temos que nos interessar. Temos que falar nisto.

Tenho livros com as maravilhas que Sir David Attenborough desvendava. Sempre tudo tão extraordinário, tão sereno, tão belo. E sempre que dava na televisão eu via. E, volta e meia, vejo-o no YouTube. 



Foi, pois, com surpresa que hoje soube que Sir David Attenborough esteve com o Príncipe William, que o entrevistou, no World Economic Forum na Suiça.

Pode, pois, ser optimismo da minha parte, coisa de gente tonta, mas ver, num encontro destes, o futuro rei do Reino Unido e o velho soberano da wildlife e da defesa do planeta azul, a alertarem para as alterações climáticas e para a necessidade de defesa do planeta alegrou-me muito.

Faço de conta que acho que é um bom sinal, que alguma coisa começa a mudar quando duas pessoas como estas se prestam a isto, um, apesar de royal,  todo bom rapaz e consciente da responsabilidade que tem, outro todo empenhado e presciente apesar dos seus provectos 92 anos. E se não é bom sinal, então, façam a caridade de não me contrariar. Deixem que me mantenha optimista, iludida.




E até já!

segunda-feira, outubro 15, 2018

O que valeu à Lady Louise é que ia com cuecas da avó.
Imagine-se se aquele golpe de vento revelava um descarado fio dental...



Como não podia deixar de ser, o casamento de Eugenie de York teve alguns momentos fortes. Um casamento das realezas é sempre um acontecimento mediático. Mesmo os republicanos não viram a cara quando uma princesa sobe ao altar. Está certo que todas as noivas, no dia do seu casamento, são umas princesas mas aquelas em cujas veias corre um sanguezinho azul são outra coisa. Não me perguntem porquê porque a minha sabedoria não chega para muito mais nestas matérias.

O pior mesmo foi o vento que ia levando os chapéus, os cabelos, os vestidos e as composturas pelos ares. Os polícias bem tentaram impor algum respeito, ali todos apertadinhos a guardarem o desfile, mas aquela maltinha estava ali mesmo para dar ar à pluma e, com ventinho, a coisa ainda corre mais de feição.


A noiva, que é uma simpatia, ia linda e, para começar, o vestido teve um elemento de surpresa que deixou toda a gente enternecida. Aos doze anos, Eugenie foi operada a um desvio da coluna e o vestido foi desenhado para que a grande cicatriz fosse gloriosamente mostrada. 


Gestos destes fazem mais pela autoestima de quem se envergonha das suas marcas do que mil preleções. É um lugar comum dizer que a beleza de uma pessoa é a que vem de dentro -- e ou se tem ou azarinho, nada a fazer, não há maquilhagem que disfarce a feiura interior -- mas acho que é mesmo verdade. Uma pessoa que se sente bem consigo própria olha em frente, emana uma luz que transporta a beleza. Rugas, cicatrizes, flacidez, peso a mais ou a menos, nada importa quando as pessoas se sentem seguras e disponíveis para ser felizes. Mas, enfim, não são horas para altas filosofias.

Adiante, pois.

Outro momento alto foi a chegada da mãe da noiva que vinha acompanhada pela outra filha. 


Sarah é uma labareda e não me refiro apenas à cor do cabelo. Sarah é excessiva, heterodoxa. Desafiou a disciplina férrea da família, portou-se mal, muito mal, andou às cavalitas de um amante, deixou que ele lhe lambesse os pés. Os tablóides iam dando cabo do coração da sogra com a fogosidade da mulher daquele filho, ele próprio danado para a brincadeira. Mas consta que o ex-marido continua a ser amigo e cúmplice da mãe das suas filhas. Sarah chegou de verde, exuberante, curvilínea, correu a cumprimentar alguém, correu a recuperar o caminho. Apesar de marginalizada pelo inner circle, Sarah mantém-se igual a si própria. Não consegue passar despercebida, nem tenta. E faz ela muito bem.

Claro que o desfile de toilettes e chapéus foi outro acontecimento. Um espanto. Monarquia à mistura com top models e com um toque de Hollywood -- uma inspiração. Ponho-me a ver isto e fico sem vontade de ir comentar a remodelação governamental ou outros funfuns e gaitinhas. Há lá tema mais perfumado do que um royal wedding?
O ministro não sei quê ou a nova ministra que é e não esconde ou a outra que disse o que os outros não disseram ou sei lá que mais... Bahhh. Que discreto charme é que isso tem? Nada. Bola. Usam capelina, elas? Fraque ou casaca, eles? Não...? Então, esqueçam. Não quero saber. O Costa que arrume a casa à vontade que eu não tenho nada a dizer. Acho que faz bem. Também ando numa de remodelações como ontem já disse.

O chapéu de Naomi Campbell era um espectáculo. Aliás todo o outfit era um espectáculo. E ela, linda. Cada vez está mais bonita. Uma verdadeira cougar. Os anos passam por ela com o único propósito de a deixarem melhor. Uma pantera real.

Mas, de tudo, aquilo de que mais gostei foi do chapéu de Poppy Delevingne. Que maravilha. Toda ela estava elegante e divertida. Aquele vestido. Caneco. Lindo. Ousado e lindo. O que eu adoraria poder usar um dia um chapéu assim. Do vestido não digo o mesmo porque teria que ter meia dúzia de quilos a menos e, claro, no mínimo cem anos também a menos. Só tenho pena é de, quando me casei, não haver nada disto. Se fosse hoje, a ver se não ia a bombar numa toilette de deixar todos de olhos em bico.


Por contraste, a mana Cara. Não poderiam ir mais diferentes. A rebelde Cara, que já namorou várias beldades, apareceu com sugestiva toilette masculina e... igualmente divertida.

Mas o momento mesmo inesquecível não foi o da chegada das cunhadas Kate e Meghan e os seus reais e esvoaçantes maridos,




... não foi a graça das crianças que acompanhavam os noivos, príncipezinhos e princezinhas, louros e realmente bonitos (entre os quais, o pequeno George, o possível futuro rei lá do burgo e a mana Charlotte que já revela que herdou o olhar malicioso da sua avó e, tal como ela, também uma real apetência pelo exercício do flirt),


... não foi o da chegada nonagenária Rainha e do seu companheiro de uma vida, ainda ambos bem autónomos, sem bengalas, ainda com energia para aguentar estas cenas que, parecendo que não, cansam, olá se cansam,


... o momento alto foi a subida da escadaria quando Lady Louise Mountbatten-Windsor, que ia a acompanhar as crianças, mostrou mais do que seria suposto. Um desafio. O vento não lhe deu descanso. 


As fotografias e o vídeo (da Madame Figaro) que tenho são mínimos mas talvez dê para ver: umas cuequinhas sem gracinha nenhuma, completamente ao léu. Uma graça de tão desengraçados aqueles culotes. A nobre Lady Louise de cueca à mostra para o mundo inteiro ver. Tanta etiqueta, tanta aula de protocolo, tanta regra, tantas nove horas... e afinal Lady Louise é uma jovem mulher como qualquer outra, usa cuecas e tudo. 

_________________________________________

Bem. E agora que já cumpri com a minha função de serviço público, vou ver as fotografias e os filmes que fiz de manhã e a seguir ao almoço, a ver se se aproveita alguma coisa. Temo que não, estava uma ventania, a voz nem se deve ouvir. E as fotografias não sei. Só se algum flamingo salvar a coisa.

Ou isso ou, se nada prestar, a ver se me ocorre alguma coisa apropriada de que possa falar. E claro que não vou falar das análises do Cagalhoças nem das lições majestáticas do Ex-Vice nem da brutal armadura dos óculos da Judite. Nada disso hoje me assiste. Temos pena.

Só lamento é que não esteja a chover. Nada me inspira mais do que estar aqui e ouvir a chuva a bater na janela. Agora assim. Uma monotonia. Só me apetece mesmo é falar de casamentos reais ou de outras reais pepineiras.

terça-feira, julho 10, 2018

No dia em que a Câmara dos Comuns quase vinha abaixo, na gargalhada, com o elogio de Theresa May ao prestimoso Boris, o famoso Johnson de cabelinho à f...-se, os bifes preferiram foi pôr os olhos nas reais toilettes dos convidados no baptizado de pequeno Príncipe Louis Arthur Charles.
[Mas eu, depois da reportagem, prefiro é deleitar-me com John Bercow, o extraordinário Speaker]


Para que não digam que sou uma aluada (isto os mais brandos, claro, que os outros apodar-me-ão simplesmente de mentecapta -- e estarão todos certos), hoje vou dar uma de comentatriz. 

(Reparem no valentão que dizem ser da Juve Leo
à pancada com um inimigo imaginário. É mesmo mau, ele)
Aqui da parvalheira não tenho muito a dizer. 

Parece que prenderam mais oito juve-leos, alegadamente implicados na saudosa sessão de trolha na Academia de Alcochete. Mas sobre o tema falarei quando chegar o dia. 
O primeiro milho é para os pardais. Sou mais pela caça grossa. Sei esperar.
Tirando isso, não me ocorre mais nada que hoje tenha merecido simultaneamente a atenção da comunicação social tuga e a minha.

Claro que o tema do dia é aquele que, desde há dias, polariza as atenções mediáticas de todo o mundo. Mas, como sempre que alguma coisa me assusta, só falo quando o susto passou. Entretanto, deixo o palco para a bateria de psicólogos, mergulhadores, técnicos da protecção civil et al. que são altamente especializados em resgates de grutas, mormente os que metem mergulho e crianças e que todos os canais de televisão portugueses contratam à mão cheia. Tal como, nos concursos de talentos, sempre pasmo com a quantidade de gente que canta bem, agora pasmo com a quantidade de gente que em Portugal já resgatou crianças e treinadores de futebol de grutas alagadas. 

Mas, dizia eu, não vou falar disso. Não percebo nada do assunto e só quero que tudo acabe em bem. Portanto, nada mais a dizer.

Agora notícia mesmo foi a debandada dos malucos do Brexit do governo da espantadiça e esparvoada Theresa May.
Nada daquilo me assiste e fazem bem os eurocratas em assistirem de galeria à pangalhada que é tudo aquilo. 
Aquela tropa fandanga manipulou os eleitores (com a santa ajuda da defunta Cambridge Analytica), levando os bifes a votar a favor do Brexit e, quando se foi a ver, ninguém fazia ideia daquilo em que se tinham metido. Lembremo-nos que, no dia seguinte, o Google quase foi abaixo com a malta toda a perguntar o que era o Brexit. 

Depois, foi o que se sabe. Para começo de festa, parte da comandita que mais entusiasmada com a campanha andou mal se viu com a obrigação de pôr a cena em prática, deu de frosques. E no governo, então, tem sido uma festa: uns puxam para um lado, outros para outro, outros para nowhere e outros não fazem a mínima.

Hoje meio mundo comenta o simbolismo da debandada do maluco do Boris, aquele Johnson do cabelinho à fornique-se. Eu, por mim, acho que é irrelevante. Não se lhe conhece trabalho que se veja ou ideia que se aproveite. Mas foi ele e mais dois mangas. Acham que a May é muito tiazinha e muito abécula e que os da União Europeia fazem dela gato sapato. Tretas. Sabem todos que a maioria da população não quer sair. Portanto, aquilo já não é um teatro forçado: é, na verdade, uma ópera-bufa.

A única coisa digna de registo a este propósito foi a gargalhada geral do Parlamento quando a tia May resolveu fazer o elogio póstumo dos debantantes, nomeadamente do Boris. Ela a elogiar-lhe a paixão e os outros na maior das galhofas. Uma cena. E das boas.

Mas bom, bom mesmo, foi aquela intervenção do Speaker, moço que já aqui esteve e de quem nunca me canso. O que eu gostava que um dia ainda tivessemos um bacano destes na nossa Assembleia tão bonita mas tão desinteressante. 


A House dos ex-manos bifes pode ser acanhada e sem condições que se apresentem (lembra ao diabo estarem ali todos apertadinhos, uns contra os outros, perna com perna, com os papéis ao colo?) mas é uma festa, um teatro shakespereano.

Mas, enfim, acredito que os britânicos não estiveram nem aí para as macacadas da Théthé e de sua trupe, e quiseram foi ver como se aperaltou a realeza e seus mais chegados súbditos para se apresentarem no baptizado do pequeno Prince Louis, um bebé fofo e querido.


Aqui a comentatriz conta:

Camilla, aquela a quem se imaginam altos dotes em artes não confessáveis -- para tão liminarmente ter passado a perna à Lady Di -- apresentou-se como sempre, com o seu habitual ar meio bardajão-chic e sempre na boa, embora o chapéu quase se lhe enfiasse todo pela cabeça abaixo, uma coisa quase na base do chapéu do D'Artacão.

O eterno putativo candidato a Rei Charles apareceu na boa, como sempre e, também como sempre, a parecer quase da idade da mãe (que, para se preservar para o programa do resto da semana, não deu as caras). E tem a mania de assertoar o casaco e mais valia que não.


A Duquesa de Cambridge, mamãe do três principezinhos, apresentou-se muito bem, muito elegante, muito sorridente -- e desta vez não reciclou nenhuma prévia toilette, deixando as triquitriquiteiras do costume sem fofocas sobre o tema. Dá-me ideia foi que repetiu o toucado mas, como ninguém fala disso, é porque não faz mal. E é bem bonito e um dia que me case a sério, troca de votos com missa cantada e tudo, não me importava nada de me apresentar de virginal e alvo vestido com uma coisa assim na cabeça, com flores de laranjeira e tudo.


O seu marido, o simpático William, cada vez com menos cabelo, apresentou-se de pai amoroso com os dois mais velhos pela mão, a bela e danadinha Charlotte toda coquetezinha, cada vez mais menininha bonita, e o little George sempre com aquele seu delicioso arzinho britanicamente enfadado.


Pippa, a mana do rabo bem desenhado, a tal, se bem se lembram, que quase roubou o protagonismo à mana-noiva-real Kate aquando do casamento dos herdeiros, apresentou-se elegante e pudicamente grávida, a barriguinha discreta sob um vestidinho haut couture. O marido é que se apresentou um pouco esgalgado e com ar precocemente ralado.



O mano de ambas apresentou-se como sempre se apresenta, dandy e bem humorado. A seu lado uma bem humorada amiga com um vestidinho muito Zara, vagamente compensado por um chapelito algo fashion.



Carole Elizabeth, a avó materna de Louis, apresentou-se elegante e decidida as ever, ao lado do seu marido pacholas que mostra muito ter sofrido com aquela mulher e filhas (o filho não lhe deve ter dado trabalho de monta)


A duquesa de Sussex, Meghan de seu nome, apresentou-se elegante, num verde seco discreto e com um chapéu sóbrio e vaporoso que só me dá vontade ter um igual. Dizem que tem as pernas finas demais mas eu acho que lhe ficam bem -- e whatever. Se fosse a peneirenta da Letizia, não faltaria nada para a vermos aparecer com belo pernão, depois de enchertar umas barrigas nas pernas. Mas parece que a duquesa não é dada a isso. Pelo menos so far. O ex-dirty Harry apresentou-se vagamente enfastiado, domesticado comme il fault.


Agora uma coisa é certa: para os batizados os homens da fina flor usam fatos azuis. 

Nos anos mais recentes só fui a dois mas não me lembro de ter visto os homens todos de uniforme azulão -- mas uma coisa deve ser a nobreza britânica e outra a portuga. Ou whatever.

.........................................................................................................

E termino trazendo aqui, uma vez mais,  John Bercow. 
Love, love, love.

Primeiro dando uma valente desanda no dito Boris Troloró


E a seguir dando um valente chega para lá no azeiteiro-pimpão Trump

.......

Até já. Tenho aqui um outro tema para tratar:
O sexo entre lésbicas é melhor do que o sexo heterossexual?
Consta que sim.
Mas isso tem tanto que se lhe diga que tenho que arregaçar as mangas.
Ora, com o calor, obviamente já me despi de preconceitos.
Portanto, sem ter como arregaçar as mangas, tenho que ver como deito mãos à obra.
Portanto, se não adormecer antes, já cá apareço para vos contar como é que é.
Senão, paciência.

quinta-feira, julho 27, 2017

Diana, a nossa mãe.
[Diana, Our Mother - Her Life and Legacy]



No vídeo que abaixo partilho, pode ver-se o tributo de dois filhos que querem mostrar ao mundo as memórias que guardam (ou que outros guardam) da mãe de quem se viram abruptamente separados quando eram ainda miúdos. Tendo crescido debaixo dos holofotes e vivido uma infância e adolescência muito atípicas, William e Harry são ainda pessoas sobre quem impende um conjunto de obrigações e restrições que não devem ser nada fáceis de suportar.


No dia 31 de Agosto de 1997, e custa-me a acreditar que já passaram quase vinte anos, eu tinha tido um grande jantar em minha casa. Era já bastante tarde, estava calor, tínhamos as janelas da sala abertas e conversávamos animadamente. Os miúdos, os meus e vários primos e amigos deles, deviam estar noutra sala. 


Estes jantares prolongavam-se sempre pela noite adentro. No fim, um ou outro estavam sempre já razoavelmente bebidos e o humor rolava sem condicionantes. Nessa altura, um dos casais mais animados ainda não se tinha separado e éramos um grupo que regularmente se juntava para prolongados e animados repastos. Ele, em especial, era um pândego que, se fosse preciso, fazia sozinho a festa. Contava histórias, ria, pregava partidas, fazia maluquices. Contudo, entre ele e a mulher, havia sempre um equilíbrio à beira do precipício. Por vezes, do nada, nascia um desacato entre eles. Mas já ninguém ligava. Fazia parte do programa. Depois ficava tudo bem.

Essa era uma dessas noites.

Não sei a que propósito, no meio da animação, alguém ligou a televisão. E, de repente, o ambiente gelou. Ficámos mudos a olhar para a televisão. Ninguém chorou mas todos ficámos emocionados. Diana tinha morrido. Custava a acreditar. Quase queríamos que alguém aparecesse a dizer que tinha havido um engano, que afinal estava viva. Só dizíamos: 'Não pode ser'.

Dias depois, num almoço entre colegas que já não trabalhavam juntos e que se tinham reunido para pôr a conversa em dia, veio à baila a morte de Diana. Era eu e mais, salvo erro, onze colegas, todos homens. O almoço tinha sido bem regado e, depois de se ter falado de negócios, de aquisições de empresas, de processos em tribunal e de muita paródia, ali estávamos, comovidos a falar da morte de alguém que parecia que nos era próximo. Um deles, executivo bem sucedido e a quem a bebida costuma dar para o sentimento, confessava que não tinha conseguido sair a frente da televisão enquanto tinha durado a transmissão do funeral. Outro gozou: 'Mas quê, Sr. Engenheiro, chegou mesmo a chorar...?' e ele, verdadeiramente comovido, 'Não, Doutor, chorar não chorei mas só porque consegui conter-me' E estava a falar verdade, ainda emocionado. Certo que, quando quis ir à casa de banho, receou não conseguir ir a direito.


Não sei qual vai ser o futuro dos filhos de Diana mas, apesar de não simpatizar com os regimes monárquicos, a verdade é que simpatizo com estes rapazes que cresceram à nossa vista e que, de crianças brincalhonas e sorridentes, passaram rapidamente para um outro capítulo. A imagem que todos vimos, uns pequenos homenzinhos a caminhar atrás da caixa que levava o corpo da bela mulher que, para eles, era apenas a sua mãe, é uma imagem que não se esquece facilmente.

Diana, se ainda vivesse, seria a super avozinha de George e Charlotte e o mundo gostaria de ver como aquela bela mulher sempre tão maternal, se entregaria à alegria de brincar com os seus netos. 



Diana morreu quando tinha 36 anos (a mesma idade que tinha Marilyn Monroe, outra mulher bela que, igualmente, nunca se sentiu bem amada e que também travou uma luta para ser aceite como uma mulher inteligente, com ideias e vontade próprias). Diz-se que morrem cedo aqueles que os deuses amam mas, como eu não sou dada a crenças, não sei se isso é verdade. O que sei é que aquela mulher de quem diziam ser ingénua ou excessivamente emotiva soube tocar o coração de muita gente e é ainda com uma estranha sensação de proximidade (mesmo de proximidade temporal) que ainda vemos as suas imagens. E estou a falar e, sem querer, a colocar a frase no plural quando apenas devo falar por mim. Mas, vá lá saber porquê, acho que não haverá quem não sinta simpatia por Diana. 

(Ok, talvez a Camilla ainda não goste muito dela)

O vídeo não está legendado mas, ainda assim, aqui o deixo.


____________

domingo, abril 12, 2015

Sarah, 33 anos, alegada 'filha secreta' de Carlos e Diana aparece nos EUA? Mas está tudo doido ou quê?


De vez em quando, uma pessoa depara-se com notícias completamente estapafúrdias. Bem, para falar verdade são mais as vezes em que as notícias são estapafúrdias do que normais. Mas há algumas que ultrapassam a maluquice suportável.

Hoje, aqui chegada, fui dar uma volta por alguns jornais online e, ao ver a notícia referida em epígrafe, fiquei de olhos arregalados. Parece uma história da carochinha. 

Transcrevo uns excertos:

Comenta-se que Diana casou ainda virgem com príncipe Charles. Ela tinha 19 anos e a família do noivo queria saber se a noiva poderia ter filhos. Uma equipa médica teria sido contratada para fazer teste de fertilidade com os óvulos de Diana e o esperma do príncipe Charles. O material recolhido era para ser destruído após os exames, mas um elemento da equipa médica fertilizou o óvulo e implantou-o na esposa, que deu à luz um bébé.

Sarah nasceu em outubro de 1981, umas 10 semanas após o casamento de Carlos e Diana. Quando ela tinha 20 anos perdeu os pais num acidente de automóvel e descobriu a suposta verdade sobre a sua origem ao ler o diário da mãe de criação.

Segundo informações do tablóide norte-americano, Sarah afirma que foi ameaçada quando tentou saber mais sobre a origem do embrião e a fertilização. O medo levou-a a mudar-se da Inglaterra para os Estados Unidos.

uma nova herdeira em inglaterra?
A Princesa Diana e Sarah, que reclama ser sua filha

Sarah quer fazer um teste de ADN, mas a ideia não agrada ao príncipe Carlos. «Eu sei que [o príncipe Carlos] é o meu verdadeiro pai e Diana era a minha verdadeira mãe», teria dito Sarah ao príncipe durante um encontro gravado por uma câmara de segurança. Na ocasião, Carlos teria ficado bastante nervoso.

capa do globe que divulgou a notícia do encontro
Kate e William, futuros reis de Inglaterra?
Ou Sarah, primogénita de Carlos e Diana...?!

E também daqui:

Em dezembro do ano passado, Kate e William realizaram a sua primeira visita oficial conjunta aos Estados Unidos. Durante a viagem, o casal passou três dias em Nova Iorque onde, apesar da cobertura mediática, terá conseguido planear um encontro secreto com Sarah, a alegada filha ilegítima de Diana.

De acordo com a Globe, Kate terá ficado chocada com as parecenças entre Sarah e William. A duquesa de Cambridge terá aconselhado o marido a investigar melhor a história, acreditando que a mulher poderia realmente ser a filha de Diana.




Haveria de ter graça se fosse verdade, uma irmãzinha mais velha para William, uma herdeirazinha caída do céu... - mas a coisa é tão anormal que duvido. A fotografia mostra parecenças incríveis mas sabe-se lá se não houve manipulação da imagem. Agora, se vier a provar-se que é verdade, então acho que nem vale a pena mais alguém à superfície da terra tentar ser criativo quando escreve ficção porque coisa mais inacreditável do que isto será difícil. Que coisa disparatada.

....

sexta-feira, abril 11, 2014

Prince George de visita à Nova Zelândia: um Príncipe rechonchudo, brincalhão e fofo, simpático como os pais - talvez seja um dia Sua Majestade o Rei Inglês mas agora é apenas o menino lindo de William e de Kate (que teve o seu momento Marilyn Monroe ao descer do avião). E, já agora, recordo William, há 31 anos, entre Diana e Charles, então um casal aparentemente apaixonado


Abaixo deste poderão ver como pode ser pequenino, imaturo e grotescamente primário um governante em Portugal nestes tempos - tempos a que Pacheco Pereira chama tempos de lixo . A seguir tenho o relato de uma conversa minha sobre pénis e, como não podia deixar de ser, se a conversa é sobre pénis, vêm à baila os tamanhos e, finalmente, mais abaixo, falo de uma experiência levada a cabo para demonstrar como é difícil a uma pessoa manter-se diferente de uma maioria mesmo que essa maioria só faça asneiras.

Bom, mas tudo isto é a seguir a este. Aqui, agora, a conversa é completamente diferente. Poderia dizer que está na altura da fazermos uma vénia mas não digo. Ainda não é o caso e, além do mais, não sou moça de fazer vénias.


_______

Hush Little Baby 



______



O bebé real a dar um xi-coração à mãe Kate
que mostra o sorriso confiante de quem tem o bem amado maridão por perto,
o belo Prince William


As revistas e os jornais de todo o mundo estão cheios das imagens radiantes de uma Kate Middleton alegre, bonita, longa cabeleira, corpo elegante, toilettes simples e perfeitamente ajustados à sua silhueta, de um William gentil, low profile, simpático, e, sobretudo, de um baby George que dá gosto ver. Estão em visita oficial a New Zeland e Australia.


Por enquanto ninguém faz cerimónia com o pequeno Prince nem ele percebe aquilo para que está guardado. Por enquanto é feliz e tem a felicidade de nem saber que o é.



E já gatinha e é todo desinibido, o Príncipe George


Depois de ter sido criado a bom recato, longe dos holofotes, eis que agora aparece ao mundo, bem nutrido, risonho, todo ágil, todo bem disposto.

Não teria nada por aí além: bebés há muitos. Mas este, queiramos ou não, é um bebé especial. Se o regime britânico se mantiver e não se vê jeitos de não se manter, daqui por uns anos George será rei.

Ao vê-lo sinto uma certa pena por Diana, que tanto gostava de crianças, não poder andar com o neto ao colo. Parvoíce minha, eu sei.

Lembro-me de uma vez ter tido um almoço de negócios pouco depois da morte de Diana. Para aí uns dez ou doze, eu a única mulher. O almoço perdurou, por fim já éramos só nós no restaurante e já não era de negócios que se falava. Conhecíamo-nos todos muito bem e a conversa foi fluindo, boa. Eu estava entre o presidente e um colega, meu grande amigo. Nessa altura, já o meu amigo estava um bocado bebido e então, como de costume, deu-lhe para o sentimento. Começou a contar-nos que, aquando do funeral da Princesa, tinha passado o dia em frente da televisão e que a morte de Diana lhe tinha custado como se fosse da família. O presidente, pessoa usualmente seca, perguntou-lhe, irónico: 'Mas quê, meu Caro? Chegou mesmo a chorar?' e ele, já comovido, 'Sim, sim, não ria. Quase'. Passado um bocado confidenciou-me, 'Chiça que a casa de banho é longe. Tenho que ir mas não sei se sou capaz de ir a direito'. 

Há tantos anos que isto foi. Agora já William tem pouco cabelo e o seu filho faz lembrar quando ele próprio foi de visita a Austrália, bebé sorridente, Charles ainda a parecer apaixonado por Diana.

O tempo passa. Parece que foi há pouco tempo que numa noite de verão, um calorão, eu com a casa cheia de gente, tínhamos tido festa, e o jantar já estava convertido em ceia, as janelas da sala abertas, tudo na maior descontração.

E então, não faço ideia porquê, alguém ligou a televisão e de repente fez-se silêncio naquela sala onde graúdos e miúdos falavam na maior animação, o chinfrim do costume: um acidente em Paris, o namorado árabe da Princesa morto, ela muito mal, levada para o hospital. Depois, talvez já de madrugada, a notícia: Diana tinha morrido. E nós, depois de uma noitada de festa, todos comovidos.

Mas, enfim, agora os actores da história da monarquia britânica já são outros e Diana é uma estrela (pop) que passou em tempos pelos soturnos corredores da monarquia britânica. E são bem simpáticos, os actuais protagonistas, e sabem preservar-se, coisa que Diana não soube.


Kate, uma mãe entre outras mães: crianças e sorrisos




Catherine (Duchess of Cambridge's)  - no seu momento Marilyn Monroe


"William, Kate and baby George begin tour of New Zealand, Australia"





Diana & Charles com o  Prince William, chegam a Alice Springs em 20.3.83


_____

A música lá em cima é uma maravilha, Hush Little Baby interpretado por Marlene Dietrich, a versão de que mais gosto. A outra de que também gosto é a de Joan Baez e seria mais apropriada por ser cantada em língua inglesa. Mas aquela voz grossa da Marlene levou a melhor. 

_____

Relembro: vão descendo que vale bem a pena. Este é o 4º post da noite e, embora já nem me lembre bem, acho que os outros são diversificados  e para todos os gostos.

Não vou conseguir rever o que já escrevi hoje já que, pedradíssima pelo efeito do comprimido de ontem, tenho que me ir já deitar antes que caia da cadeira e nem dê por isso.

_____

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma belíssima 6ª feira.


_____