Retiro do site da Assembleia da República informação sobre a vasta e suculenta biografia do catraio Hugo Alexandre:
Em 2005, aos 22 anos, o Hugo Alexandre foi para Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Braga onde esteve até 2009. Nessa altura foi Vereador na Câmara Municipal de Braga em regime de substituição (ou seja, não sabemos se exerceu ou não, ou se isto consta do seu CV apenas para encher). Mas uma coisa é certa: o jeito que dá ser da JSD - mal lhes caem os dentes de leite já estão em deputados e vereadores disto e daquilo...
Enquanto isso, a partir de 2007, altura em que dá ideia que acabou o curso de advogado, e até 2009, foi formador em duas empresas, a Weform, empresa que não tem site, e da qual consegui perceber, salvo erro nas páginas amarelas, que dá formação em Cursos de Práticas Administrativas, Práticas Técnico-Comercias, e a Ldn - Formação Profissional, onde se ministram cursos financiados.
Entre 2010 e 2011, fruto certamente da bruta experiência que, entretanto tinha adquirido, foi para Consultor Jurídico na Associação Empresarial de Portugal (programa Empreender no Feminino). Fazer o quê não se sabe pois entrei no site e não consegui perceber qual a intervenção da AEP no dito o programa para além de o divulgar, pelo que não se sabe que consultoria lá teria ele feito. Uma avençazita que lhe deu muito jeito, provavelmente.
E daí, com 28 anos, ei-lo a saltar para representante do Povo, passando a ser Deputado na Assembleia da República na ilustre bancada do PSD (where else?).
Ó pr'a ele, o Hugo Alexandre, tão importante, já deputado!, rico menino |
Já deputado, com 29 anos, foi eleito Presidente da JSD. Vêmo-lo nas fotografias desse inesquecível dia, babado, ao lado desse outro grande estadista que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho.
Pois bem, é este puto agora com 30 anos e que por aí tem andado, beneficiando da sua condição de Jota, que hoje resolveu encabeçar um grupo de deputados que mostraram uma vez mais qual a sua cepa.
Vocês desculpem... mas digam-me lá se este Hugo Alexandre não tem um je ne sais quoi que faz lembrar o Tino de Rans? |
Transcrevo parte de uma notícia: num requerimento dirigido ao ministério da Educação e Ciência, hoje entregue no Parlamento, o deputado do PSD Hugo Soares perguntou "quantos sindicatos existem no sector da Educação", qual o "valor transferido para os sindicatos durante o ano de 2012 e orçamentado para 2013" e como são discriminados os gastos.
O deputado justificou a oportunidade da pergunta face aos "acontecimentos recentes que impossibilitaram milhares de jovens de realizarem os seus exames nacionais", referindo-se à greve dos professores da passada segunda-feira.
Questionado pelos jornalistas, no Parlamento, sobre se sugere a redução dos custos da actividade sindical para o erário público, Hugo Soares afirmou que antes de admitir essa possibilidade, quer saber quais são os encargos.
O deputado argumentou ainda que os custos devem ser conhecidos "numa altura em que é fundamental que todos os portugueses percebam a equidade dos sacrifícios que são pedidos e que ao mesmo tempo se exigem cortes na despesa do Estado com vista a uma redução da carga fiscal".
Cá estão eles. Estão de cabeça para baixo porque pensam com os pés, porque, nas mãos desta gente, o país está de pernas para o ar |
Assusta-me pensar que a Assembleia da República - lugar onde deveriam estar os nossos representantes, gente que deveria ser do melhor que a sociedade fosse capaz de gerar - está, ao invés, ocupada por uma seita de gente perigosa. Muito perigosa.
A ignorância e a estupidez, quando ligadas a uma ambição rasteira, são um perigo.
Como poderemos esperar que gentinha desta, impreparada, deslumbrada, mal escolada, mal formada, sem cultura democrática, caída de pára-quedas em lugares de poder, tenha condições para legislar, para monitorizar a actuação do governo, para propor alternativas, para fazer o que quer que seja que exija bases sólidas, alguma tarimba, alguma cultura, algum mundo? Impossível.
Enquanto a Assembleia da República, o Governo, as Autarquias e sabe-se lá o que mais estiverem invadidos por esta praga, como pode o País avançar? Impossível. Impossível. Desgraçadamente impossível.
Mas não nos isentemos de responsabilidade perante um descalabro destes. Somos nós que deixamos que isto aconteça. Somos nós os responsáveis por esta pouca vergonha. Votamos neles sem cuidar de saber que competências têm para lá figurar, e continuamos a assistir, impávidos e serenos, a que toda a espécie de animais assuma o comando da nossa quinta.
[Já agora: não seria, ao menos, de dizermos ao Hugo Alexandre e demais amiguinhos que temos melhor destino para os nossos impostos do que pagar-lhes o ordenado? Que não estamos para estar a trabalhar para ele e outros criançolas andarem a dizer baboseiras?
Quer-me cá parecer que um dia destes ainda meto férias para ir para as galerias da Assembleia com cartazes dirigidos aos palermas que por ali pululam.
... Mas eu não digo que ninguém me poupa, senhores...?]
Quer-me cá parecer que um dia destes ainda meto férias para ir para as galerias da Assembleia com cartazes dirigidos aos palermas que por ali pululam.
... Mas eu não digo que ninguém me poupa, senhores...?]
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Em presença de todo este desastre (e, desde que este miserável desGoverno tomou posse, são só desastres, retrocessos, atentados, vexames, empobrecimentos, aviltamentos) fui buscar outra vez a Rosa Oliveira e a sua Cinza , teve mesmo que ser. E ela disse.
como foi possível esta longa marcha para a mediania?
o que significa viver dentro de um corpo
de onde a consciência se retirou há muito
esta embalagem vazia?
rodeados de pensamento tóxico
submersos em epifanias da normalidade
estamos numa guerra invisível
desconhecida até hoje da humanidade
sitiados por armas virtuais em destruição imparável
sufocamos sob camadas de managers
designers, adidos, conselheiros, assessores
pequenos soldados de chumbo
reclinados nas dunas da abreviatura
agasalhados na linguagem religiosa
da performance a todo o custo
como nas hordas de lepra medieval
trazemos sinos que anunciam corpos contaminados
lentos, pensativos
suspensos numa mudança de vírgula
reescrevendo sem horário
confiando na oscilação do universo
lançamos toda a fortuna
no princípio da incerteza
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(*) - Como é óbvio a mediocridade a que me refiro no título não tem nada, nada, nada a ver com a poesia de Rosa Oliveira. A mediocridade a que me referia era à dos medíocres a que ela se refere no poema que escolhi.
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Soube agora que morreu James Gandolfini, um artista que eu adorava ver nos Sopranos. Fico com pena.
Para além do mais, quando não estava muito gordo, achava-o um homem muito sexy, peito amplo, todo ele sensual, divertido, malicioso, caloroso.
Assim é a vida, por vezes excessivamente breve. Seja como for, deve tê-la usado muito bem.
James Gandolfini, aqui como Tony Soprano,
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Isto está outra vez uma coisa de um tamanho impróprio, bem sei que nos blogues não se deve escrever em extensão, textos longos tornam-se maçadores. Mas distraio-me, escrevo de gosto. Vocês desculpem-me, está bem?
Mas, ainda assim, permitam-me que vos convide a virem comigo até ao meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa, a love affair. Hoje há uma certa rosa esquerda que salta das mãos de Herberto Helder para se vir acolher no meu ventre. A música é ainda de José Valente.
Mas, ainda assim, permitam-me que vos convide a virem comigo até ao meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa, a love affair. Hoje há uma certa rosa esquerda que salta das mãos de Herberto Helder para se vir acolher no meu ventre. A música é ainda de José Valente.
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E tenham, meus Caros Leitores, uma bela quinta feira. Aproveitem bem a vida, está bem?
(Uma vez mais rumo a norte e por lá fico para o dia seguinte.
A ver se, à noite, apesar do jantar certamente prolongado e da cabeça certamente em água, ainda consigo vir aqui dar dois dedos de prosa convosco.)