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terça-feira, 24 de setembro de 2024

Iguana prepara-se para lançar novo livro de Joana Mosi!



Depois do aclamado Mangusto, livro nomeado para variados prémios de banda desenhada - incluindo os VINHETAS D'OURO, que venceu em duas categorias - Joana Mosi está de volta ao lançamento de um novo livro!

Desta vez, a autora portuguesa fá-lo pelas mãos da Iguana (uma chancela da Penguin) que edita a sua mais recente criação que dá pelo nome de A Educação Física.

Este novo livro deverá chegar às livrarias a partir do próximo dia 7 de Outubro mas, por agora, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

A Educação Física, de Joana Mosi

Um livro profundo e melancólico sobre perda, amizade e a busca pela felicidade

Laura tem um ano para escrever o seu novo livro.

Todos os dias da semana tem de ir ao ginásio. A casa dos avós tem de ser esvaziada, arrumada e limpa. Os pratos partidos têm de ir para o lixo. Os alongamentos têm de ser feitos depois de todos os treinos. A mãe tem de arranjar forma de pendurar o quadro.

O livro precisa de ter uma história? O livro precisa de ter um tema. A meio de janeiro já não faz sentido desejar bom Ano Novo. O livro tem de ser escrito e o mundo precisa de mais casas no campo.

No seu estilo típico, neste novo livro Mosi dá-nos mais um “slice of life” brilhante.

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Ficha técnica
A Educação Física
Autora: Joana Mosi
Editora: Iguana (Penguin Random House)
Páginas: 176, a preto e branco (com algumas páginas a cores)
Encadernação: Capa mole
Formato: 170 x 240 mm
PVP: 19,45€

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

A Seita lança novo livro de Joana Mosi!




Já o vimos por aí, em diversos eventos, mas só agora está a começar a chegar às livrarias portuguesas. 

Falo do livro O Mangusto, da autora portuguesa Joana Mosi. Obra esta, que se assume como a de maior fôlego de Mosi.

Trata-se de uma edição d' A Seita e da Comic Heart e, mais abaixo, partilho a sinopse da obra e algumas imagens promocionais da mesma.


O Mangusto, de Joana Mosi

Júlia encontra-se encurralada num enorme problema: um mangusto destruiu a sua pequena e estimada horta, e ninguém a consegue ajudar.

Como se já não bastasse ter de lidar com esta catástrofe, Júlia ainda tem de aguentar a teimosia da mãe, que não lhe dá espaço, ou a infantilidade do irmão mais novo, que passa os dias absorvido em videojogos.

Só lhe resta uma solução: livrar-se do bicho antes que cause mais danos. Mas como? Até que ponto somos responsáveis pelos nossos problemas e de que forma dependerá de nós encontrar a sua solução?

Joana Mosi é uma das mais criativas e inovadoras autoras portuguesas de BD contemporânea, embora só agora, com este O Mangusto, tenha assinado uma obra de fôlego, que permita apreciar toda as suas qualidades como autora completa - argumentista e desenhadora.
Mosi surgiu inicialmente ao público com a série de três comics Altemente, uma narrativa “slice of life” sobre uma residência artística que efectuou na aldeia de Alte, no Algarve, a que se seguiu Nem Todos os Cactos têm Picos, outra pequena narrativa de carácter parcialmente autobiográfico sobre a adolescência. Desenhadas num estilo claramente influenciado pelo mangá, estas obras contrastaram fortemente com o seu primeiro álbum, lançado em 2019, O Outro Lado de Z, que no entanto, paradoxalmente, tinha sido iniciado muito antes dos outros, e que foi também a sua primeira obra em colaboração, desta feita com o argumentista Nuno Duarte.

Nas palavras de Pedro Cleto, crítico e jornalista de BD (Jornal de Notícias), “devemos atentar em especial na forma como a Joana gere os tempos, o movimento e a dicotomia som/silêncios”.

O Mangusto explora os relacionamentos familiares, as angústias do dia-a-dia - e dos acontecimentos mais súbitos e inesperados - e a maneira como a protagonista da narrativa vai viver a necessidade de se adaptar a uma realidade diferente na sua vida.

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Ficha técnica
O Mangusto
Autora: Joana Mosi
Editora: A Seita e Comic Heart
Páginas: 184, a preto e branco
Encadernação: Capa dura
Formato: 20,5 x 27 cm
PVP: 25,00€

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Lançamento: My Best Friend Lara



Joana Mosi, também conhecida unicamente por Mosi, autora de Nem Todos os Cactos têm Picos, Altemente ou O Outro Lado de Z, acaba de lançar um novo livro: My Best Friend Lara. Para já apenas com edição em inglês, a autora não sabe ainda se haverá ou não uma edição em português.

Eu, pelo meu lado, faço votos para que isso aconteça!

Fiquem abaixo com a sinopse da obra e algumas imagens promocionais.

My Best Friend Lara, de Joana Mosi

"Para alguém que estudou imagens a vida toda, torna-se difícil acreditar noutra coisa para além delas".

Medidas como a passagem do tempo ou a profundidade da distância tornam-se abstratas quando nos perdemos num mundo digital. 

O conflito principal não depende de ultrapassar o último nível, ou derrotar um vilão malvado: às vezes, é na conformidade que se escondem os maiores desconfortos. 
No limiar da realidade virtual e do mundo sensível, My Best Friend Lara é uma reflexão sobre solidão, vida, morte e resiliência.

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Ficha técnica
My Best Friend Lara
Autora: Joana Mosi
Edição de Autor
Língua: Inglês
Páginas: 56 páginas, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 30,00€ 

O livro pode ser adquirido através da autora (Joana Mosi), por email: joanamosi@hotmail.com

domingo, 6 de junho de 2021

Análise: Nem Todos os Cactos têm Picos

Nem Todos os Cactos têm Picos, de Mosi - Polvo

Nem Todos os Cactos têm Picos, de Mosi - Polvo
Nem Todos os Cactos têm Picos, de Mosi

Nem Todos os Cactos têm Picos é um livro da autora portuguesa Mosi que já nos deu obras como Altemente ou O Outro Lado de Z. Neste caso concreto, a autora assume o argumento e ilustrações deste pequeno conto que versa sobre os tempos de infância e adolescência, em que as amizades para a vida, geralmente, são construídas. Mas, mesmo nas chamadas “amizades para a vida”, há, por vezes, muitos atritos e dificuldades ao longo do caminho. A edição da obra coube à editora Polvo.

A história de Nem Todos os Cactos têm Picos centra-se em Rita e Luísa, duas amigas que já o são desde os tempos da escola primária. A partir daí, cresceram e brincaram juntas, experenciando os mais diversos momentos. Como têm muito em comum, os seus gostos também convergem levando-as a gostarem das mesmas coisas. Nomeadamente de um rapaz da sua escola.

Nem Todos os Cactos têm Picos, de Mosi - Polvo
Rita, ao perceber que Luísa gosta do mesmo rapaz, acaba por esconder para si mesma que também tem sentimentos pelo dito rapaz. Mas, entretanto, Luísa, até nem parece gostar assim tanto dele e começa a desinteressar-se de um dia para o outro. O que também é algo natural e que costuma acontecer a todos os jovens durante os tempos da adolescência diga-se.

Mas a questão nuclear, parece-me, é que Luísa aparenta receber mais da amizade de Rita do que aquilo que a mesma lhe dá de volta. Luísa começa a afastar-se, gradualmente, de Rita e esta, que é tão apegada à amiga, naturalmente ressente-se desse afastamento. Acho que este será mesmo o tema mais profundo desta obra: a dos jovens gostarem tanto dos seus amigos que querem ser como eles, ter as mesmas coisas que eles, ser iguais a eles. Mas todos nós temos as nossas características próprias intrínsecas e, se há coisa que não devemos fazer, é obliterar a nossa maneira de ser. Quem realmente somos. Senão, a boa e positiva influência, transforma-se em obsessão. Parece-me ser isso que acontece com Rita face a Luísa, sem que nenhuma delas dê por isso, embora, num dos diálogos que Rita tem com a sua mãe, a mãe dê algumas pistas de compreender esta obsessão. Os “influenciadores” por vezes nem se apercebem do quão mudam a vida e as escolhas daqueles que influenciam. Se a influência for positiva até pode não ser algo muito mau. Mas se a influência for negativa, as consequências podem ser desastrosas para o “influenciado”.

Nem Todos os Cactos têm Picos, de Mosi - Polvo
Claro que, depois, há uma interessante analogia entre as amizades e os cactos, que são plantas que sobrevivem às condições mais adversas. Assim são as amizades, também. A narrativa é construída de forma simples mas com uma tónica interpretativa mais complexa.

A arte ilustrativa de Mosi acompanha bem o ritmo e ambiente desta história de teenagers – não necessariamente dirigida apenas aos teenagers. O traço é linear, de formas simples e algo “cartoonescas” e sabe captar bem as emoções das personagens e espírito jovial do conto. O uso dos tons em cinzento permite que as ilustrações adquiram tons bonitos e suaves que contribuem positivamente para que consiguemos apreciar a graciosa arte da autora.

Quanto à edição, o livro tem capa dura brilhante e um papel baço de boa gramagem que permitem ao objeto-livro ser bastante apelativo. De assinalar que esta obra também foi lançada em inglês, o que é sempre um elemento revelador – e positivo - da tentativa dos autores portugueses em conquistarem mercado e público fora de Portugal.

Em conclusão, posso dizer que este é um trabalho bastante interessante da autora Mosi. Tenho pena que a história seja curta demais, pois até consegue levantar questões e analogias interessantes para ser uma obra mais marcante ainda. Não obstante, as 24 páginas que constituem esta obra são pontuadas por uma arte bastante personalizada, que consegue ilustrar bem o argumento, também ele, interessante. Fiquei com vontade que o livro fosse maior em páginas. O que é, apesar de tudo, uma excelente sensação.


NOTA FINAL (1/10):
7.8


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Nem Todos os Cactos têm Picos, de Mosi - Polvo

Ficha técnica
Nem Todos os Cactos têm Picos
Autora: Mosi
Editora: Polvo
Páginas: 24, a preto e branco
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Novembro de 2017