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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Análise: O Nome da Rosa - Volume 2

O Nome da Rosa - Volume 2, de Milo Manara - Gradiva

O Nome da Rosa - Volume 2, de Milo Manara - Gradiva
O Nome da Rosa - Volume 2, de Milo Manara

Foi neste mês de fevereiro que a Gradiva publicou o segundo e último tomo da adaptação para banda desenhada, por parte de Milo Manara, de O Nome da Rosa, célebre obra da autoria de Umbero Eco. Em França, este livro saiu no final de janeiro, pelo que a editora portuguesa esteve bem ao não perder muito tempo até nos fazer chegar o final desta muito aguardada obra.

E apesar da espera de quase três anos entre o primeiro e segundo tomo, posso dizer-vos que a espera valeu a pena. De facto, estamos perante um dos maiores mestres da banda desenhada europeia que, mesmo na casa dos oitenta anos, continua a ter uma abordagem artística sublime e inteiramente diferenciada. Falo de Manara, claro.

Neste segundo tomo, continuamos a acompanhar a história que nos é narrada por Adso de Melk, já idoso, e que vai relembrando os acontecimentos vividos quando jovem noviço ao lado do frade franciscano Guilherme de Baskerville. À medida que vários monges vão aparecendo assassinados no mosteiro, em circunstâncias cada vez mais estranhas, cresce o clima de medo e superstição, e Guilherme assume o papel de detetive, utilizando a razão e a observação para tentar descobrir quem é o responsável por tão nefastos crimes.

O Nome da Rosa - Volume 2, de Milo Manara - Gradiva
Este segundo tomo dá, pois, continuidade direta aos acontecimentos do primeiro volume, aprofundando o clima de suspeita, clausura e tensão que envolve o mosteiro beneditino. Ao mesmo tempo, confirma a ambição de Milo Manara em ser fiel ao espírito e à estrutura do texto original de Umberto Eco. Com efeito, Manara respeita, tanto quanto possível, os diálogos, os episódios centrais e a complexa teia de referências históricas e teológicas presentes em O Nome da Rosa. Essa fidelidade procura preservar a densidade intelectual e o ambiente erudito que tornaram o romance tão popular, fazendo-nos sentir perante uma transposição cuidadosa e respeitosa, que evita simplificações excessivas.

Contudo, lá está, essa mesma fidelidade levanta alguns problemas à obra, pois acredito que certos elementos da obra original talvez pudessem ter sido retirados ou, pelo menos, condensados nesta adaptação, pois não acrescentam assim tanto ao mistério que envolve o mosteiro. Em banda desenhada, onde o ritmo e a economia narrativa são fundamentais, algumas passagens e diálogos acabam por pesar no desenrolar da ação, diluindo momentaneamente a tensão policial que sustenta a intriga. Já no primeiro volume isso tinha-se sentido - se calhar até mesmo com mais força - e volta a sentir-se neste segundo tomo.

Mesmo assim, e isto é uma boa notícia, este segundo volume revela-se, porventura, mais focado do que o anterior, notando-se uma maior concentração do enredo nos acontecimentos decisivos e na progressiva revelação dos segredos que conduzem à identificação do culpado pelos assassinatos que assolam o mosteiro. A narrativa ganha, portanto, alguma fluidez e intensidade face ao primeiro volume. 

Não obstante, e reflexão teológica presente no romance original recebe aqui demasiada atenção por parte de Manara. E, bem vistas as coisas, essa componente teológica até não é tão importante assim para a história, mas mais para lhe dar alguma camada intelectual. Por esse motivo, acredito que essa parte poderia ocupar menos páginas, o que também teria permitido  que houvesse menos balões sobrecarregados de texto. Que os há.

E não esqueçamos que embora esta seja uma obra que decorre no seio do clero e mergulhe profundamente em debates religiosos e filosóficos, o seu apelo principal é o mistério e a investigação. Estamos, no fundo, perante um policial histórico e o prazer do leitor advém sobretudo da tentativa de acompanhar as deduções, os indícios e as revelações que conduzem à descoberta final.

É claro que, mesmo assim, a adaptação cumpre bem o seu propósito. O encadeamento dos acontecimentos, a escalada de mortes e a revelação final são apresentados com clareza e impacto. O ritmo narrativo, sobretudo neste segundo volume, reforça a vertente de thriller intelectual que caracteriza a obra de base.

O Nome da Rosa - Volume 2, de Milo Manara - Gradiva
Já o desenho continua exímio e mostra bem porque é que Milo Manara é considerado um dos grandes mestres da banda desenhada europeia. A sua linha elegante, o cuidado no detalhe arquitetónico e a expressividade das personagens conferem uma dimensão visual rica e imersiva à história. O próprio mosteiro surge quase como uma personagem autónoma, labiríntica e opressiva, refletindo o enigma que o habita.

E se, no tomo anterior, a presença feminina quase não tinha acontecido - embora tenha surgido no final do livro para nos deixar em suspenso - este segundo volume abre logo com a famosa cena em que Adso é seduzido pela bela mulher. É mais uma cena fantástica, carregada de erotismo, onde Manara revela que não perdeu o jeito para o desenho do corpo feminino. E mesmo que todas as mulheres desenhadas por Manara possam parecer demasiadamente semelhantes entre si - e isso é um facto, admitamo-lo - parece que sempre queremos voltar a dar de caras com estas belíssimas mulheres. O pobre Adso que o diga.

Mas também a representação de todas as outras personagens masculinas está muito bem executada, com destaque para Guilherme de Baskerville, inspirado - talvez um pouco em demasia? - em Marlon Brando. Além disso, também os espaços interiores, as bibliotecas, os corredores e as celas são representados com uma atmosfera densa, quase sufocante, que reforça o tom sombrio da narrativa. 

Nota ainda, muito positiva, para a presença de um outro estilo de desenho em que, para certas partes mais histórias, o autor recorre a uma técnica que lembra a gravura. Isso deixa-me até com a ideia de que Milo Manara se divertiu bastante a fazer este livro devido a nele haver espaço para pôr em prática todas estas nuances artísticas.

Como ponto menos positivo, tenho que referir, novamente, que as passagens em latim, sem qualquer legenda, são em maior número do que o aceitável. Embora isso não seja culpa da edição portuguesa - uma vez que as outras edições se apresentam de igual forma -, a ausência de tradução acaba por criar algum distanciamento para o leitor que não domina a língua. Se no início ainda dei comigo a tentar perceber o que quereria dizer cada expressão, mais para a frente já quase desprezava os balões em latim. É uma opção que privilegia a autenticidade histórica, bem sei, mas que poderia ter sido acompanhada por notas ou discretas traduções de apoio.Mas, de resto, essa questão já se colocava no primeiro volume, pelo que não constitui surpresa neste segundo tomo. 

A edição da Gradiva é em capa dura brilhante, com bom papel brilhante no miolo. O trabalho de encadernação e impressão também é bom e há ainda, no final, espaço para um breve caderno de esboços, com três páginas, que é muito bem-vindo. A edição da Gradiva assume-se, deste modo, como bastante digna para uma obra que também o merecia, diga-se.

Em suma, O Nome da Rosa - Volume 2 é uma adaptação muito convincente, que respeita o romance de Umberto Eco, valoriza-o visualmente e confirma o talento extraordinário de Manara enquanto narrador gráfico. Com pequenos excessos herdados da matriz literária da obra original, mas amplamente compensados pela qualidade artística e pela força do mistério, este segundo tomo encerra a história de forma sólida e memorável. É um belo livro que não deve faltar na coleção de um apreciador da obra de Milo Manara!


NOTA FINAL (1/10):
9.3


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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O Nome da Rosa - Volume 2, de Milo Manara - Gradiva

Ficha técnica

O Nome da Rosa - Volume 2
Autor: Milo Manara
A partir da obra original de: Umberto Eco
Editora: Gradiva
Páginas: 72, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Fevereiro de 2026



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Vem aí a segunda e última parte da adaptação de Manara para BD de "O Nome da Rosa"!



A Gradiva prepara-se para editar a segunda e última parte da adaptação para banda desenhada, levada a cabo por Milo Manara, da célebre obra da literatura, O Nome da Rosa, de Umberto Eco!

Depois de um primeiro volume da obra bem sucedido e de um ano bastante discreto no que ao lançamento de banda desenhada diz respeito, a Gradiva informa que o novo livro deve estar disponível a partir do próximo dia 24 de Fevereiro. 

Por agora, o livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Este lançamento assinala também o regresso da Gradiva à edição de banda desenhada que espero que se mantenha - e que incremente, se possível - durante o ano de 2026.

Mais abaixo, deixo-vos algumas imagens promocionais da obra.

O Nome da Rosa - Volume 2, de Milo Manara

O talento de Milo Manara transforma o famoso romance de Umberto Eco em imagens, dando vida a uma adaptação que restaura a riqueza e complexidade da obra original.

Uma edição preciosa que narra, através de diferentes estilos gráficos, o nosso tempo, o passado e as suas maravilhas de pedra e de tinta.

Finalmente acessível o último volume da obra que consagrou Umberto Eco como romancista pelo traço de um dos mais célebres autores de banda desenhada da atualidade.

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Ficha técnica
O Nome da Rosa - Volume 2
Autor: Milo Manara
A partir da obra original de: Umberto Eco
Editora: Gradiva
Páginas: 72, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 21,50 x 30,00 cm
PVP: 24,50€

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Alix Senator está de regresso!...



... e, à exceção de uma outra obra, é a única banda desenhada que a Gradiva espera lançar até ao final de 2025.

Longe vão os tempos - recentes, apesar de tudo - em que a Gradiva tinha um forte fulgor na edição de banda desenhada. Depois de falar com a responsável pela editora, tive a confirmação de que, até ao final deste ano, a Gradiva espera apenas lançar duas obras de banda desenhada.

Uma delas é o segundo e último tomo de O Nome da Rosa, de Milo Manara, que, como ainda não saiu no mercado original, está dependente disso mesmo. 

A outra novidade é este 13º volume de Alix Senator, de Valérie Mangin e Thierry Démarez, que dá pelo nome de O Antro do Minotauro. A editora mantém-se constante e assídua no lançamento desta série que, na edição francesa, já vai no 16º volume.

O livro deverá chegar às livrarias no próximo dia 23 de Setembro. Por agora, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Alix Senator, Vol. 13 – O Antro do Minotauro, de Valérie Mangin e Thierry Démarez

Roma, ano 11 a. C. O imperador Augusto é todo-poderoso. Alix tem mais de cinquenta anos e é senador.

Em busca da Atlântida, Alix e os seus companheiros dirigem-se para o arquipélago de Thera. Encontram-se aí os sombrios vestígios do templo do Minotauro, já explorado pelo senador quando era jovem. 

Infelizmente, apanhado por uma tempestade, o barco de Alix tem de se refugiar numa ilha de piratas. Sedento de riquezas, o seu chefe planeia saquear os tesouros do deus canibal. Mas esse objetivo não tem em conta o mal escondido na caverna do Minotauro: as bolas de fogo incrustadas nas suas paredes sempre puniram os profanadores.



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Ficha técnica
Alix Senator, Vol. 13 – O Antro do Minotauro
Autores: Valérie Mangin e Thierry Démarez
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30 cm
PVP: 20,99€

terça-feira, 19 de agosto de 2025

TOP 10 - A Melhor BD lançada pela Gradiva nos últimos 5 anos!



Hoje é dia de vos trazer as melhores bandas desenhadas editadas pela Gradiva nos últimos cinco anos!

Permitam-me, desde já, agradecer por todas as mensagens positivas que muitos leitores me têm enviado a propósito desta iniciativa do TOP 10 com a melhor BD publicada por cada editora nos últimos 5 anos.

Hoje falo-vos, como dizia, das melhores bandas desenhadas que a Gradiva editou entre o período de 2020 a 2025, período de atividade aqui do Vinheta 2020. E são, naturalmente, muitas as boas obras lançadas por esta editora que, não obstante, tem demonstrado alguma volatilidade na sua assiduidade editorial. Se em 2021/2022 a Gradiva lançou muitas BDs, nos últimos dois anos, esse número caiu drasticamente.

Faço, por isso, votos para que a editora regresse com um fulgor renovado ao lançamento de (boa) banda desenhada.

Convém relembrar que este conceito de "melhor" é meramente pessoal e diz respeito aos livros que, quanto a mim, obviamente, são mais especiais ou me marcaram mais. Ou, naquela metáfora que já referi várias vezes, "se a minha estante de BD estivesse em chamas e eu só pudesse salvar 10 obras, seriam estas as que eu salvava".

Faço aqui uma pequena nota sobre o procedimento: considerei séries como um todo e obras one-shot. Tudo junto. Pode ser um bocado injusto para as obras autocontidas, reconheço, e até ponderei fazer um TOP exclusivamente para séries e outro para livros one-shot, mas depois achei que isso seria escolher demasiadas obras. Deixaria de ser um TOP 10 para ser um TOP 20. Até me facilitaria o processo, honestamente, mas acabaria por retirar destaque a este meu trabalho que procura ser de curadoria. Acabou por ser um exercício mais difícil, pois tive que deixar de fora obras que também adoro, mas acho que quem beneficia são os meus leitores que, deste modo, ficam com a BD que considero ser a "crème de la crème" de cada editora.

Por agora, deixo-vos com o TOP 10 da melhor BD publicada pela Gradiva:

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Entrevista a Korky Paul: "Os leitores querem é uma boa história com ilustrações mágicas, não importa se feitas à mão ou num ecrã."

Entrevista a Korky Paul

Hoje trago-vos uma entrevista que sai um pouco fora daquilo a que estão habituados a encontrar por aqui, pois desta feita não estamos perante uma entrevista a um autor de banda desenhada, mas antes a um autor de livros ilustrados.

Os dois meios tocam-se em vários pontos, bem sei, mas, claro está, não são exatamente a mesma coisa.

Ainda assim, e porque lá em casa as minhas filhas são muito admiradoras da série Mimi e Rogério, dos autores Valerie Thomas e Korky Paul, não pude deixar cair a oportunidade de entrevistar o ilustrador Korky Paul, aquando da sua vinda a Portugal, na última Feira do Livro de Lisboa.

Como tal, aproveito para agradecer à editora Gradiva e em especial à Helena Rafael, pela gentileza e amizade que demonstraram ao convidar-me.

Sem mais demoras, deixo-vos então com a interessante conversa que pude ter com Korky Paul.

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Análise: Os Amores de Zeus | Eros e Psique

Os Amores de Zeus | Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi - A Sabedoria dos Mitos - Gradiva

Os Amores de Zeus | Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi - A Sabedoria dos Mitos - Gradiva
Os Amores de Zeus | Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi

Hoje trago-vos uma dose dupla de bandas desenhadas da Gradiva, inseridas na sua coleção A Sabedoria dos Mitos, que já vai longa, com vários livros publicados. Relembro que esta é uma coleção que tem como objetivo apresentar as narrativas mitológicas de forma acessível e visualmente cativante, combinando o rigor da filosofia com o dinamismo das histórias em banda desenhada. 

Desta vez, os livros em análise são Os Amores de Zeus e Eros e Psique, ambos de Luc Ferry e Clotilde Bruneau, com ilustrações de Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi, respectivamente.

Os Amores de Zeus | Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi - A Sabedoria dos Mitos - Gradiva
Os Amores de Zeus
explora as múltiplas relações amorosas do deus supremo do Olimpo, Zeus, oferecendo uma visão panorâmica sobre suas paixões e as consequências dessas relações para a mitologia grega. 

Eros e Psique, narra a famosa história do amor proibido entre o deus do amor e a bela mortal, explorando os desafios impostos pelos deuses e a jornada de autoconhecimento e redenção da protagonista. 

Ambos os livros seguem um estilo narrativo leve e didático que, mesmo assim, procura combinar a fidelidade às fontes clássicas com uma interpretação contemporânea dos mitos.

A componente visual continua a ser um dos pontos fortes destas obras, que apresentam ilustrações bastante bonitas. Podem não ser desenhos que nos deixam sem fôlego, mas seguramente são desenhos bem executados, modernos, eficientes e que facilmente conquistam empatia com os potenciais leitores. As ilustrações conseguem evocar a grandiosidade dos mitos gregos, tornando a leitura mais envolvente, e a escolha das cores, expressões das personagens e cenários contribuem para criar uma atmosfera mitológica rica e convincente. Quer o trabalho de Carlos Rafael Duarte (que também ilustrou o livro Atena, da mesma coleção), quer o de Diego Oddi (autor de Édipo), conseguem, cada um à sua maneira, servir-nos um bom trabalho ao nível do desenho.

Os Amores de Zeus | Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi - A Sabedoria dos Mitos - Gradiva
No entanto, os argumentos dos livros apresentam uma certa dispersão, o que pode dificultar a experiência do leitor que procure uma linha de pensamento mais coesa. Em Os Amores de Zeus, por exemplo, a sequência dos relatos pode parecer fragmentada, com mudanças abruptas entre as diferentes histórias amorosas do deus. Isso leva a uma certa sensação de descontinuidade e a uma maior imersão na obra. Compreendo que o objetivo destes livros - e desta coleção - não passa por ser um relato demasiado preciso ou académico sobre as figuras mitológicas em destaque - e para esse rigor educativo até temos os extensos cadernos informativos de extras no final de cada livro, relembro - mas, mesmo assim, parece-me que as histórias são algo apressadas na sua parte final, o que pode dar a ideia constante de que houve um planeamento deficiente por parte do(s) argumentista(s).

Apesar desta dispersão no argumento, os livros cumprem seu papel de introduzir os mitos gregos a um público amplo. E admito também que a proposta dos autores de conectar os mitos à filosofia é valiosa, pois permite que o leitor compreenda a profundidade simbólica das narrativas antigas. Luc Ferry, o cérebro e mentor por detrás desta coleção, traz reflexões pertinentes sobre temas como a condição humana, o destino e a relação entre os deuses e os mortais. 

Os Amores de Zeus | Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi - A Sabedoria dos Mitos - Gradiva
E também é interessante notar que ambos os livros reforçam a importância dos mitos não apenas como entretenimento, mas como uma forma de transmitir valores e reflexões sobre a existência humana. Os autores procuram, pois, demonstrar que, apesar de serem histórias antigas, os mitos continuam relevantes e podem oferecer reflexões sobre as questões mais contemporâneas possíveis.

A edição da Gradiva é bastante competente, com os livros a terem capa dura brilhante e bom papel brilhante no miolo. A impressão e a encadernação estão bem executadas e, tal como já referido, cada livro traz-nos um cuidado dossier de extras onde o tema de cada história é devidamente apresentado e desenvolvido.

Em conclusão, Os Amores de Zeus e Eros e Psique são obras visualmente atraentes e que procuram, acima de tudo, educar os que estão interessados (ou "forçados" a estudar) as figuras da mitologia grega. É verdade que o desenvolvimento dos argumentos poderia ser mais estruturado, garantindo maior coesão entre narrativa, ilustração e reflexão filosófica. Ainda assim, são leituras recomendáveis para aqueles que desejam explorar os mitos gregos sob uma perspectiva contemporânea e acessível.


NOTA FINAL (1/10):
7.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020 



Os Amores de Zeus | Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi - A Sabedoria dos Mitos - Gradiva

Fichas técnicas
Os Amores de Zeus
Autores: Luc Ferry, Clotilde Bruneau e Carlos Rafael Duarte
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30
Lançamento: Junho de 2023

Os Amores de Zeus | Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Carlos Rafael Duarte e Diego Oddi - A Sabedoria dos Mitos - Gradiva

Eros e Psique
Autores: Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Diego Oddi
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,00 x 31,30
Lançamento: Fevereiro de 2025

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Alix Senator está de volta!



É já a partir do próximo dia 22 de Abril que a Gradiva publica mais um álbum da série Alix Senator!

Desta vez, estamos perante o 12º volume da série (que na sua edição original já conta com 15 álbuns), que se intitula O Disco de Osíris. Os autores responsáveis pela obra mantêm-se Valérie Mangin e Thierry Démarez.

Por agora, o livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, podem encontrar a sinopse da obra e algumas imagens promocionais da edição francesa da obra.


Alix Senator #12 – O Disco de Osíris

Roma, ano 11 a. C.

O imperador Augusto é todo­ ­poderoso. Alix tem mais de cinquenta anos e é senador.

De volta ao Egito para ajudar Enak, Alix descobre que o único remédio capaz de curar a sua doença mortal se encontra nas ruínas da Atlântida. Apesar de incrédulo, o senador decide embarcar na aventura.

Os sacerdotes do Nilo concordam em indicar­‑lhe a localização da porta para o reino lendário. Mas impõem­lhe uma condição inquietante: Alix tem de lhes trazer os ossos aí enterrados por Ísis há milénios: os de Osíris, o poderoso deus dos mortos.

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Ficha técnica
Alix Senator #12 – O Disco de Osíris
Autores: Valérie Mangin e Thierry Démarez
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30 cm
PVP: 20,99€

segunda-feira, 3 de março de 2025

Análise: Napoleão - Série Completa

Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva

Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva
Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino

A banda desenhada Napoleão, dividida em três volumes e escrita por Noël Simsolo e Jean Tulard, com ilustrações de Fabrizio Fiorentino, cujo terceiro volume foi recentemente publicado pela Gradiva, apresenta uma proposta ambiciosa: narrar a trajetória do imperador francês de forma acessível e visualmente impactante. No entanto, apesar da sua abordagem grandiosa, a obra tropeça em diversos aspetos narrativos, o que compromete o seu impacto como uma biografia gráfica definitiva, não obstante a generosa opção de lançar a obra em três volumes. O argumento falha em trazer uma profundidade maior à personagem central, resultando numa visão algo superficial de Napoleão Bonaparte, abdicando das nuances que poderiam enriquecer a sua complexidade histórica.

Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva
E tudo isto por causa da forma como o argumento nos é dado. Nas primeiras páginas do primeiro dos três volumes que compõem esta história, quando Napoleão nos conta, na primeira pessoa, e em voz off, as suas origens, até fiquei bastante agradado, pois pareceu-me que seria uma obra mais baseada na figura, no símbolo, no homem. Mas, à medida que a história vai avançando, vemos que a mesma se centra numa desinspirada sucessão de acontecimentos históricos, quase todos batalhas, que nos são dados em catadupa, sem contexto plausível, parecendo que os argumentistas estão apenas a "cumprir calendário". Parece que alguém disse: "bem, nesta obra teremos que falar das batalhas X, Y e Z... portanto, fazemos uma vinheta por cada uma dessas batalhas, colocamos a data e o local, desenha-se uma cena bélica e está feito."

Há, pois, um excesso de eventos apresentados de maneira apressada, sem o devido espaço para contextualização. As batalhas, negociações e intrigas políticas são tratadas quase de forma mecânica, sem transmitir o impacto estratégico que essas ações tiveram na história europeia e, lá está, a consequência disso é um retrato um tanto frio, que não permite ao leitor uma conexão mais impactante com o protagonista ou uma compreensão mais plena da grandiosidade e contradições desta figura incontornável da História mundial.

Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva
Outro problema do argumento é a falta de um fio condutor mais envolvente que consiga ligar esta constante listagem de acontecimentos históricos. Em muitos momentos, e conforme já por mim referido, a narrativa parece mais preocupada em cobrir cronologicamente os eventos do que em construir um arco dramático instigante. O resultado é uma leitura que, apesar de bem fundamentada historicamente, pode parecer enfadonha para aqueles que esperam uma abordagem mais dinâmica ou que ofereça um ponto de vista original sobre Napoleão. 

Lembro-me de em vários momentos encontrar duas ou três vinhetas seguidas que apresentavam momentos diferentes no tempo e no espaço sem que houvesse qualquer fundamento para tal, além da legenda a fazer referência ao ano e ao local onde se passava aquele momento. Valia mais, digo eu, reduzir-se o número de batalhas a retratar e apostar-se num melhor desenvolvimento do enredo.

Em contraponto, um dos grandes méritos da obra é o trabalho artístico de Fabrizio Fiorentino. O seu traço detalhado e expressivo consegue dar vida às cenas, especialmente nos momentos de batalha, onde a movimentação dos exércitos e o caos dos confrontos são retratados com uma precisão impressionante. 

Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva
Além disso, os cenários são ricamente trabalhados, reforçando a ambientação da época e transportando o leitor diretamente para o período napoleónico. Há nesta obra algumas vinhetas que são de tirar o fôlego, perante o dinamismo do traço moderno e rápido do autor.

Mesmo assim, e mesmo neste ponto, nem tudo é perfeito. Se há algumas vinhetas que impressionam pela sua qualidade, também outras há em que as faces das personagens quase não parecem passar de um esboço rápido que parece ter sido enviado para o colorista antes de estar devidamente finalizado. Sei que será uma questão de gosto, por ventura, mas é notória esta ambivalência gráfica na obra. O bom trabalho de aplicação de cores por parte de Alessia Nocera até pode camuflar esta característica de muitos dos desenhos de Fiorentino, mas não deixa de se tornar notório - pelo menos para o olhar mais atento - que o autor se apressou no desenho de várias vinhetas. O que é uma pena pois, quanto a mim, o seu talento para o desenho é inquestionável.

Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva
A edição da Gradiva, pertencente à coleção Eles Fizeram História, apresenta capa dura brilhante, com um bom papel brilhante no miolo dos livros. Cada um dos livros apresenta um bom caderno informativo sobre a figura de Napoleão e o contexto sócio-político em que este viveu, que oferece, por ventura, as informações que a banda desenhada, por si só, apenas toca de relance. Considero que um integral que reunisse as três obras num só volume seria mais bem-vindo para os colecionadores de BD, mas também compreendo que tem sido esta a forma da editora lançar este tipo de obras. Uma nota positiva deve ainda ser dada à Gradiva por, em menos de um ano, ter lançado os três volumes, não deixando os leitores muito tempo à espera pela finalização da obra.

Em suma, Napoleão revela-se uma leitura visualmente interessante, mas narrativamente decepcionante. O talento de Fiorentino eleva a experiência, mas não é suficiente para compensar as fragilidades do argumento. Para aqueles que procuram uma abordagem ilustrada da vida do imperador, o livro pode ter valor, principalmente pelo seu aspecto artístico, mas os leitores que esperam uma narrativa instigante e profunda sobre a figura histórica de Napoleão talvez fiquem insatisfeitos.


NOTA FINAL (1/10):
6.8



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva

Fichas técnicas
Napoleão - Volume 1 (de 3)
Autores: Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30 cm
Lançamento: Abril de 2024

Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva

Napoleão - Volume 2 (de 3)
Autores: Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30 cm
Lançamento: Agosto de 2024

Napoleão - Série Completa, de Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino - Gradiva

Napoleão - Volume 3 (de 3)
Autores: Jean Tulard, Noël Simsolo e Fabrizio Fiorentino
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30 cm
Lançamento: Janeiro de 2025


terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Análise: Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva
Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Philippe Xavier e Matz

Depois de o sétimo álbum da série Tango ser aquele que, até agora, mais me agradou em toda a franquia - devido a permitir um melhor desenvolvimento da história, possibilitado pela opção de se lançar um díptico em vez de um álbum autocontido - estava especialmente empolgado para ler este oitavo volume, intitulado O Tesouro do Mar de Sulu, que termina a história começada no anterior A Flecha de Magalhães.

Este oitavo volume que continua a trazer-nos a escrita de Matz (autor da série O Assassino e de O Desaparecimento de Josef Mengele, por exemplo) e as ilustrações de Philippe Xavier, coloca-nos no ponto onde o anterior volume nos deixou, e procura ser uma conclusão coesa para a história que colocou John Tango e Mario na senda do capacete de Fernão de Magalhães, o navegador português que liderou a primeira expedição a circunavegar o globo, provando que a Terra é redonda e conectando o Oceano Atlântico ao Pacífico através do estreito que hoje detém o seu nome. Sobre o próprio Fernão de Magalhães, relembro que a Gradiva também já havia lançado a banda desenhada Magalhães.

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva
O enfoque deste O Tesouro do Mar de Sulu mantém-se, portanto, sólido, através da combinação de ação e aventura, num ambiente exótico, propício à exploração de um universo com histórias de tesouros escondidos e perseguições mortais. Bem ao jeito de Uncharted (onde as próprias personagens principais da banda desenhada lembram as do videojogo), de Tomb Raider ou do mais velhinho Indiana Jones.

Neste volume, a narrativa desenrola-se no Mar de Sulu, uma região repleta de piratas, lendas e riquezas submersas, onde John e Mario tentam ajudar o seu amigo filipino Crisanto a encontrar o capacete de Magalhães, um autêntico tesouro histórico-arqueológico. Talvez justamente pelo valor intrínseco deste artefacto, o que começa como uma expedição promissora rapidamente se transforma numa luta pela sobrevivência, já que Tango e os seus companheiros chamam a atenção dos criminosos locais. A partir desse ponto, a história desenvolve-se em ritmo acelerado, com algumas reviravoltas no enredo que procuram ser inesperadas.

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva
Não há aqui espaço para grandes reflexões ou mensagens subliminares. Convenhamos que também não é isso que Tango procura ser, mas antes uma série de puro entretenimento que se lê bem. E é isso mesmo que acaba por ser, com este livro a ser uma leitura fácil, escorreita e agradável. É verdade que o volume anterior trouxe uma certa densidade dramática à série, desenvolvendo o enredo com mais cuidado, que neste O Tesouro do Mar de Sulu parece, infelizmente, menos presente. Mesmo assim, o fim satisfatório deste díptico faz com que não me restem dúvidas de que a aventura que envolve Fernão de Magalhães é mesmo a mais interessante que John Tango já viveu.

As ilustrações de Philippe Xavier continuam a apresentar um bom nível qualitativo. Neste livro em particular, a própria ambientação do Mar de Sulu permite que Xavier nos ofereça cenários vibrantes, onde a natureza exuberante contrasta com as energéticas cenas de ação e tiroteios. Gostei especialmente dos momentos mais calmos do livro, em que o nosso protagonista faz mergulho nas águas cristalinas locais com vista a encontrar o famigerado tesouro.

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva
As personagens também estão muito bem desenhadas, com expressões inequívocas e com um carisma muito próprio - especialmente quando olhamos para o protagonista da série. A bela Lani, a personagem feminina com quem John Tango vai vivendo um relacionamento amoroso pouco assumido, é especialmente cativante. Nota ainda, muito positiva, para a belíssima capa - uma das melhores, se não mesmo a melhor, de toda a série.

A edição da editora Gradiva mantém-se em linha com os restantes livros da coleção, apresentando capa dura baça, bom papel brilhante no interior, boa encadernação e boa impressão.

Em suma, fica claro que Tango funciona melhor se as aventuras deste carismático protagonista forem lançadas em díptico, dado que isso permite uma construção mais aprimorada da história. Portanto, o meu desejo é que volte a acontecer o mesmo nos próximos livros.  E mesmo que este O Tesouro do Mar de Sulu fique alguns furos abaixo de A Flecha de Magalhães, vale, ainda assim, a pena por terminar a aventura que coloca John Tango em busca de um artefacto do célebre navegador português.


NOTA FINAL (1/10):
8.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva

Ficha técnica
Tango #8 - O Tesouro do Mar de Sulu
Autores: Matz e Philippe Xavier
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30
Lançamento: Agosto de 2024

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Gradiva lança célebre história de amor em BD!



A Gradiva prepara-se para lançar mais um álbum para a sua coleção Sabedoria dos Mitos! Desta vez, a história é bastante romântica e incide nas personagens mitológicas de Eros e Psique.

O álbum já se encontra em pré-venda no site da editora e deverá chegar às livrarias no próximo dia 25 de Fevereiro.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Eros e Psique, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Diego Oddi

Psique é uma princesa cuja beleza extraordinária intimida tanto quanto subjuga. A admiração dos seus pretendentes não cessa de aumentar, e, raiando mesmo a devoção, a situação acaba por suscitar o ciúme de Afrodite, que vê em Psique uma perigosa concorrente. 

Fora de si, a deusa convoca então Eros para o incumbir de uma missão: humilhar a jovem fazendo-a desposar o ser mais horrendo, pobre e malévolo do reino. 

Porém, mal a vê, Eros apaixona-se perdidamente… A paixão levá-lo-á a desobedecer às ordens da deusa?

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Ficha técnica
Eros e Psique
Autores: Luc Ferry, Clotilde Bruneau, Diego Oddi
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,00 x 31,30
PVP: 20,99€

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Magazine Especial - 5 Livros ilustrados para quem gosta de BD

Magazine Especial - 5 Livros ilustrados para quem gosta de BD


Embora o Vinheta 2020 se centre mais na análise a livros de banda desenhada, não é tão incomum assim que, de tempos a tempos, vos traga algum livro de ilustração que me marcou. Até porque sou muito adepto de um (bom) livro ilustrado.

Um livro ilustrado e um livro de banda desenhada são coisas diferentes, bem o sei, mas também têm alguns pontos em comum.

Com efeito, quatro dos cinco livros ilustrados que hoje vos trago neste Magazine Especial, até foram feitos por autores cuja obra em banda desenhada é mais conhecida do que a obra em livros ilustrados. Trago-vos também as obras recentes de dois nacionais, mais conhecidos pela sua obra em banda desenhada.

Assim, sem mais demora, eis 5 livros ilustrados, todos bons, que li recentemente e que merecem o meu destaque neste especial:

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

As novidades da Gradiva para 2025!



Hoje trago-vos as novidades de banda desenhada que a editora Gradiva tem preparadas para este primeiro semestre de 2025!

Para já, ainda é bastante tímido este "levantar do véu", por parte da editora portuguesa, apresentando apenas quatro obras para os próximos meses. Três delas são a continuação de séries em andamento, mas há uma que pode surpreender por não ser uma obra tão expectável assim, tendo em conta o tipo de bandas desenhadas em que a Gradiva normalmente aposta.

Mas se a editora não anuncia agora muitas obras, relembro que já no passado mês de Junho de 2024, a editora revelou um bom número de novas apostas que, não tendo por agora prova de que não serão lançadas, mantenho-as mais abaixo para vosso conhecimento.

Sem mais demoras, aqui estão as novidades da Gradiva: