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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Análise: Impenetrável

Impenetrável, de Alix Garin - ASA

Impenetrável, de Alix Garin - ASA
Impenetrável, de Alix Garin

Foi no passado mês de Setembro que a editora ASA nos fez chegar a segunda obra da autora belga Alix Garin, de quem a mesma editora já por cá tinha editado o belíssimo Não Me Esqueças, que acabou mesmo por vencer o VINHETA D'OURO para a categoria de Melhor Álbum Estrangeiro em 2023.

Eram, portanto, muitas as minhas expectativas para este segundo trabalho da autora, intitulado Impenetrável. Estive recentemente no Museu da Banda Desenhada em Bruxelas, o que me deu a oportunidade de conhecer um pouco mais a fundo a feitura deste trabalho de grande fôlego da autora, que conta com mais de 300 páginas.

E é nessas três centenas de páginas que mergulhamos numa obra profundamente pessoal e autobiográfica, na qual Alix Garin relata, sem filtros, a sua experiência pessoal com o vaginismo que a afetou durante dois anos. Para quem não sabe - e acredito que hoje em dia ainda seja muita gente - o vaginismo é uma disfunção sexual que, devido a causar dores insuportáveis, impede que as mulheres consigam tolerar a penetração. A narrativa centra-se, pois, na reconquista do seu corpo e do seu desejo, por parte de Alix Garin, e mostra como a dor física se pode transformar em sofrimento emocional e psicológico. Imagino que seja um tema muito complexo e frustrante para, em primeiríssima instância, as mulheres, claro, mas também para os seus parceiros sexuais, já que um problema do foro sexual é sempre algo que afeta não uma, mas - pelo menos - duas pessoas. A autora conduz-nos por uma viagem íntima, na qual cada passo da sua recuperação é permeado por vulnerabilidade, coragem e reflexão sobre normas sociais, expectativas e relações afetivas.

Impenetrável, de Alix Garin - ASA
Afirmo que a auto-biografia íntima e sexual em banda desenhada parece ser uma tendência mais frequente no meio, pois recordo que ainda ontem vos falei sobre Extases, de JeanLouis Tripp, onde, relembro, nos é mostrada, através de um relato autobiográfico, a forma como o autor viveu/vive a sua vida sexual.

Agora, eis-nos novamente perante uma nova autobiografia em banda desenhada onde somos convidados a conhecer a vida sexual de Alix Garin.

Vida sexual essa que, como podem imaginar, praticamente não existiu durante um longo período de três anos já que, embora Alix tivesse um namorado, Lucas, a sua vida sexual estava congelada, em stand by, devido a esta disfunção denominada vaginismo. Embora, à época, a autora nem tivesse um nome, uma palavra, para aquilo do qual padecia.

Obviamente, a dificuldade de manter relações sexuais provocou-lhe frustração, culpa e isolamento, o que também expõe facilmente o peso que a sociedade atribui à sexualidade feminina e à necessidade de corresponder a certos padrões. Bem, diria que neste barco, as mulheres não estão sós. Embora de forma diferente, também a sexualidade masculina está carregada de expectativas e de uma necessidade de acompanhar os padrões ditos "sãos" e "normais". 

Impenetrável, de Alix Garin - ASA
Este percurso de descoberta e recuperação de Alix Garin não é linear, mas é narrado com uma honestidade desarmante que cria empatia imediata no leitor. Pelo menos na primeira parte da obra.

Isto porque, mais ao menos a meio do livro, o vaginismo dá lugar à necessidade de Alix se libertar de certas amarras que a prendiam à relação com Lucas. Deste modo, o livro também explora o lado mais amplo das relações humanas e do desejo, não se limitando ao distúrbio físico, mas questionando também como nos relacionamos com o outro, com o amor e com nós próprios. A autora apresenta a tensão entre dependência emocional e autonomia, mostrando que a cura não passa apenas pelo corpo, mas também pelo entendimento e aceitação de limites, desejos e expectativas.

Alix Garin expõe-se de forma arrojada, oferecendo um relato detalhado da sua vida íntima e da forma como o vaginismo tornou a sua intimidade sexual impossível. A dor física, aliada ao peso da culpa e das expectativas sociais, criou em si uma sensação de impotência e frustração que é explorada neste Impenetrável de maneira sensível e crua. 

O tema do vaginismo é especialmente relevante e bem-vindo, diria, pois é pouco discutido, ainda mais em banda desenhada. Impenetrável é bem capaz de ser, salvo erro, a primeira obra de grande fôlego de banda desenhada a abordar o tema, tornando visível um distúrbio que afeta muitas mulheres e sobre o qual há pouco conhecimento público e, também, contribuindo para a desmistificação do assunto, ao mesmo tempo que procura oferecer um recurso valioso para quem procura compreensão ou identificação com o tema.

Impenetrável, de Alix Garin - ASA
Até porque, e isso é outra das conclusões que podemos aferir aquando da leitura da obra, o livro revela como, em termos médico-clínicos, muitas vezes a própria classe profissional não está preparada para lidar com distúrbios pouco comentados, como disso é exemplo o vaginismo. Talvez por isso se tenha tornado tão difícil a Alix Garin ter encontrado uma voz profissional que a pudesse ajudar e guiar para uma crua tão eficiente quanto possível face a este distúrbio. Mesmo assim, convenhamos que com ou sem apoio externo, o caminho de autodescoberta e autoajuda é sempre essencial. 

Narrativamente, a obra é rica e complexa. Alix Garin consegue equilibrar momentos de introspeção, humor e conflito emocional, mantendo o leitor atento à evolução da história. É um daqueles livros que, embora tenha 300 páginas, se lê muito depressa, pois queremos saber aonde nos leva o percurso da autora. 

A transição do tema do vaginismo para questões mais amplas sobre relações abertas e autonomia emocional mostra que a narrativa não se limita a um distúrbio, mas expandindo-se além do tema central para refletir sobre escolhas amorosas e crescimento pessoal. E isso leva-me àquele que considero ser o ponto menos positivo na obra: é que o tema do vaginismo, embora central, não recebe, quanto a mim, um fecho narrativo muito concreto. De repente, parece que está tudo bem e que a autora ultrapassou o problema, mas essa revelação é-nos dada com pouco critério, parecendo que a recuperação física e emocional da autora funciona mais como catalisador para mudanças na forma de se relacionar com Lucas. Ainda assim, reconheço, este desfecho também pode ser visto como uma conclusão catártica do ciclo pessoal da autora, oferecendo uma sensação de esperança e continuidade, mesmo que não resolva tudo de forma explícita.

Impenetrável, de Alix Garin - ASA
Visualmente, Alix Garin evolui bastante em relação ao seu trabalho anterior, Não Me Esqueças. É verdade que o seu traço se mantém simples, rápido e empático, em linha com o livro anterior, mas ganha bastante mais dinamismo e expressividade. A planificação das pranchas, a ilustração dos estados de espírito da protagonista e as magníficas páginas duplas tornam a leitura mais envolvente e intensa, revelando uma autora mais madura e com mais opções gráfico-narrativas. Os seus desenhos expressivos e apelativos contribuem para transmitir a experiência emocional e física da autora de forma impactante.

Sou, portanto, muito apreciador dos belos desenhos da autora, que geram facilmente empatia com os leitores e que são extremamente expressivos, modernos e carregados de um estilo muito próprio. O tal "signature style", de que tanto falo. Nota ainda para o belo trabalho de cores que, sendo diversas, nuns casos, através de páginas muito coloridas e garridas e, noutras situações, com fundo preto e traço a branco, funcionam sempre muito bem, tornando o livro ainda mais apelativo do ponto de vista gráfico.

A edição da ASA é em capa mole brilhante, com badanas, à semelhança do que fora feito em Não Me Esqueças. No miolo, o papel é baço e de boa qualidade, tal como de boa qualidade também é a encadernação e a impressão da obra.

No seu conjunto, Impenetrável é uma obra corajosa, sensível e visualmente impressionante, afirmando-se como (mais) uma bela aposta da editora ASA, que parece acertar em quase tudo o que ultimamente tem editado. Alix Garin consolida-se neste livro como uma autora de banda desenhada de enorme potencial, mostrando maturidade artística e narrativa. Apesar de alguns pontos em aberto, o livro é um testemunho poderoso, especial e belo, que combina experiência pessoal, reflexão social e qualidade visual, tornando-se, sem dúvida, um dos destaques do ano e um título essencial para quem se interessa por histórias de superação, sexualidade e relações humanas. Recomenda-se!


NOTA FINAL (1/10):
9.5


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Impenetrável, de Alix Garin - ASA

Ficha técnica
Impenetrável
Autora: Alix Garin
Editora: ASA
Páginas: 304, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 202 x 269 mm
Lançamento: Setembro de 2025

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

ASA prepara-se para editar BD sobre vaginismo!



O mais recente livro de Alix Garin, Impenetrável, deverá chegar às livrarias portuguesas no próximo dia 23 de Setembro, pelas mãos da editora ASA

Da mesma autora, recordo, já tivemos o fabuloso Não Me Esqueças, obra vencedora do prémio VINHETA D'OURO 2023 para Melhor Obra de Autor Estrangeiro.

Desta vez, a autora francesa regressa com uma nova obra, que está a ser muito aplaudida e aclamada em França e na Bélgica, e que aborda o tema do vaginismo, um transtorno sexual do qual a autora padeceu.

É um dos livros mais aguardados do ano e admito que tenho muita curiosidade em mergulhar nesta leitura.

Por agora, o livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais da edição francesa.


Impenetrável, de Alix Garin

Impenetrável é um testemunho singular pela sua sinceridade.

Alix Garin (Não me Esqueças) conta, sem concessões, a reconquista do seu corpo e do seu desejo, depois de ter sofrido de vaginismo durante dois anos - um transtorno sexual que torna a penetração impossível.

Para se curar, vai ser preciso enfrentar as obrigações, as normas, o passado. Ultrapassar a culpabilidade e a solidão impostas por uma sociedade onde não fazer amor é impensável e falar sobre isso impossível.

Além do corpo, o álbum questiona as nossas relações com o desejo, com o casal e com o mundo, desvelando uma busca de si que encoraja a que nunca nos deixemos abater.

Audaciosa e otimista, esta narrativa de cura promete.



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Ficha técnica
Impenetrável
Autora: Alix Garin
Editora: ASA
Páginas: 304, a cores
Encadernação: Capa mole
Formato: 202 x 269 mm
PVP: 32,90€

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Análise: Não Me Esqueças

Não Me Esqueças, de Alix Garin - ASa e LeYa

Não Me Esqueças, de Alix Garin - ASa e LeYa
Não Me Esqueças, de Alix Garin

Não Me Esqueças é uma das bandas desenhadas que a editora ASA lançou nas últimas semanas e marca a aposta da editora portuguesa num registo de BD mais direcionado para um público maduro, a que várias vezes, e também por isso, se tende a chamar de “novela gráfica”. A autoria desta obra pertence a Alix Garin, uma jovem autora belga que se estreou enquanto autora com o lançamento deste livro.

A história centra-se em Clémence, uma jovem adulta que após verificar que a sua avó, Marie-Louise, se encontra a definhar num lar de terceira idade, decide "raptá-la", levando-a a fazer uma longa viagem de carro, com o intuito de regressar à sua casa de infância. Isto porque, com uma galopante doença de Alzheimer, Marie-Louise parece ter apenas algumas memórias difusas e dispersas, nomeadamente a dos seus pais. Não há volta a dar: Marie-Louise sente-se uma criança e teme que os seus pais lhe ralhem por chegar tarde a casa. Clémence decide então embarcar com a avó nesta viagem inusitada.

Não Me Esqueças, de Alix Garin - ASa e LeYa
É claro que esta road trip resulta de uma decisão tomada por impulso e, como tal, acaba por ser mal preparada pela neta, Clémence. E isto vai criar algumas situações delicadas - e outras divertidas - que fazem com que esta viagem, movida por sentimentos de compaixão, acabe por trazer vários momentos de tensão e medo. Peripécias.

É certo que Alix Garin nos apresenta uma história que assenta na doença de Alzheimer e como é difícil e desafiante lidar com a mesma. Mas os intuitos narrativos da autora não se findam apenas aí. Como tal, Alix Garin explora a relação da própria protagonista Clémence com a sua mãe. Porque se há coisas certas na vida, é que todos nós caminhamos para a velhice. Alguns não chegam lá, é verdade, mas a cada dia, cada semana, cada mês, cada ano que passa, estamos mais velhos e vividos. O tempo não deixa de avançar e não tem qualquer complacência por tudo aquilo que não é eterno. Como nós. E se nos deixarmos distrair, essa passagem do tempo pode minar as nossas relações e as nossas vidas. Parece que foi isso que aconteceu a Clémence e à sua mãe. A vida adulta - rápida, implacável e prática - foi criando um fosso entre elas. Poderá, então, a avó Marie-Louise servir como uma lembrança para o quão efémera é a vida e a sanidade mental? As perguntas deixadas pela autora e as reflexões que as mesmas nos incentivam a fazer, fazem de Não Me Esqueças uma obra muito madura em termos narrativos.

Não Me Esqueças, de Alix Garin - ASa e LeYa
Por outro lado, está sempre muito presente uma ponte entre a infância e a velhice. E como os pais e os avós começam por ser uma âncora para as crianças que, mais tarde, desempenharão esses mesmo papel para os seus avós e pais. A vida é um ciclo e, como dizem os ingleses, what goes around, comes around.

A viagem levada a cabo por neta e avó ainda permite que a primeira reflita sobre alguns momentos da sua vida, nomeadamente ao nível de relações abusivas que teve no passado ou na busca pela sua sexualidade. Se a princípio me pareceu que a introdução destes momentos era forçada, por serem meros fillers, sem grande propósito, depressa percebi que estes momentos servem para que Clémence nos mostre que todos temos a nossa caminhada e as nossas vivências, mas que, por vezes, nos esquecemos que os mais velhos já percorreram esses mesmos caminhos. E se nos lembrássemos disto mais vezes, talvez pudéssemos encontrar mais compaixão ou preciosos ensinamentos nos mais velhos, que já passaram por situações semelhantes às que vivemos. Acompanhando a sua avó, Clémence também parece mergulhar nas profundezas do seu ser, para melhor se conhecer. Enfim, o livro é de uma gigante riqueza interpretativa.

Não Me Esqueças, de Alix Garin - ASa e LeYa
E deixem-me dizer-vos que nunca senti que a autora nos desse um relato lamechas, de lágrima fácil. Nada disso! Se ficamos melancólicos ao longo desta leitura, não é bem por vermos coisas tristes na história, mas sim por esta nos fazer pensar e, só depois disso, encontrarmos esse amargo travo da melancolia.

Os desenhos de Alix Garin são bastante belos. O seu traço é muito simples, mas extremamente eficaz, fazendo com que, muitas vezes, os cenários sejam desprovidos de detalhes. Mas a autora parece jogar com essa mesma valência a favor da história que nos quer passar. E no tratamento das emoções faciais, a autora demonstra-se especialmente exímia. São muitas as vinhetas que, mesmo sendo silenciosas, sem qualquer balão de fala, conseguem passar-nos tanta informação e emoção.

A maneira como através desse traço simples e direto, sem grandes apetrechos visuais, Alix Garin oferece emoções às faces das suas personagens e, particularmente, à da avó Marie-Louise - especialmente naqueles momentos em que esta parece meio alienada e a olhar para o vazio - é um verdadeiro tratado e uma inegável força da autora. Basta-nos a observação da avó a contemplar esse mundo distante que já só parece existir no seu próprio mundo, para que baixemos a guarda e fiquemos aturdidos com a força narrativa aqui empregue. Verdadeiramente sublime!

Não Me Esqueças, de Alix Garin - ASa e LeYa
Gosto especialmente de como a autora desenha os interiores e, em vários casos, como "não os desenha". É que isso parece funcionar a favor da narrativa, pois concentra o olhar do leitor naquilo que realmente importa: nas personagens e naquilo que elas estão a viver.

Por vezes, há momentos em que os desenhos assumem um estilo mais caricatural e ainda mais rabiscado. São ocasiões mais divertidas onde se procura dar uma certa leveza a uma história que, naturalmente, é pesada no assunto que trata. Leveza também é aquilo que as belas cores, a aguarela, atribuem à história, contribuindo para que as ilustrações sejam muito elegantes, suaves e bonitas.

Quanto à edição da ASA, o livro apresenta capa mole, com badanas, e bom papel brilhante. A impressão e a encadernação são boas. Há um pequeno erro na primeira página do livro, em que se veem linhas vermelhas a circundar a mancha de impressão. Mas, de resto, o trabalho de edição parece-me bem feito. Não obstante, e tendo em conta o tipo de obra em questão, acho que, ainda assim, a obra merecia capa dura como julgo ter sido a opção do lançamento original na Bélgica/França. Acho também que o tipo de ilustração de Alix Garin teria funcionado melhor em papel baço. É uma questão bastante pessoal, reconheço, mas não tenho dúvidas que, olhando para o traço da autora, o papel mate seria melhor opção. Seja como for, a edição da ASA cumpre.

Em suma, não esquecerei o quanto Não Me Esqueças é uma belíssima obra de banda desenhada. A história, os desenhos e as cores são belas, sim, mas a bomba de emoções que a obra perpassa para o leitor, onde imperam sorrisos, mas, acima de tudo, lágrimas e um nó na garganta, são o que de mais marcante fica connosco. Ventos novos parecem vir dos lados da ASA, no que ao lançamento de banda desenhada diz respeito, e este livro é uma clara prova disso. Um dos melhores livros do ano e absolutamente recomendado.


NOTA FINAL (1/10):
9.8



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Não Me Esqueças, de Alix Garin - ASa e LeYa

Ficha técnica
Não Me Esqueças
Autora: Alix Garin
Editora: ASA
Páginas: 224
Encadernação: Capa mole
Formato: 268 x 203 mm
Lançamento: Outubro de 2023

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

ASA lança novela gráfica que aborda a doença do alzheimer!



Eis uma nova proposta da ASA em banda desenhada que me está a deixar bastante curioso! 

A editora portuguesa prepara-se para lançar, a partir do próximo dia 14 de Novembro, a banda desenhada Não me Esqueças, primeira obra da autora belga Alix Garin.

A história aborda o tema do alzheimer e como esta doença que afeta sobretudo os mais velhos condiciona o final das suas vidas, bem como a de todos os familiares envolvidos no processo. Não é tema novo em banda desenhada, mas, e também por isso, aguçou a minha curiosidade. O livro encontra-se, para já, em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Não Me Esqueças, de Alix Garin

«Marie-Louise, dá um beijo ao mar, por mim. » ALIX GARIN

Foi a última coisa que a minha mãe me disse.

− Sabes que mais, avó? E se lá fôssemos mesmo?

A avó de Clémence sofre da doença de Alzheimer.

Perante o seu desespero, Clémence toma a decisão de a tirar do lar e de a levar numa viagem em busca da hipotética casa da sua infância. Uma fuga, uma busca, uma insanidade, uma oportunidade para se reencontrar.

A menos que tudo seja, afinal, uma despedida...

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Ficha técnica
Não Me Esqueças
Autora: Alix Garin
Editora: ASA
Páginas: 224
Encadernação: Capa mole
Formato: 268 x 203 mm
PVP: 24,90€