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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Análise: O Grande Poder do Chninkel

O Grande Poder do Chninkel, de Van Hamme e Rosinsky - Arte de Autor

O Grande Poder do Chninkel, de Van Hamme e Rosinsky - Arte de Autor
O Grande Poder do Chninkel, de Van Hamme e Rosinsky

Seguramente um dos grandes (re)lançamentos de banda desenhada em Portugal do ano 2025, foi este O Grande Poder do Chninkel, dos autores Van Hamme e Rosinski, que hoje vos trago e que a Arte de Autor nos fez chegar no passado mês de Setembro.

Esta é uma dessas obras raras que parecem existir fora do tempo, pois, mesmo sendo lida nos dias de hoje, quase quatro décadas após a sua publicação original em 1988, mantém intacta a sua força simbólica, narrativa e visual. Van Hamme e Rosinski oferecem-nos com este O Grande Poder do Chninkel um álbum que não só marcou a banda desenhada franco-belga, como ajudou a alargar definitivamente as fronteiras do que a BD podia - e pode - ser: um espaço de reflexão filosófica, espiritual e profundamente humana.

E o mais engraçado é que, à primeira vista, nada leva a crer que esta obra seja assim tão filosófica e profunda, pois a mesma lança-nos num universo de fantasia heroica, habitado por pequenas criaturas oprimidas, guerras tribais e deuses caprichosos. Dentro do seu género, parece "mais do mesmo". Mas rapidamente se percebe que O Grande Poder do Chninkel não está interessado apenas em espadas e batalhas. O que está em jogo é algo bem mais vasto: a eterna luta entre o destino imposto e o desejo visceral de liberdade. O livre arbítrio em oposição a ser-se supostamente predestinado para isto ou para aquilo. Um tema que o argumentista Jean Van Hamme trabalha aqui com uma bela dose de clareza.

O Grande Poder do Chninkel, de Van Hamme e Rosinsky - Arte de Autor
J'On, o improvável herói da história, é uma figura fascinante precisamente por não corresponder ao arquétipo clássico do salvador triunfante. Inspirado em figuras bíblicas como Moisés e Jesus, ele é simultaneamente mártir e redentor. E, por muito que o próprio J'On se convença disso, o seu verdadeiro poder não reside na força física - e muito menos na intervenção divina direta -, mas na capacidade de perdoar, de resistir ao ódio e de aceitar o sofrimento como parte do caminho. É isso, afinal de contas, o que nos faz grandiosos. Algo que já nos foi dito mil vezes, mas que parece que o acabamos por esquecer no mesmo número de vezes.

Essa dimensão espiritual da obra, com forte influência no Novo Testamento da Bíblia Sagrada e, portanto, na vida de Jesus Cristo, nunca é apresentada de forma dogmática. Pelo contrário, Van Hamme mistura referências bíblicas com um humor negro e fatalista, quase cruel, que sublinha a fragilidade da condição humana. As repetidas tentativas falhadas de J’On para conquistar a voluptuosa G'Well, a sua mais desejada do que amada, são um exemplo perfeito dessa ironia trágica que atravessa todo o álbum e lhe confere uma humanidade verossímil. Não parece haver uma crítica aguda à religião, mas, acima de tudo, uma reinterpretação dos seus cânones. Ou uma colocação dos mesmos em perspetiva.

Este universo da fantasia imaginada por Van Hamme é depois construído com uma verosimilhança impressionante e com um enorme conjunto de referências óbvias, com vários mitos a serem revisitados, desconstruídos e reinventados ao longo da obra, numa mistura ousada de fantasia heroica, inspiração bíblica e imaginário cinematográfico. E, ainda assim, o grande feito da obra é que tudo soa coeso, natural e bastante bem pensado. Continuando a mencionar algumas das referências, há aqui ecos evidentes dos hobbits de Tolkien. A estas influências juntam-se referências cinematográficas que ampliam ainda mais o alcance da obra, sendo que a alusão final a 2001: Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, com os australopitecos a dançar em torno do monólito, não é apenas um piscar de olho cinéfilo, mas uma afirmação poderosa sobre os ciclos que marcam qualquer existência, incluindo a própria evolução, fechando o álbum com uma ambição quase cósmica. 

O Grande Poder do Chninkel, de Van Hamme e Rosinsky - Arte de Autor
Por falar em fecho, uma das muitas coisas cabalmente bem conseguidas com esta obra é a forma como Van Hamme conduz tudo para um final absolutamente certeiro em que nada parece aleatório ou gratuito. Um final que nos deixa um sorriso discreto no rosto e uma pergunta persistente na mente.

Não é difícil imaginar esta história adaptada ao cinema. O seu universo visual forte, a estrutura quase bíblica e o arco emocional de J’On dariam origem a um filme poderoso, capaz de dialogar tanto com o grande público como com espectadores mais exigentes. É uma narrativa que pede outras leituras, outros meios, sem nunca perder a sua essência.

Outra coisa positiva é que este livro, originalmente publicado no final dos anos oitenta, envelheceu muito bem. Este é um assunto delicado para muitos, bem sei, mas por vezes sinto que certas obras consideradas marcos na banda desenhada - com toda a legitimidade, diga-se - não envelheceram muito bem, tornando-se demasiado datadas e presas aos constrangimentos e modus operandi da própria época em que foram feitas. O Grande Poder do Chninkel não é um desses casos. Sendo uma história universal, poderá ser lida daqui a 10, 50 anos com a mesma relevância. Bem, talvez a brigada woke se choque com o flirt despudorado de de J'On a G'Wel, mas quero acreditar que não. Todos estes elementos de fantasia, bem como as mensagens e as referências se mantêm bem-vindos e atuais.

E a própria edição da obra a preto e branco também permite isso. Mais uma vez, talvez esta afirmação seja polémica, mas se há coisas em que a passagem do tempo se revela com mais veemência é na questão das cores. Mais do que o desenho, os processos de colorização passaram a ser muito diferentes com a passagem dos anos. Tal como a cor da fotografia, ou do cinema ou da televisão. E não quer dizer que a cor de obras das outras décadas seja melhor ou pior... quer dizer isso mesmo: que é de "outra época". E se isso pode agradar a um público que procura esse regresso ao passado, não agradará às franjas maiores que, entretanto, evoluíram para outras abordagens cromáticas. Ora, quando estamos a falar do preto e branco, nada disto acontece. O preto e o branco, especialmente o puro, sem escala de cinzentos, não muda e mantém-se sempre atual. Mas já falo desta questão do preto a branco novamente, mais abaixo.

O Grande Poder do Chninkel, de Van Hamme e Rosinsky - Arte de Autor
Importa ainda sublinhar o trabalho de Grzegorz Rosinski, que em O Grande Poder do Chninkel nos apresenta uma criação plena de liberdade, talvez precisamente por estar fora das amarras canónicas e narrativas da série Thorgal. É óbvio que há semelhanças entre uma e outra obra em termos visuais, mas aqui, o desenhador sente-se mais solto, mais experimental, mais autoral. O preto e branco não é apenas uma opção estética, mas uma verdadeira ferramenta expressiva que lhe permite explorar contrastes, texturas e atmosferas com uma força quase visceral. Há um traço mais cru e mais arriscado que reforça a dimensão trágica e simbólica da história. O resultado é uma obra visualmente poderosa, que não serve apenas o argumento de Van Hamme, mas dialoga com ele de igual para igual, elevando O Grande Poder do Chninkel a um patamar verdadeiramente excecional.

Graficamente, Rosinski atinge, pois, com esta obra um dos pontos mais altos da sua carreira. Liberto da cor, o preto e branco ganha uma expressividade brutal. As páginas respiram, os enquadramentos são precisos e a escala das cenas impressiona ainda hoje.

A edição da Arte de Autor está um mimo para os olhos e mente. O livro apresenta capa dura baça, com verniz localizado. A lombada é em tecido e com impressão a prateado. No miolo, o papel é baço e de boa qualidade, tal como a impressão e a encadernação. Há ainda uma breve nota introdutória de João Miguel Lameiras. No final do livro, encontramos um grande dossier de extras, com 20 páginas, em que somos convidados a mergulhar ainda mais na obra. Há um texto de Benoît Mouchard e extensas entrevistas feitas aos autores Van Hamme e Rosinski, que são acompanhadas por várias ilustrações a cores, esboços e pranchas coloridas, bem como as capas dos três volumes em que a obra foi originalmente editada. É demonstrada ainda a comparação entre uma prancha a preto e branco e uma prancha colorida.

Sobre esse assunto, convém que não esqueçamos que a edição da obra a preto e branco vai ao encontro da ideia inicial dos dois autores. Esta obra foi pensada e concebida para ser a preto e branco. Portanto, são infundadas algumas das críticas que li em relação à opção da Arte de Autor por lançar a obra em preto e branco. Não se pode ser mais fiel a uma obra do que editá-la da exata forma que os autores queriam, certo? Compreendo que, com o anterior lançamento da obra na sua versão a cores, no início dos anos 2000, pela Meribérica, muitos de nós - inclusive eu - nos tenhamos apaixonado por essas cores. De facto, essas cores estavam boas. Mas, lá está, essa versão, sim, desvirtuava a ideia original que os autores tinham para a obra. Façam como eu e optem por ter as duas versões da obra em casa. Acho que justifica, sinceramente. Se só poderem ter uma, optem pela versão a preto e branco.

No fim de contas, O Grande Poder do Chninkel é uma história magnífica, poética e filosófica que ainda hoje está atual e impactante. Um verdadeiro marco da banda desenhada franco-belga, um conto universal que todos deveríamos ler - sejamos nós adeptos de BD ou não. Um daqueles livros que merece, sem discussão, um lugar de destaque numa boa estante de banda desenhada.


NOTA FINAL (1/10):
9.6



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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O Grande Poder do Chninkel, de Van Hamme e Rosinsky - Arte de Autor

Ficha técnica
O Grande Poder do Chninkel - Edição Integral
Autores: Van Hamme e Rosinski
Editora: Arte de Autor
Páginas: 184, a preto e branco (con caderno de extras a cores)
Encadernação: Capa dura
Formato: 235 x 310 mm
Lançamento: Setembro de 2025

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Arte de Autor prepara-se para publicar edição integral de O Grande Poder do Chninkel!



Eis uma das grandes apostas da editora Arte de Autor para este ano!

É já durante a próxima semana que deverá chegar às livrarias portuguesas uma nova edição, integral e a preto e branco, da conceituada obra O Grande Poder do Chninkel, dos autores Van Hamme e Rosinsky!

Embora a obra tenha já tido publicação em Portugal em edições a cores, esta sempre foi uma obra originalmente imaginada para ser lançada a preto e branco, de forma a apreciar a beleza do trabalho de Rosinsky. Esta edição inclui ainda um generoso caderno de extras.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

O Grande Poder do Chninkel - Edição Integral, de Van Hamme e Rosinski

A obra-prima da fantasia dos autores de Thorgal.

O Grande Poder do Chninkel oferece a Van Hamme a oportunidade de abordar sob um novo ângulo um dos seus temas preferidos, a saber, «o antagonismo latente entre a força do destino que nos oprime e o desejo de todo o ser apaixonado pela liberdade de escapar a esse destino», como ele mesmo esclarece nas colunas de (A SUIVRE) em março de 1987. Ele vê em J'On um redentor inspirado nas figuras combinadas de Moisés e Jesus, ao mesmo tempo mártir e figura expiatória. O seu verdadeiro «grande poder» reside na sua capacidade de perdoar as faltas do próximo, mesmo que seja o seu pior inimigo.

Para construir de forma verossímil os costumes e tradições do povo Chninkel, Van Hamme inspira-se tanto nos hobbits do Senhor dos Anéis como na tradição judaica. Além disso, combina certos diálogos com um humor fatalista centrado na decisão da má sorte, da infelicidade e do sofrimento - como quando o infeliz herói fracassa todas as vezes em que tenta unir-se à sua amada G'Well. 

Às referências cristãs - a provação no deserto, os milagres, a Última Ceia ou a crucificação, entre outras - somam-se alusões profanas. A mais evidente diz respeito ao filme 2001, Odisseia no Espaço, do qual O Grande Poder do Chninkel poderia ser uma introdução, na medida em que termina com uma sequência em que vemos australopitecos a dançar em torno de um monólito, como nos primeiros minutos do filme de Kubrick...

Liberto das restrições da cor, o traço de Rosinski floresce na representação épica de cenas de batalhas com inúmeros combatentes.

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Ficha técnica
O Grande Poder do Chninkel - Edição Integral
Autores: Van Hamme e Rosinski
Editora: Arte de Autor
Páginas: 184, a preto e branco (con caderno de extras a cores)
Encadernação: Capa dura
Formato: 235 x 310 mm
PVP: 31,00€

segunda-feira, 24 de março de 2025

Análise: Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral, de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky - Arte de Autor

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral, de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky - Arte de Autor
Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral, de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinski

​Foi ainda no final do ano passado que a editora Arte de Autor se aventurou numa das suas mais fortes apostas do ano, ao lançar o clássico da banda desenhada europeia Fábulas das Terras Perdidas. Esta é uma longa série, dividida por vários ciclos, na qual o seu argumentista, Jean Dufaux, se faz acompanhar de virtuosos ilustradores para cada um desses ciclos. 

O primeiro ciclo intitula-se Sioban e tem Grzegorz Rosinski como ilustrador. O livro que hoje vos trago reúne numa edição integral os quatro tomos que compõem o primeiro ciclo e que já haviam sido lançados, de forma avulsa, em Portugal há várias décadas. E, já agora, relembro que está nos planos da editora portuguesa a edição, também em integrais, da restante série Fábulas das Terras Perdidas, que contém mais três ciclos para além daquele que hoje vos trago e que, certamente, é o mais conhecido dos leitores portugueses: o Ciclo Sioban, que inclui os tomos Sioban, Blackmore, Dona Gerfaut e Kyle de Klanach.

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral, de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky - Arte de Autor
Apesar de estar divido em quatro partes, bem poderia estar reunido em duas partes já que, de facto, estamos perante duas histórias. Que se complementam, claro, pois acompanhamos a caminhada da personagem Sioban, mas que também são, de certa forma, independentes. Pelo menos, os dois primeiros tomos funcionariam muito bem de modo solitário.

O enredo do livro é bastante clássico, diria. Sioban é uma princesa destemida que, após a perda do seu reino, embarca numa jornada de vingança contra aqueles que destruíram a sua família. A história, que se ambiente na magia e nos tempos obscuros da Idade Média, é profundamente influenciada pelas lendas celtas, transportando o leitor para um mundo onde a magia e o misticismo estão omnipresentes. ​

Se Sioban é uma bela protagonista carregada de carisma, Blackmore é o perfeito ser maléfico - com maior ou igual carisma do que Sioban - e que tudo fará para aniquilar a protagonista. A história tem espíritos, tem magia, tem criaturas sobrenaturais, tem grandiosas batalhas a espada e a cavalo... enfim, tem tudo ao jeito de uma série clássica de fantasia ambientada na Idade Média. Se, por um lado, pode parecer pouco original em alguns momentos, não deixa de ser verdade que é um autêntico festim para os amantes do género. E uma questão, que funciona como mote ao longo de toda a narrativa, mantém-se até ao final: "É o amor que está no coração do mal, ou é o mal que está no coração do amor?"

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral, de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky - Arte de Autor
Já conhecia a história mas, relendo-a uma vez mais, voltei a ter a sensação de que estamos perante uma daqueles contos clássicos, com todos os ingredientes obrigatórios para que o mesmo se transforme nisso mesmo: em algo clássico. Jean Dufaux constrói uma trama rica e complexa, em que temas como poder, traição e redenção são explorados com profundidade. A personagem de Sioban é apresentada como uma heroína forte e determinada, cuja evolução ao longo da história reflete as suas lutas internas e externas.​ A fusão de elementos mitológicos com uma história de vingança pessoal confere à obra uma dimensão épica que ressoa com os fãs do género.​

Outro dos aspetos mais cativantes da série, quanto a mim, é a forma como Dufaux e Rosinski conseguem equilibrar momentos de ação intensa com reflexões mais profundas e evocativas sobre a natureza humana e sobre o destino. Esta dualidade enriquece a narrativa e mantém o leitor envolvido do início ao fim.​

Mesmo assim, e embora esta seja uma obra impressionante, não está isenta de falhas. A narrativa, por vezes, pode parecer (demasiado) previsível, recorrendo a arquétipos clássicos da fantasia sem grandes inovações. Além disso, o ritmo da história pode ser irregular, com momentos de grande intensidade seguidos por passagens mais arrastadas. 

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral, de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky - Arte de Autor
Em termos de ilustração, o trabalho artístico de Grzegorz Rosinski, um dos grandes mestres da banda desenhada europeia, complementa magistralmente o enredo. As suas ilustrações detalhadas e expressivas captam a essência do ambiente medieval e das paisagens sombrias e enevoadas das Terras Perdidas. As cenas de batalha são particularmente notáveis pela sua intensidade visual.​

Aliás, não será descabido afirmar que as paisagens misteriosas e as criaturas fantásticas, servem não apenas como pano de fundo para a história, mas também como uma personagem adicional que influencia o próprio desenrolar dos acontecimentos. Esta construção de mundo detalhada contribui para a imersão total do leitor e Rosinski volta a assumir-se - como também o fez noutras das suas mais emblemáticas obras, como Thorgal - como um dos grandes responsáveis pela justa aclamação da obra.

Mesmo assim, devo admitir que a aplicação das cores e várias técnicas de desenho utilizadas podem ser consideradas como algo datadas para o tempo atual. Não obstante, isso não invalida que esta seja uma obra que persiste bem no tempo, até pelo simples facto de a sua narrativa se ambientar num universo da fantasia histórica que, naturalmente, não destoa da arte que lhe é aplicada.

A edição da Arte de Autor é um verdadeiro mimo para os olhos e para o tacto! O livro apresenta capa dura, com textura suave, e verniz localizado na ilustração que, já agora, é belíssima. Tudo feito com muito aprumo visual. No miolo, o livro apresenta bom babel brilhante, boa encadernação e boa impressão. Foram mantidas as ilustrações de capa de cada um dos quatro volumes, o que é bem-vindo. Como conteúdo adicional, temos ainda 15 páginas com textos informativos sobre o universo das Terras Perdidas, bem como um generoso conjunto de belos esboços de Rosinsky. Este é, portanto, um daqueles integrais a que é difícil resistir.

Em suma, Fábulas das Terras Perdidas é uma obra imprescindível para os amantes de fantasia e banda desenhada. A combinação de uma narrativa envolvente com uma arte deslumbrante tornou esta série, aquando do seu lançamento original, e ainda no tempo atual, como um marco no panorama da nona arte, oferecendo uma leitura que perdura na memória. E em boa hora a Arte de Autor nos trouxe esta obra numa edição de luxo a que é difícil resistir.


NOTA FINAL (1/10):
8.9




Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral, de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky - Arte de Autor

Ficha técnica
Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral
Autores: Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky
Editora: Arte de Autor
Páginas: 248, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 235 x 310 mm
Lançamento: Outubro de 2024

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

"Fábulas das Terras Perdidas" recebe um lançamento integral!


É, possivelmente, a grande aposta da Arte de Autor para 2024! A editora portuguesa prepara-se para lançar no Amadora BD um integral da obra Fábulas das Terras Perdidas, dos autores Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky.

E, meus caros, só de olhar para a lindíssima capa desta edição integral, bem como para o facto de ser um livro que reúne 4(!) tomos e ainda um caderno de extras com esboços originais inéditos, creio que estaremos perante uma das grandes edições do ano. Um daqueles livros que todos aqueles que são apreciadores de uma bela e cuidada edição aclamarão.

Para dissipar dúvidas, a série Fábulas das Terras Perdidas é uma série que ainda se encontra em continuação, mas que é dividida por ciclos, com histórias contidas dentro desses mesmos ciclos. No total, já conta com 4 ciclos e em cada um deles tem havido um novo ilustrador. Portanto, avancem sem medo para este primeiro ciclo com Rosinsky como ilustrador.


Deixo-vos, mais abaixo, com algumas imagens promocionais e com a sinopse da obra.


Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral, de Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky


As Fábulas das Terras Perdidas têm todo o poder das histórias de fantasia e a magia das lendas celtas e são um clássico consagrado da fantasia de heróis.

Esta saga, com argumento de Jean Dufaux, opõe a virtude de uma adolescente aos feitiços maléficos de seres maquiavélicos. As linhas vigorosas de Rosinski proporcionam-nos cenários magníficos, onde as batalhas são impiedosamente violentas.

A presente edição em formato integral inclui os 4 volumes, do primeiro ciclo, e inclui caderno de esboços originais e inéditos.

1- Sioban

Sioban é uma princesa sem reino. Mas só sonha com a reconquista e o seu sangue ferve só de pensar em vingar-se dos seus inimigos. Mergulhada na magia e no obscurantismo da Idade Média (650/1066), Sioban é uma mulher excecional nesta banda desenhada ultra-clássica, tanto pelo desenho rigoroso e meticuloso como pelo argumento.

2- Blackmore

Blackmore compreende a ameaça que Sioban representa e tenta eliminá-la com a ajuda de magia negra. Na primeira tentativa, Sioban é salva por Seamus, o guerreiro do perdão. Na segunda tentativa, é o despertar das Fábulas das Terras Perdidas que derruba o seu atacante e a leva à frente de um exército de fantasmas que se prepara para atacar Beldam a partir de terra, enquanto os guerreiros do perdão liderados por Seamus e apoiados pelos habitantes de Eruin Duléa atacam a partir do mar. A lendária batalha de Nyr Lynch estava prestes a ser reencenada, com uma pergunta incómoda como pano de fundo: “Será que o mal está no coração do amor?

3- Dona Gerfaud

Sioban reina sobre Eruin Duléa. A sua mãe entrou para um convento, fugindo da vergonha da sua união com Blackmore e da criança que dela nasceu. Protegida por Seamus, Sioban visita as terras dele. Por acaso, ela conhece um nobre solitário, Kyle de Klanach, e descobre o amor durante uma batalha contra criaturas horrendas. Ao mesmo tempo, Dona Gerfaut, mãe do perverso e fraco senhor de um pequeno baronato em Eruin Duléa, redescobre antigos poderes com o objectivo de ganhar poder tocando no coração de Sioban.
4- Kyle de Klanach

Sioban, filha de Lady O'Mara e do Lobo Branco, governava Eruin Dulea. Mas Dona Gerfaut obrigou-a a beber uma poção do amor que a acorrentou ao seu filho, um estúpido e cobarde idiota. E agora Sioban vai casar-se com Gerfaut e, pior que tudo, vai deixar o seu amigo de sempre, Zog, o adorável ouki, ao cozinheiro: o seu novo marido adora mel ouki!

Os dias negros estão de volta para Eruin Dulea. Graças a Kyle de Klanach, que continua a amar Sioban. E Lady O'Mara fará uma coisa terrível mas salutar para salvar a sua filha da poção. Inspirada nas lendas anglo-saxónicas, Fábulas das Terras Perdidas é uma história cheia de mistério e de horror, mas também de humor e de amor. Esta última parte do ciclo responde finalmente à terrível questão: é o amor que está no coração do mal, ou é o mal que está no coração do amor?

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Ficha técnica
Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 1 - Sioban - Edição Integral
Autores: Jean Dufaux e Grzegorz Rosinsky
Editora: Arte de Autor
Páginas: 248, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 235 x 310 mm
PVP: 49,00€

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Análise: A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral

A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosinski - Arte de Autor

A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosinski - Arte de Autor
A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosinski

A Vingança do Conde Skarbek arrebatou-me da primeira à última página e digo-vos com franqueza: se este não for o melhor livro do ano, estará certamente entre o pequeno e exclusivo grupo das melhores bandas desenhadas lançadas por cá, em 2022! Não é maravilhoso, é perfeito!

Eis uma fantástica surpresa que a Arte de Autor nos traz e que merece que todos nós, amantes de banda desenhada, lhe ofereçamos uma oportunidade. Os beneficiados dessa escolha serão os leitores, estou certo!

A Vingança do Conde Skarbek, da autoria de Yves Sente e Grzegorz Rosinski, conta-nos a história mirabolante de Louis Paulus que, depois de exilado, regressa com uma outra identidade e um título – o de Conde – para se vingar de todos aqueles que o atraiçoaram e humilharam. Onde é que já todos lemos isto? Bem… em O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, lembram-se? Esse clássico da literatura mundial que figura até – e curiosamente – entre os meus livros favoritos do género. Aliás, mesmo sem conhecer este A Vingança do Conde Skarbek, o simples nome da obra remeteu-me logo para O Conde de Monte Cristo. Basta falarem-me de “vingança” e de “conde” que eu pensarei automaticamente nessa magnum opus da literatura. Mas devo dizer-vos que apesar das semelhanças com a obra original de Dumas, sensivelmente a meio da obra, A Vingança do Conde Skarbek afasta-se da obra de Alexandre Dumas e trilha o seu próprio caminho. O que não deixa de ser engraçado e curioso é que o próprio Yves Sente está bem ciente disso e até brinca com a questão, insinuando que não foi ele que se inspirou em Dumas, mas sim, Dumas que se inspirou na história de Skarbek para escrever o seu Monte Cristo. Adorei a ousadia e destreza narrativa do autor nesta questão!

A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosinski - Arte de Autor
Mas voltemos à história. Esta situa-se na Paris do século XIX. Depois de regressar do seu exílio, escondendo a sua identidade de Louis Paulus - que havia sido um célebre e idolatrado pintor -, o Conde Skarbek vai tentar vingar-se de um famoso negociante de arte, Northbrook, que o atraiçoou e, basicamente, destruiu a sua vida artística e amorosa. Algo como foi feito a Edmond Dantès, se bem se recordam. Para tal, o Conde Skarbek pede ajuda à sua antiga musa, a muito sensual ruiva Magdalene. Com uma jogada inteligente jurídica é interposto um processo de tribunal contra Northbrook, levando este a sentar-se no banco dos réus. E quando é chamado para prestar o seu depoimento, o Conde vai-nos relatando, assim, a sua história. E não é uma história qualquer. É verdadeiramente carregada de eventos, viagens, fugas, traições e mentiras que deixam os presentes no tribunal – e nós, leitores, também – completamente absortos nesta história. Aos poucos, vamos conhecendo o que realmente se passou através do relato inspirado do Conde. Há ainda muitos volte-faces, que vão alterar a forma como olhamos para a história e para as personagens, que estão muito bem engendrados por Yves Sente. A verdade é que fiquei fã do autor enquanto argumentista e agora até já tenho um interesse acrescido nos álbuns de Spirou, que o mesmo assina. Mas isso é outro tema. Sobre a história, que também me lembrou o igualmente fantástico O Burlão nas Índias, de Ayroles e Guarnido, pela forma como o autor brinca e engana o leitor, bem como por outros motivos, posso dizer que este é um álbum muito bem pensado e muito bem congeminado por Yves Sente.

A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosinski - Arte de Autor
Portanto, se Grzegorz Rosinski não precisa de grandes apresentações pelo seu fantástico trabalho na série Thorgal que lhe granjeou respeito e admiração por todos(?) os amantes de banda desenhada, Yves Sente não era para mim – pelo menos até agora – um sinónimo de qualidade. Não me entendam mal. Não é que eu achasse que o autor era mau argumentista. Nada disso. No entanto, também não o achava “nada por aí além”. Os seus trabalhos que eu já havia lido (Blake e Mortimer, O Guardião ou XIII) não sendo propriamente maus, também não me deixaram maravilhado do ponto de vista do argumento. Mas, afinal, o autor tinha (tem?) cartas na manga para nos entregar um belíssimo argumento. Porque, sim, se as ilustrações deste A Vingança do Conde Skarbek são de nos deixar água na boca, o argumento (também) assume um papel preponderante em oferecer-nos um livro espetacular.

Com algum sentimento de culpa meu, por não conhecer (sequer!) esta obra que foi originalmente lançada pela Dargaud, em dois volumes, entre 2004 e 2005, devo dizer que só posso mesmo agradecer à Arte de Autor, na pessoa de Vanda Rodrigues, por esta fantástica aposta. É um daqueles livros que vem, chega e vence. Tudo bem feito, a roçar a perfeição, e onde nada falta para que a obra, no seu todo, seja inesquecível para quem a lê.

Sendo um álbum que assenta muito no mundo da arte plástica, mais concretamente da pintura, a forma como o mesmo é ilustrado por Rosinski não poderia ser melhor. Com um estilo de desenho derivado da pintura de corrente impressionista, cada página, cada vinheta, cada desenho, cada pose, cada expressão é uma pequena obra de arte. Se, aliás, despíssemos as vinhetas das legendas que as acompanham, acho que teríamos um enorme conjunto de ilustrações prontas a figurar num museu de pintura. É um trabalho sublime, que não pára de nos surpreender até à última página do álbum e em que fica claro que Rosinski é um dos maiores mestres da banda desenhada europeia. A qualidade do seu trabalho chega a ser “ridícula” por ser tão boa. Por outras palavras, não é de todo habitual que um álbum de banda desenhada seja ilustrado com um virtuosismo tão grande.

O livro é belo ao nível do tratamento e conceção das personagens, que são desenhadas com grande personalidade e com expressões faciais perfeitas. Mas também é belo ao nível cénico. Destaque para a bela representação da Paris do século XIX, para a ilha paradisíaca e para o ambiente naval que também pontua a história.

A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosinski - Arte de Autor
Outra coisa que me fez ficar muito agradado foi a capacidade do autor para dar dinâmica aos movimentos das personagens. Noutros exemplos, em que outros autores tentam um estilo muito próximo ao da pintura clássica, é frequente que os desenhos fiquem algo estáticos, não havendo uma boa sensação de movimento nas cenas de ação. Mas isso não acontece aqui, pois até nas cenas de guerra e de ação a dinâmica das ilustrações é muito bem conseguida.

As cores e a forma como as mesmas são aplicadas diretamente pelo autor, através de camadas, à boa forma da pintura, também ajudam a arte de Rosinski a tornar-se mais épica, mais séria, mais relevante.

Esta edição integral da obra inclui ainda um caderno de extras eróticos que é composto por esboços elaborados originalmente para as cenas de cariz sexual explícito, que acabaram por não ser incluídas na obra, devido à opção autoral de Rosinski. Portanto, já seria uma boa notícia que este material extra fosse incluído. Mas a edição vai ainda mais longe. É que, aparte ser um material extra que nos mostra o processo de esboço de Rosinski tem, também, neste caso, o proveito de complementar a própria leitura. Até porque junto a cada esboço foi inserida, em pequena dimensão, a página aonde essa cena erótica deveria ter sido originalmente incluída, para que o leitor não se perca e consiga encontrar o exato momento onde teriam lugar as várias cenas sexuais. Diga-se que estas cenas não são necessárias para bem acompanharmos a história, mas é inegável que a complementam, aprofundando alguns momentos intensos. Uns belos, outros traumáticos. Há, por isso, duas formas de lermos este livro. Ou o lemos de uma ponta à outra, desprezando as cenas eróticas e só as procurando no final. Ou, então, vamos espreitando as cenas eróticas no final do livro à medida que vamos chegando à parte aonde era suposto as mesmas aconteceram. Desta forma, a imersão é ainda maior e, portanto, é a forma de leitura que recomendo para os meus leitores.

A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosinski - Arte de Autor
A restante edição da Arte de Autor também merece todo o tipo de louvores. Apresentando capa dura, com a textura aveludada a que a editora já nos habituou em alguns dos seus livros, tem também um ótimo papel, encadernação e impressão. Um destaque deve também ser dado ao belo grafismo da obra - que saiu das mãos de Mário Freitas. O editor/autor é conhecido pelo seu perfecionismo e atenção ao detalhe. E, pelo menos na parte da importância de um bom grafismo para tornar a obra ainda mais bela, não poderia estar mais de acordo com a sua visão. Dei-me ao trabalho de ir ver as duas edições integrais francesas da obra (uma inclui o caderno erótico de extras e a outra não) e dei-me conta que, de facto, a edição portuguesa é mesmo a mais bonita de todas elas. O que até me remete para aquilo que, há uns dias, escrevi na análise de A Bomba, quando disse que há algumas edições portuguesas que até suplantam a qualidade das edições originais francesas. Ainda sobre o grafismo de A Vingança do Conde Skarbek, gosto especialmente do que foi feito na contracapa da obra. É, por isso, mas não só, um excelente trabalho também a esse nível de design.

Por fim, e olhando para o todo, repito um pouco o que já fui dizendo acima. A Vingança do Conde Skarbek, a par de Monstros, de Barry Windsor-Smith, ou do último volume de Armazém Central, de Loisel e Tripp, está entre o melhor que já li este ano! Um forte candidato a livro do ano que tem mesmo de ser (re)conhecido por todos os que gostam: de uma boa história, que nos cativa da primeira à última página e que aparece carregada de volte-faces; de uma arte indiscutivelmente sublime, maravilhosa e espantosa de Rosinski; e por uma bela edição, definitiva e completa. Ainda não compraste este fantástico tesouro? Hoje é o dia! De nada.


NOTA FINAL (1/10):
10.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosinski - Arte de Autor

Ficha técnica
A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral
Autores: Yves Sente e Grzegorz Rosiński
Editora: Arte de Autor
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 235 x 310 mm
Lançamento: Junho de 2022

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Arte de Autor lança mais uma grande aposta assinada por Sente e Rosinski!



A Arte de Autor lança, durante esta semana, uma grande aposta que dá pelo nome de A Vingança do Conde Skarbek e que é assinada pelos conceituados autores Yves Sente, no argumento, e Grzegorz Rosiński, na ilustração.

Originalmente publicado em França em 2 volumes, entre 2004 e 2005, é agora publicado num volume integral com um caderno de extras. 

Olhando para as belíssimas páginas já conhecidas, posso dizer que as ilustrações parecem ser lindíssimas e que, por esse motivo, estou muito curioso com este livro.

O livro pode ser adquirido no site da editora e deverá chegar às livrarias até ao final desta semana.

Abaixo, deixo-vos com a sinopse e algumas imagens promocionais da obra.

O livro já se encontra à venda no nosso site e em livraria até ao final da semana.


A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral, de Yves Sente e Grzegorz Rosiński

Estamos em 1843. 

A Vingança do Conde Skarbek narra, escrito por Yves Sente e ilustrado por Grzegorz Rosinski, as tribulações românticas de um pintor, Louis Paulus, de regresso do exílio.
Sob a identidade do Conde Skarbek, o pintor volta a Paris para confundir um famoso negociante de arte, Daniel Northbrook. Para isso, ele usará os "talentos" da sua antiga musa, a bela Magdalene. Flashbacks e testemunhos pontuam o julgamento cheio de reviravoltas que abrangerão os dois álbuns.

Um caderno de extras eróticos encerra este livro.

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Ficha técnica
A Vingança do Conde Skarbek - Edição Integral
Autores: Yves Sente e Grzegorz Rosiński
Editora: Arte de Autor
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 235 x 310 mm
PVP: 29,95€

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Eis mais uma aposta da Arte de Autor que promete surpreender muita gente!




Chama-se La Vengeance du Comte Skarbek e é um dos livros que a Arte de Autor nos vai trazer em 2022!

Trata-se de um álbum duplo, da autoria de Yves Sente (Blake e Mortimer, O Guardião, Thorgal, XIII) e Grzegorz Rosinski (Thorgal), mas que a editora portuguesa editará num só volume integral.

A obra foi originalmente publicada pela Dargaud em 2004 e assume-se como um thriller histórico, de cariz erótico (com classificação "Para Adultos") e transporta-nos para uma Paris romântica e em rebuliço, bem ao género das obras dos autores clássicos da literatura francesa Alexandre Dumas ou Victor Hugo.

Não conheço a obra mas devo dizer que, olhando para os nomes envolvidos, e, acima de tudo, para as fantásticas pranchas originais que disponibilizo abaixo, fico com água na boca para este livro!

Ainda não há data para o lançamento da obra. Sabe-se apenas que será lançada no próximo ano.