Mostrar mensagens com a etiqueta Stefano Garau. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Stefano Garau. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de março de 2023

Ivanhoé, o novo livro da Levoir, chega amanhã às livrarias!




Levoir e RTP estão de volta com o seu novo álbum da coleção Clássicos da Literatura em BD.

Desta vez, a editora lança Ivanhoé, cuja adaptação para banda desenhada da obra original de Walter Scott, ficou a cargo dos autores Stefano Enna e Stefano Garau.

O livro deverá chegar às livrarias a partir de amanha, dia 21 de Março.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora e com algumas imagens promocionais.

Ivanhoé, de Stefano Enna e Stefano Garau
Walter Scott, foi um novelista, poeta, ensaísta, que nasceu a 15 de agosto de 1771 na Escócia, é um dos mais famosos autores britânicos: para além dos seus muitos romances e contos em defesa da cultura escocesa, iniciou um género literário que influenciou a literatura mundial dos séculos XIX e XX: o romance histórico. Ivanhoé é o romance histórico que a Levoir e a RTP editam a 21 de março.

Em dezembro de 1819 Walter Scott publica Ivanhoé, romance cuja história se desenrola em Inglaterra no final do século XII, um país em plena luta de influência entre normandos e saxões. Apesar das suas hostilidades, das suas diferentes línguas e costumes, estes dois povos são forçados a conviver. 

Cedric de Rotherwood quer restaurar um rei saxão, Athelstane de Coningsburgh, ao trono e para isso quer que ele se case com a sua filha adoptiva, Lady Rowena. Mas o acordo cai por terra porque a princesa saxã está apaixonada pelo filho de Cedric, Wilfrid, que o pai enviou para o exílio para evitar a união. 

Wilfrid de Ivanhoé, conhecido como Ivanhoé, encontra-se dividido por vários conflitos e parte para a Terra Santa com o Rei Ricardo Coração de Leão, cuja estima ganha, e que lhe concede a mansão de Ivanhoé como um feudo. 

Mas Ricardo é feito prisioneiro no caminho de regresso e encarcerado na Áustria. Ameaçado de ser desapossado do trono pelo seu irmão João e pelos seus aliados no regresso. 

Ivanhoé terá então de defender o seu rei, recuperar a sua herança, mas também o amor de Lady Rowena.

O dossier tem a colaboração de Jean-Luc André d'Asciano, e adaptação de Stefano Enna.

-/-
Ficha técnica
Ivanhoé
Autores: Stefano Enna e Stefano Garau
Adaptação para BD a partir da obra original de: Walter Scott
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Análise: As Desventuras do Rei Midas



As Desventuras do Rei Midas, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau e Stefano Garau

As Desventuras do Rei Midas é o mais recente lançamento da editora Gradiva. É o quarto volume da coleção A Sabedoria dos Mitos, que se tem dedicado a apresentar de forma genérica - e muito educativa, diga-se - algumas histórias clássicas da mitologia grega. 

Antes de avançar na minha análise, afirmo que considero admirável que a editora Gradiva tenha sabido encontrar esta franja de mercado – a banda desenhada histórica e educativa, chamemos-lhe assim. E mesmo tendo em conta a recente entrada neste segmento da editora Levoir, com o lançamento da sua coleção Clássicos da Literatura em BD, julgo que (ainda) há espaço para todas estas obras de cariz didático que permitem, especialmente a um público mais infanto-juvenil, a aquisição de mais conhecimento e cultura geral, de uma forma simples e recreativa que, ainda por cima, também estimula o gosto pela banda desenhada. Estas coleções são muito bem-vindas, a meu ver.

Posto isto, desta vez o volume é dedicado ao Rei Midas e à sua capacidade de transformar em ouro, tudo aquilo em que toca. Tudo começa quando dois guardas do reino de Midas aprisionam erroneamente Sileno. Como Midas o reconhece, rapidamente desfaz o erro dos seus guardas, libertando Sileno e convidando-o para dez dias de banquetes, com vinho e muitas mulheres à mistura. Quando encontram Dioniso, o rei da festa e do vinho, este decide premiar o bom gesto de Midas para com Sileno e concede-lhe um desejo. Midas, de forma gananciosa e pouco refletida, pede que lhe seja granjeado o “toque de ouro”. Dioniso depressa se apercebe da infelicidade de tal desejo, mas decide, ainda assim, conceder esse sonho a Midas. Este fica agora munido de um fantástico poder: transformar em ouro tudo aquilo em que toca. Porém, este poder acarreta consigo consequências devastadoras para Midas pois, ao transformar tudo em ouro, isso também incluirá que através de um mero toque, Midas transforme animais, plantas – e até os seus próprios filhos – que são seres vivos em objetos inanimados. E já para não falar que atividades simples da vida, como comer e beber, tornam-se impossíveis com este poder. Rapidamente Midas se apercebe que cometeu um grande erro com este pedido e roga a Dioniso para que este reverta o malogrado poder e que deixe Midas tal como era antes do infeliz desejo. 

A história remete-nos ainda a um segundo episódio do Rei Midas, ao colocá-lo frente a frente com o Deus Apolo e com a sua ira perante as suas palavras insensatas, quando Midas decide defender Pã, afirmando que prefere a música deste, à música harmoniosa de Apolo. Eventualmente, Apolo castiga o suposto mau gosto de Midas para a música, transformando as suas orelhas em orelhas de burro. 

Este é um livro que vai ao encontro dos recentes lançamentos da Gradiva, funcionando bem, com uma história bem preparada e com desenhos atraentes. Pode parecer por vezes impessoal, mas como também é verdade que há aqui um intuito educativo nestes livros, é algo que é facilmente desculpável. No final, As Desventuras do Rei Midas são um livro bem equilibrado em todos os seus vectores. 

Muitas vezes digo que determinados livros precisavam de mais páginas para que as personagens ou o argumento, pudessem ser mais bem desenvolvidos. Mas, nesta obra, não é esse o caso. Pelo contrário, até. Porque, se repararmos bem, a própria história principal de Midas que passa a transformar em ouro tudo aquilo em que toca, até fica bem retratada nas primeiras 20 páginas deste livro. Parece que, sendo o argumento curto, houve depois a necessidade de aumentá-lo e de desenvolvê-lo. E por isso, os autores foram buscar a origem da arpa do Deus Apolo, a rivalidade que este tinha com o seu irmão Hermes, até chegarem ao encontro e duelo com Pã onde, finalmente, Midas volta a aparecer com destaque na obra. De qualquer maneira, cabe-me dizer que isto que poderá estar a parecer aos meus leitores um certo “enchimento de chouriços” por parte dos autores desta obra, não o é necessariamente. Ou se o é, pelo menos, até ficou bem feito. Ou seja, os autores souberam unir os pontos das duas histórias (ou três, se contarmos com os episódios de Hermes e Apolo) que, no fundo, constituem este livro. Embora não fosse necessário ir tão fundo para contar a história principal de Midas, compreende-se que para que o livro tivesse as habituais 48 páginas de história, os autores tiveram que procurar outros episódios da mitologia grega. Mas fizeram-no com tacto, reconheça-se. 

Em termos de arte, e à semelhança do que já escrevi por altura da análise feita a Prometeu e a Caixa de Pandora, a arte aqui presente é moderna, bem executada e bonita de se observar. Mais do que uma ilustração artística, diria que esta é uma ilustração funcional, que faz bem o seu trabalho, conseguindo ser apelativa também. Algumas caracterizações físicas – especialmente as faciais – estão verdadeiramente impressionantes, pela sua qualidade. Diria que, e comparando-o a Prometeu e a Caixa de Pandora, este As Desventuras do Rei Midas (ainda) joga mais pelo seguro, em termos de arte. A planificação, embora apresente vinhetas e arranjo das mesmas de várias formas, é mais clássica e menos audaz, descurando ilustrações grandes em dimensão. Seja como for, a arte deste livro é agradável e a aplicação das cores também não fica atrás. Destaque para a ilustração da capa que está verdadeiramente majestosa na dicotomia entre riqueza e desespero que a mesma encerra. Uma daquelas capas que, por si só, quase já vale o livro.

O dossier informativo, no final do volume, também é um interessante acrescento de informação ao tema do Rei Midas e das interpretações que deverão ser feitas em relação à sua história. Talvez nem precisasse de ser tão grande e tão desenvolvido. Mas, como costumam dizer, é preferível "a mais" do que "a menos" e portanto, o dossier de notícias é algo bem vindo e que acentua grandemente o cariz didático desta coleção da Gradiva.

Em conclusão, reitero que é sempre bom que a banda desenhada (também) esteja ao serviço da educação. Porque, como dizem os ingleses, é uma situação win-win. Por um lado, faz com que os interessados e os leitores em banda desenhada aumentem a sua cultura geral. Por outro lado, também faz com que algumas pessoas, pouco familiarizadas com a banda desenhada, aproveitem este convite de aumentar conhecimentos de uma forma leve, mergulhando assim na banda desenhada. Quem sabe se estas bandas desenhadas educativas não podem servir como porta de entrada para trazer leitores para a 9ª arte?


NOTA FINAL (1/10):
8.0


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


-/-

Ficha técnica
As Desventuras do Rei Midas
Autores: Luc Ferry, Clotilde Bruneau e Stefano Garau
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Setembro de 2020

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Lançamento: As Desventuras do Rei Midas





Saiu há alguns dias o livro As Desventuras do Rei Midas, a nova proposta da Gradiva. Trata-se de mais um título para a sua coleção A Sabedoria dos Mitos. Desta vez, o volume é dedicado ao Rei Midas e à sua capacidade de transformar em ouro, tudo aquilo em que toca.

Fiquem com a nota da editora e com as imagens promocionais.


As Desventuras do Rei Midas, de Luc Ferry, Clotilde Bruneau e Stefano Garau

Reino da Frígia. 

Perdido na floresta, um ser horrendo é capturado por criados do rei Midas. 

Rapidamente é libertado porque Midas reconhece tratar-se de Sileno, um ser formidável que não é outro senão o pai espiritual de Dioniso. 

Em jeito de agradecimento, o deus das festas, do vinho e da natureza selvagem oferece ao soberano a possibilidade de realizar um desejo. 


Midas, encorajado pela sua lendária estupidez e ganância, pode que lhe seja concedido o toque de ouro, sem pensar nas consequências perversas de tal poder. 

Como viver, beber e comer se tudo aquilo em que toca se transforma instantaneamente em metal precioso?

Ficha técnica
As Desventuras do Rei Midas
Autores: Luc Ferry, Clotilde Bruneau e Stefano Garau
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 16,50€