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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Análise: Jessica Jones - Série Completa

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal
Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos

Bem, não será a série completa, pois parte importante da mesma está contida na obra Pulsar, já analisada aqui no Vinheta 2020, mas será sobre a restante parte desta saga extraída da mente de Brian Michael Bendis de que hoje vos falo. Esta era uma série que eu já tinha lido "aos bocados", à medida em que os volumes iam sendo publicados por cá pela G. Floy Studio, mas que recentemente recebeu uma leitura completa da minha parte. Li, portanto, os dois grandes arcos da história: o primeiro, em quatro volumes, denominado Alias, e o segundo, composto pelos três volumes: Sem Limites, Os Segredos de Maria Hill e O Regresso do Homem Púrpura.

O primeiro arco, Alias, surgiu como uma espécie de "manifesto" da linha MAX da Marvel que procurava oferecer aos seus leitores histórias mais adultas, violentas, cruas e desprovidas da moral típica que costumamos encontrar nas histórias clássicas de super-heróis. Refrescante, portanto! Jessica Jones, uma ex-heroína fracassada, tenta sobreviver como investigadora privada, metendo-se em casos que a arrastam para os meandros do universo Marvel. Não é uma narrativa linear de ascensão heroica, mas sim de sobrevivência psicológica. Assim sendo, o leitor depara-se mais com o resultado negativo de se ser super-herói, do que com as coisas boas do que daí poderiam chegar, lembrando, por isso, algumas das reflexões que nos foram dadas em Watchmen, de Alan Moore, por exemplo.

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal
Jessica Jones é uma personagem que tenta lidar com o peso do passado, com traumas irreparáveis e com uma sensação de alienação constante. As investigações de Jessica entrecruzam-se com conspirações e com figuras maiores da Marvel, mas a essência da série está sempre centrada nela: uma mulher a tentar encontrar algum equilíbrio numa vida dominada por erros, vícios e memórias insuportáveis.

Já no segundo arco, apenas denominado de Jessica Jones, Bendis expande o mundo de Jessica, oferecendo-nos uma personagem ainda mais real e plausível, que, além de investigadora privada desencantada, também é mãe, parceira e alguém com responsabilidades afetivas reais. O peso emocional aumenta, sobretudo porque o passado continua a bater-lhe à porta. A intrusão de figuras como Maria Hill e o regresso inevitável do carismático vilão Homem Púrpura - um belo vilão, deixem-me que vos diga - servem para mostrar que, mesmo tentando construir uma vida normal, Jessica não pode nunca escapar totalmente da sua história e do seu passado. Será que algum de nós o pode fazer?

Particularmente, O regresso do Homem Púrpura, o último dos 7 livros de que vos falo, marca o auge dramático da história de Jessica, levando a que a personagem se confronte com o trauma que moldou a sua vida e, ao mesmo tempo, oferecendo ao leitor uma exploração intensa da natureza do abuso psicológico. O tom é ainda mais denso e mais íntimo e acaba por conseguir causar impacto nos leitores.

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal
É justo dizer que um dos maiores méritos da série é a criação de uma protagonista profundamente humana. Jessica Jones não é apenas uma ex-super-heroína; é uma mulher cheia de falhas, de vícios, de traumas e de momentos de autodestruição. Essa fragilidade aproxima o leitor, que facilmente se identifica com problemas tão mundanos como a solidão, as dificuldades financeiras ou as relações falhadas.

Bendis tem aqui um raro talento: criar uma narrativa de super-heróis onde o “super” quase desaparece. O foco está na personagem, não nos poderes. É nesse sentido que Jessica se torna mais interessante do que muitas figuras clássicas da Marvel, pois a sua humanidade é o que a define. Outro mérito da série é a forma como Bendis insere Jessica no universo Marvel sem nunca a deixar perder individualidade. As suas interações com figuras conhecidas (como Luke Cage ou Maria Hill, entre várias outras) não a reduzem a secundária, mas antes reforçam a sua posição única: alguém que vive nesse universo, mas nunca se confunde com ele.

Porém, essa insistência numa narrativa tão fechada sobre si própria (também) traz alguns problemas. A história por vezes parece circular, como se rodasse em torno do mesmo trauma sem conseguir avançar realmente. Há uma intencionalidade nisso, pois afinal de contas o trauma é algo cíclico, mas narrativamente gera uma sensação de estagnação que pode cansar o leitor. Especialmente se fizerem como eu fiz e (re)lerem os 7 volumes de uma só vez.

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal
Outro ponto problemático está na repetição de certos gimmicks narrativos. Bendis utiliza extensivamente diálogos longos, repartidos em múltiplas vinhetas quase idênticas, com variações mínimas na expressão das personagens ou nos enquadramentos utilizados. Visualmente, esta técnica remete para o cinema independente, criando uma cadência muito natural que nos faz amá-la, pela sua originalidade, nas primeiras vezes. Mas, por ser usada em excesso, perde frescura e torna-se, quanto a mim, enfadonha.

Apesar disso, esses diálogos extensos são também uma das marcas mais fortes da série em termos estilísticos, reconheço, pois aproximam a banda desenhada da oralidade, permitindo que as personagens ganhem voz própria, quase audível. 

A colaboração de Michael Gaydos é essencial para o efeito. O seu traço, que privilegia a sombra, a textura e o realismo das expressões faciais, coloca a narrativa num registo noir. Os ambientes urbanos, sombrios e quase claustrofóbicos reforçam a sensação de isolamento de Jessica.

A comparação com Sean Phillips, ilustrador de séries como Criminal ou Reckless é, pelo menos para mim, inevitável: ambos os artistas trabalham uma estética noir com foco na densidade emocional das personagens. Tal como Phillips, Gaydos não se interessa pelo espetáculo visual, mas pela atmosfera. O olhar cansado das personagens, as rugas, as sombras projetadas... tudo isso acaba por comunicar mais do que qualquer cena de ação.

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal
É precisamente esse minimalismo que sustenta o tom realista da série. Ao abdicar de grandes explosões visuais, Gaydos aproxima a banda desenhada da linguagem do cinema de autor, por um lado, e, por outro, acaba por criar uma estética própria que serve como contraponto à tradição colorida e vistosa da Marvel.

Entre o primeiro e o segundo arco nota-se uma clara evolução: se no primeiro ciclo a narrativa está quase inteiramente centrada no trauma de Jessica e na sua tentativa de sobrevivência pessoal, no segundo há uma expansão para temas de maternidade, intimidade e responsabilidades afetivas, que tornam a personagem mais tridimensional. Bendis amadurece a escrita, explorando menos a origem do trauma e mais as suas consequências no presente, enquanto Gaydos mantém a estética noir, mas com maior fluidez narrativa, conferindo às páginas um ritmo mais coeso. É como se, no primeiro arco, conhecêssemos a ferida e, no segundo, víssemos as cicatrizes a moldar a vida de Jessica.

Em termos de edição, todos os livros apresentam capa dura baça, bom papel brilhante no interior e uma boa encadernação e impressão. Alguns livros incluem capas variantes como extras e outros incluem textos introdutórios ou conclusivos de Bendis, bem como alguns esboços de Gaydos.

Em conclusão, os sete livros de Bendis e Gaydos sobre a história de Jessica Jones formam uma das obras mais adultas e consistentes da era moderna da Marvel. O arco inicial em Alias estabelece as bases de uma personagem realista, traumatizada e fascinante e o arco final da série aprofunda ainda mais essa complexidade, sobretudo no confronto com o Homem-Púrpura. Apesar das repetições narrativas e de alguns excessos estilísticos, o resultado é uma obra marcante, que alia introspeção psicológica, estética noir e um olhar profundamente humano sobre o mundo dos super-heróis, sem que seja uma BD especialmente direcionada para os fãs de super-heróis. É bem mais do que isso, acreditem.

NOTA FINAL (1/10):
8.7



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens dos álbuns. www.instagram.com/vinheta_2020



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Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal

Fichas técnicas
Jessica Jones - Alias - Vol. 1
Autores: Brian Michael Bendis e Michael Gaydos
Editora: G. Floy
Páginas: 216, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Junho de 2016

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal

Jessica Jones - Alias - Vol. 2
Autores: Brian Michael Bendis e Michael Gaydos
Editora: G. Floy
Páginas: 152, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Novembro de 2016

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal

Jessica Jones - Alias - Vol. 3
Autores: Brian Michael Bendis e Michael Gaydos
Editora: G. Floy
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Agosto de 2017

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal

Jessica Jones - Alias - Vol. 4
Autores: Brian Michael Bendis e Michael Gaydos
Editora: G. Floy
Páginas: 176, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Novembro de 2017 

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal

Jessica Jones - Vol. 1: Sem Limites
Autores: Brian Michael Bendis e Michael Gaydos
Editora: G. Floy
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Janeiro de 2019 

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal

Jessica Jones - Vol. 2: Os Segredos de Maria Hill
Autores: Brian Michael Bendis e Michael Gaydos
Editora: G. Floy
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Agosto de 2019 

Jessica Jones - Série Completa, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos - G. Floy Studio Portugal

Jessica Jones - Vol. 3: O Regresso do Homem-Púrpura
Autores: Brian Michael Bendis e Michael Gaydos
Editora: G. Floy
Páginas: 136, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Novembro de 2019 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Análise: Jessica Jones: Pulsar

Jessica Jones: Pulsar, de Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel - G. Floy Studio


Jessica Jones: Pulsar, de Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel - G. Floy Studio
Jessica Jones: Pulsar, de Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel 

Jessica Jones: Pulsar é um livro com a impressionante dimensão de 360 páginas que a G. Floy editou em 2018, numa soberba edição de luxo, com uma fantástica capa grossísima em espessura, e que compila na íntegra as histórias da coleção Pulsar, da qual Jessica Jones – de quem a editora portuguesa já lançou várias outras obras – é a protagonista. 

O volume está dividido em 3 grandes histórias: a primeira, que nos coloca na criação da publicação Pulsar, um jornal pertencente ao Clarim Diário e para o qual é contratada a ex-Vingadora Jessica Jones, que se encontra grávida do, igualmente, ex-superherói Luke Cage, e a tentar ter uma vida dita “normal”. A segunda história vai colocar Jessica Jones na busca desenfreada pelo namorado que, estando a convalescer de um ataque em forma de explosão, acaba raptado sem se saber por quem mas onde Nick Fury parece estar envolvido. Finalmente, o último arco da história, traz-nos o aguardado casamento entre Jessica Jones e Luke Cage. 

Jessica Jones: Pulsar, de Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel - G. Floy Studio
Julgo ser de louvar que a G. Floy tenha lançado este livro, tão grande em dimensão, que apresenta, desenvolve e “arruma” bem a saga de uma personagem. É fantástico e altamente recomendável para mergulhar na personagem de Jessica Jones, conhecer o seu percurso, o início da sua relação com Luke Cage, a sua gravidez e a sua envolvência no universo de super-heróis. 

De uma forma credível, estas histórias – especialmente a primeira e a segunda - permitem-nos uma franca reflexão sobre o que seria ser-se super-herói no mundo real, que implicação isso teria na vida dos heróis e na das pessoas que os rodeiam, e que impacto a atuação dos super-heróis teria nos media - e até mesmo no sistema de saúde! E esta reflexão interessante remete-nos, por vezes, para Watchmen, ou mesmo, e especialmente, Marvels. Claro que a abordagem neste Pulsar será, por ventura, mais leve do que nas obras que menciono mas, há seguramente pontos de contacto. 

Algo que gostei bastante foi a introdução da personagem de Demo (e não Demolidor!) na segunda história. Ainda que seja uma subnarrativa sem qualquer influência na história principal de Jessica Jones, foi até, possivelmente, a parte mais profunda e negra que encontrei neste Pulsar sobre ser-se super-herói. Uma narrativa forte, amarga e triste que nos revela um lado menos bom e menos romanceado da vida de um super-herói. Pena foi, que a história apareça de forma demasiado independente da plot prinicipal. Acho que acaba por ser subaproveitada. 

Jessica Jones: Pulsar, de Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel - G. Floy Studio
Pulsar
é um livro que embora se foque na história pessoal de Jessica Jones, permite a aparição de numerosas personagens do universo Marvel, como o Homem-Aranha, o Homem de Ferro, Wolverine, Capitão América, Nick Fury, entre muitos outros. Bem sei que a introdução de outros super-heróis tem uma appeal comercial para as editoras e respetivos leitores de comics mas o que é certo é que, quanto mais comics vou lendo, em que aparecem outros super-heróis enquanto “convidados”, mais vou achando que isso não traz nada verdadeiramente bom ou substancial para a trama. Ou seja, perde-se o enfoque na personagem principal e olha-se de soslaio apenas, de forma superficial, para outras personagens, que têm os seus próprios meios e sagas. E, portanto, se calhar eu preferia que, também neste Pulsar, não tivessem aparecido tantos super-heróis com ações secundárias e que se tivesse apostado mais em Jessica Jones e Luke Cage. Mas enfim... Isto nada mais é, do que o meu gosto pessoal. Mas fica a nota. 

A minha história preferida foi a primeira porque considerei ser aquela que funciona melhor e onde o argumento é mais bem explorado. A segunda história tem ideias muito interessantes mas pareceu-me que, por vezes, estava um pouco embrulhada em si mesma. Menos straight to the point e isso causa-lhe alguma ausência de fluidez. A terceira e última história, a do casamento, parece-me muito desinspirada. A longa batalha é bastante gratuita e a possibilidade de um casamento Marvel – que não é todos os dias que acontece – podia ter sido muito mais bem explorada. 

Jessica Jones: Pulsar, de Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel - G. Floy Studio
Em termos de arte, o facto deste livro ser produto de tantos autores traz consigo o reverso da medalha dessa mesma condição. É que, sendo tão diferente na questão da ilustração, acaba por ser um produto demasiado heterogéneo entre si. Se na primeira história vamos tendo uma arte limpa, clara e estilizada, muito ao género dos habituais comics; na segunda história temos uma arte mais suja, mais riscada e mais noir - quiçá menos comercial – ao jeito do que já conhecemos de Alias; na terceira história, parece que temos uma arte algures no meio entre o estilo mais comic e o estilo mais “de autor”. É compreensível porque, afinal, são mais de cinco os autores que desenham nestas 360 páginas. Por outro lado, isso não será desculpa suficiente para que o estilo de ilustração tenha mudado tanto. E o próprio livro corrobora esta minha afirmação quando, na segunda história – a maior em dimensão – temos 3 autores diferentes a desenhá-la mas que, mesmo tendo diferenças de estilo entre si, conseguem encontrar uma homogeneidade e pontos em comum na ilustração. E penso que a única pessoa que pode ser responsabilizada por esta sensação de ausência de linha gráfica condutora é, possivelmente, Bendis por ter permitido (ou pretendido?) que o estilo de ilustração variasse tanto entre si. 

Jessica Jones: Pulsar, de Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel - G. Floy Studio
Seja como for, considero um livro com uma arte muito interessante. Especialmente logo a primeira história, desenhada por Mark Bagley, que apresenta um traço muito em linha com aquilo a que os comics da Marvel – e não só – nos têm habituado mas, ao mesmo tempo, tendo a sua própria personalidade. As personagens têm caras muito expressivas, as cenas de ação são espetaculares, as cores são estilizadas e dinâmicas, a planificação das pranchas arrisca coisas novas, várias vezes. Achei uma arte verdadeiramente cativante. Na segunda história, há bons momentos em termos de ilustração mas já não gostei tanto do estilo e, em parte, isso deveu-se a ter gostado tanto das ilustrações da primeira história. Quando me deparei com este novo estilo dos autores Brent Anderson, Michael Lark e Michael Gaydos, que, nos melhores momentos, me remeteu para a arte de Sean Phillips em Criminal, não fiquei tão impressionado como na primeira história desenhada por Bagley. Ainda assim,é uma arte interessante. Muito diferente da primeira, mas interessante. A história final, desenhada por Olivier Coipel, do qual li recentemente Magic Order, apresenta alguns bons momentos mas, mesmo assim, foi a que me impressionou menos. Tal como o próprio argumento dessa história, aliás, em que Bendis me parece bastante desinspirado e sem ideias que sustentem convenientemente os acontecimentos que envolvem o casamento de Jones e Cage. 

Em conclusão, e olhando para o todo e não para as partes de forma separada, há que fazer vénias à aposta da G. Floy neste enorme livro que acaba por ser uma história integral de Pulsar. A heterogeneidade da ilustração ao longo do livro tornou-se um certo problema, sim. No entanto, reitero que isso foi apenas a coisa menos boa deste fantástico lançamento da editora portuguesa. Não é uma obra inesquecível mas é um trabalho que sabe ser fantástico em vários momentos. E não restem dúvidas de Jessica Jones é uma personagem com carisma próprio e muito bem desenvolvida por Bendis. 


NOTA FINAL (1/10): 
8.4 



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Jessica Jones: Pulsar, de Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel - G. Floy Studio
Ficha técnica 
Jessica Jones: Pulsar 
Autores: Bendis, Bagley, Anderson, Lark, Gaydos e Coipel 
Editora: G. Floy 
Páginas: 360, a cores 
Encadernação: Capa dura 
Lançamento: Maio de 2018

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Lançamento: Jessica Jones Vol. 3: O Regresso do Homem-Púrpura




O final da nova série dedicada a Jessica Jones, editada pela G.Floy, já se encontra disponível para compra.

Fiquem com a nota de imprensa e imagens promocionais.


Jessica Jones Vol. 3: O Regresso do Homem-Púrpura, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos

O final da nova série da personagem que inspirou as séries da Netflix, pelos criadores originais! A única coisa que é pior do que ser perseguida pela verdadeira figural do Mal que o Homem-Púrpura representa, é ser perseguida por essa figura maléfica quando se tem uma bebé pequena. O maior inimigo de Jessica Jones, o vilão que a definiu e que assombra a sua mente e o seu passado, regressa para acertar contas com ela. Será que Jessica consegue finalmente encerrar este capítulo da sua carreira? Os criadores originais de Jessica Jones, Brian Michael Bendis e Michael Gaydos, despedem-se da sua personagem, numa história que é a conclusão de anos de aventuras da mais conhecida detective privada do universo Marvel.

“Um arco de história de gelar os ossos!”
Adventures in Poor Taste

Brian Michael Bendis, um dos mais conhecidos argumentistas de comics nos EUA, regressou em 2016 à personagem que tinha criado há tantos atrás para a linha Marvel MAX, juntando-se de novo ao artista original da série, Michael Gaydos, para contar mais uma mão-cheia de histórias da célebre detective privada, Jessica Jones. E, quase vinte anos depois da sua estreia (que ocorreu em 2001 na revista Alias, que marcou um momento importante no desenvolvimento dos comics mais adultos da Marvel) os seus autores despediram-se da sua personagem com uma nova série de 18 números, antes de Brian Michael Bendis partir da Marvel para a DC. Nesses anos todos, ela passou por três séries (Alias, The Pulse, Jessica Jones), que a G. Floy editou na sua totalidade, e atingiu a fama mundial com a sua própria série de TV. Deixamos a última palavra a Bendis:

“...A televisão fez dela uma referência da cultura pop. É de loucos, certo? Havia alguma coisa neste material que gritasse, “Adorem-me! Façam de mim uma estrela popular”? Pois, também ainda não consegui perceber o que se passou. (...) Sinto-me imensamente orgulhoso da Jessica Jones. Não do MEU trabalho, mas do esforço de colaboração em volta da personagem. O trabalho dos meus editores e colegas, do trabalho da Melissa Rosenberg e dos argumentistas da série de TV da Jessica Jones. Até mesmo das pessoas por detrás do excelente e inventivo merchandise a ela associado, algo que até hoje me deixa embasbacado. E, por último, agradeço ao Joe Quesada. A Jessica existe porque o Joe me pediu um comic policial à maneira da Marvel. Ponto final. Sem o Joe, não haveria Jessica...”
(do posfácio ao volume final de Jessica Jones escrito por Bendis)

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Ficha técnica
Jessica Jones Vol. 3: O Regresso do Homem-Púrpura
Autores: Brian Michael Bendis e Michael Gaydos
Editora: G. Floy
Páginas: 136, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 14€